segunda-feira, 22 de março de 2010

A fecundidade da cruz


O homem amadurece ao sacrificar-se, e todo amor só pode amadurecer pelo sacrifício da cruz.

Da cruz devemos considerar o aspecto da fecundidade. JESUS fala da Sua glorificação e logo segue: se o grão de trigo não cai na terra e morre, fica infecundo, mas se morre dá muito fruto (Jo 12,24). Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. E o nosso Senhor não morreu por nós quando éramos os seus amigos, mas quando éramos ainda pecadores.
O amor é fecundo, e a cruz está relacionada com o amor, enquanto símbolo desta auto-doação total do amor. A cruz sem o amor seria pesada, ao contrario, o amor encontra o seu cume pela cruz. JESUS CRISTO ensina aos seus pela cruz: morrer às suas comodidades, ao seu egoísmo, à sua avareza e ambição, e converter-se em planta fecunda que enche de frutos admiráveis o Reino de DEUS. JESUS é o grão que morre e traz muito fruto. Na cruz nascerá a Igreja universal e a fecundidade é imensa. Muitos seguidores ressuscitam para a vida. É um grão de trigo sepultado em Jerusalém que se converte em espigas de santidade que se espalham pelo mundo inteiro. O multiplicador mais fecundo é a cruz. Se a fecundidade é cem por um (cf. Lc 8,8), resultariam 10.000 por cem. Não há tanta fertilidade como na cruz de CRISTO e a cruz que nós carregamos em nome de CRISTO. Quão maravilhoso é, poder gastar as suas forças por amor a DEUS, e ainda mais maravilhoso é poder unir-nos a CRISTO crucificado! Se para JESUS a cruz era tão fecunda, o Senhor quer doar essa fecundidade também a nós. Os que se decidiram a imitar JESUS na cruz, o Senhor lhes deixa participar na ignomínia da cruz.

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