sábado, 31 de julho de 2010

Consagração diária à Virgem Maria, Imaculado Coração ( do Servo de Deus, Papa João Paulo II)

Imaculada Conceição, Virgem Maria, minha Mãe, vive em mim. age em mim. Fala em mim e através de mim. Pensa os teus pensamentos na minha mente.
Ama através do meu coração. Dá-me os teus sentimentos e disposições.
Ensina-me a seguir Jesus. Ilumina e alarga os meus pensamentos.
Corrige o meu comportamento. Possui a minha alma.
Assume a minha inteira personalidade e vida substituindo-a com a tua.
Reza em mim e através de mim.
Faze-me viver em ti e guarda-me sempre nesta união.
Amém.
Fonte: Rádio Vaticano

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Livrar o Concílio das confusões pós-Concílio

Entrevista com Pe. Alfredo Morselli, pároco em Bolonha, ROMA, quinta-feira, 29 de julho de 2010

Por ocasião da ordenação presbiterial de cinco diáconos da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro (FSSP), Dom Guido Pozzo, secretário da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, proferiu em Wigratzbad (sede do seminário da FSSP na Europa) uma importante conferência.
A FSSP é uma família religiosa de direito pontifício, fundada em 1988 por sacerdotes tradicionalistas que não quiseram seguir Dom Lefebvre após a ordenação ilícita de quatro bispos.

Dom Pozzo mostrou como as supostas rupturas com o Concílio foram exageradas pela mídia sensacionalista. Para esclarecer as questões abordadas por Dom Pozzo em sua conferência, ZENIT entrevistou o padre Alfredo Morselli, pároco em Bolonha e especialista no assunto.

ZENIT: O secretário da Comissão Ecclesia Dei proferiu sua conferência no seminário da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro. Qual o significado da escolha deste local?
Pe. Morselli: A Fraternidade Sacerdotal de São Pedro está entre os mais belos frutos do diálogo da Igreja com o mundo tradicionalista. Enquanto muitos seminários estão vazios, definitivamente a FSSP não sofre com este problema. A maior parte de seus membros não conheceu pessoalmente Dom Lefebvre. Acolhidos por bispos de maior visão e mais obedientes, deram provas de sua capacidade de se integrar às diversas realidades diocesanas. Junto a tantas outras famílias de carisma análogo, constituem a prova viva de que a paz litúrgica – ou mesmo a coexistência na Igreja das duas formas de rito romano (Missa Gregoriana e o Novus Ordo Missae) – é não apenas possível como também muito frutífera.

ZENIT: Quais foram os principais assuntos tratados na conferência?
Pe. Morselli: Dom Pozzo quis abordar dois assuntos “quentes”: a unidade e a unicidade da Igreja católica, e da Igreja católica e as religiões referente à salavação; buscou demonstrar que “a questão crucial e o ponto verdadeiramente determinante na origem da disputa, da desorientação e da confusão não está no Concílio Vaticano II nem os ensinamentos objetivos contidos em seus documentos, mas sim em uma interpretação deste ensinamento”. Ele chamou tal interpretação de uma “ideologia para-conciliar, difundida principalmente por grupos intelectuais católicos neo-modernistas e por centros midiáticos de poder mundano secular”.

ZENIT: Por que justamente estes dois temas?
Pe. Morselli: Conforme reporta o blog Missa em Latim (http://blog.messainlatino.it/), “o interesse principal deste texto é que este (...) representa uma síntese das posições dos teólogos vaticanos empenhados nos colóquios com a Fraternidade São Pio X: na prática, os esclarecimentos doutrinais sobre alguns temas controversos do Concílio que Roma se dispôs a realizar”.

