sexta-feira, 30 de abril de 2010

Oração de Madre Teresa de Calcutá



“O amor, para ser verdadeiro, tem de doer. Não basta dar o supérfluo a quem necessita, é preciso dar até que isso nos machuque.”



Oração
Senhor, quando eu tiver fome, dai-me alguém que necessite de comida. Quando tiver sede, dai-me alguém que precise de água. Quando sentir frio, dai-me alguém que necessite de calor.
Quando tiver um aborrecimento, dai-me alguém que necessite de consolo. Quando minha cruz parecer pesada, deixe-me compartilhar a cruz do outro.
Quando me achar pobre, ponde a meu lado alguém necessitado. Quando não tiver tempo, dai-me alguém que precise de alguns dos meus minutos. Quando sofrer humilhação, dai-me ocasião para elogiar alguém.
Quando estiver desanimada, dai-me alguém a quem eu dê um novo ânimo. Quando sentir necessidade da compreensão dos outros, dai-me alguém que precise da minha. Quando sentir necessidade de que cuidem de mim, dai-me alguém a quem eu tenha de atender
Quando pensar em mim mesma, voltai minha atenção para outra pessoa.
Tornai-nos dignos, Senhor, de servir nossos irmãos que vivem e morrem pobres e com fome no mundo de hoje.
Dai-lhes, através de nossas mãos, o pão de cada dia, e dai-lhes, graças ao nosso amor compassivo, a paz e a alegria.
Madre Teresa verdadeiramente conjugou o verbo amar. Sua preocupação era primeiro com os outros.
Todos representavam para ela o próprio Cristo. Em cada corpo enfermo, desnutrido e abandonado ela via Jesus crucificado em um novo madeiro.
Amou de tal forma que estendeu a sua obra pelo mundo inteiro, abraçando homens de todas as raças e credos religiosos.
Honrada com o prêmio Nobel da paz, prosseguiu humilde, servindo aos seus irmãos. Tudo o que lhe importava eram os seus pobres. E os seus pobres eram os pobres do mundo inteiro.
Amou sem fronteiras e sem limites. Serviu a Jesus em plenitude. E nunca se ouviu de seus lábios uma queixa de solidão, amargura, cansaço ou desânimo.
Sua vida foi sempre um cântico de fidelidade a Deus, por meio dos compromissos com as lições deixadas por Jesus.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O Poema da Paz


MENSAGEM DE MADRE TERESA
Em 1979, ao receber o Prêmio Nobel da Paz, ela diz que sua obra é "uma gota de salvamento num mar de sofrimento". Sua mensagem é clara: "Juntos proclamamos com alegria a difusão da paz o amor à humanidade, e percebemos que os pobres são também nossos irmãos". Seu programa permanente foi este; "O fruto do silêncio é a oração, o fruto da oração é a fé; o fruto da fé é o amor; o fruto do amor é o serviço; o fruto do serviço é a paz." "Não há tristeza maior do que a falta de amor". "[...] existe riqueza de sobra para todos. É preciso reparti-la bem, sem egoísmo, [...]".
Fonte: Revista "Cidade Nova (Outubro/97).

O dia mais belo? Hoje
A coisa mais fácil? Equivocar-se
O obstáculo maior? O medo
O erro maior? Abandonar-se
A raiz de todos os males? O egoísmo
A distração mais bela? O trabalho
A pior derrota? O desalento
Os melhores professores? As crianças
A primeira necessidade? Comunicar-se
O que mais faz feliz? Ser útil aos demais
O mistério maior? A morte
O pior defeito? O mau humor
A coisa mais perigosa? A mentira
O sentimento pior? O rancor
O presente mais belo? O perdão,
O mais imprescindível? O lar
A estrada mais rápida? O caminho correto
A sensação mais grata? A paz interior
O resguardo mais eficaz? O sorriso
O melhor remédio? O otimismo
A maior satisfação? O dever cumprido
A força mais potente do mundo? A fé
As pessoas mais necessárias? Os pais
A coisa mais bela de todas? O amor

Madre Teresa de Calcutá

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Maternidade Espiritual


“A partir do lugar ocupado pela Virgem Santíssima e do papel por ela desenvolvido na história de salvação, pretende-se de maneira muito especial confiar cada sacerdote a Maria, a mãe do Sumo e Eterno Sacerdote, suscitando, na Igreja, um movimento de oração que coloque no centro a adoração Eucarística contínua, no arco de tempo das vinte e quatro horas, de modo que, em cada canto da terra, se eleve a Deus, incessantemente, uma oração de adoração, agradecimento, louvor, pedido e reparação, com o objetivo precípuo de suscitar um número suficiente de santas vocações para o estado sacerdotal e, ao mesmo tempo, de acompanhar espiritualmente – na realidade do Corpo Místico -, com uma espécie de maternidade espiritual e são ontologicamente modelados ao único Sumo Sacerdote, para que cada vez melhor sirvam a Ele e os irmãos.”
Fonte: Da Carta enviada pela congregação para o Clero aos Bispos de cada Diocese
No site abaixo se encontra o documento da congregação para o clero sobre a Maternidade Espiritual.Visite esse site:
http://www.clerus.org/portugues/00000056_Home_Portugues.html

terça-feira, 27 de abril de 2010

A infância leva a marca do Senhor


Nenhuma alma que foge à obediência pode levar o selo de Deus. Nem as mais alcantiladas inteligências, nem os mais altos cumes da vida mística serão verdadeiros sem a marca da humilde obediência.
Deves desconfiar instintivamente daqueles que não sabem submeter-se a seus superiores, porque eles podem escrever, agir ou falar brilhantemente, mas nenhum bem podem conseguir.
A obediência é a couraça dos humildes e dos pequenos. Estes sabem que cessando de consultar a bússola infalível da obediência, a alma se desgarra nos caminhos áridos, onde em breve lhe faltará a água da graça.
Como santa Teresa deve ter um santo e nobre orgulho de afirmar: “Sou filho da Igreja”. E deves alimentar o gosto de morrer, se possível e necessário for, num campo de batalha, em defesa da Igreja tua Mãe imortal. Por isso não podendo fazer outra coisa imola-te de amor por ela. Tudo em ti deve ser para a Igreja e para as almas. Sentirás um ardor incontido de ajudar com tuas orações os sacerdotes e os missionários em todo o mundo. Faze tua a Glória que se reflete na fronte de tua mãe.
Nasce daí o culto verdadeiramente filial que deves nutrir para com o Anjo visível do Reino, o chefe supremo da Igreja, o doce Cristo na terra, o Santo Padre, que neste momento da história está revestido da autoridade do mesmo Deus, na sucessão direta do Apóstolo Pedro, constituído por Jesus o chefe de sua Igreja.
Fonte: Infância Espiritual de Santa Terezinha, Monsenhor Ângelo R. Lucena
Hoje falta muito isso a nós, pois não queremos mais ser crianças aos olhos de Deus, por isso devemos rezar, para pedir essa humildade em obedecer Aquele que nos deu a vida.
feita por: Thais

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Aparições do Anjo de Portugal, ou Anjo da Paz


