quinta-feira, 3 de junho de 2010

Papa preside solenidade de Corpus Christi no Vaticano


Bento XVI esclareceu ainda que no Sacramento da Eucaristia está presente "o mesmo sacrifício", que Jesus realizou "de modo cruel na cruz".
"Podemos então concluir que Cristo foi um verdadeiro e eficaz sacerdote, porque tinha a força do Espírito Santo, com a plenitude do amor de Deus, e isto também na noite em que foi traído, mesmo nas horas tenebrosas", continuou.
Esta "força divina, a mesma que realizou a Encarnação do Verbo", é capaz de "transformar a violência extrema e a injustiça extrema em um ato supremo de amor e de justiça", complementou.
"Esta é a obra do sacerdócio de Cristo, herdada pela Igreja e que se prolonga na história, na dupla forma do sacerdócio comum, dos batizados, e daquele ordenado pelos ministros, para transformar o mundo com o amor de Deus", completou Bento XVI.
Após a solenidade de Corpus Christi é realizada a tradicional procissão até a Basílica de Santa Maria Maior. A cerimônia remonta ao século XIII e foi instituída pelo papa Urbano IV(1262-1264), através da bula "Transiturus", de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.
Para os cristãos, a celebração do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo é também um convite para uma meditação sobre o valor e a importância da Eucaristia em suas vidas.



Na homilia, o Santo Padre propôs aos fiéis uma meditação sobre a relação existente entre a Eucaristia e o Sacerdócio de Cristo. O Papa salientou que, na Última Ceia, Jesus transforma o pão e o vinho no seu próprio Corpo e Sangue, para que os discípulos possam nutrir-se d’Ele e viver em comunhão íntima e real com Ele.
O Pontífice ressaltou que, na Santa Ceia, Jesus agiu movido pelo Espírito Santo, com o qual se ofereceu depois na cruz. "É o amor divino que transforma: o amor com o qual Jesus aceita, antecipadamente, dar-se inteiramente por nós. Este amor nada mais é senão o Espírito Santo, o Espírito do Pai e do Filho, que consagra o pão e o vinho e muda a sua substância no Corpo e no Sangue do Senhor, tornando presente no Sacramento o próprio Sacrifício que se realiza depois de maneira cruenta na Cruz".
"Cristo foi o sacerdote verdadeiro e eficaz porque estava cheio da força do Espírito Santo, cheio da plenitude do amor de Deus e isto precisamente na noite em que foi traído, na hora das trevas", disse o Papa, e destacou que "o poder divino do sacerdócio de Cristo transforma a extrema violência e a extrema injustiça em um ato supremo de amor e de justiça".
E concluiu afirmando que "este é o trabalho do sacerdócio de Cristo, que a Igreja herdou e perpetua na história, na dupla forma do sacerdócio: a comum aos batizados e pelos ministros ordenados, para transformar o mundo com o amor de Deus".
Fonte: Da Redação, com Rádio Vaticano

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