ZENIT: Qual foi a contribuição de Dom Pozzo?
Pe. Morselli
: Sustentou que o único caminho católico para uma solução seria constituído pela hermenêutica da continuidade.Tentarei simplificar em poucas palavras: a ideologia para-conciliar afirma: “Que ótimo, após o Concílio a Igreja mudou!”; enquanto os tradicionalistas dizem: “Que desgraça, após o Concílio tudo mudou!”. As promessas do Salvador, porém, nos garantem que a Igreja jamais mudará em sua natureza. À tentação dos tradicionalistas, hoje se responde: “Quanto à crise e aos graves erros, vocês têm razão; eles são evidentes e não se pode negá-los; mas – atenção – eles não são intrínsecos ao Concílio! Trata-se de uma crise neo-modernista – crise esta que já se esboçava antes do Concílio, com a assim chamada Nouvelle Théologie e outras aberrações nos movimentos litúrgicos – grave, mas extrínseca aos documentos do Concílio”.

ZENIT: Dom Pozzo responde às objeções de alguns Tradicionalistas?
Pe. Morselli
: Dom Pozzo conhece bem todo o panorama tradicionalista: em particular, responde à hipótese segundo a qual o Concílio, sendo pastoral e não dogmático, não seria vinculante no que se refere à sua aplicação: “Seria equivocado pensar que o caráter expositivo e pastoral dos Documentos do Concílio Vaticano II não impliquem também em uma doutrina que exige o comprometimento por parte dos fiéis segundo os diversos graus de autoridade das doutrinas propostas”.

Além disso, cumpre dizer que é infalível não apenas o que é definido, mas também tudo o que é continuamente proposto pelo Magistério: por exemplo, muitos são os teólogos que consideram infalível a encíclica Humanae Vitae, ainda que isto não esteja contido em nenhuma definição no sentido estrito. Os pontos considerados “quentes” do Concílio, examinados por Dom Pozzo, são continuamente citados reapresentados pelo magistério ordinário; de modo que não podem ser considerados opcionais.

ZENIT: A conferência de Dom Pozzo pode vir a influenciar positivamente o diálogo da Santa sé com a Fraternidade São Pio X?
Pe. Morselli: É bom sinal que finalmente tenha sido conferida aos tradicionalistas e suas instâncias uma grande dignidade, ainda que nem tudo vá como o Papa desejaria. E uma vez que quem discute são pessoas e não ideias abstratas, estou certo que a sabedoria e a caridade pastoral de Bento XVI e seus colaboradores trarão grandes frutos.
A nós cumpre apenas orar, nos sacrificar e trabalhar para que isto se dê o mais breve possível.

Fonte: ZENIT.org

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A parábola do fermento


O Senhor apresenta a seguir a imagem do fermento: [...] da mesma forma que este fermento transmite a sua força à massa da farinha, também vós transformareis o mundo inteiro. [...] Não levanteis objecções, dizendo: Que podemos fazer, nós que somos apenas doze, no meio de tão grande multidão? Aquilo que demonstrará o brilho do vosso poder será precisamente o facto de enfrentardes a multidão sem recuar. [...] É Cristo que dá ao fermento o poder que ele tem: Ele misturou na multidão aqueles que tinham fé n'Ele, para que comuniquemos os nossos conhecimentos uns aos outros. Não Lhe censuremos, pois, o pequeno número dos Seus discípulos, pois o poder da mensagem é enorme; e, quando a massa tiver fermentado, tornar-se-á fermento para o resto. [...]


Mas se doze homens fermentaram a terra inteira, que maus somos nós que, apesar de sermos em número considerável, não conseguimos converter os que nos rodeiam, quando tal número deveria ser suficiente para ser fermento de milhares de mundos! – Mas estes doze, dizeis vós, eram os Apóstolos! – E depois? Não estavam nas mesmas condições que nós? Não habitavam também nas cidades? Não partilhavam também o nosso destino? Não exerciam também uma profissão? Seriam anjos descidos do céu? Dizeis que eles fizeram milagres? Mas não é por isso que os admiramos. Até quando falaremos dos seus milagres para esconder a nossa preguiça? [...] – Então de onde vem a grandeza dos Apóstolos? – Do seu desprezo pelas riquezas, de seu desdém pela glória. [...] É a maneira de viver que dá o verdadeiro brilho e que faz descer a graça do Espírito Santo.


