segunda-feira, 31 de maio de 2010

Visitação de Nossa Senhora


O mês que a devoção popular cristã dedicou de modo especial ao culto da Mãe de Deus encerra-se com a festa litúrgica que recorda o segundo “mistério gozoso”. Nossa Senhora foi visitar com solicitude sua prima Isabel, para lhe oferecer os serviços que uma jovem senhora pode prestar a uma anciã que esperar tornar-se mãe. Maria foi movida pelo desejo de comunicar à prima a alegria que sentia pelo “prodígio” nela operado pelo Senhor. A estas razões humanas Lucas acrescenta outra de ordem divina. O fraseado que ele utiliza para narrar o fato faz compreender que a habitação de Deus no meio dos homens se coloca em novo plano também na pessoa de Maria. Enquanto trás seu filhinho, é ela a verdadeira morada de Deus, e como tal é reverenciada pela prima. Deus vem, afinal, habitar entre os homens, porém sua morada não é mais um templo de pedra, é uma pessoa! De hoje em diante, não será mais com pedras que se há de construir a habitação de Deus na terra, será com a fé, o amor, a dedicação, a esperança. A festa da “ Visitação” foi celebrada pelos Franciscanos no fim do século XIII. O papa Bonifácio IX introduziu-a no calendário universal da Igreja e Clemente VIII(1608) compôs os textos litúrgicos usados até à última reforma.

Peçamos também graça de imitar Nossa Senhora para estarmos sempre dispostos a ajudar o próximo, pois podemos oferecer os sacrifícios diários para salvação das almas.
Fonte: Missal cotidiano.

domingo, 30 de maio de 2010

Santíssima Trindade ( reflexão do Evangelho Jo 16, 12-15)

“E habitou em nós”

“Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Assim começamos sempre a Sagrada Liturgia, assim também a terminamos. É assim que um bom cristão inicia seu dia, fazendo o sinal da cruz e pensando um instante, numa prece, em Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Igualmente é desta forma que um mesmo tipo de cristão terminará seu dia, lembrando-se de Deus e fazendo sua última oração antes de adormecer. De fato, esse profundo e sublime Mistério é o centro da nossa fé: nossa vida cristã, nossa espiritualidade é trinitária.
Lembro-me com muita vivacidade de um costume ensinado por minha mãe, desde pequeno: o de fazer respeitosamente o sinal da cruz, sempre que passávamos por uma igreja. Era um modo muito sábio de, em meio ao corriqueiro de um dia de trabalho, de passeio, parar um pouco, elevar a Deus o coração por breve instante, e continuar o dia. Costume hoje já bastante esquecido, quase totalmente abandonado. É que muitos se esqueceram de algo fundamental: em cada ser humano, existe a imagem da Trindade; mais ainda, no cristão verdadeiramente unido a Deus, habita como num templo, Deus Pai, Filho e Espírito Santo.
Santo Tomás de Aquino já falava da presença da Trindade nas criaturas, que de certo modo traziam em si o “vestígio” da Trindade, e da presença no ser humano. A presença da Trindade no ser humano se dá de vários modos, mas inabitação é o modo excelente de Deus estar no homem. Isso significa que há um movimento da Trindade em relação ao homem: a santificação; ao mesmo tempo em que há um movimento do homem para com a Trindade: a amizade. Já pensamos quão grande é esta graça? Deus habita em nós; nós nos tornamos seus amigos e Ele, por sua vez, nos santifica. Isso só acontece pelo amor: Deus Pai ama Deus Filho; o amor entre o Pai e o Filho é o Espírito Santo. Assim, somos santificados pelo amor.
Se cada um de nós pensasse mais seriamente no que significa ser templo da Trindade, certamente estaríamos mais dispostos a evitar o pecado e a manchar este templo santo onde quer habitar Deus. Certamente olharíamos para o irmão e veríamos que lá habita Deus, então eu o amaria ainda mais por isso. Enfim, nós desejaríamos fazer sempre a vontade de Deus, para que Ele nunca se afastasse de nós. Que Deus Pai nos ajude nisso, por Cristo nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Diác. João Paulo dos Santos Silva

sábado, 29 de maio de 2010

"Gostaria de ter sido padre para pregar sobre a Santíssima Virgem"


“Gostaria de ter sido padre para pregar sobre a Santíssima Virgem! Uma única pregação seria suficiente para dizer tudo o que penso a esse respeito.

A princípio, mostraria o quão pouco se conhece de sua vida. Não seria necessário dizer coisas inacreditáveis, que são apenas supostas, como – por exemplo – que pequenina, aos três anos de idade, fora levada ao templo para consagrar-se a Deus, impregnada de ardentes sentimentos de um amor extraordinário; quando, talvez, tenha ido simplesmente para obedecer aos seus pais.

Para que um sermão sobre Maria me agrade e me faça bem, preciso apalpar-lhe a vida real, não uma vida imaginária; e estou certa de que sua vida real devia ser muito simples. Mostram uma Santíssima Virgem inabordável, quando deveriam mostrá-la imitável; fazer sobressair suas virtudes, dizer que ela vivia de fé como nós, apresentando as provas que nos dá o próprio Evangelho, onde lemos: “E eles não entenderam o que ele (Jesus) lhes disse” (Lc 2, 50). E esta outra, não menos misteriosa: “E seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que dele se diziam” (Lc 2, 33). Essa admiração supõe um certo espanto.

Sabemos muito bem, que a Santíssima Virgem é a rainha do céu e da terra; mas ela é mais ‘mãe’ que rainha, e não se deve afirmar que, por causa de suas qualidades, ela ‘esconde’ a glória de todos os santos, como o sol ao surgir, faz desaparecer as estrelas. Meu Deus! Como é estranho! – Uma mãe que obscurece a glória de seus filhos! Penso exatamente o contrário, que ela aumentará, e muito, o esplendor dos eleitos.

É bom que falem de suas virtudes, mas não se pode mostrar apenas isso; pois, se num sermão somos obrigados a exclamar do princípio ao fim: “Oh! Oh!”, ficamos logo fartos! – Quem sabe mesmo, se alguma alma, ouvindo tudo isso, não iria sentir então uma grande distância entre si e uma criatura tão superior, a ponto de dizer: “Bem se é assim, é melhor brilhar como se pode, em um cantinho qualquer”.

O que Maria possui mais do que nós, é que ela não podia pecar, estava isenta da mancha original; mas, por outro lado, foi menos feliz do que somos por não ter uma Santíssima Virgem para amar. É uma grande doçura a mais para nós, e uma a menos para ela. Enfim, “por que te amo, ó Maria” é o que haveria de pregar sobre ela”.

Santa Teresinha do Menino Jesus

sexta-feira, 28 de maio de 2010

A Virgem Santíssima Vela sobre a Eucaristia


No dia 28 de janeiro de 1772, a aldeia de São Pedro de Paterno, situada a três quilômetros de Nápoles, foi palco de terrível sacrilégio: Ladrões roubaram do tabernáculo dois cibórios contendo centenas de hóstias consagradas, depois encontradas graças a uma intervenção milagrosa: apareceram luzes no local onde tinham sido enterradas. Na manha de 26 de fevereiro, um sacerdote cavando a terra ao pé de um álamo, teve a consolação de recolher quarenta hóstias consagradas; apesar do rigoroso inverno e de chuvas torrenciais, estavam intactas, perfeitamente conservadas, tendo apenas as bordas um pouco de lama. Na tarde do dia seguinte, foram encontradas as outras hóstias, também milagrosamente conservadas.
O Cura (sacerdote) de Palermo, Matias d’Anna conta que durante o tempo decorrido entre o roubo e a aparição das luzes, um carroceiro chamado Francisco Jodice, todos os dias ao voltar de Nápoles à tarde, percebia no lugar aonde as hóstias tinham sido enterradas, uma senhora encostada numa árvore. Certo dia se atreveu a perguntar o que aquela mulher fazia sozinha ali: Estou fazendo companhia a meu Filho! Respondeu a senhora. Quando as hóstias foram resgatadas, todos entenderem que aquela mulher era a augusta Virgem Maria.
O vigário geral de Nápoles fez o reconhecimento canônico das santas Espécies e as recolheu em dois cilindros de cristal, fechados com aros de prata para que pudessem ser expostas à veneração pública.