Foi a exatamente 90 anos, na primavera, verão e início do outono, em Portugal, em 1916, logo antes das aparições de Nossa Senhora em Fátima, que aconteceram as três aparições do Anjo de Portugal, ou da Paz, aos primos Lúcia, Francisco e Jacinta.
Primeira aparição. Foi assim, segundo narra a irmã Lúcia.
“Alguns momentos havia que jogávamos, e eis que um vento forte sacode as árvores e fez-nos levantar a vista para ver o que se passava, pois o dia estava sereno. Então começamos a ver, a alguma distância, sobre as árvores que se estendiam em direção ao nascente, uma luz mais branca que a neve, com a forma de um jovem transparente, mais brilhante que um cristal atravessado pelos raios do sol”.
À medida que se aproximava, íamos-lhe distinguindo As feições: um jovem dos seus 14 a 15 anos, de uma grande beleza. Estávamos surpreendidos e meio absortos. Não dizíamos palavra.
Ao chegar junto de nós, disse:
- “Não temais. Sou o Anjo da Paz. Orai comigo”.
E ajoelhando em terra, curvou a fronte até o chão. Levados por um movimento sobrenatural imitamo-lo e repetimos as palavras que lhe ouvimos pronunciar:
- “Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e Vos não amam”.
Depois de repetir isto três vezes, ergueu-se e disse:
- “Orai assim. Os Corações de Jesus e Maria estão atentos à voz das vossas súplicas”.
E desapareceu.
A atmosfera do sobrenatural, que nos envolveu, era tão intensa, que quase não nos dávamos conta da própria existência, por um grande espaço de tempo, permanecendo na posição em que nos tinha deixado, repetindo sempre a mesma oração. A presença de Deus sentia-se tão intensa e íntima, que nem mesmo entre nós nos atrevíamos a falar. No dia seguinte, sentíamos o espírito ainda envolvido por essa atmosfera. Que só muito lentamente foi desaparecendo.
Nessa aparição, nenhum pensou em falar, nem em recomendar o segredo. Ela de si o impôs. Era tão íntima, que não era fácil pronunciar sobre ela a menor palavra. Fez-nos talvez também maior impressão, por ser a primeira assim manifesta.
Segunda aparição do Anjo.Ao fundo do quintal da casa de Lúcia, o poço, onde o 'Anjo da Paz', 'Anjo de Portugal', apareceu pela segunda vez (Verão de 1916).
- “Que fazeis? Orai! Orai muito! Os corações Santíssimos de Jesus e Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia. Oferecei constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios”.
- “Como nos havemos sacrificar?” – perguntei.
- “De tudo que puderdes, oferecei a Deus um sacrifício em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores. Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de Portugal. Sobretudo aceitai e suportai com submissão o sofrimento que o Senhor vos enviar”.
E desapareceu.
“Estas palavras do Anjo gravaram-se em nosso espírito, como uma luz que nos fazia compreender quem era Deus; como nos amava e queria ser amado; o valor do sacrifício, e como lhe era agradável; como, por atenção a ele, convertia os pecadores”.
Terceira aparição do anjo. “Logo que ali chegamos, de joelhos, com os rostos em terra, começamos a repetir a oração do Anjo:” Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos etc. “Não sei quantas vezes tínhamos repetido esta oração, quando vemos que sobre nós brilha uma luz desconhecida. Erguemo-nos para ver o que se passava, e vemos o Anjo trazendo na mão esquerda um cálice e suspensa sobre ele uma Hóstia, da qual caíam dentro do cálice algumas gotas de Sangue. Deixando o cálice e a Hóstia suspensos no ar, prostrou-se em terra junto de nós e repetiu três vezes a oração:
- “Santíssima Trindade, Padre, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores”.
Depois, levantando-se, tomou de novo na mão o cálice e a Hóstia, e deu-me a Hóstia a mim e o que continha o cálice deu-o a beber à jacinta e ao Francisco, dizendo ao mesmo tempo:
- “Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus”.
De novo se prostrou em terra e repetiu conosco mais três vezes a mesma oração: “Santíssima Trindade... etc.” e desapareceu.
Levados pela força do sobrenatural, que nos envolvia, imitávamos o Anjo em tudo, isto é, prostrando-nos como ele e repetindo as orações que ele dizia. A força da presença de Deus era tão intensa, que nos absorvia e aniquilava quase que por completo. Parecia privar-nos até do uso dos sentidos corporais por um grande espaço de tempo. Nesses dias fazíamos as ações materiais como que levados por esse mesmo ser sobrenatural que a isso nos impelia. A paz e a felicidade que sentíamos eram grandes, mas só íntima completamente concentrada a alma em Deus. O abatimento físico que nos prostrava também era grande.
Fonte: (Ir. Lúcia, Memórias II)
Pratiquemos essa bela oração em reparação por tudo que tem sofrido a Igreja.

sábado, 24 de abril de 2010

IV Domingo da Páscoa O Bom Pastor ( João 10, 27-30)


Eu sou o bom pastor: Quem assim fala é Jesus – pastor por excelência, pastor que possue todas as qualidades, todas as perfeições para tornar feliz o seu rebanho, procurando-lhe todas as vantagens.
I- Jesus se mostrou bom pastor:
1° pela sua vigilância

2° pelo exercício do seu ministério
3° pelo sacrifício da sua vida
4° pela defesa das suas ovelhas
II- Jesus se mostra bom pastor; porque conhece, nutre e procura conserva unido o seu rebanho, e o defende dos assaltos dos lobos.
III – O bom pastor da a vida pelas suas ovelhas.
Jesus deu todo o seu sangue por nós:
1° como preço de redenção
2° como testemunho de amor
3º para nos dar exemplo da perfeita caridade

Sejamos boas ovelhas: Ouçamos lhe a voz, e acompanhemo-lo.
Recebamos o são alimento que ele nos oferece: a doutrina... os santos sacramentos... Detestemos o alimento que nos oferece o mundo: a impiedade... a heresia...
Estejamos prontos a dar a nossa vida pelo nosso pastor. Não meçamos sacrifícios quando se trata da sua glória. Um dia chegará em que estaremos reunidos com o nosso pastor, na glória, que ele nos oferece.

MENSAGEM DO SANTO PADRE
PARA O 47º DIA MUNDIAL
DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
Tema: O testemunho suscita vocações.

Amados Irmãos e Irmãs!
O 47º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no IV Domingo de Páscoa – Domingo do «Bom Pastor» –, a 25 de Abril de 2010, oferece-me a oportunidade de propor à vossa reflexão um tema que quadra bem com o Ano Sacerdotal: O testemunho suscita vocações. De fato, a fecundidade da proposta vocacional depende primariamente da ação gratuita de Deus, mas é favorecida também – como o confirma a experiência pastoral – pela qualidade e riqueza do testemunho pessoal e comunitário de todos aqueles que já responderam ao chamamento do Senhor no ministério sacerdotal e na vida consagrada, pois o seu testemunho pode suscitar noutras pessoas o desejo de, por sua vez, corresponder com generosidade ao apelo de Cristo. Papa Bento XVI
Rezemos para sermos fieis ao chamado de Deus e para que sacerdotes e consagrados sejam fieis em suas vocações e que através deles muitos jovens sintam o chamado gratuito de Deus.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Eucaristia Centro da Vida