São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia, depois Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja
Homilias sobre São Mateus, 2-3 (a partir da trad. Véricel, L'Evangile commenté, pp. 144-145)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Afetos amorosos para com o Sagrado Coração de Jesus

Vós sois, ó Coração amável do meu Redentor, a morada de todas as virtudes, a fonte de todas as graças, a fragua ardente onde se abrasam todas as almas santas nas chamas do amor divino: Vós sois o objeto de todas as complacências divinas, o refúgio de todos os aflitos, a doce mansão de todos os que Vos amam.

Ó Coração digno de reinar em todos os corações, e de possuir todo o seu amor!

Ó Coração por amor de mim transpassado na Cruz com a lança dos meus pecados; e não obstante, ferido sem cessar nesse Augustíssimo Sacramento pela lança do Vosso amor para conosco!

Ó Coração amantíssimo de Jesus, que amais tão ternamente os homens, e tão pouco sois deles correspondido, dai remédio à nossa ingratidão, abrasando os nossos corações na chama ardente do Vosso amor.

Quem me dera percorrer o mundo todo, para celebrar por toda parte a abundância de graças e bênçãos que Vos dignais comunicar a todos aqueles que verdadeiramente Vos amam. Aceitai os meus sinceros desejos de que todos os corações dos homens sejam abrasados no fogo do Vosso amor.

Ó Coração divino do meu Jesus, sede a minha consolação nas aflições, o meu repouso nas fadigas do trabalho, o meu alívio nas tribulações, e o porto seguro, onde me abrigue das tempestades desta vida.

A Vós consagro o meu corpo e a minha alma, o meu coração e a minha vontade, a minha vida e tudo quanto tenho e sou, e uno aos Vossos todos os meus pensamentos, afetos e desejos.

Eterno Pai, eu Vos ofereço os afetos puríssimos do Coração de Jesus ainda que pudésseis desprezar os meus nunca havereis de ter em menos conta os do Vosso Santíssimo Filho. Supram eles a imperfeição dos meus, tornando-me agradável aos Vossos divinos olhos. Assim seja.

Se alguém há que Vos não ame, ó dulcíssimo Coração do meu Jesus, seja anatematizado.

Fonte: (Sagrada Família, por um padre redentorista, 1910)

terça-feira, 27 de julho de 2010

Misericórdia Divina

Em 13 de setembro de 1935, Irmã Faustina escreveu: “Vi um anjo que era o executor da ira de Deus... Quando vi este sinal da ira Divina, que deveria atingir a terra comecei a pedir ao Anjo que se detivesse por alguns momentos, que o mundo faria penitencia”. As suas orações se revelaram de início impotente. Então a Serva de Deus, diante das imprevistas manifestações da Santíssima Trindade, começou a implorar com profundo recolhimento a Deus em favor do mundo. A sua oração correspondiam as palavras que lhe vinham sugeridas interiormente: Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos pecados do mundo inteiro. Pela sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós. (Diário, n°475).

No dia seguinte, ao entrar na capela, a Irmã recebeu instruções de uma voz interior que lhe pedia repetir a oração que ouvira no dia anterior cada vez que se dirigisse ao Santíssimo Sacramento. Finalmente Irmã Faustina teve uma nova inspiração referente à oração acima. Foi-lhe dito para rezar as mesmas palavras em forma de terço.

O Senhor não se limitou a isso. Mas fez à Serva de Deus essa esplendida promessa: Minha filha estimula as almas a rezarem esse terço que te dei. Quando o recitarem, encherei suas almas de paz, e a hora da morte deles será feliz.

O terço da Misericórdia

No principio: Pai Nosso... Ave Maria... Creio...
Nas contas grandes:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos pecados do mundo inteiro.
Nas contas pequenas:
Pela sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.
No fim do terço (dizer 3x)
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.