Podemos fazer um propósito: Em toda comunhão pedir, por intercessão de Maria, a pureza de uma vida perfeita e uma maior sensibilidade com o Corpo e Sangue de seu Filho Jesus.
Fonte: Livro, Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, São Pedro Julião Eymard

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Vencendo a indiferença










Não existem muitas pessoas que odeiem a Igreja Católica. No entanto, há milhões de pessoas que odeiam o que erroneamente crêem que a Igreja Católica seja. Isto certamente é uma coisa totalmente diferente. Dificilmente se pode culpar essas milhões de pessoas por odiar o católico crendo - como crêem - que os católicos "adoram imagens"; que "colocam a Virgem no mesmo nível de Deus"; que "dizem que as indulgências são permissões para se cometer pecados"; ou "porque o Papa é um facista"; ou porque a Igreja "defende o capitalismo". Se a Igreja ensinasse ou praticasse qualquer destas coisas, deveria ser odiada por justa razão.

Bispo Fulton Sheen

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Oração "Irradiando a CRISTO" composta por Cardeal João Henrique Newman


Querido Jesus, ajudai-nos a espalhar Vossa fragrância onde quer que formos.
Inundai nossas almas com Vosso Espírito e Vida.
Penetrai e possuí todo o nosso ser tão completamente que as nossas vidas não sejam senão o resplendor da Vossa.
Brilhai através de nós, e permanecei tão dentro de nós que cada alma que encontremos possa sentir Vossa presença em nossas almas. Permiti, que ao nos olhar não vejam a nós, mas somente a Vós, Jesus!
Ficai conosco, e nós começaremos a brilhar assim como Vós brilhais; brilhando assim para ser luz para os outros.
A luz, ó Jesus, virá toda de Vós e nada dela será nossa.
Sereis Vós brilhando, nos outros através de nós.
Permiti-nos louvar-Vos da maneira que mais Vos agrada: brilhando, nos outros através de nós. Vamos pregar-Vos sem pregar, não com palavras, mas com o exemplo, pela força cativante, a influência benéfica do que fazemos a plenitude evidente do amor que nossos corações têm por Vós. Amém.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Quinze minutos em companhia de Jesus Sacramentado


De autor anônimo, este guia de reflexão aparece em muitos devocionários.
Não é necessário, meu filhos, saber muito para agradar-me muito, basta que me ames com fervor. Fala-me, pois, com simplicidade, como falarias com o mais íntimo dos teus amigos ou como falaria com a tua mãe ou com teu irmão.

I- Precisas pedir-me alguma coisa em favor de alguém? Diz- me o seu nome, quer seja o dos teus pais, quer o que teus irmãos e amigos: diz-me em seguida o que querias que Eu fizesse em favor deles hoje.
Pede muito, muito; não deixes de pedir, agradam-me os corações generosos, que chegam a esquercer-se de si próprios para atender às necessidades alheias.
Fala-me com a simplicidade, com franqueza, a respeito dos pobres que queres consolar, dos doentes que vês padecer; dos extraviados que desejas reconduzir ao bom caminho; dos amigos ausentes que queres ver novamente ao teu lado. Diz-me por todos uma palavra de amigo, entranhável e fervorosa.
Recorda-me que prometi ouvi toda súplica que sair do coração. E não terá saído do coração o pedido que me diriges por aqueles que o teu coração ama mais especialmente?

II- E para ti, não necessitas também de alguma graça? Se quiseres, faz uma lista das tuas necessidades e lê-a na minha presença. Diz-me francamente que sente em ti soberba, amor à sensualidade e ao conforto, que talvez sejas egoísta, inconstante, negligente... E pede-me depois que venha em auxilio dos esforços, que fazes, poucos ou muitos, para afastar de ti tais misérias.
Não te envergonhes. No céu há tantos justos, tantos santos de primeira ordem, que tiveram esses mesmos defeitos! Mas pediram com humildade..., e pouco a pouco viram-se livres deles.
E também não duvides em pedir-me bens espirituais e temporais: saúde, memória, bom êxito nos teus trabalhos, negócios ou estudos; tudo isso posso dar-te e o dou, e desejo que me peças desde que não se oponha, mas sim favoreça e ajude a tua santificação. Para já, de que precisas? Que posso fazer para o teu bem? Se soubesses como desejo favorecer-te! Tens no momento algum projeto entre mãos? Conta-me tudo minuciosamente. O que te preocupa? Em que pensas? O que desejas?
E por mim? Não sentes desejos de minha glória? Não quererias poder fazer algum bem ao próximo, aos teus amigos, àqueles a quem amas muito e que talvez vivam esquecidos de mim? Diz-me o que mais te preocupa hoje, o que desejas mais vivamente e com que meios contas para consegui-los.
Diz-me se os teus empreendimentos não saem bem, e Eu te direi as causas do teu fracasso. Não quererias que me interessasse um pouco em teu favor? Meu filho, sou dono dos corações e conduzo-os docemente, sem ferir a sua liberdade, para onde me apraz.

III- Por acaso sentes tristeza ou mau humor? Conta-me, alma desconsolada as tuas tristezas com todos os pormenores. Quem te feriu? Quem te ofendeu o teu amor-próprio? Quem te desprezou?
Aproxima-te do meu coração, que tem um remédio eficaz para curar todas as feridas do teu. Conta-me tudo, e acabarás em breve por dizer-me que, para imitar-me, perdoas tudo, esqueces tudo, e como prêmio receberás a minha benção consoladora. Porventura tens medo? Sentes em tua alma aquelas vagas melancolias, que mesmo que possam ser infundadas, nem por isso são menos angustiantes? Lança-te nos braços da minha Providência. Estou contigo: aqui, tu me tens a teu lado; vejo tudo, ouço tudo, não te desamparo em nenhum momento.
Sentes indiferenças da parte de pessoas que pouco antes te queriam bem, e agora, esquecidas, se afastam de ti, sem que lhes tenhas dado o menor motivo? Roga por elas e Eu farei com que voltem para teu lado, se não forem obstáculos à tua santificação.

IV- E não tens alguma alegria e consolação que queiras comunicar-me? Por que não me tornas participante delas, como bom amigo teu?
Conta-me o que te consolou e fez como que sorrir o teu coração desde ontem, desde a última visita que me fizeste. Talvez tenhas tido surpresas agradáveis, talvez tenhas visto dissiparam-se uns negros receios, talvez tenhas recebido notícias alegres, alguma carta ou sinal de carinho, ou então venceste alguma dificuldade, saíste bem de um apuro. Tudo isso é obra minha, e Eu dispus isso em teu favor; por que não hás de manifestar-me a tua gratidão por isto e dizer-me simplesmente como um filho ao seu pai: obrigado, meu pai, infinitamente obrigado? O agradecimento traz consigo novos benefícios, porque agrada ao benfeitor ver-se correspondido.

Não terás também alguma promessa a fazer-me? Leio já sabes, no fundo do teu coração. Os homens são enganados facilmente, mas Deus não; fala-me, pois, com sinceridade. Tens a firme resolução de não te expores mais àquela ocasião de pecado? De te privares daquele livro que avivou a tua imaginação? De não tratares mais com aquela pessoa que perturbou a paz da tua alma?... Voltarás a ser mais amável e condescendente com aquela outra, que até hoje consideras como tua inimiga só porque uma vez não te serviu?
Pois bem, meu filho, volta às tuas ocupações de costumes, ao trabalho, à família, ao estudo... Mas não esqueças os quinze minutos de grata conversação que tivemos aqui, nós dois, na solidão do santuário...
Sempre que puderes guarda silêncio, modéstia, recolhimento, resignação e caridade com o próximo. Ama a minha Mãe, que também é tua Mãe, e volta outra vez amanhã, com o coração mais amoroso ainda, a cada dia, novo amor, novos benefícios, novas consolações.
Fonte: Livro Seletas de Orações

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Povoar não só toda a terra, mas também o Reino dos Céus


"Ensina-nos Assim como Deus no princípio do mundo dotou o homem de um riquíssimo organismo com que pudesse sujeitar as outras criaturas e multiplicar-se e encher a terra, assim ao princípio da era cristã proveu a Igreja dos recursos necessários para vencer perigos quase inumeráveis e povoar não só toda a terra, mas também o reino dos céus", Pio XII na Encíclica Mystici Corporis.