A Santíssima Virgem vivia a comunhão Eucarística porque o amor requer união de vida.
Em Belém e em Nazaré viveu escondida e humildemente, no Egito teve que se refugiar, nas aldeias da Judéia auxiliou os mais necessitado, no calvário a lança transpassou seu coração; naturalmente agora vive contemplando Jesus Sacramentado.
Quando estava contemplando Jesus Eucarístico, Maria ficava totalmente silenciosa e recolhida; este momento absorvia completamente o espírito, alimentava e fortalecia para os empreendimentos apostólicos; dos lábios saíam o cântico de louvor: Minha alma glorifica o Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador (Lc. 1, 46-47).
A contemplação eucarística é mais ativa que passiva; a alma que se entrega a Deus, sob a impressão sempre nova de sua bondade, sob a influência crescente das chamas do seu amor, atinge a liberdade e a união com o seu Amado.
O reconhecimento é a primeira condição para atingir a contemplação; o cristão livre das imagens, dos objetos exteriores e desprendido dos afetos desordenado, como uma agulha magnética direcionada para o pólo, consegue encontrar Deus. A alma recolhida e fixada em Jesus é alimentada pelo amor, é iluminada pela verdade; a oração flui naturalmente, pois livre da escravidão material pode acompanhar Cristo e aprofundar os mistérios sobre os quais medita.
Por causa das prerrogativas que recebeu, a contemplação da Virgem Santíssima aos pés de Jesus Sacramentado era perfeita; as distrações, as preocupações do espírito e do coração jamais perturbaram a paz que recebia do divino filho. Espiritualmente unida com o Verbo, sorvia graça de ficar sós com o amado, receber e pedir favores, dialogar longamente.
Aquele que deseja realmente ser um adorador da Eucaristia, em união com Maria, com paciência e constância deve buscar recolhimento; procurando conhecer e desfrutar Jesus. O amor nasce da verdade, por isso o sentimento passa e a vontade permanece.
Feliz quem pelo exemplo de Maria compreende o mistério de amor deseja e clama por ele sem descanso.
Fonte: Livro, Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, São Pedro Julião Eymard

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O amor é exclusivo


Tu que estás entregues ao amor de Jesus não terás outro desejo senão o de amar exclusivamente a Ele.Tudo o mais fora deste Amado não merecerá para ti o nome de amor
Exclui de então de teu ser toda e qualquer afeição, mesmo legítima. Só nele encontrarás tua alegria.
Sentirás a necessidade de fazer de Jesus teu único amigo.Chegará mesmo o tempo em que a conversação com as criaturas te há de aborrecer.Até as conversas santas e elevadas te hão de fatigar.
Jesus só. Somente Jesus eis toda tua vida.Tudo o mais se apaga para ti como uma vela assoprada.Fora deste bem amado só existem sombras, retalhos de beleza. As criaturas nada serão para ti e tu nada serás para elas.
Tendo a Jesus tens tudo.E é a beleza eterna e a sabedoria do Pai.Só Jesus é a tua felicidade perfeita, mesmo quando se ausenta.
E, entretanto a alma pequenina, mais do que outra, tem sede ardetíssima de felicidade, mas conhece por uma luz interna que não é nas criaturas e sim em Jesus que a deve encontrar. Quanto mais alguém bebe desta fonte falsa do mundo mais sede tem. Ao passo que a água de Jesus brota viva para a vida eterna, como ele mesmo prometeu a samaritana.
Todos os instantes pertencem a Jesus, e as criaturas devem tocar-te o coração por cima e de passagem.Tu e Jesus...
fonteInfância espiritual (Sta. Teresinha)
postado pela Thais

terça-feira, 20 de abril de 2010

Porque rezar pelas almas do Purgatório?



O purgatório é um lugar de sofrimento onde as almas se purificam antes de serem admitidas no céu.
Para que não nos esquecemos das almas, a Igreja consagrou um dia, todos os anos dedicados a oração pelos finados.
Como são esquecidos os mortos! Exclamava Santo Agostinho! E, no entanto acrescenta S. Francisco de Sales, em vida eles nos amavam tanto. Nos funerais: lágrimas, soluços, flores. Depois, um túmulo e o esquecimento. Morreu... Acabou-se!
A Santa Missa é o sacrifício de expiação por excelência. É a renovação do calvário, que salvou o gênero humano. A cada Missa, diz São Jerônimo, saem muitas almas do purgatório. Depois da Missa...
A Comunhão
A Eucaristia é um Sacramento de descanso e paz para os defuntos, diz Santo Ambrósio. E o mesmo afirmam São Cirilo e São João Crisóstomo. Procuremos fazer boas comunhões lembrando-nos que quanto melhor as fizermos tanto mais aliviaremos os mortos. O Papa Paulo V estimulou a prática das comunhões pelas almas padecentes. Temos também as indulgências que entregamos a Deus para solver as dívidas das almas.
É uma mina de ouro que está a nossa disposição. Nossas orações são um meio de ajudar a salvar almas do purgatório.
São João Damasceno diz que há muito testemunho encontrado na vida dos Santos que provou claramente as vantagens da oração que se fazem pelos defuntos. Nossos sofrimentos junto à prece têm uma eficácia extraordinária para obter de Deus todas as graças. Aliviemos as almas do purgatório', com tudo que nos mortifica. A Via Sacra é uma prática das mais ricas de piedade. O Rosário é a rainha das devoções indulgenciadas.
Por isso rezemos pelas almas do purgatório.
Oração pelas almas do purgatório
Ó DEUS de bondade, de Misericórdia Tende piedade das benditas almas dos fiéis, que estão sofrendo e que padecem no purgatório, aliviai as suas penas, dai-lhe Senhor o descanso Eterno, e Fazei nascer para elas a LUZ perpétua. Amém.
Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.
fonte: www.derradeirasgracas.com Postagem de Talita Alves

segunda-feira, 19 de abril de 2010

5 Anos de Pontificado de Bento XVI


Rezemos pelo nosso Santo Padre o Papa Bento XVI nesses seus 5 anos de Pontificado em frente da nossa Igreja Católica, que tem sido atacada por todos os lados, possamos pedir muita força ao nosso amado Pedro ( Bento XVI) para que ele possa ser fiel.
Lembremo-nos de sua primeira declaração ao público, depois de eleito Papa, :
"Queridos irmãos e irmãs:
Depois do grande Papa João Paulo II, os senhores cardeais elegeram a mim, um simples humilde trabalhador na vinha do Senhor. Consola-me o fato de que o Senhor sabe trabalhar e atuar com instrumentos insuficientes e, sobretudo, confio nas vossas orações. Na alegria do Senhor ressuscitado, confiados em sua ajuda permanente, sigamos adiante. O Senhor nos ajudará. Maria, sua santíssima Mãe, está do nosso lado. Obrigado."

Vamos oferecer no dia de Hoje nossas orações e sacrifícios pelo Papa Bento XVI

"Vinde a mim, vós todos"



Se os homens soubessem o que é o amor do Senhor, seria em multidões que acorreriam junto de Cristo, para que os reconfortasse a todos com a sua graça. A sua misericórdia é inefável.

O Senhor ama o pecador que se arrepende e aperta-o ao peito com ternura: "Onde estavas, meu filho? Espero-te há tanto tempo!" Pela voz do Evangelho, o Senhor chama a si todos os homens e a sua voz ressoa pelo mundo inteiro: "Vinde a mim, vós todos que penais e dar-vos-ei repouso. Vinde e bebei a água viva. Vinde e aprendei que vos amo. Se não vos amasse, não chamaria por vós. Não posso suportar que se perca sequer uma só das minhas ovelhas. Mesmo por uma só, o Pastor vai pelas montanhas e procura-a por toda a parte. Vinde a mim, minhas ovelhas. Criei-vos a amo-vos. O meu amor por vós fez-me vir à terra e tudo sofri pela vossa salvação. Quero que conheçais o meu amor e que digais como os apóstolos no Monte Tabor: «Senhor, é bom estar contigo»" (Mt, 17,4).