“As almas que rezarem esse terço serão envolvidas pela minha misericórdia, durante a sua vida e de modo particular, na hora da morte”. (Diário n°754)

Fonte: Devoção à Misericórdia Divina

segunda-feira, 26 de julho de 2010

As 5 vias da penitência


São João Crisóstomo ensina-nos:

"Queres que cite as vias da penitência? São muitas, é certo; variadas e diferentes; mas todas levam ao céu:

PRIMEIRA VIA DA PENITÊNCIA: a reprovação dos pecados
Sê tu o primeiro a dizer os teus pecados para seres justificado. O Profeta tão bem dizia:‘Confessei contra mim mesmo a minha injustiça ao Senhor, e Ele perdoou a impiedade do meu coração’. Reprova também tu aquilo em que pecaste; basta isto ao Senhor para desculpar-te. Quem reprova aquilo em que pecou, custará mais a recair. Estimula o acusador interno, a tua consciência, para que não venhas a ter acusador lá adiante no tribunal do Senhor. Esta primeira, é ótima via de penitência.

SEGUNDA VIA DA PENITÊNCIA: o perdão das faltas do próximo
Não guardemos lembrança das injúrias recebidas dos inimigos, dominemos a cólera, perdoemos as faltas dos companheiros. Esta segunda via não é nada inferior à primeira. Com esta via, aquilo que se cometeu contra o Senhor será perdoado. Eis outra expiação dos pecados. ‘Se perdoardes aos vossos devedores, também vos perdoará o vosso Pai celeste’.

TERCEIRA VIA DA PENITÊNCIA: a oração
Nesta via, a oração deve ser muito ardente e bem feita; uma oração que brote do mais fundo do coração.

QUARTA VIA DA PENITÊNCIA: a esmola
A esmola possui muita e poderosa força no caminho para a conversão e transformação do coração. Leva à prática da caridade e ao desprendimento dos bens e de si mesmo.

QUINTA VIA DA PENITÊNCIA: a humildade
Ser modesto no agir e humilde, não menos que tudo o mais, destrói os pecados. Testemunha disto é o publicano que não podia dizer a seu favor nada feito com retidão, mas em vez disso ofereceu a humildade e depôs pesada carga de pecados.

Estão indicadas assim, as cinco vias da penitência. Não sejas preguiçoso, meu irmão, mas caminha todos os dias por elas. São fáceis e portanto, não podes nem sequer objetar a pobreza, pois ainda que pela indigência leves vida dura, renunciar à ira e mostrar humildade está em teu poder, bem como rezar assiduamente, condenar os teus pecados e perdoar os dos outros. Em parte alguma a pobreza é impedimento.

O que digo aqui, naquela via de penitência que consiste em dar dinheiro (falo de esmola) ou em observar os mandamentos, será obstáculo à pobreza? A viúva que deu dois tostões já respondeu. Tendo, pois, aprendido o meio de curar as nossas chagas, usemos deste remédio. E com isso, recuperada a saúde, vamos com confiança à mesa sagrada e corramos gloriosos ao encontro de Cristo, Rei da glória; e alcançaremos os eternos bens, por graça, misericórdia e benignidade de nosso Senhor Jesus Cristo."



Fonte: http://catolicostradicionais.blogspot.com/2010/04/as-5-vias-da-penitencia.html

domingo, 25 de julho de 2010

A voz de quem reza une-se à da Igreja, diz Papa

Pontífice comenta o Evangelho de domingo ao recitar o Angelus, CIDADE DO VATICANO, domingo, 25 de julho de 2010