O Senhor nos chama a oferecer sacrifícios pelos pecadores. Desta maneira, não nos cabe perder tempo lamentando-nos do rumo que tem tomado os homens de boa vontade. Não nos cabe entender todo o mistério da iniquidade, mas salvar almas. Não somos chamados a povoar somente a terra, mas também o Reino dos Céus. Não temas as dores, as angústias, a solidão, o desprezo e a cruz: por tudo isso o Senhor quer salvar muitas almas! Dizei, sim! A cada instante, sem diminuir a dor ou a Cruz. E que tua única recompensa seja a união com DEUS.
Fonte: Encíclica Mystici Corporis.

domingo, 23 de maio de 2010

Espírito Santo continua sendo derramado sobre a Igreja, diz Papa


''Sem as efusões constantes do Espírito Santo, a Igreja seria como um barco à vela ao qual falta o vento'', disse Bento XVI
Após a Missa celebrada na Basílica Vaticana na solenidade de Pentecostes, o Papa Bento XVI encontrou os fiéis e peregrinos que lotavam a Praça São Pedro para a oração do Regina Caeli, finalmente sob um sol primaveril.
Nas palavras que antecederam a oração mariana, o Papa falou da atualidade desta celebração, e dos muitos "pentecostes" que se manifestam ainda hoje na vida da Igreja.
Sem as efusões constantes do Espírito Santo, disse Bento XVI, a Igreja seria como um barco à vela ao qual falta o vento: "O Pentecostes se renova de modo especial em alguns momentos marcantes, seja em nível local, seja universal, seja em pequenas assembléias, seja em grandes convocações."
Bento XVI citou como exemplos os Concílios, em especial o Concílio Vaticano II, que tiveram sessões gratificadas por efusões do Espírito Santo, e o encontro dos movimentos eclesiais com João Paulo II, nesta mesma Praça, na celebração de Pentecostes de 1998.
"Mas a Igreja conhece inúmeros 'pentecostes' que vivificam as comunidades locais" – disse o Papa, citando as Liturgias e os encontros de oração, em que "os jovens sentem claramente o chamado de Deus".
"Portanto, não há Igreja sem Pentecostes. E gostaria de acrescentar: não há Pentecostes sem a Virgem Maria, como nos refere o livro dos Atos dos Apóstolos" – disse o pontífice, afirmando ter sido testemunha disso em Fátima, poucos dias atrás, durante sua viagem apostólica a Portugal.
"O que viveu aquela imensa multidão, na esplanada do Santuário, onde todos éramos um só coração e uma só alma, senão um renovado Pentecostes? No meio de nós estava Maria, a Mãe de Jesus. Esta é a experiência típica dos pequenos ou dos grandes santuários marianos, como Lourdes, Guadalupe, Pompéia, Loreto: onde quer que os cristãos se reúnam em oração com Maria, o Senhor doa o seu Espírito."
Por fim, Bento XVI evocou uma renovada efusão do Espírito Santo para toda a Igreja, em especial para todos os ministros do Evangelho, neste Ano Sacerdotal, para que a mensagem de salvação seja anunciada a todas as pessoas.
Após a oração do Regina Caeli, o Papa recordou que amanhã, 24 de maio, se celebra o Dia de oração pela Igreja na China: "Enquanto os fiéis que estão na China rezam para que a unidade entre eles e com a Igreja se aprofunde sempre mais, os católicos no mundo inteiro – especialmente os de origem chinesa – se unem a eles na oração e na caridade que o Espírito Santo infunde nos nossos corações, particularmente na solenidade de hoje."

Fonte : Rádio Vaticano

sábado, 22 de maio de 2010

Sermão do Espírito Santo



A sexta vez é hoje, que no ano presente e nos dois passados me ouvis pregar este mesmo mistério. Mas não será esta somente a sexta vez em que vós e eu experimentamos o pouco fruto com que esta terra responde ao que se devera esperar de tão continuada cultura. Se a doutrina que se semeia nela fora nossa, achada estava a causa na fraqueza de nossas razões, no desalento de nossos afetos e na eficácia mal viva de nossas palavras; mas não é assim: Sermonem quem audistis non est meus, sed ejus qui misit me, Patris (Jo. 14, 24): O sermão que ouvistes não é meu, senão do Eterno Padre que me mandou ao mundo — diz Cristo neste Evangelho — e o mesmo podem dizer todos os pregadores, ao menos os que ouvis deste lugar. Os sermões, as verdades, a doutrina que pregamos não é nossa, é de Cristo. Eles a disse, os evangelistas a escreveram, nós a repetimos. Pois, se estas repetições são tantas e tão continuadas, e a doutrina que pregamos não é nossa, senão de Cristo, como fazem tão poucos progressos nela, e como aprendem tão pouco os que a ouvem? Nas palavras que propus temos a verdadeira resposta desta tão nova admiração.

Ille vos docebit omnia quaecumque dixero vobis (2): O Espírito Santo — diz Cristo — vos ensinará tudo o que eu vos tenho dito. — Notai a diferença dos termos, e vereis quanto vai de dizer a ensinar. Não diz Cristo: o Espírito Santo vos dirá o que eu vos tenho dito; nem diz: o Espírito Santo vos ensinará o que eu vos tenho ensinado; mas diz: O Espírito Santo vos ensinará o que eu vos tenho dito, porque o pregador, ainda que seja Cristo, diz: o que ensina é o Espírito Santo. Cristo diz: Quaecumque dixero vobis; o Espírito Santo ensina: Ille vos docebit omnia. O mestre na cadeira diz para todos, mas não ensina a todos. Diz para todos, porque todos ouvem; mas não ensina a todos, porque uns aprendem, outros não. E qual é a razão desta diversidade, se o mestre é o mesmo e a doutrina a mesma? Porque, para aprender, não basta só ouvir por fora: é necessário entender por dentro. Se a luz de dentro é muita, aprende-se muito; se pouca, pouco; se nenhuma, nada. O mesmo nos acontece a nós. Dizemos, mas não ensinamos, porque dizemos por fora; só o Espírito Santo ensina, porque alumia por dentro: Ministeria forinsecus adjutoria sunt, cathedram in caelo habet, quia corda docet, diz Santo Agostinho. Por isso até o mesmo Cristo, pregando tanto, converteu tão pouco. Se o Espírito Santo não alumia por dentro, todo o dizer, por mais divino que seja, é dizer: Quaecumque dixero vobis; mas se as vozes exteriores são assistidas dos raios interiores da sua luz, logo qualquer que seja o dizer, e de quem quer que seja, é ensinar, porque só o Espírito Santo é o que ensina: Ille vos docebit.

Sermão do Espírito Santo,
de Padre António Vieira.

Sermão completo:
http://www.4shared.com/document/ts0CcLDm/Pe_Antnio_Vieira_Sermo_do_Espr.html

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Oração de São João Maria Vianney


Eu Vos amo, meu Deus,
e o meu único desejo é amar-Vos
até ao último suspiro da minha vida.

Eu Vos amo, Deus infinitamente bom,
e prefiro morrer amando-Vos
que viver um só instante sem Vos amar.

Eu Vos amo, meu Deus,
e só desejo o Céu para ter a felicidade
de Vos amar perfeitamente.

Eu Vos amo, meu Deus,
e só temo o inferno porque aí nunca haverá
a doce consolação de Vos amar.

Meu Deus, se a minha língua
não puder estar sempre a dizer que Vos amo,
que o meu coração o diga
tantas vezes como quantas eu respiro.

Senhor, dai-me a graça de sofrer amando-Vos,
de Vos amar sofrendo,
e de um dia expirar amando-Vos
e sentindo que Vos amo.

E quanto mais me aproximo do meu fim,
mais Vos imploro a graça
de aumentar e aperfeiçoar o meu amor.

Amém

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Como cordeiro puro oferecido


Sejam alegres as celebrações!
Cantem louvores nossos corações!
As coisas todas se renovam, belas,
e são abandonadas as mazelas.

E reverentes, cheios de emoção,
lembramos quando Cristo tomou o Pão
e o efereceu segundo a Lei sagrada
que dos Patriarcas santos fora herdada.

Como cordeiro puro oferecido,
o Corpo do Senhor foi repartido.
E o gesto do Senhor nos revelou
o que o profeta antigo anunciou.

Aos fracos deu seu Corpo com amor,
e aos tristes deu seu sangue e seu calor.
E disse: “aceitem este corpo agora,
e bebam o meu Sangue sem demora”.

Assim ele instituiu o Sacrifício
e limitou o santo benefício
ás mãos dos sacerdotes ordenados
para nutrir os pobres e cansados.

O Pão dos Anjos veio às nossas mãos
unindo-nos em Cristo como irmãos.
Que maravilha! Deus é consumido
por qualquer um, humilde e oprimido.