O Senhor chama-nos a si sem cessar. "Vinde a mim e dar-vos-ei o repouso". Ele alimenta-nos com o seu corpo puríssimo e com o seu sangue. Com bondade nos educa pela sua palavra e pelo Espírito Santo. Revelou-nos os seus mistérios. Vive em nós e nos sacramentos da Igreja e conduz-nos ao lugar onde veremos a sua glória.


S. Siluane (1866-1938), monge ortodoxo
Escritos

sábado, 17 de abril de 2010

Terceiro Domingo da Páscoa


Pedro: Tu me amas mais do que estes? Senhor tu sabes que te Amo

A Liturgia da Palavra no início e desenvolvimento do Tempo Pascal oferece uma fantástica expressão e catequese da relação entre a Páscoa de Cristo, isto é, sua paixão, morte e ressurreição, e a preparação final e manifestação da Igreja neste mundo. Não é por acaso que durante todo o Tempo Pascal se ouça na Liturgia a leitura dos Atos dos Apóstolos, mostrando assim que a força propulsora da Igreja é o Mistério Pascal de Cristo, até a grande manifestação da Igreja ao mundo, no Pentecostes.
Dentro do contexto eclesial destaca-se a figura de um homem: Pedro. Na Primeira Leitura, é ele quem é mencionado nos Atos dos Apóstolos, embora saibamos que “os apóstolos tinham sido presos” e certamente estavam com ele (At 5,26). É Pedro quem responde em nome de todos, pois tem uma responsabilidade especial. No Evangelho também vemos a figura de Pedro destacada: o nome de Pedro é o primeiro a ser pronunciado (Jo 21,2); é ele quem toma a iniciativa de pescar, e os outros só o acompanham. Diante da presença de Jesus, João reconhece o Mestre. Em vez de ir logo falar com Jesus, fala primeiro a Pedro: “É o Senhor!” (21,7). É sempre Pedro que toma a iniciativa: chega primeiro, arrasta as redes com peixes para a terra. Jesus se dirige a Pedro: “Tu me amas mais do que estes?” Perguntaria por três vezes, talvez para lembrar a Pedro da tríplice traição que fizera a poucos dias. Depois de confirmar o amor de Pedro, confirma-o também à frente da sua Igreja: “Apascenta as minhas ovelhas”. Jesus já havia dado as chaves do Reino dos Céus ao mesmo Pedro (Mt 16,13-20) e ordenado a ele para confirmar os outros irmãos na fé (Lc 22,32). Pedro tem um primado, assim o entendeu sempre a Igreja: Pedro é o Vigário de Cristo nesta terra (Cf. Pastor aeternus, cap. 1).
Assim, ainda hoje, graças à sucessão unipessoal dos Papas, o primado de Pedro continua fulgurante, apesar dos inúmeros ataques e investidas do mal contra o Representante de Cristo neste mundo. Agora mesmo podemos ver como tem sido ultrajado e caluniado nosso Augustíssimo Santo Padre, o Papa Bento XVI. Chega a nos encher de dor e espanto como tem sido perseguido aquele que não renunciou jamais à verdade. Apesar de tanto estarrecimento, temos consciência de que o discípulo deve seguir a mesma via do mestre: “Segue-me”, diz Jesus a Pedro, até dar a vida por mim. Rezemos por nosso querido Papa, amemo-lo de coração e o veneremos com justiça, para que seja fiel e firme até o fim, apascentando as ovelhas que o Senhor lhes confiou.
Diácono João Paulo do Santos

Da sua indigência, ela deixou tudo o que tinha para viver



Eis cinco caminhos da conversão: primeiro, a condenação dos nossos pecados; depois, o perdão concedido às ofensas do próximo; o terceiro consiste na oração; o quarto, na esmola; o quinto, na humildade. Não fiques, pois, inativo, mas toma cada dia todos estes caminhos. São caminhos fáceis e não podes apresentar como pretexto a tua miséria.

Pois, mesmo que vivas na maior pobreza, podes abandonar a tua cólera, praticar a humildade, rezar assiduamente e condenar os teus pecados; a tua pobreza não se opõe nada a isso. Uma vez que no caminho da conversão é preciso dar as suas riquezas, mesmo a pobreza não nos impede de cumprir este mandamento. Vemo-lo na viúva que deu as suas duas moedas.

Eis, pois, como curar as nossas feridas: apliquemos estes remédios. Regressados à verdadeira santidade, aproximar-nos-emos da mesa santa e, com muita glória, iremos ao encontro do Rei de Glória, Cristo. Ganhemos os bens eternos pela graça, a misericórdia e a bondade de Jesus Cristo Nosso Senhor.

S. João Crisóstomo (c. 345-407), bispo de Antioquia depois de Constantinopla, doutor da Igreja
Sermão sobre o diabo tentador

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Tome a sua cruz, e siga-Me



Na cruz está a vida
E a consolação.
Só ela é o caminho
Que conduz ao céu.

Na cruz está «O Senhor
Do céu e da terra» (Act 17,24).
Nela fruímos uma paz imensa,
Mesmo em plena guerra ;
Ela aniquila todos os males
deste mundo.
E só ela é o caminho
Que conduz ao céu.

Acerca da cruz, a Esposa diz
Ao seu Bem-Amado
Que é «a palmeira preciosa»
A que subiu (Ct 7,9).
E cujo fruto foi provado
Pelo Deus dos céus.
E só ela é o caminho
Que conduz ao céu.

A cruz é «a árvore verdejante
E desejada» (Ct 2,3).
Da Esposa que, à sua sombra
Se senta
Para desfrutar o seu Bem-Amado,
O Rei do céu.
Só ela é o caminho
Que conduz ao céu.

É uma «oliveira preciosa» (Sir 24,14),
A Santa Cruz
Que com seu óleo nos unge
E nos dá luz.
Ó alma minha, toma a cruz
Para tua grande consolação,
Porque só ela é o caminho
Que conduz ao céu.

Para as almas que por completo
Se submeteram a Deus
E se afastaram verdadeiramente
Do mundo,
A cruz é «árvore de vida» (Gn 2,9)
E de consolação,
E um caminho de delícias
Que conduz ao céu.

E porque na cruz foi posto
O Salvador,
Na cruz está «a glória
E a honra» (Ap 4,11),
E na dor
Vida e felicidade,
E o mais seguro caminho
Que conduz ao céu.