“Quem reza nunca está sozinho”, porque sua voz une-se à da Igreja. Foi o que afirmou Bento XVI neste domingo, ao introduzir a oração do Angelus com os peregrinos, no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo.
Referindo-se ao Evangelho deste dia, em que Jesus ensina aos seus discípulos a oração do Pai Nosso, o Papa destacou que se trata das “primeiras palavras da Sagrada Escritura que aprendemos desde crianças”. Palavras que “se imprimem na memória, moldam nossa vida, acompanham até o último suspiro”.
O Pai Nosso revela “que nós não somos filhos de Deus de maneira já completa, mas que devemos nos tornar seus filhos e sê-lo sempre mais mediante uma comunhão mais profunda com Jesus. Ser filhos se torna o equivalente a seguir Cristo”.
“Esta oração também acolhe e exprime as necessidades humanas materiais e espirituais: ‘dá-nos, a cada dia, o pão cotidiano, e perdoa-nos os nossos pecados’. E precisamente pelas necessidades e dificuldades de cada dia, Jesus exorta com vigor: ‘portanto, eu vos digo: pedi e vos será dado; procurai e encontrareis; batei e a porta vos será aberta. Pois todo aquele que pede recebe; quem procura encontra; e a quem bate, a porta será aberta’”.
Segundo o Papa, não se trata de “um pedido para satisfazer os próprios desejos, mas sim para manter viva a amizade com Deus, que – diz sempre o Evangelho – dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem”.
“Sempre que rezamos o Pai Nosso, a nossa voz se une à da Igreja, porque quem reza nunca está sozinho. Cada fiel deverá buscar e encontrará na oração cristã o próprio caminho, o próprio modo de rezar, e se deixará conduzir pelo Espírito Santo, que o levará, por meio de Cristo, ao Pai”, disse o Papa.


Fonte: ZENIT.org)

D. Bergonzini sobre o aborto e o PT (e não adianta apagar, CNBB!)


Como parece que a CNBB agora está com o péssimo hábito de retirar de seu site artigos que não se encaixam no ideário que por lá dá as cartas, achei por bem reproduzir abaixo um outro artigo de D. Luiz Gonzaga Bergonzini sobre o aborto e o PT, o partido do aborto, e que foi publicado originalmente na Folha Diocesana, jornal da Diocese de Guarulhos e que consta no site da CNBB Regional Sul I.

Dom Bergonzini, ao contrário de alguns de seus irmãos no episcopado nacional, não tem papas na língua para denunciar o abortismo do PT ou de outros candidatos. E nem adianta a CNBB retirar ou censurar artigos dos bispos, pois o que não vai faltar é blog para publicar artigos como o abaixo.
No site do PT (http://www.pt.org.br/site/secretarias) pode-se ler a moção apresentada pela Secretaria Nacional de Mulheres e aprovada pela maioria dos delegados e delegadas do 13° Encontro Nacional do Partido dos Trabalhadores (08-05-06).

Se é justo que todos tenhamos um “posicionamento firme contra todas as injustiças e discriminações a que estão submetidas às mulheres na sociedade”, o que corresponde também às exigências de justiça do Evangelho, fazer disso um pretexto para levantar a bandeira da descriminalização do aborto é absurdo, incoerente e não corresponde à realidade.

Absurdo, porque, em nome da defesa da vida das mulheres que morrem por causa do aborto clandestino, se esquece completamente que o feto e o embrião, sacrificados no aborto, são também indivíduos humanos merecedores de todo o nosso respeito a começar pelo respeito à vida. Todas as vidas têm igual valor. Não existem vidas mais dignas e menos dignas. Aceitar esta distinção seria aceitar uma tremenda discriminação, contra a qual justamente o movimento feminista se insurge.

Incoerente, por dois motivos. O primeiro: pelo fato que fetos e embriões são também homens e mulheres já sexualmente definidos e a metade dos fetos e embriões abortados são de mulheres. Daí a incoerência desta moção que em nome do feminismo vai contra as próprias mulheres, a não ser que segundo as feministas, mulher é só quem seja adulta e sexualmente ativa, introduzindo assim uma discriminação a mais, que elas dizem combater.
Segundo motivo: em nome da liberdade de decisão da mulher prejudica-se as próprias mulheres que praticam o aborto. O aborto, mesmo em caso de violência sexual e praticado nas melhores condições de assistência médica, é sempre prejudicial para a saúde psíquica da mulher, constituindo-se numa derrota de sua auto-estima, e ela carregará este trauma pelo resto da vida. Estatísticas de atestados de óbito mostram como, dentro do prazo de um ano do parto ou do aborto provocado, o número de suicídios das mulheres que provocaram o aborto é sete vezes maior do que o número de suicídios de mulheres que deram à luz. Que ajuda é esta que as feministas querem dar às mulheres, quando a própria psiquiatria moderna, alemã e italiana, aconselha para o bem estar psíquico da mulher a não interromper a gravidez, mesmo em caso de violência sexual?.