A ti, Deus Trino e um só Deus, oramos:
Conosco permanece, te adoramos.
Nos teus caminhos faze-nos andar, e na tua glória, alegres, habitar. Amém
São Tomás de Aquino

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Oração à Virgem Santíssima, “Senhora dos Anjos”


Augusta Rainha do Céu e Senhora dos Anjos, Vós que desde o princípio recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de satanás,
humildemente vos rogamos, que enviai as legiões celestes dos santos Anjos, para que às vossas ordens persigam os infernais espíritos, combatendo-os por toda a parte, confundam a sua audácia e os precipitem no abismo.
Quem como Deus?
Ó boa eterna mãe enviai os santos anjos e arcanjos para nos defender.
Santos anjos e arcanjos defendei-nos e protegei-nos agora e sempre. Amém!
Vem.Pe.Louis de Cestac, no ano 1893

terça-feira, 18 de maio de 2010

Os Dons de Deus


O que retribuiremos ao Senhor?

Que palavra poderá verdadeiramente descrever os dons de Deus? São tantos que não se podem enumerar. São de tal grandeza que um só deles bastaria para merecer toda a nossa gratidão para com o Doador.

Há um que a nós, seres racionais e inteligentes, seria forçosamente impossível esquecê-lo, e pelo qual jamais o louvaríamos condignamente: Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança. Honrou-o, assim, com a reflexão. Só a ele, dentre todas as criaturas, deu a razão. Concedeu-lhe o gozo da indizível beleza do paraíso e o constituiu rei de toda a terra.

Enganado o homem pela serpente, caído no pecado e pelo pecado na morte e nos sofrimentos que a acompanham, nem por isto Deus o abandonou; mas pela lei, que lhe serviria de auxílio no princípio, colocou anjos para guardá-los e dele cuidar. Enviou profetas para denunciarem os vícios e ensinarem a virtude. Susteve por ameaças o ímpeto do mal e estimulou por promessas a prontidão para o bem. A tantos benefícios, porém, respondemos com a nossa rebeldia. Ele, contudo, não se afastou de nós.

A bondade do Senhor não nos abandonou. Nem mesmo pela estupidez com que desprezamos seus dons conseguimos destruir seu amor em nós, embora desdenhássemos nosso benfeitor. Ao contrário, fomos libertos da morte e chamados de novo à vida por nosso Senhor Jesus Cristo.

Maior motivo ainda de admiração por tanta bondade vem de que, sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo assumindo a forma de escravo.

E não só, mas tomou sobre si nossas misérias, carregou nossas fraquezas, por nós foi ferido para curar-nos por suas chagas. E, ainda, redimiu-nos da maldição, fazendo-se por nós maldição, sofrendo morte infamíssima para nos reconduzir à vida gloriosa.

Não se contentou em chamar os mortos à vida, quis ainda conceder-nos a glória de sua divindade e preparar-nos um descanso eterno cuja imensa alegria supera qualquer imaginação.

O que, então, retribuiremos ao Senhor por tudo quanto nos deu? Ele é tão bom que não cobra remuneração, mas se satisfaz com ser amado em vista de seus dons.

São Basílio Magno, bispo (séc. IV)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A Saudação Angélica à Virgem Maria


“O Virgem imaculada e toda santa, ó criatura, a mais humilde e a mais sublime diante de Deus, vós éreis tão pequena aos vossos próprios olhos e ao mesmo tempo tão grande aos olhos de vosso Senhor, que Ele vos exaltou até fazer de vós sua Mãe e vos estabelecer como Rainha do céu e da terra. Agradeço a Deus por vos ter exaltado tanto e me alegro convosco por ver-vos tão unida a este grande Deus, que mais não é possível a uma criatura. Mas, vendo-vos tão humilde com tantas perfeições, tenho vergonha de aparecer diante de vós, eu tão orgulhoso e com tantos pecados. Ouso contudo, tão miserável que sou, dirigir-vos a saudação Angélica:

Ave, Maria, cheia de graça. Vós sois cheia de graça, obtende uma parte para mim.

O Senhor é convosco. Ele sempre esteve convosco desde o primeiro instante de vossa existência, mas, depois que se fez vosso Filho, está ainda mais estreitamente convosco.

Bendita sois vós entre as mulheres. Ó mulher bendita entre todas as mulheres, obtende-nos também as bênçãos divinas.

E bendito é o fruto de vosso ventre, Jesus. Ó bem-aventurada planta, que destes ao mundo um fruto tão nobre e tão santo!

Santa Maria, Mãe de Deus! Ó Maria eu vos reconheço como a verdadeira Mãe de Deus e em testemunha desta verdade estou pronto a dar mil vezes minha vida.

Rogai por nós, pobres pecadores, porque se sois a Mãe de Deus, sois também a Mãe de nossa salvação, Mãe de todos nós, pobres pecadores, pois Deus se fez homem para nos salvar; e vos fez Sua Mãe, a fim de que vossas orações tenham o poder de salvar não importa a quem. Então, ó Mãe, rogai por nós.

Agora e na hora de nossa morte. Rogai sempre, rogai agora que estamos expostos, durante nossa vida, a tantas tentações e a tantos perigos de perder a Deus. Mas rogai sobretudo na hora de nossa morte, quando estaremos a ponto de comparecer diante do tribunal de Deus, a fim de que, salvos pelos méritos de Jesus e por vossa intercessão, possamos um dia, sem mais medo de nos perder, ir saudar-vos e louvar-vos, a vós e a vosso Filho, no céu, por toda a eternidade. Amém!”

Santo Afonso de Ligório

domingo, 16 de maio de 2010

Ascensão do Senhor


Homilia do Cardeal Cláudio Hummes na Missa de Encerramento do XVI Congresso Eucarístico Nacional, em Brasília
Brasília, 16 de maio
Irmãos e irmãs,


O papa Bento XVI lembra-nos, então, que a Eucaristia tem tudo a ver com o domingo, o Dia do Senhor, e que os fiéis, portanto, não deixem de participar fervorosamente da Missa aos domingos. Realmente, no centro do domingo está sempre a Santa Missa, a Eucaristia. Um domingo sem Missa não é um domingo completo. É preciso renovar nos fieis a consciência da observância deste dia santificado, que inclui a participação na Missa.
Neste contexto, é bom recordar que na história do Brasil ocorreu um exemplo extraordinário da importância do domingo e da Missa dominical. Trata-se do testemunho dos beatos mártires de Cunhaú e Uruaçu, no Rio Grande do Norte, mortos pelos protestantes calvinistas em 1645m e beatificados pelo sempre lembrado e amado papa João Paulo II. Como sabemos, são dois grupos de mártires, que foram mortos no mesmo ano de 1645. O primeiro grupo foi a comunidade católica de Cunhaú, que com seu sacerdote, o padre André Soveral, foi massacrada enquanto participava da Missa dominical na sua igreja. Era o povo católico do lugar. Gente simples, mas religiosa. Foram mortos homens, mulheres, crianças, jovens e velhos, famílias inteiras, enfim, todos que participavam da Missa naquele dia de domingo. Foram mortos por serem católicos e professaram sua fé antes de morrer. O outro grupo foi morto barbaramente, também por serem católicos, poucos meses depois em Uruaçu, com seu sacerdote, padre Ambrósio Francisco Ferro. Neste grupo se destacou um leigo chamado Mateus Moreira, a quem arrancaram o coração pelas costas, enquanto ele gritava em alta voz: “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”. Esses mártires, caros irmãos e irmãs, são uma das maiores glórias da Igreja no Brasil. O seu martírio, reconhecido pela Igreja, contém grande força de evangelização. Deveríamos torná-los mais conhecidos e venerados, porque nos ajudariam amar e valorizar o domingo e a Missa dominical. Neste Ano Sacerdotal, é bom recordar também quanto os nossos padres são indispensáveis e insubstituíveis neste novo empenho missionário. É claro que todos os cristãos devem ser missionários, mas os padres têm um papel especial, pois são os pastores das comunidades locais. São os padres que devem fazer a missão nos território de sua paróquia. Para isso, precisam reunir sua comunidade e escolher um bom grupo de leigos e leigas e formá-los para sair com eles em missão, visitando as famílias da paróquia.
Caros padres, a Igreja espera muito de cada um dos senhores para essa missão urgente. Mas, podem também ter a certeza de que a missão os ajudará também a sentirem-se mais padres e a entenderem melhor sua identidade e a serem mais felizes no ministério. A missão precisa de todos vocês, padres. Sem vocês, pouco ou nada acontecerá. E vocês têm muitos modelos em quem se inspirar. A Igreja no Brasil já tem uma bela lista de padres santos e beatos. Lembremos o beato Padre Anchieta, missionário do Brasil; o beato Padre Inácio de Azevedo martirizado em viagem ao Brasil no início da colonização brasileira; os três santos mártires do Rio Grane do Sul, que compartilhamos com o Paraguai, mas morreram mártires em território brasileiros que são os santos Roque Gonzalez, Afonso Rodriguez e João Del Castilho; depois temos o Santo Frei Galvão; os dois beatos mártires do grupo de mártires do Rio Grande do Norte, já citados, isto é, o Beato Padre André Soreval e o Beato Padre Ambrósio Francisco Ferro, temos ainda o Beato mártir Padre Manuel Gómez Gonçalves (do Rio Grande do Sul); o Beato Padre Mariano (de São Paulo) e o Beato Padre Eustáquio (de Belo Horizonte). Os padres do Brasil podem mostrar ao mundo e à Igreja, com santo orgulho, esses seus colegas santos e beatos. Que eles também ajudem cada padre de hoje a viver com fidelidade sua vocação e missão.