Santa Teresa d'Ávila (1515-1582), carmelita, doutora da Igreja
Poema : « En la cruz está la vida »

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Os cristãos como os anjos mensageiros da caridade de Cristo


Regina caeli na segunda-feira do Anjo em Castel Gandolfo
Os cristãos devem ser mensageiros do amor e da caridade de Deus ressuscitado, assim como o foram os anjos. Foi a reflexão proposta por Bento XVI na segunda-feira do Anjo, 5 de Abril, aos fiéis presentes em Castel Gandolfo para onde o Papa se deslocou depois da celebração da missa de Páscoa durante a oração mariana do Regina caeli.
Amados irmãos e irmãs!
Na luz da Páscoa que celebramos em toda esta Semana renovo os meus votos mais cordiais de paz e de alegria. Como sabe, a segunda-feira depois do Domingo da Ressurreição é tradicionalmente chamada "Segunda-Feira do Anjo". É muito interessante aprofundar esta referência ao "Anjo". Naturalmente o pensamento vai imediatamente para as narrações evangélicas da ressurreição de Jesus, nas quais aparece a figura de um mensageiro do Senhor. São Mateus escreve: "Nisto, houve um grande terremoto, pois o anjo do Senhor, descendo do céu, aproximou-se e removeu a pedra, sentando-se sobre ela. O seu aspecto era como o de um relâmpago e a sua túnica branca como a neve" (Mt 28, 2-3). Todos os Evangelistas, depois, esclarecem que, quando as mulheres foram ao sepulcro e o encontraram aberto e vazio, foi um anjo que lhes anunciou que Jesus tinha ressuscitado. Em Mateus este mensageiro do Senhor diz-lhes: "Nada receeis; sei que buscais a Jesus crucificado. Não está aqui, pois ressuscitou como havia dito" (Mt 28, 5-6); por conseguinte mostra o túmulo vazio e encarrega-as de levar o anúncio aos discípulos. Em Marcos o anjo é descrito como "um jovem, vestido com uma túnica branca", que dá às mulheres uma mensagem idêntica (cf. Mc 16, 5-6). Lucas fala de "dois homens de hábito resplandecente", que recordam às mulheres como Jesus tivesse prenunciado muito antes a sua morte e ressurreição (cf. Lc 24, 4-7). Também São João fala de "dois anjos vestidos de branco"; é Maria de Magdala quem os vê, enquanto chora ao lado do sepulcro, e dizem-lhe: "Mulher, porque choras?" (Jo 20, 11-13).
Mas o Anjo da ressurreição evoca também outro significado. Com efeito, é preciso recordar que a palavra "anjo" além de definir os Anjos, criaturas espirituais dotadas de inteligência e vontade, servos e mensageiros de Deus, é também um dos títulos mais antigos atribuídos ao próprio Jesus. Lemos por exemplo em Tertuliano, século iii: "Ele isto é, Cristo também foi chamado "anjo do conselho", ou seja, anunciador, que é uma palavra que denota um cargo, não a natureza. Com efeito, ele tinha que anunciar ao mundo o grande desígnio do Pai para a restauração do homem" (De carne Christi, 14), segundo Tertuliano. Portanto, Jesus Cristo, o Filho de Deus é chamado também o Anjo de Deus Pai: Ele é o Mensageiro por excelência do seu amor. Queridos amigos, pensemos agora no que Jesus ressuscitado disse aos Apóstolos: "Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós" (Jo 20, 21); e comunicou-lhes o seu Santo Espírito. Isto significa que, como Jesus foi anunciador do amor de Deus Pai, também nós o devemos ser da caridade de Cristo: somos mensageiros da sua ressurreição, da sua vitória sobre o mal e sobre a morte, portadores do seu amor divino. Certamente, permanecemos por natureza homens e mulheres, mas recebemos a missão de "anjos", mensageiros de Cristo: a todos é dada no Batismo e na Confirmação. De modo especial, através do Sacramento da Ordem, recebem-na os sacerdotes, ministros de Cristo; apraz-me ressaltar isto neste Ano sacerdotal.
Queridos irmãos e irmãs, dirijamo-nos agora à Virgem Maria, invocando-a como Regina Caeli, Rainha do Céu. Ela nos ajude a acolher plenamente a graça do mistério pascal e a tornarmo-nos mensageiros corajosos e jubilosos da ressurreição de Cristo.
L'OSSERVATORE ROMANO EDIÇÃO SEMANAL ,sábado 10 de Abril de 2010 Cidade do Vaticano

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O homem da décima primeira hora: «Os últimos serão os primeiros»



Que fez, pois, o ladrão para receber em herança o paraíso, logo a seguir à cruz? [...] Enquanto Pedro negava Cristo, o ladrão, do alto da cruz, dava testemunho Dele. Não digo isto para denegrir Pedro; digo-o para pôr em evidência a grandeza de alma do ladrão. [...] Aquele ladrão, enquanto toda a população se mantinha à sua volta, acusando, vociferando, cobrindo-os de blasfémias e de sarcasmos, não lhes deu a menor importância. Nem sequer teve em conta o estado miserável da crucifixão que se erguia diante dele. Lançou sobre tudo isso um olhar cheio de fé. [...] Virou-se para o Senhor dos céus e, entregando-se a Ele, disse: «Lembra-te de mim, Senhor, quando fores para o teu Reino» (Lc 23, 42). Não menosprezemos o exemplo do ladrão nem tenhamos vergonha de o tomarmos como mestre, a ele que nosso Senhor não desdenhou de fazer entrar no paraíso em primeiro lugar. [...]

Ele não lhe disse, como fizera a Pedro: «Vem, segue-Me e farei de ti um pescador de homens» (Mt 4, 19). Também não lhe disse, como aos Doze: «Sentar-vos-eis sobre doze tronos para julgar as doze tribos de Israel» (Mt 19, 28). Não o agraciou com nenhum título; não lhe mostrou qualquer milagre. O ladrão não O viu ressuscitar um morto, nem expulsar demónios; não viu o mar obedecer-Lhe. Cristo não lhe disse nada acerca do Reino, nem da geena. E, contudo, deu testemunho dEle diante de todos e recebeu o Reino em herança.

S. João Crisóstomo (c. 345-407), sacerdote em Antioquia, mais tarde Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja
Homilia para Sexta-feira Santa «A Cruz e o ladrão» (a partir da trad. Année en fêtes, Migne 2000, p. 277)

terça-feira, 13 de abril de 2010

De Maria nunquam satis (Sobre Maria jamais se dirá o bastante)



Quando jovem teólogo, antes e até mesmo durante as sessões do Concílio, como aconteceu e como acontecerá, a muitos, eu alimentava certa reserva sobre algumas fórmulas antigas como, por exemplo, a famosa De Maria nunquam satis - "Sobre Maria jamais se dirá o bastante". Esta me parecia exagerada.

Encontrava dificuldade, igualmente, em compreender o verdadeiro sentido de uma outra expressão, bastante famosa e difundida (repetida na Igreja desde os primeiros séculos, quando, após um debate memorável, o Concílio de Éfeso, do ano 431, proclamara Nossa Senhora como Maria Theotokos, que quer dizer, Maria, Mãe de Deus), expressão que enfatiza ser Maria "vitoriosa contra todas as heresias".

Somente agora - neste período de confusão em que multiplicados desvios heréticos parecem vir bater à porta da fé autêntica - passei a entender que não se tratava de um exagero cantado pelos devotos de Maria, mas de verdades mais do que válidas.


Cardeal Ratzinger, atualmente Papa Bento XVI
Entretiens sur la Foi (Discorrendo sobre a Fé)
Vittorio Messori - Fayard 1985

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Queres saber se Ela é a Virgem Santa?


