terça-feira, 25 de maio de 2010

Quinze minutos em companhia de Jesus Sacramentado


De autor anônimo, este guia de reflexão aparece em muitos devocionários.
Não é necessário, meu filhos, saber muito para agradar-me muito, basta que me ames com fervor. Fala-me, pois, com simplicidade, como falarias com o mais íntimo dos teus amigos ou como falaria com a tua mãe ou com teu irmão.

I- Precisas pedir-me alguma coisa em favor de alguém? Diz- me o seu nome, quer seja o dos teus pais, quer o que teus irmãos e amigos: diz-me em seguida o que querias que Eu fizesse em favor deles hoje.
Pede muito, muito; não deixes de pedir, agradam-me os corações generosos, que chegam a esquercer-se de si próprios para atender às necessidades alheias.
Fala-me com a simplicidade, com franqueza, a respeito dos pobres que queres consolar, dos doentes que vês padecer; dos extraviados que desejas reconduzir ao bom caminho; dos amigos ausentes que queres ver novamente ao teu lado. Diz-me por todos uma palavra de amigo, entranhável e fervorosa.
Recorda-me que prometi ouvi toda súplica que sair do coração. E não terá saído do coração o pedido que me diriges por aqueles que o teu coração ama mais especialmente?

II- E para ti, não necessitas também de alguma graça? Se quiseres, faz uma lista das tuas necessidades e lê-a na minha presença. Diz-me francamente que sente em ti soberba, amor à sensualidade e ao conforto, que talvez sejas egoísta, inconstante, negligente... E pede-me depois que venha em auxilio dos esforços, que fazes, poucos ou muitos, para afastar de ti tais misérias.
Não te envergonhes. No céu há tantos justos, tantos santos de primeira ordem, que tiveram esses mesmos defeitos! Mas pediram com humildade..., e pouco a pouco viram-se livres deles.
E também não duvides em pedir-me bens espirituais e temporais: saúde, memória, bom êxito nos teus trabalhos, negócios ou estudos; tudo isso posso dar-te e o dou, e desejo que me peças desde que não se oponha, mas sim favoreça e ajude a tua santificação. Para já, de que precisas? Que posso fazer para o teu bem? Se soubesses como desejo favorecer-te! Tens no momento algum projeto entre mãos? Conta-me tudo minuciosamente. O que te preocupa? Em que pensas? O que desejas?
E por mim? Não sentes desejos de minha glória? Não quererias poder fazer algum bem ao próximo, aos teus amigos, àqueles a quem amas muito e que talvez vivam esquecidos de mim? Diz-me o que mais te preocupa hoje, o que desejas mais vivamente e com que meios contas para consegui-los.
Diz-me se os teus empreendimentos não saem bem, e Eu te direi as causas do teu fracasso. Não quererias que me interessasse um pouco em teu favor? Meu filho, sou dono dos corações e conduzo-os docemente, sem ferir a sua liberdade, para onde me apraz.

III- Por acaso sentes tristeza ou mau humor? Conta-me, alma desconsolada as tuas tristezas com todos os pormenores. Quem te feriu? Quem te ofendeu o teu amor-próprio? Quem te desprezou?
Aproxima-te do meu coração, que tem um remédio eficaz para curar todas as feridas do teu. Conta-me tudo, e acabarás em breve por dizer-me que, para imitar-me, perdoas tudo, esqueces tudo, e como prêmio receberás a minha benção consoladora. Porventura tens medo? Sentes em tua alma aquelas vagas melancolias, que mesmo que possam ser infundadas, nem por isso são menos angustiantes? Lança-te nos braços da minha Providência. Estou contigo: aqui, tu me tens a teu lado; vejo tudo, ouço tudo, não te desamparo em nenhum momento.
Sentes indiferenças da parte de pessoas que pouco antes te queriam bem, e agora, esquecidas, se afastam de ti, sem que lhes tenhas dado o menor motivo? Roga por elas e Eu farei com que voltem para teu lado, se não forem obstáculos à tua santificação.

IV- E não tens alguma alegria e consolação que queiras comunicar-me? Por que não me tornas participante delas, como bom amigo teu?
Conta-me o que te consolou e fez como que sorrir o teu coração desde ontem, desde a última visita que me fizeste. Talvez tenhas tido surpresas agradáveis, talvez tenhas visto dissiparam-se uns negros receios, talvez tenhas recebido notícias alegres, alguma carta ou sinal de carinho, ou então venceste alguma dificuldade, saíste bem de um apuro. Tudo isso é obra minha, e Eu dispus isso em teu favor; por que não hás de manifestar-me a tua gratidão por isto e dizer-me simplesmente como um filho ao seu pai: obrigado, meu pai, infinitamente obrigado? O agradecimento traz consigo novos benefícios, porque agrada ao benfeitor ver-se correspondido.

Não terás também alguma promessa a fazer-me? Leio já sabes, no fundo do teu coração. Os homens são enganados facilmente, mas Deus não; fala-me, pois, com sinceridade. Tens a firme resolução de não te expores mais àquela ocasião de pecado? De te privares daquele livro que avivou a tua imaginação? De não tratares mais com aquela pessoa que perturbou a paz da tua alma?... Voltarás a ser mais amável e condescendente com aquela outra, que até hoje consideras como tua inimiga só porque uma vez não te serviu?
Pois bem, meu filho, volta às tuas ocupações de costumes, ao trabalho, à família, ao estudo... Mas não esqueças os quinze minutos de grata conversação que tivemos aqui, nós dois, na solidão do santuário...
Sempre que puderes guarda silêncio, modéstia, recolhimento, resignação e caridade com o próximo. Ama a minha Mãe, que também é tua Mãe, e volta outra vez amanhã, com o coração mais amoroso ainda, a cada dia, novo amor, novos benefícios, novas consolações.
Fonte: Livro Seletas de Orações

3 comentários:

  1. 15 minutos que valeram por uma vida inteira.
    Obrigado

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  2. Conheço esta foto!rsrs Belíssima capela!

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  3. há tantos anos conheço esta conversa tão amável,que muda o estado de nosso coração.
    ...E que lindo Altar. Nele,me coloco neste momento tão dificil pra mim e ao mesmo tempo tão especial! deus o sabe!

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