Não corresponde à verdade. De fato se fala de milhares de mulheres que morrem em conseqüência do aborto mal feito, quando o Ministério da Saúde registrou nos últimos anos uma diminuição constante destas mortes, de 198 em 1995 descendo para 115 em 2002 Nota do Blog: Na verdade, este número é ainda menor, o que pode ser visto aqui]. Não é verdade que a descriminalização do aborto é causa direta da diminuição das mortes maternas. Causa direta desta diminuição é a assistência à gravidez ao parto e ao puerpério. De fato, Chile, Costa Rica e Uruguai, onde o aborto é proibido, tem uma mortalidade materna inferior à de Cuba, onde morrem 33 mulheres a cada 100.000 nascidos vivos e onde o aborto é legalizado há mais de trinta anos. Assim também Portugal, Irlanda e Polônia, onde o aborto é proibido, tem mortalidade materna inferior à dos EUA e da Inglaterra, onde o aborto é legalizado há muitos anos.

Mas a parte pior da moção em questão é que se exige que os parlamentares do PT (ao todo 14), que integram a Frente Parlamentar em Defesa da Vida – Contra o Aborto, retirem seu nome desse movimento. Aí aparece o rosto autoritário do PT, que respeita a liberdade de consciência quando esta não vai contra os planos do partido (pode-se votar contra o aborto quando o voto não muda os projetos do partido mas nunca quando este voto poderia prejudicar os planos partidários). De fato, nenhum membro do PT ousou apresentar, até hoje, um projeto de lei que proíba o aborto ou que fortaleça a família.
Concluindo, fazemos nossas as considerações que apareceram num estudo publicado em 2002 no site do Provida família de Brasília: abortistas encontramos em todos os partidos da direita e da esquerda... A diferença é que os demais partidos têm abortistas, enquanto o PT é abortista. Sendo esta a posição do PT, é bom lembrar a recomendação do Apocalipse aos cristãos que moravam em Babilônia (ou seja, em Roma): “Saí dela (no nosso caso dele), ó meu povo, para que não sejais cúmplices dos seus pecados (no nosso caso do desrespeito à vida e aos direitos humanos fundamentais, entre os quais o respeito à liberdade de consciência)” (Ap 18,4).
Fazemos votos que, em se tratando de uma moção, a direção do partido corrija os absurdos nela contidos e, de qualquer forma, parabenizamos os 14 deputados petistas, que integram a Frente Parlamentar em Defesa da Vida e Contra o Aborto, pela sua coerência e coragem.

Dom Luiz Gonzaga Bergonzin, Bispo Diocesano de Guarulhos, SP
Fonte:jornal da Diocese de Guarulhos e que consta no site da CNBB Regional Sul I.

(Click para ampliar a imagem retirada do site do PT, abaixo o link para o site)

http://www.pt.org.br/portalpt/secretarias/mulheres-16/noticias-95/carnificina-E-nAo-descriminalizar-o-aborto:-um-direito-da-mulher-um-dever-do-estado-9441.html

sábado, 24 de julho de 2010

Nosso Anjo da Guarda

Assim fala o Senhor Deus:
"Eis que Eu envio o Meu Anjo à tua frente, para te proteger no caminho e para te conduzir ao lugar que preparei para ti. Estejais sempre atendo à sua presença e escuta a sua voz. Se escutares a sua voz e se fizeres tudo o que Eu disser, serei inimigo dos teus inimigos e perseguirei os que te perseguem. E o Meu Anjo caminhará à tua frente." (Ex: 23,20-23)
Uma vez que tivermos nos habituado a falar com o nosso bom Anjo da Guarda sobre nosso trabalho diário, sobre nossos planos e preocupações, ele nos conduzirá sempre mais a uma fidelidade sincera e a um ardente amor a Deus.

