sábado, 17 de abril de 2010

Terceiro Domingo da Páscoa


Pedro: Tu me amas mais do que estes? Senhor tu sabes que te Amo

A Liturgia da Palavra no início e desenvolvimento do Tempo Pascal oferece uma fantástica expressão e catequese da relação entre a Páscoa de Cristo, isto é, sua paixão, morte e ressurreição, e a preparação final e manifestação da Igreja neste mundo. Não é por acaso que durante todo o Tempo Pascal se ouça na Liturgia a leitura dos Atos dos Apóstolos, mostrando assim que a força propulsora da Igreja é o Mistério Pascal de Cristo, até a grande manifestação da Igreja ao mundo, no Pentecostes.
Dentro do contexto eclesial destaca-se a figura de um homem: Pedro. Na Primeira Leitura, é ele quem é mencionado nos Atos dos Apóstolos, embora saibamos que “os apóstolos tinham sido presos” e certamente estavam com ele (At 5,26). É Pedro quem responde em nome de todos, pois tem uma responsabilidade especial. No Evangelho também vemos a figura de Pedro destacada: o nome de Pedro é o primeiro a ser pronunciado (Jo 21,2); é ele quem toma a iniciativa de pescar, e os outros só o acompanham. Diante da presença de Jesus, João reconhece o Mestre. Em vez de ir logo falar com Jesus, fala primeiro a Pedro: “É o Senhor!” (21,7). É sempre Pedro que toma a iniciativa: chega primeiro, arrasta as redes com peixes para a terra. Jesus se dirige a Pedro: “Tu me amas mais do que estes?” Perguntaria por três vezes, talvez para lembrar a Pedro da tríplice traição que fizera a poucos dias. Depois de confirmar o amor de Pedro, confirma-o também à frente da sua Igreja: “Apascenta as minhas ovelhas”. Jesus já havia dado as chaves do Reino dos Céus ao mesmo Pedro (Mt 16,13-20) e ordenado a ele para confirmar os outros irmãos na fé (Lc 22,32). Pedro tem um primado, assim o entendeu sempre a Igreja: Pedro é o Vigário de Cristo nesta terra (Cf. Pastor aeternus, cap. 1).
Assim, ainda hoje, graças à sucessão unipessoal dos Papas, o primado de Pedro continua fulgurante, apesar dos inúmeros ataques e investidas do mal contra o Representante de Cristo neste mundo. Agora mesmo podemos ver como tem sido ultrajado e caluniado nosso Augustíssimo Santo Padre, o Papa Bento XVI. Chega a nos encher de dor e espanto como tem sido perseguido aquele que não renunciou jamais à verdade. Apesar de tanto estarrecimento, temos consciência de que o discípulo deve seguir a mesma via do mestre: “Segue-me”, diz Jesus a Pedro, até dar a vida por mim. Rezemos por nosso querido Papa, amemo-lo de coração e o veneremos com justiça, para que seja fiel e firme até o fim, apascentando as ovelhas que o Senhor lhes confiou.
Diácono João Paulo do Santos

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