São Felipe Néri era, freqüentemente, consultado pelos Bispos para o reconhecimento da autenticidade dos místicos. A prática da humildade e da obediência permitia-lhe testar com infalibilidade os falsos místicos, pois o demônio é orgulhoso e independente. Num dia, do ano de 1560, os Cardeais estavam divididos quanto à veracidade das visões de uma religiosa. Solicitaram, então, a opinião de Felipe. Ao vê-la chegar, ela a olhou calorosamente, e disse-lhe:

"Mas, não é a senhora que desejo ver; desejo ver a santa!"

"Mas eu sou a santa, Padre!"

"Ah! A senhora é a santa? Obrigado."

Ele virou-se para os Cardeais e disse: "Isto não vem de Deus"...

Noutra ocasião, um de seus penitentes confiou-lhe que a Virgem Santa costumava visitá-lo à noite, em seu quarto, e que isto o deixava pleno de alegria e de luz!... Então, Felipe lhe disse: "Ouça, a próxima vez que ela vier, cuspa-lhe no rosto..." Na noite seguinte, a aparição surgiu e lhe falou sobre Deus... Lembrando-se, porém, da promessa que fizera a seu diretor espiritual, o rapaz começou a cuspir no rosto da visão. Esta desapareceu, imediatamente, envolta em uma nuvem de enxofre... (Era o demônio). Na mesma noite, ele despertou e viu o quarto cheio de luz, com uma nova aparição a lhe sorrir... Desta vez, ela não estava sentada na cama, mas encontrava-se mais afastada e, como o jovem tencionava cuspir, novamente, a visão lhe disse: "Pode cuspir, se você quiser". Ele não conseguiu atingi-la porque ela não estava perto dele, mas a figura o felicitou porque ele havia obedecido a seu diretor espiritual... Efetivamente, é a Virgem Maria, disse-lhe o Padre Felipe Néri.


Trecho de L´Etoile Notre Dame (A Estrela Nossa Senhora) nº 148, outubro de 2006

domingo, 11 de abril de 2010


"Às três horas da tarde, implora à Minha misericórdia especialmente pelos pecadores e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. Esta é a Hora de grande misericórdia para o Mundo inteiro. Permitirei que penetres na Minha tristeza mortal. Nessa hora nada negarei à alma que Me pedir pela Minha Paixão" (Diário da Santa Faustina, n. 1320).

"Lembro-te, Minha filha, que todas as vezes que ouvires o bater do relógio, às três horas da tarde, deves mergulhar toda na Minha misericórdia, adorando-A e glorificando-A. Implora a onipotência dela em favor do Mundo inteiro e especialmente dos pobres pecadores, porque nesse momento foi largamente aberta para toda a alma. Nessa hora, conseguirás tudo para ti e para os outros. Nessa hora, realizou-se a graça para todo o Mundo: a misericórdia venceu a justiça. Minha filha, procura rezar, nessa hora, a Via-sacra, na medida em que te permitirem os teus deveres, e se não puderes fazer a Via-sacra, entra, ao menos por um momento na capela e adora o Meu Coração, que está cheio de misericórdia no Santíssimo Sacramento. Se não puderes sequer ir à capela, recolhe-te em oração onde estiveres, ainda que seja por um breve momento. Exijo honra à Minha misericórdia de toda criatura, mas de ti em primeiro lugar, porque te dei a conhecer mais profundamente esse mistério" (Diário, 1572).

Na Sexta-feira Santa, dia 10 de Abril de 1936, Santa Faustina teve uma visão e escreveu: "Às três horas vi Jesus crucificado, que olhou para mim e disse: Tenho sede. - Então, vi que do Seu lado saíam os mesmos dois raios que estão na Imagem. Então, senti na alma um desejo de salvar almas e de aniquilar-me pelos pobres pecadores. Ofereci-me em sacrifício ao Pai Eterno pelo mundo inteiro, com Jesus agonizante. Com Jesus, por Jesus e em Jesus está a minha união Convosco, Pai Eterno..." (Diário, 648).

Ao mesmo tempo que o Senhor nós pediu para parar às 3 horas da tarde e meditar, mesmo que por alguns instantes, Ele também pediu que nós rezássemos o Terço da Divina Misericórdia freqüentemente. Na verdade, Jesus Misericordioso disse à Santa Faustina: "Recita, sem cessar, este Terço que te ensinei" (Diário, 687).

Nas Filipinas acontece um fenômeno chamado "O hábito das Três Horas da Tarde". Neste horário todos no país, a até mesmo na televisão, param e rezam a seguinte oração: "Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus, como fonte de misericórdia para nós, eu confio em Vós!" (Diário, 84).

sábado, 10 de abril de 2010

2° Domingo da Páscoa


Reflexão do Evangelho(João 20, 19-31)
Celebramos hoje por meio da Igreja o 2º DOMINGO DA PÁSCOA de nosso Senhor Jesus Cristo. No evangelho de hoje temos mais um relato da aparição de Cristo ressuscitado, em primeiro lugar a dez de seus discípulos e depois a Tomé aquele que duvidou e depois acreditou por que viu. Jesus se faz presente no meio deles e diz: “A paz esteja convosco”, logo em seguida com um gesto de amor mostra-lhes as mãos e o lado. Jesus ensina que precisamos acreditar sempre em seu amor, pois Ele jamais deixará seus filhos desamparados, mesmo diante de situações adversas, basta somente que cada um de nós acredite plenamente Nele, pois o mundo nos prega totalmente ao contrário, mostrando que o homem consegue ser feliz por si mesmo com as suas próprias forças e sabemos que isso não é verdade.
O evangelho nos relata também, que os discípulos ao verem o Senhor, ficam alegres, recebem o Espírito Santo e são enviados em missão a todos os povos, a fim de que transmitam sua palavra e os cure de todos os pecados, e nós? Também somos enviados a cada Santa Missa para poder anunciar que Jesus está ressuscitado? É claro que sim, devemos anunciar tão grande mistério, recebemos Jesus na Eucaristia, pão vivo descido do céu, Cristo que mostra seu lado, que entrega seu coração para cada um de nós e nos diz: Ama-me como tu és, e nos encoraja quando diz a São Tóme: Não sejas incrédulo, mas homem de fé.
Fica evidenciado que este envio feito por Jesus Cristo aos seus discípulos é também feito a cada um de nós, pois somos chamados a sermos seus discípulos e missionários, fazendo com que sua palavra perpetue para sempre no mundo inteiro, e que todos acreditem no ressuscitado e tenham vida em abundância. Com um gesto concreto de amor a Jesus Cristo que vive e reina entre nós, vamos neste Segundo Domingo da Páscoa, fazer-nos verdadeiros discípulos e missionários, acreditando sempre no ressuscitado e não deixando que a nossa fé seja abalada pelas coisas vans desse mundo, coragem Ele ressuscitou.
Diácono: Mário da Paz

