sábado, 1 de maio de 2010

Quinto Domingo da Páscoa

Evangelho (João 13,31-31ª. 34-35)

“O amor, para ser verdadeiro, tem de doer. Não basta dar o supérfluo a quem necessita, é preciso dar até que isso nos machuque.” Madre Teresa de Calcutá
Queridos irmãos, a Liturgia de hoje mais uma vez mostra uma harmoniosa e profunda catequese sobre os temas de maior importância para nossa vida cristã: as três virtudes teologias. Se bem reparamos, pudemos ver na distribuição das três leituras de hoje, um ensinamento muito oportuno sobre a fé: quando Paulo e seus companheiros passam “exortando a permanecerem firmes na fé” (At 14,22); sobre a esperança, no livro do apocalipse: “Nunca mais haverá morte, nem luto, nem clamor Enem dor haverá mais. Eis que faço nova todas as coisas” (21,4.5); e sobre a caridade, no Evangelho de João: “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros” (13,34). Escolhamos, pois uma dessas virtudes para falarmos hoje: a caridade.
Notamos no texto do Evangelho, que João, antes de falar da caridade, ou amor, fala da “glorificação” de Cristo. Por cinco vezes João cita que Jesus foi glorificado. Logo, passa a falar do amor. Cita quatro vezes a palavra “amar” ou “amor”. Há certa correlação entre a glorificação de Cristo e o mandamento novo que Ele dá aos seus e todos nós.
No Evangelho de João, a glorificação significa um movimento que Jesus faz, que inclui a sua vida toda de entrega, seu sofrimento e morte na cruz, sua ressurreição e subida aos céus. A glorificação de que Jesus fala aqui é sem dúvida a morte na cruz, porque por meio dela o mundo será salvo. Assim, deus será glorificado e o Filho n’Ele.
O amor é, portanto, uma conseqüência da glorificação de Jesus. O amor tem em Cristo, na sua vida, na sua morte, ressurreição e ascensão a sua raiz, sua base. Só entendemos bem esse mandamento de Cristo, quando nos deparamos com situações intrigantes em nossa vida. Como amar aquele irmão que nos tira a paciência o dia inteiro? Como amar quando se está irritado com algo ou alguém? Como amar quem não gosta de mim? Como amar um assassino? Será que é realmente possível esse amor? Como fazer isso? Cristo responde: amar, como Ele amou. Não é possível um amor desses, se não vier de Cristo, se não for dado e sustentado por Cristo. Que Deus Pai nos conceda a virtude do amor, para que unidos a Cristo e pelo Espírito Santo, cheguemos à caridade perfeita.
Diác. João Paulo dos Santos Silva

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