sábado, 15 de maio de 2010

Oração de intercessão para os não Nascidos

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Para ajudar a parar a anti-vida crescente nos EUA o ex-arcebispo Fulton F. Sheen encorajou a adoção espiritual de uma criança não nascida. Esta adoção espiritual de uma criança em particular, mas desconhecida, cujo aborto deve ser interrompido, permitindo-lhe que continue a viver.
Durante sua vida terrena, esta criança que você adotou espiritualmente, será conhecida apenas por Deus, mas na outra vida espera-se que você encontre esta criança, cuja vida foi salva por suas orações, e desfrute a felicidade eterna com ela.
Para ajudar a realizar isto também aqui no Brasil, recomendamos que se reze diariamente esta oração, num período de um ano.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Os dois garotinhos e a Madona



Os pais de Gianni e de Franco moravam num dos bairros mais pobres do porto de Gênova, onde o pai trabalhava como carregador. Infelizmente, o homem frequentava os bares e, a cada semana, o seu pagamento se perdia. A mãe, uma senhora enfermiça, trabalhava como lavadeira para suprir as necessidades da família. Os dois rapazotes vagabundeavam pelas ruas da cidade e, conforme a ocasião, surrupiavam frutas nas feiras. Apesar disso, os safadinhos não eram maus.

Eles também se alegravam quando lembravam que, em breve, a procissão da Madona Della Guarda iria passar pela cidade e eles gostariam tanto, de todo o coração, e em honra dela, de acender algumas velas, em suas janelas quando a Virgem passasse, assim como faziam todas as outras pessoas. Mas como conseguir dinheiro para comprá-las? O pai não trazia nenhum tostão para casa e o que a mãe conseguia ganhar só dava para comprar comida...

Gianni teve uma ideia. "E se nós fôssemos trabalhar?", propõe a Franco. "Ainda falta um dia para a procissão. Nós podemos ganhar uns trocados para comprar as velas." No dia seguinte, bem cedo, a mãe se surpreende: os dois rapazotes se levantaram antes das sete e desapareceram, rapidamente. "Que outra bobagem eles farão hoje?" pensou a mãe.

Houve surpresa, igualmente, na casa do carvoeiro, a quem os dois pedem trabalho. O carvoeiro se espanta mais ainda quando, durante o dia, os vê trabalhar com um ardor tão intenso, digno dos melhores operários. De boa vontade, ele os teria conservado como empregados. Entretanto, à noite, os jovens vêm pedir a paga do dia. O homem lhes dá cem liras. Orgulhosos com o primeiro dinheirinho, Gianni e Franco retornam à casa. Cem liras, à época, valiam apenas um franco; isto representava pouco. Mas para os garotos, não havia problema. A alegria de tê-los ganho, em troca do próprio esforço, brilhava em seus rostos.

Com o dinheiro ganho pelo primeiro trabalhinho feito, os dois rapazotes, Gianni e Franco, tencionam comprar três ou quatro velas para a procissão, adquiridas com o lucro obtido, o que não era pouco, considerando-se uma família pobre como a deles. Passando por um mendigo com a mão estendida, seguiram adiante, sem se importar com o pobre coitado...

Contudo, Franco não consegue esquecer o desafortunado e sente necessidade de falar sobre ele com Gianni.
- Não seria melhor darmos nossas cem liras a este infeliz que acabamos de ver na calçada? Você não acha que Nossa Senhora ficaria muito mais feliz, se déssemos nosso dinheirinho para ele, como esmola? Este pobre deve estar desempregado e sua família não deve ter nada para comer.
Gianni teria preferido colocar as velas no peitoril da janela de casa. Franco, porém, insistiu tanto que, por fim, o primeiro admite: - Nossa Senhora ficaria muito mais feliz, se nós déssemos nossas cem liras como esmola para ele.

Os dois retornam, correndo, até onde se encontrava o mendigo que, embaraçado, recebe as cem liras. Em seguida, Gianni e Franco saem em disparada, rumo à casa, assobiando, felizes. Mas, ao chegar, levam um susto enorme. Os olhos de Franco se enchem de lágrimas. Gianni esfrega os olhos e belisca a orelha.
- Incrível! Será que estou sonhando? - disse.
Enormes e grossos círios ornam as janelas, e, do interior da casa, jorra intensa luz. Eles não conseguem entender... Precipitando-se casa adentro, cheios de alegria, os rapazotes abraçam os pais.

O que foi que aconteceu? Pouco antes do meio-dia, o pai fora à cidade, a fim de atender a um compromisso profissional e, ao passar pelo carvoeiro, viu os filhos carregando carvão. De cara, adivinhou o motivo que os fez trabalhar com tanto ardor... O homem teve vergonha da vida que levava e de sua conduta errada... À tarde, pediu um vale ao chefe e foi comprar vinte círios...

Quando o pai prometeu à esposa que jamais tornaria a beber, e relatou a bela conduta dos filhos, a mãe começou a limpar e enfeitar toda a casa para a festa que faria no dia seguinte. Desde aquele dia, Gianni e Franco estavam sempre presentes à capelinha do porto, assistindo, piedosamente, à Missa matinal.


Fluvion Grimaldi (Die schönsten Mariengeschichten)
Relatado no Recueil Marial (Florilégio Mariano) n° 10 de Frei Albert Pfleger, marista.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A VISÃO DOS BEATOS PASTORINHOS DE FÁTIMA



No dia 13 de maio de 1917, na Cova da Iria, Portugal, Nossa Senhora apareceu a três crianças: Lúcia dos Santos (10 anos), Francisco Marto (9 anos) e Jacinta Marto (7 anos). Elas já haviam rezado o rosário, e ao vigiarem ovelhas, viram uma linda jovem sobre uma azinheira, que os chamou. Trazia veste branca, com manto que lhe cobria a cabeça e descia até os pés. Conservava as mãos juntas, na altura do peito, e delas pendia um rosário. A Senhora diz:

- Não tenhais medo, não quero vos fazer mal algum!

- De onde é a Senhora? – perguntou Lúcia;

- Eu sou do céu. – respondeu a Virgem;

- O que queres?;

- Quereis vos oferecer ao Senhor, prontos a fazer sacrifícios e a aceitar voluntariamente todas as provações que Ele quiser vos mandar? Em reparação a tantos pecados com que se ofende a Divina Majestade, para obter a conversão dos pecadores e em desagravo pelas blasfêmias e tantas ofensas feitas ao Imaculado Coração de Maria;

- Sim, queremos. – respondeu Lúcia

Nossa Senhora acrescentou que teriam que sofrer muito. Mas a graça de Deus os assistiria e os confortaria. E antes de desaparecer, recomendou:

- Todos os dias rezem o rosário com devoção para obter a paz no mundo. Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, e especialmente quando fizerdes algum sacrifício: “Ó Jesus, é por vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”.

Nas mãos da Virgem estava um Coração circundado de espinhos que o feriam por todos os lados. Exortou as crianças para que fizessem conhecer aos homens a necessidade de serem fiéis a este Coração, de se confessar, comungar e rezar o santo rosário. Também manifestou o desejo de que, por quinze minutos ao dia, se meditasse os mistérios dos rosário em reparação aos pecados cometidos.

E, ao final das aparições, a Virgem diz: “Por fim, o meu Coração Imaculado triunfará”. Que significa isto? Significa que este Coração aberto a Deus, purificado pela contemplação de Deus, é mais forte que as armas de qualquer espécie. O “fiat" de Maria, a palavra do seu Coração, mudou a história do mundo, porque introduziu neste mundo o Salvador: graças àquele “Sim”, Deus pôde fazer-Se homem no nosso meio e assim permanecer para sempre.

Que o mal tem poder neste mundo, o vemos e o experimentamos continuamente; tem poder, porque a nossa liberdade se deixa continuamente desviar de Deus.