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Santa Igreja


Santa Igreja Romana, Católica, - Una, excelsa, divina mortal, - Que conservas a Fé apostólica – E as promessas da vida eternal.
Nos te amamos, nós somos teus filhos, - Em teu seio queremos viver, - / : E, da luz que nos dás entre os brilhos, - Nos teus braços maternos morrer.:/Sobre a rocha de Pedro invencível, - Tu abranges a terra e os céus. – Na doutrina de Cristo infalível, - Tua forças é a força de Deus.
No áureo trono dos séculos sentada, - Resplandeces com a mais viva luz, - Sustentando na dextra sagrada – O farol deslumbrante da Cruz.
Por ti desce a torrente divina – Da verdade suprema, eternal; - Essa forte e sublime doutrina – Tão perfeita que não tem igual!.
Ninguém pode impedir-te o caminho, - Pois que Deus te conduz pela mão; - Nem os erros da falsa razão.
Do martírio almo, sangue fecundo, - Deu-te vida, expansão e vigor; - São modelos teus sangue p’ro mundo – De heroísmo no bem e no amor.
És eterna, pois tens a promessa – De Deus mesmo, que é o teu fundador. – É debalde que o mundo arremessa – Contra ti o seu dardo traidor.
Teus altares são novos cenáculos – Privilégio na terra só teus! – Teus Jesus, vivo em teus tabernáculos- E, por isso, na terra és o céu!
Missal dominical popular, p.479,480.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Regina caeli, laetare! Alleluia! ( Rainha do céu alegrai-vos aleluia)


“Sim, irmãos, a Páscoa é a verdadeira salvação da humanidade! Se Cristo – o Cordeiro de Deus – não tivesse derramado o seu Sangue por nós, não teríamos qualquer esperança, o destino nosso e do mundo inteiro seria inevitavelmente a morte. Mas a Páscoa inverteu a tendência: a Ressurreição de Cristo é uma nova criação, como um enxerto que pode regenerar toda a planta. É um acontecimento que modificou a orientação profunda da história, fazendo-a pender de uma vez por todas para o lado do bem, da vida, do perdão. Somos livres, estamos salvos! Eis o motivo por que exultamos do íntimo do coração: «Cantemos ao Senhor: é verdadeiramente glorioso!»”
Papa Bento XVI, Mensagem Urbi et Orbi Páscoa 2010
Assim como por um só homem entrou no mundo o pecado, por um só homem deveria vir à salvação. Eis o homem! Jesus Cristo. “Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova” (Rm 6, 4).
Que nesse Batismo possamos renascer para uma vida nova, uma vida onde prevaleça a vontade em servir a Deus e comprometer-se com a edificação da Igreja e a salvação das almas. Para isso, contamos com o auxílio da graça de Deus, com a Sua gloriosa proteção e também com a poderosa intercessão da Virgem Maria. Nessa Páscoa, rezamos – substituindo a tradicional oração do Angelus – o Regina Coeli.
O Regina Coeli ou Regina Caeli é a oração feita por nós católicos às 06h00, 12h00 e às 18h00, durante o Tempo Pascal. Ela substitui a oração do Angelus, feita nos outros dias.
Oração
V.: Rainha do céu, alegrai-vos! Aleluia!
R.: Porque quem merecestes trazer em vosso seio. Aleluia!
V. :Ressuscitou como disse! Aleluia!
R.: Rogai a Deus por nós! Aleluia!
V.: Exultai e alegrai-Vos, ó Virgem Maria! Aleluia!
R.: Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente! Aleluia.
Conclui-se com a seguinte oração:
V.: Oremos:
Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a
Ressurreição do Vosso Filho Jesus Cristo, Senhor Nosso,
concedei-nos, Vos suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria,
alcancemos as alegrias da vida eterna.
Por Cristo, Senhor Nosso.
R.: Amém!
Em Latim
V.: Regina caeli, laetare! Alleluia!
R.: Quia quem meruisti portare! Alleluia!
V.: Resurrexit, sicut dixit! Alleluia!
R.: Ora pro nobis Deum! Alleluia!
Em algumas formas, acrescenta-se:
V.: Gaude et laetare, Virgo Maria! Alleluia!
R.: Quia surrexit Dominus vere! Alleluia!
Conclui-se com a seguinte oração:
V.: Oremus:
Deus, qui per resurrectionem Filii tui, Domini nostri Iesu Christi,
mundum laetificare dignatus es:
praesta, quaesumus; ut per eius Genetricem Virginem Mariam,
perpetuae capiamus gaudia vitae.
Per eundem Christum Dominum nostrum.
R.: Amen!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Porque choras?



"Mulher, porque choras?" Bem-amado Senhor, como podes perguntar porque é que ela chora? Não é verdade que ela te viu cruelmente imolado, atravessado por pregos, suspenso do madeiro como um salteador, entregue às zombarias dos ímpios? Como é que podes dizer-lhe: "Mulher, porque choras?" Ele não conseguiu arrancar-te à morte mas queria, ao menos, embalsamar o teu corpo, para o perservar da corrupção o máximo tempo possível... E eis que, para cúmulo, julga ter perdido esse corpo que ela tinha ainda a alegria de possuir. Com essa perda, toda a esperança se esfumou para ela, se nada pode guardar em memória de ti. Como é que, nesse momento, lhe podes perguntar: "Mulher, porque choras? Quem procuras?"

Ó bom Senhor, vê que é a tua discípula fiel, resgatada pelo teu sangue, que está atormentada pelo desejo de te ver. Vais permitir que um tal sofrimento dure muito tempo? Agora que escapaste à corrupção, perdeste toda a compaixão? Agora que atingiste a imortalidade, esqueceste a misericórdia? Não, a tua doce bondade, Amigo, faz-te intervir sem tardar para que aquela que chora o seu Senhor não ceda à amargura do coração.

"Maria!" Ó Senhor, tu chamaste a tua serva pelo seu nome de família e ela reconheceu imediatamente a voz familiar do seu Sennhor. "Maria!" Palavra tão doce, tão transbordante de ternura e de amor! É-te impossível, Mestre, dizê-lo de forma mais breve e mais forte: "Maria! Eu sei quem tu és. Sei o que queres. Eis-me aqui! Não chores mais. Eis-me aqui, aquele que tu procuras." Imediatamente as lágrimas mudam de natureza: como poderiam elas estancar, quando agora brotam de um coração em festa?

Santo Anselmo (1033-1109), monge, bispo, doutor da Igreja
74ª oração

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Reflexões para Páscoa


A ressurreição de Nosso Senhor tem três características que devem ser as qualidades da nossa ressurreição espiritual do túmulo do pecado para o estado de graça, da tibieza para o favor.
I - A ressurreição foi verdadeira- O Senhor ressuscitou verdadeiramente.
Nossa ressurreição espiritual deve ser verdadeira, de tal modo que nunca mais sejamos escravos do demônio e do pecado.
II – Foi conhecida e manifesta. E apareceu.
Nossa ressurreição espiritual deve ser exterior e edificante, isto é, deve manifestar-se na correção dos hábitos, na mudança dos costumes, por uma vida regular, piedosa e santa...
III- Foi constante; Jesus ressuscitado não morrerá mais.
Nossa ressurreição deve ser também constante e firme. Mortos para o pecado, não devemos mais cometê-lo.
Ressuscitados como Jesus Cristo, não nos devemos expor à tirania das paixões...
Cristo redivivo tem os quatros dotes da agilidade, claridade, impassibilidade e sutileza.
A nossa conversão deve manifestar-se na prontidão em obedecer à lei de Deus... no brilho da nossa pureza... na impassibilidade diante de tudo o que convida e arrasta ao pecado, e na facilidade de romper todos os obstáculos quando se trata de servir a Deus...
Tudo isto conseguiremos na santa comunhão. Cristo, tomando posse de nossa alma, nos tornará ágeis no caminho da virtude: brilhantes na prática da virtude, impassível à seduções do mundo, e vitorioso contra todos os obstáculos que nos tentam afastar do caminho de Deus....
QUEM COME A MINHA CARNE, VIVERÁPOR MIM.
Peçamos a graça dessa grande fortaleza que é Jesus Sacramentado Vivo e Verdadeiro, que é nosso Tudo, para nossa frágil vida, atráves da Santa Comunhão.

domingo, 4 de abril de 2010

PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO


Queridos irmãos, celebramos hoje o dom da vida na ressureição de Cristo, daquele que sofreu todo tipo de humilhação por cada um de nós. Celebramos a grande festa – PASCOA DA RESSURREIÇÃO. Jesus Cristo que foi maltratado, humilhado e morreu numa cruz para redimir os nossos pecados, ressuscitou e nos chama a viver uma vida nova – vida na graça.

