quarta-feira, 12 de maio de 2010

A consagração de São Domingos Sávio



Domingos Sávio, tão logo soube distinguir entre "o Pão celestial e o terreno", foi admitido à Primeira Comunhão, em 1849, ainda com sete anos, quando, à época, a idade mínima para tal era 12 anos. Pode-se perceber a maturidade do menino nos propósitos que deixou registrados no seu grande dia: "Propósitos que eu, Domingos Sávio, me propus no ano de 1849, quando fiz a Primeira Comunhão, aos 7 anos de idade: 1º) Confessar-me-ei muito amiúde e receberei a Sagrada Comunhão sempre que o confessor me permitir; 2º) Quero santificar os dias de festa; 3º) Meus amigos serão Jesus e Maria; 4º) Antes morrer que pecar."

Em 1854, Dom Bosco, ao passar pela região onde morava Domingos, ouviu falar dele e ficou "admirado por descobrir a obra que a Graça Divina tinha realizado num jovem adolescente." A devoção do pequeno Domingos para com Nossa Senhora era extrema. No dia 8 de dezembro de 1854 - ano da proclamação do dogma da Imaculada Conceição, pelo Bem-aventurado Papa Pio IX -, ele se colocou diante do altar da Virgem, e renovou os propósitos que fizera na Primeira Comunhão, assim orando: "Maria, eu vos dou meu coração; fazei com que seja vosso. Jesus e Maria, sede sempre meus amigos; mas, por vosso amor, fazei com que eu morra mil vezes antes que tenha a desgraça de cometer um só pecado." Sua vida transformou-se de tal forma que, a partir de então, Dom Bosco passou a anotar o comportamento e os gestos do rapazinho, a fim de nada esquecer sobre ele. Em 1857, Domingos fica doente e sofreu, com grande coragem, algo acima de sua idade, durante quatro dias. Teve 10 hemorragias. No dia 9 de março, agonizando, murmura: "Adeus, meu querido paizinho, adeus! O senhor Padre queria me dizer algo mais, mas eu não sou capaz de me lembrar... Ó! como é lindo o que estou vendo..." Estas foram as suas últimas palavras. Sempre a sorrir, rosto iluminado, as mãos juntas sobre o peito, sem qualquer movimento, Domingos faleceu santamente aos 15 anos de idade. Sua vida foi descrita por Dom João Bosco, que não conseguia trazê-lo à lembrança, sem chorar. Tão jovem, havia aliado inocência e pureza angélicas à sabedoria de homem maduro, alcançando a heroicidade das virtudes.


Segundo A vida dos Santos, Catholic.pf

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