Mas, desde que Deus passou a ter um coração humano e deste modo orientou a liberdade do homem para o bem, para Deus, a liberdade para o mal deixou de ter a última palavra. O que vale desde então, está expresso nesta frase: “No mundo tereis aflições, mas tende confiança! Eu venci o mundo” (Jo 16, 33). A mensagem de Fátima nos convida a confiar nesta promessa.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A consagração de São Domingos Sávio



Domingos Sávio, tão logo soube distinguir entre "o Pão celestial e o terreno", foi admitido à Primeira Comunhão, em 1849, ainda com sete anos, quando, à época, a idade mínima para tal era 12 anos. Pode-se perceber a maturidade do menino nos propósitos que deixou registrados no seu grande dia: "Propósitos que eu, Domingos Sávio, me propus no ano de 1849, quando fiz a Primeira Comunhão, aos 7 anos de idade: 1º) Confessar-me-ei muito amiúde e receberei a Sagrada Comunhão sempre que o confessor me permitir; 2º) Quero santificar os dias de festa; 3º) Meus amigos serão Jesus e Maria; 4º) Antes morrer que pecar."

Em 1854, Dom Bosco, ao passar pela região onde morava Domingos, ouviu falar dele e ficou "admirado por descobrir a obra que a Graça Divina tinha realizado num jovem adolescente." A devoção do pequeno Domingos para com Nossa Senhora era extrema. No dia 8 de dezembro de 1854 - ano da proclamação do dogma da Imaculada Conceição, pelo Bem-aventurado Papa Pio IX -, ele se colocou diante do altar da Virgem, e renovou os propósitos que fizera na Primeira Comunhão, assim orando: "Maria, eu vos dou meu coração; fazei com que seja vosso. Jesus e Maria, sede sempre meus amigos; mas, por vosso amor, fazei com que eu morra mil vezes antes que tenha a desgraça de cometer um só pecado." Sua vida transformou-se de tal forma que, a partir de então, Dom Bosco passou a anotar o comportamento e os gestos do rapazinho, a fim de nada esquecer sobre ele. Em 1857, Domingos fica doente e sofreu, com grande coragem, algo acima de sua idade, durante quatro dias. Teve 10 hemorragias. No dia 9 de março, agonizando, murmura: "Adeus, meu querido paizinho, adeus! O senhor Padre queria me dizer algo mais, mas eu não sou capaz de me lembrar... Ó! como é lindo o que estou vendo..." Estas foram as suas últimas palavras. Sempre a sorrir, rosto iluminado, as mãos juntas sobre o peito, sem qualquer movimento, Domingos faleceu santamente aos 15 anos de idade. Sua vida foi descrita por Dom João Bosco, que não conseguia trazê-lo à lembrança, sem chorar. Tão jovem, havia aliado inocência e pureza angélicas à sabedoria de homem maduro, alcançando a heroicidade das virtudes.


Segundo A vida dos Santos, Catholic.pf

terça-feira, 11 de maio de 2010

O Amor É que Vale


O amor é fonte de onde rota toda tua perfeição. É ele a origem de toda grandeza. E Jesus, que é teu diretor espiritual, ensina-te a fazer tudo por amor. Na hora da morte, deverás dizer como a Mestra da infância espiritual: “Não dei jamais ao Senhor senão amor”.
Não são nossas obras que contam diante de Deus, mas é unicamente o amor que vale.Sem o amor todas as obras nada são, mesmo as mais brilhantes.Não, Jesus não exige grandes ações mas unicamente o abandono e o reconhecimento, a saber, o amor.
Eu não tenho necessidades diz o Senhor, no salmo 49, dos sacrifícios de bois e ovelhas, porque meus são todos os animais, nem se tiver fome direi a vós, porque a terra me pertence com tudo o que ela contém. Então vou-me alimentar de touros e do sangue de animais?Imolai a Deus sacrifícios de louvor e de ação de graças.
É preciso que saibas e graves bem esta sentença: “O mais pequenino movimento de puro amor é mais útil à Igreja do que todas as outras obras reunidas em conjunto.
Mas Deus, que não tem necessidade de coisa alguma, mendiga um pouco d’água à samaritana. Tinha sede, mas sede de amor as sua pobre criatura.
Tu deves partir daqui para construir o edifício espiritual, sabendo que o bom Deus se contenta com o pouco que lhe podemos dar desde que seja por amor.
Fonte: Infância Espiritual de Santa Terezinha, Monsenhor Ângelo R. Lucena

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Virgem Maria, flor mais bela da criação


A Virgem Maria é a discípula mais perfeita, a mais bela flor surgida da criação. Com estas palavras, Bento XVI introduziu a oração tradicional do Regina Caeli.
"A meta principal de minha viagem será Fátima, na ocasião do décimo aniversário da beatificação dos dois pastorinhos Jacinta e Francisco. Pela primeira vez como Sucessor de Pedro, eu irei para aquele santuário mariano, tão amado pelo venerável João Paulo II. Convido a todos para me acompanharem nesta peregrinação."
O Papa se lembrou da tradição cristã de dedicar o mês de maio a Maria, tradição que "combina muito bem" com este tempo do ano no qual chega a primavera, coincidindo com a Páscoa e Pentecostes.
Maria, o Papa afirmou, é "a mais bela flor surgida da criação, a ‘rosa' aparecida na plenitude do tempo, quando Deus, enviando Seu Filho, entregou ao mundo uma nova primavera".
E ela é "ao mesmo tempo a personagem principal, humilde e discreta, dos primeiros passos da Comunidade cristã: Maria é seu coração espiritual, porque sua própria presença entre os discípulos é memória viva do Senhor Jesus e presente do dom de seu Espírito", adicionou.
Para os cristãos, lembrou o Papa, é "a primeira e perfeita discípula de Jesus. Na realidade, Maria observou primeira e completamente a palavra de seu Filho, demonstrando, assim, que não só a amava como mãe, mas antes de tudo como sua serva humilde e obediente".
"Por isto Deus Pai a amou e a habitou na Santíssima Trindade" dele, disse o Papa.
Ele também afirmou, recordando da passagem evangélica na qual Jesus promete o dom do Espírito Santo, "...como não pensar em Maria, que sem seu coração, templo do Espírito, meditava e interpretava tudo aquilo que seu Filho dizia e fazia?".
"Deste modo, já antes e, principalmente, depois da Páscoa, a Mãe de Jesus também se transformou na Mãe e no modelo da Igreja", concluiu.
Fonte: ZENIT.org, 9 de Maio de 2010

sábado, 8 de maio de 2010

Sexto Domingo da Páscoa

“Ignorar a Escritura é ignorar Cristo”. Com esta frase de São Jerônimo, o Santo Padre aconselhou, recentemente, a todos os fiéis ler um trecho da Bíblia todos os dias.fonte: Zenit,07 de dezembro de 2007.

O Evangelho deste sexto domingo da Páscoa (João 14, 23-29), nos fala do amor e da palavra de Jesus.
Jesus nos chama atenção e nos diz: “Se alguém me ama guardará a minha palavra,...” no mundo em que vivemos não é fácil guardar a palavra de Jesus, pois a cada dia estamos sendo conduzidos de forma egoísta e prazerosa, onde o ter é maior do que ser, ou seja, esse ser de Deus. Vivemos numa sociedade consumista onde o “eu” é soberano, ditando todas as regras de sobrevivência para o ser humano. Guardar a palavra de Jesus significa abrir mão do “eu” e seguir fielmente o seu caminho, onde com certeza encontraremos com Deus , através do dialogo, da vivência em comunidade, da solidariedade, da fraternidade e sobretudo do amor. Para vivemos um amor verdadeiro, basta simplesmente amar as palavras de Jesus e colocar-las em práticas, e desta forma também seremos amados por Deus, que fará morada em cada um de nós.
Dic. Mário da Paz

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Serva do Santíssimo Sacramento


