quinta-feira, 11 de março de 2010

É mais importante viver a caridade do que falar dela. (mãe gabriele)








A cruz dá um sentido ao sofrimento
A cruz também é sinal de sofrimento, mas não um sinal sem sentido, porque o Crucificado dá sentido ao sofrimento. O que teria passado, se o Crucificado tivesse respondido à burla dos seus inimigos e houvesse descido da cruz, para mostrar a eles o Seu poder, e Quem era Ele realmente? Desta maneira, JESUS haveria demonstrado claramente que o sofrimento é algo mau que não deveria existir, porque o sofrimento entrou por meio do pecado neste mundo. Haveríamos compreendido uma mensagem assim?
Então, o doente, aquele que está na solidão ou sob qualquer cruz, ficaria abandonado por JESUS. Não existiria nenhuma olhada consoladora para Aquele que também experimentou como ele os sofrimentos amargos. Não haveria uma resposta divina para a dor, que se faz solidário com aquele que sofre.
Mas, também alguém poderia contestar: quem pôde descer da cruz, também poderia ter tirado qualquer doença, morte ou outra forma de dor. Também aquela cruz que os homens colocam com o seu ódio, desejo de poder, falta de amor; que passaria com este? Se não houvesse dor no mundo, será que os homens seriam melhores, e que não estariam mais fechados em si mesmos e no seu egoísmo?
Mas JESUS não desceu da cruz, ao contrário, Ele disse: Quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim (Jo 12,32). O Senhor atrai tudo para ele, menos o pecado. Não há maior oposição neste mundo, que a santidade de DEUS e a maldade do pecado. DEUS somente pode amar o bem, rejeitando o mal. Mas o Crucificado atrai o homem para que esteja unido a Ele por meio da cruz.
A dor, levada com amor, tem o efeito que une mais os amantes, enquanto provoca a compaixão. A compaixão provoca sentimentos de misericórdia, de solidariedade e vontade de amar. O Senhor entende o “atrair” como um acontecimento espiritual, ajudando ao homem que sofre como Ele sofreu, para que este aceite a sua cruz interiormente, esta cruz que instintivamente rejeitamos, mas desta maneira pode dizer “sim”.
Para que se possa realizar tal unificação interior, exatamente pela miséria extrema do Crucificado, é necessária uma conversão de DEUS ao homem, como também da parte do homem para DEUS. O Filho de DEUS não fica indiferente diante da miséria humana: Desce da Sua glória do céu e entra numa natureza humana, com capacidade de sofrimento e experimenta a morte mais atroz. Com o olhar para ele, o homem não mais se deve deixar esmagar pela miséria, não deve queixar-se e altercar com DEUS acerca da sua própria situação. Desta maneira o “pequeno” homem descobre na madeira da cruz o amor incomensurável de CRISTO, a humildade do Seu amor, o ganhar-se o Seu amor. O amor será desinteressado, quando já não se assusta diante de uma cruz.

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