Por meio da ressurreição de Jesus Cristo recebemos o DOM DA VIDA, uma vida renovada que transborda a graça de Deus, pois estávamos mortos no pecado. Percebemos também que pela presença do ressuscitado no meio de nós, toda comunidade cristã é chamada a uma vida nova, onde Jesus Cristo impulsiona cada cristão a viver uma vida voltada para o amor de Deus.

Deixemos que o amor de Deus nos conduza ao verdadeiro encontro com Jesus, que entregou sua vida pela humanidade, sobre a cruz; seu maior gesto de amor que perpetua em cada Santa Missa. Seguindo o caminho de Jesus aprendemos a amar a Deus e os irmãos. E a viver neste mundo construindo a esperança de vida e de salvação para nós mesmos e para todos, sobretudo fortalecidos pela oração, a Eucaristia ( Maior presente de Amor) e pelo amor de Deus.

Diácono.Mário da Paz

sábado, 3 de abril de 2010

Tu fazes resplandecer esta noite santíssima pela glória da ressurreição do Senhor (Colecta)



«Alegrem-se os céus, exulte a terra!» (Sl 95, 11). Este dia resplandece para nós com o esplendor do túmulo, que para nós brilhou com raios de sol. Que os infernos aclamem, pois abriu-se neles uma saída; que se alegrem, pois chegou para eles o dia da visita; que exultem, pois viram, após séculos e séculos, uma luz que não conheciam, e na escuridão da sua noite profunda puderam enfim respirar! Oh luz bela, que vimos despontar do alto do céu [...], tu revestiste, com a tua súbita claridade, «aqueles que se encontravam nas trevas e na sombra da morte» (Lc 1,79). Porque, à descida de Cristo, a noite eterna dos infernos resplandeceu e os gritos de aflição cessaram; as correntes dos condenados foram quebradas e caíram por terra; os espíritos malfeitores foram tomados pelo estupor e como que abalados por um trovão. [...]

Quando Cristo desceu aos infernos, os porteiros sombrios, cegos pelo negro silêncio e curvando as costas ao peso do temor, murmuraram entre si: «Quem é Este temível, exuberante de brancura? Nunca o nosso inferno recebeu coisa semelhante; nunca o mundo rejeitou coisa semelhante para a nossa toca. [...] Se fosse culpado, não teria semelhante audácia. Se estivesse manchado por algum delito, não poderia dissipar as trevas com o seu brilho. Mas, se é Deus, o que está a fazer no túmulo? Se é homem, como ousa? Se é Deus, a que vem? Se é homem, como tem poder para libertar os cativos? [...] Esta cruz nos destroça os prazeres e faz nascer para nós a dor! O lenho nos tinha enriquecido, o lenho nos destrói. Este grande poder, sempte temido pelos povos, pereceu!»

Uma homilia do séc. V, atribuída a Eusébio Galicano
Homilia 12 A; CCL 101, 145 (a partir da trad. Solesmes, Lectionnaire, vol. 3, p. 21 rev.)

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O centurião que se encontrava em frente d'Ele, exclamou: "Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus!"



«No princípio era o Verbo» (Jo 1, 1), a Palavra de Deus. Ele é idêntico a Si próprio; o que Ele é, é-o sempre; Ele não pode mudar, Ele é o que é. Foi esse o nome com que Se deu a conhecer ao Seu servo Moisés: «Eu sou Aquele que sou» e «Tu dirás: Aquele que é enviou-me» (Ex 3,14). [...] Quem pode compreendê-Lo? Ou quem poderá chegar a Ele – supondo que emprega todas as forças do seu espírito para atingir, melhor ou pior, Aquele que é? Compará-lo-ei a um exilado, que de longe vê a sua pátria: o mar separa-os; vê para onde deve ir, mas não tem meios de lá chegar. Também nós queremos chegar a esse porto definitivo que será nosso, onde está Aquele que é, porque só Ele é sempre o mesmo, mas o oceano que é este mundo corta-nos o caminho. [...]

Para nos dar um meio para irmos até lá, Aquele que nos chama veio de lá e escolheu uma madeira para nos fazer atravessar o mar: sim, ninguém pode atravessar o oceano deste mundo sem ser levado pela cruz de Cristo. Até um cego pode abraçar esta cruz; se não vês bem para onde vais, não a soltes: ela te conduzirá por si própria. Eis, meus irmãos, o que eu gostaria de fazer entrar nos vossos corações: se quereis viver no espírito de piedade, no espírito cristão, uni-vos a Cristo como Ele tem feito por nós, a fim de vos juntardes a Ele tal como Ele é, e tal como sempre foi. Foi por isso que Ele desceu até nós, porque fez-Se homem a fim de levar os inválidos, de os fazer atravessar o mar e de os fazer abordar na pátria, onde já não há necessidade de navios porque não há mais oceanos para atravessar. Se necessário, seria melhor não ver com o espírito Aquele que é mas abraçar a cruz de Cristo, do que vê-Lo com o espírito e desprezar a cruz. Possamos nós, para nosso bem, ao mesmo tempo ver para onde vamos e fixar-nos com grampos ao navio que nos leva! [...] Alguns conseguiram-no, e viram Aquele que é. Foi porque O viu que João disse: «No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.» Eles viram-no; e, para chegarem junto Daquele que viam de longe, uniram-se à cruz de Cristo, não desprezaram a humildade de Cristo.


Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
Sermões sobre o Evangelho de São João, nº 2 (a partir da trad. cf E. de Solms, Christs romans, Zodiaque 1966, p. 72ss.)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Amou-os até ao fim



Que amor, que caridade, a de Jesus Cristo, em ter escolhido a véspera do dia em que ia ser morto para instituir um sacramento por meio do qual permanecerá entre nós, como Pai, como Consolador, e como toda a nossa felicidade! Mais felizes ainda do que aqueles que O conheceram na Sua vida mortal pois, estando Ele num só lugar, tinham de se deslocar de longe para terem a felicidade de O ver, nós encontramo-Lo em toda a parte, e essa felicidade foi-nos prometida até ao fim do mundo. Ó imenso amor de Deus pelas Suas criaturas!

Não, nada pode detê-Lo, quando quer mostrar-nos a grandeza do Seu amor. Neste momento de felicidade para nós, toda a Jerusalém está a ferro e fogo, a populaça está enfurecida, todos conspiram para a Sua perda, todos querem verter o Seu adorável sangue - e é precisamente nesse momento que Ele prepara para eles, como para nós, a prova mais inefável do Seu amor.

São João-Maria Vianney (1786-1859); presbítero, Cura d'Ars
Sermão para a Quinta-Feira Santa