Eis aqui a serva do Senhor ( Lc 1, 38) , exclamou a Virgem Santíssima; nunca uma promessa foi tão bem cumprida.
Maria é modelo de serviço eucarístico, resumo de toda a sua vida; ao lado de Jesus eucarístico renova todas as graças, as suas virtudes atingem o cume da perfeição.
Meditar a vida de Maria, reproduzir as suas virtudes e abnegações, eis o caminho para ser um adorador da Eucaristia.
Jesus nos quer inteiramente para si e confia em nós. Quem trabalha para a glória de seu reino, renunciando a própria vontade em uma oblação de amor, terá como recompensa a unidade com Cristo. A Eucaristia absorve tudo, Jesus se dá inteiramente trazendo uma felicidade inefável que se estende pela vida inteira. Pode haver ideal mais elevado, do que estarmos associados à Eucaristia, tornando-nos um com Cristo?
Consagremo-nos a este serviço com alegria; o amor tem asas, voa bem alto; quando não se ama, a vida caminha devagar, pelo exemplo de Maria devemos corre e voar, servir e adorar Jesus eucarístico. Cristo nos espera.
Servir Nosso Senhor: eis a nossa partilha em união com a Santíssima Virgem. Fomos chamados para servir o Senhor, par trabalhar em prol do reino de Cristo e não para nós mesmos. Deste modo, renunciamos os estéreis projetos e colocamos em evidência Cristo Nosso Senhor. Estamos trabalhando para a obra do Senhor quando participamos da Missa, adoramos Jesus Sacramentado e cumprimos o plano de vida; quando realizamos o dever de cada momento, seja profissional, familiar ou espiritual. Em todas as realizações devemos ter Deus como fim.
Serva do Senhor! De todos os títulos de Nossa Senhora foi esse que ela escolheu para si; igualmente devemos tomar para Nós esse título. Minha alma glorifica o Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva ( Lc 1, 46-48).Servir Jesus sacramentado com espírito e com as virtudes de Nossa Senhora, eis a vida de um verdadeiro servo do Senhor.
Fonte: Livro, Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, São Pedro Julião Eymard.
Remos para que a exemplo da Mãe de Deus, possamo-nos assemelhar ao seu filho Jesus Cristo.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Através do ministério do sacerdote, Deus continua salvando


Papa dedica a audiência a refletir sobre a tarefa do presbítero de santificar os homens

Através do ministério dos sacerdotes, Deus continua salvando a humanidade assegurou Bento XVI na audiência geral de hoje.
Na reta final do Ano Sacerdotal, que terminará no dia 11 de junho, o Papa dedicou seu encontro semanal com os peregrinos a analisar a tarefa do sacerdote de santificar os homens através dos sacramentos e do culto.
"Caros amigos, sede cientes do grande dom que os sacerdotes representam para a Igreja e para o mundo; através de seu ministério, o Senhor continua a salvar os homens, a se fazer presente, a santificar", disse aos mais de 30 mil peregrinos presentes.
E acrescentou: "Sabei agradecer a Deus, e, sobretudo, permanecei próximos de vossos sacerdotes com a oração e o apoio, especialmente nos momentos de dificuldade, para que sejam cada vez mais pastores segundo o coração de Deus".
Alertou sobre a tentação dever o sacerdote somente como quem apresenta um anúncio missionário, esquecendo que sua tarefa consiste, além disso, em santificar.
"Nenhum homem, por si mesmo, a partir de suas próprias forças, pode colocar alguém em contato com Deus. Parte essencial da graça do sacerdócio é o dom, a tarefa de criar este contato. Este se realiza no anúncio da Palavra de Deus, na qual sua luz vem ao nosso encontro. Realiza-se de um modo particularmente denso nos sacramentos", esclareceu.
"É necessário refletir se, em alguns casos, a subvalorização do exercício do munus sanctificandi não teria se refletido num enfraquecimento dessa mesma fé na eficácia salvífica dos sacramentos e, em definitivo, na atuação atual de Cristo e de seu Espírito através da Igreja, no mundo."
"Quem, assim, salva o mundo e o homem? A única resposta que podemos oferecer é: Jesus de Nazaré, Senhor e Cristo, crucificado e ressuscitado", afirmou.
"E onde se atualiza o mistério da morte e ressurreição de Cristo, que conduz à salvação? - acrescentou. Na ação de Cristo mediante a Igreja, em particular no sacramento da Eucaristia, que torna presente a oferenda sacrifical redentora do Filho de Deus, no sacramento da Reconciliação, no qual da morte do pecado volta-se para a vida nova, e qualquer outro ato sacramental de santificação."
Portanto, o Bispo de Roma pediu a promoção de "uma catequese adequada, a fim de auxiliar os fiéis a compreenderem o valor dos sacramentos, mas é também necessário, a exemplo de Santo Cura d'Ars, sermos disponíveis, generosos e atentos no doar aos irmãos os tesouros da graça que Deus colocou em nossas mãos, e das quais não somos "proprietários", mas tutores e administradores".
"Principalmente em nosso tempo, no qual, por um lado, parece que a fé está se enfraquecendo e, por outro, emerge uma necessidade profunda e uma busca difundida por espiritualidade, é necessário que cada sacerdote lembre que, em sua missão, o anúncio missionário, o culto e os sacramentos nunca estão separados, e que promova uma sã pastoral sacramental, a fim de formar o povo de Deus e ajudá-lo a viver em plenitude a liturgia, o culto da Igreja, os sacramentos como dons gratuitos de Deus, atos livres e eficazes de sua ação de salvação", assegurou.
Este foi o conselho do Papa aos mais de 400 mil sacerdotes do mundo: "Vivei com alegria e com amor a liturgia e o culto: é ação que o Ressuscitado cumpre na potência do Espírito Santo em nós e por nós".
Convidou-lhes a "voltar ao confessionário, como local nos qual se celebra o sacramento da Reconciliação, mas também como lugar a ser ‘habitado' com mais frequência, para que o fiel possa encontrar misericórdia, conselho e conforto, sentir-se amado e compreendido por Deus e experimentar a presença da Misericórdia Divina, junto à presença real na Eucaristia".
Por último, convidou cada sacerdote a "celebrar e viver com intensidade a Eucaristia, que está no coração da missão de santificar; é Jesus que deseja estar conosco, viver em nós, doar-se a si mesmo, mostrar-nos a infinita misericórdia e ternura de Deus".
Fonte: CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 5 de maio de 2010 (ZENIT.org).
Rezemos pelos sacerdotes, para que eles sigam fieis ao seu chamado.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O Corpo de Cristo


Na Hóstia consagrada temos diante de nós o Corpo de CRISTO. É o Corpo que nasceu da Santíssima Imaculada Virgem Maria. JESUS é o FILHO da Virgem concebida sem pecado original.
A conseqüência do pecado é a morte. Se Adão não houvesse pecado, nenhum homem precisaria morrer. JESUS foi um homem sem pecado, portanto ELE não precisava necessariamente morrer. Seu Corpo não era sujeito à “lei da morte” (Rm 8,2).Ao comungar, recebemos este corpo íntegro, puríssimo , e por isso é um efeito da comunhão preservar-nos do pecado( mortal) e fazer-nos mais puros.
Vivemos numa época em que o homem peca muito com seu corpo.Há muitos que vivem somente para os prazeres corporais.Outros cuidam de seu corpo como se fossem a coisa mais sagrada do mundo, caindo em certa idolatria.
Ao meditar a Divina EUCARISTIA, percebemos que JESUS, vive para Seu Corpo, mas Seu Corpo que é a Santa Igreja. Ele entregou Seu Corpo individual por nós e a nos: ”Tomai e comei. Este é Meu Corpo, que será entregue por vós”. Assim fazendo de Seu Corpo o meio de unir-se a nós , Ele edificou Seu Corpo universal:Seu Corpo místico, capaz de abranger todos os homens de todos os tempos.Mudando o pão em seu próprio Corpo e dando-o a nós como verdadeira comida, que entra no nosso corpo, Ele Se une a nós da maneira mais intima e abrangente possível, já aqui na Terra.
Peçamos humildemente ao Senhor que esta união com ELE na Sagrada Comunhão se torne sempre mais íntima, até que possamos dizer com São Paulo: ”Eu vivo, mas já não sou eu; é CRISTO que vive em mim” (Gl 2,20).

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Papa encoraja os jovens a “viver, não vegetar”


No encontro para a JMJ de Madri que se realizará em 2011,Papa Bento deixa essa mensagem ao jovens do mundo inteiro:
Apesar do tempo chuvoso, Bento XVI teve um encontro festivo com jovens da cidade de Turim e de outras dioceses do Piemonte, no qual os encorajou a viverem com coragem e comprometimento com escolhas definitivas.
“Sejam testemunhas de Cristo nestes nossos tempos!”, disse aos jovens reunidos na praça San Carlo.
Por duas horas, antes do encontro, a praça foi animada por música e por intervenções por parte dos jovens. Estava presente o grande coral Hope, formado por 270 jovens, além de diversos artistas de várias partes do mundo.
“Que o santo Sudário” – continuou o Papa refletindo sobre a relíquia cuja ostensão se realiza nestes dias em Turim – “seja de um modo particular para vocês um convite a imprimir em seu espírito a face do amor de Deus, para que vocês mesmos sejam, em seus ambientes, uma expressão do rosto de Cristo”.
Durante o encontro os jovens cantaram o hino “Santo Rosto dos Rostos”, composto especialmente para a ocasião.
“Desejo de coração que este evento extraordinário, ao qual espero que muitos compareçam, contribua para que cresça em cada de um de vocês o entusiasmo e fidelidade em seguir a Cristo, e em acolher com alegria sua mensagem, fonte de vida nova”, disse o Papa.
Bento XVI indicou como exemplo um jovem da própria cidade de Turim: Piergiorgio Frassati, membro da Ação Católica, filho do fundador do jornal “La Stampa”, que aderiu ao Apostolado da Oração, promovido pela Congregação Mariana e pela Adoração Noturna.
Para se aproximar dos trabalhadores das minas, Frassati decidiu estudar Engenharia de Minas na Escola Politécnica de Turim. Pouco antes de se formar, porém, veio a falecer, vítima da poliomielite, aos 24 anos, em 1925. Foi beatificado por João Paulo II em 20 de maio de 1990.
“Sua existência foi inteiramente envolvida pela graça e pelo amor de Deus, e foi consumada, com serenidade e alegria, no serviço apaixonado a Cristo e aos irmãos”, lembrou o Pontífice.
“Jovem como vocês, viveu com grande empenho sua formação cristã e deu testemunho de sua fé de modo simples e eficaz”.
À luz desse testemunho, o Papa encorajou os rapazes e as meninas presentes no encontro a terem “coragem de escolher aquilo que é de fato essencial para a vida”.
“Viver, não vegetar”, dizia o beato Piergiorgio Frassati.
“Descubram, como ele descobriu, que vale a pena se empenhar por Deus e com Deus, respondendo ao seu chamado na escolhas fundamentais e cotidianas, ainda que tenha um custo!”, concluiu o Santo Padre.
TURIM, domingo, 2 de maio de 2010 fonte: (ZENIT.org).

sábado, 1 de maio de 2010

Quinto Domingo da Páscoa

Evangelho (João 13,31-31ª. 34-35)

“O amor, para ser verdadeiro, tem de doer. Não basta dar o supérfluo a quem necessita, é preciso dar até que isso nos machuque.” Madre Teresa de Calcutá
Queridos irmãos, a Liturgia de hoje mais uma vez mostra uma harmoniosa e profunda catequese sobre os temas de maior importância para nossa vida cristã: as três virtudes teologias. Se bem reparamos, pudemos ver na distribuição das três leituras de hoje, um ensinamento muito oportuno sobre a fé: quando Paulo e seus companheiros passam “exortando a permanecerem firmes na fé” (At 14,22); sobre a esperança, no livro do apocalipse: “Nunca mais haverá morte, nem luto, nem clamor Enem dor haverá mais. Eis que faço nova todas as coisas” (21,4.5); e sobre a caridade, no Evangelho de João: “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros” (13,34). Escolhamos, pois uma dessas virtudes para falarmos hoje: a caridade.
Notamos no texto do Evangelho, que João, antes de falar da caridade, ou amor, fala da “glorificação” de Cristo. Por cinco vezes João cita que Jesus foi glorificado. Logo, passa a falar do amor. Cita quatro vezes a palavra “amar” ou “amor”. Há certa correlação entre a glorificação de Cristo e o mandamento novo que Ele dá aos seus e todos nós.
No Evangelho de João, a glorificação significa um movimento que Jesus faz, que inclui a sua vida toda de entrega, seu sofrimento e morte na cruz, sua ressurreição e subida aos céus. A glorificação de que Jesus fala aqui é sem dúvida a morte na cruz, porque por meio dela o mundo será salvo. Assim, deus será glorificado e o Filho n’Ele.
O amor é, portanto, uma conseqüência da glorificação de Jesus. O amor tem em Cristo, na sua vida, na sua morte, ressurreição e ascensão a sua raiz, sua base. Só entendemos bem esse mandamento de Cristo, quando nos deparamos com situações intrigantes em nossa vida. Como amar aquele irmão que nos tira a paciência o dia inteiro? Como amar quando se está irritado com algo ou alguém? Como amar quem não gosta de mim? Como amar um assassino? Será que é realmente possível esse amor? Como fazer isso? Cristo responde: amar, como Ele amou. Não é possível um amor desses, se não vier de Cristo, se não for dado e sustentado por Cristo. Que Deus Pai nos conceda a virtude do amor, para que unidos a Cristo e pelo Espírito Santo, cheguemos à caridade perfeita.
Diác. João Paulo dos Santos Silva

O mês de Maria em Molokai



"O mês de Maria mais emocionante que vivi, não foi nem em Lourdes, nem em Fátima, nem em Czestachowa, nem em Mariazell. E sim, em Molokai, ilha dos leprosos." O missionário viajou até a ilha, cheio de coragem, porém, sentindo o coração apertado, à vista dos horrores da terrível doença, a lepra. Ele estava transtornado. Viera para pronunciar o sermão da abertura do mês de maio, mês de Maria, e trazia a estátua de Nossa Senhora de Fátima, que deveria ser benta, diante dos enfermos. O que dizer a esses farrapos humanos, diante de uma Madona tão bela? O Padre estava profundamente embaraçado. Eis que alguém bate à porta.

Era uma religiosa, enfermeira, e suplicou-lhe: "Venha, depressa, um doente está às portas da morte!" O Padre estremeceu de horror, só de pensar que estaria em contato com um leproso. Porém, cheio de admiração pela heróica enfermeira, ele se decidiu. Disse-lhe, então, a boa freira: "Traga a estátua de Nossa Senhora de Fátima; o enfermo quer saudá-la antes de morrer. Um carro está à nossa espera."

Logo, o missionário se encontrou diante do moribundo, que só conseguia balbuciar algumas palavras... "Nossa Senhora...". O Padre anuiu ao seu desejo. Bastante emocionado ou, talvez, sentindo-se mal, o missionário, que estava a levar a estátua, vacilou, tropeçou na escada, vindo a cair. Na queda, tentava preservar a estátua: "Maria, me ajuda", gritou.

Com os membros doloridos, ele se levantou. Seu primeiro olhar foi para a imagem, cujas mãos, bastante danificadas, continuavam a portar o terço. No rosto, o verniz se rompeu aqui e ali, e manchas escuras davam a impressão de ferimentos; o sorriso desapareceu do rosto da imagem; os lábios mostravam uma expressão claramente dolorosa. Apenas os olhos mantinham-se intactos, e olhavam com a mesma ternura, a mesma piedade. O missionário lá estava, sem saber o que fazer, até que a Irmã chegou.

Após alguns instantes de assombro, ela convenceu o Padre a segui-la, levando a imagem mutilada de Nossa Senhora... Ao ver a estátua, o moribundo manifesta tal elã, tal impulso de amor, uma alegria tão jubilosa de reconhecimento, de desejo e de fé, como se Mãe e filho se cumprimentassem!

Nossa Senhora quis se dar inteiramente a todos. E por amor a seus filhos renunciou à majestade celeste. "Poucas vezes", acrescenta um missionário, "vi um homem morrer mais contente e feliz do que aquele leproso. E, no dia seguinte, quando coloquei no altar, a estátua de Nossa Senhora de Fátima mutilada e a benzi, não precisei refletir longamente, sobre o que dizer. Contei, em poucas palavras, a história da minha queda, da minha indecisão e da minha resolução. Falei durante um bom espaço de tempo; não era eu quem falava, mas alguém falava por mim.

Senti a atenção das pessoas se prolongar, por mais de duas horas, mas ignoro se minhas palavras chegaram à Madona, Consoladora dos aflitos, Saúde dos enfermos, Nossa Senhora das mais ardentes orações. Rezamos juntos, sem qualquer livro ou fórmula. Tratava-se do mês de Maria, mês do primeiro grande amor. A partir desse dia, eu não consigo pregar a abertura dos exercícios da Santíssima Virgem Maria, sem me lembrar dessa circunstância, a de aprender de Maria, a sua misericórdia; pois Ela se esquece de si mesma, para vencer a miséria desta Terra, com sua ternura maternal.

O que quer que sejamos diante d´Ela, seres, criaturas, feridas pela lepra do pecado, que Ela possa se inclinar sobre nós, assim como a Madona de Molokai, quando exercemos a misericórdia!"


Testemunho de um missionário, segundo Buntsegel Ahoi
Narrado no Florilégio Mariano, 1980, de Padre Albert Plfeger, marista