Oração do Anjo da Guarda

Santo Anjo da Guarda,
Que me foste dado por Deus
Como companheiro para toda a minha vida,
Salva-me para a eternidade e
Cumpre o teu dever para comigo,
Sacode-me na minha indiferença,
E tira-me da minha fraqueza,
Fecha para mim todo o caminho e pensamentos incorretos.
Abre meus olhos para Deus e para a cruz.
Mas fecha os meus ouvidos, diante das insinuações do inimigo maligno.
Vigia sobre mim quando estou dormindo, e fortalece-me durante o dia
para o dever e para cada sacrifício.
Deixa-me ser um dia tua alegria
e tua recompensa no céu.
Amém

Fonte: Livro O nosso Anjo da Guarda

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Para que encontreis em mim a paz


«Senhor, desde os dias da minha juventude, que o meu espírito busca um não sei quê, com uma sede impaciente. O que é então, Senhor? Ainda não consegui apreendê-lo perfeitamente. Há tantos anos que o desejo ardentemente e ainda não consegui apreendê-lo... E contudo é mesmo o que atrai o meu coração e a minha alma, e sem o que não posso estabelecer-me numa verdadeira paz.

Senhor, eu queria procurar a minha felicidade nas criaturas deste mundo, como via tanta gente fazer à minha volta. Mas quanto mais buscava, menos encontrava; quanto mais me aproximava, mais me afastava. Com efeito, todas as coisas me diziam: «Eu não sou aquilo que procuras». És então tu, Senhor, aquilo que procurei durante tanto tempo? Era então para Ti que o enlevo do meu coração sempre e sem cessar puxava? Porquê, então, não Te mostraste a mim? Como pudeste adiar este encontro durante tanto tempo? Por quantos caminhos extenuantes não me atolei? É que é verdadeiramente feliz o homem que prevines com tanto amor; Tu não o deixas em repouso até que ele busque o repouso só em Ti.»

Bem-aventurado Henri Suso (c. 1295-1366), dominicano
O livro da Sabedoria eterna

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Santa Maria Madalena


 
Embora fosse apenas uma pecadora famosa de sua cidade, Maria Madalena, nascida em Magdala, na Galiléia, teve uma participação importantíssima na passagem de Jesus pela Terra. Ela foi perdoada publicamente por ele, que a tomou como exemplo de que seu Pai acolhia a todos, desde que chegassem ao arrependimento. Além disso, foi, ainda, a escolhida para ser a primeira testemunha da ressurreição.
Invadindo o local da ceia, ela não ousou olhar para Jesus. Apenas ajoelhou-se na sua frente, banhou seus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos, num pedido de perdão mudo. Impressionados, os presentes imaginavam que ela fosse ser repudiada pelo Mestre, que, todavia, disse à mulher: "Foram-lhes perdoados os seus muitos pecados, porque você muito amou". Com o coração em paz, ela saiu dali ainda em prantos, mas feliz. A partir desse dia, tornou-se uma das mais fiéis seguidoras do Messias.
 Ela estava ao lado de Maria no dia crucificação do Senhor e, na madrugada da Páscoa, era tanta a saudade que sentia de Jesus que foi chorar à porta do sepulcro. De repente, ouviu a voz, que jamais esqueceria chamar seu nome. Assim, as profecias cumpriram-se diante de seus olhos. Jesus ressuscitara!
 Está escrito: "No dia da Páscoa, Jesus apareceu a ela e a mandou ir anunciar a sua ressurreição aos discípulos". Depois disso, segundo uma antiga tradição grega, Maria Madalena teria ido viver em Éfeso, onde morreu. Lá, tinham ido morar também João, o apóstolo predileto de Jesus, e Maria, Mãe de Jesus.


Oração à Santa Maria Madalena
 Protetora das mães solteiras - (22 de Julho)

Santa Maria Madalena, vós que ouvistes da boca de Jesus estas palavras: “Muito lhe foi perdoado porque muito amou... vai em paz, os teus pecados estão perdoados”, alcançai-me de Deus o perdão dos meus erros e pecados, deixai-me participar do ardente amor que inflamou o vosso coração, para que eu seja capaz de seguir a Cristo até o Calvário, se for preciso e assim, mais cedo ou mais tarde, tenha a felicidade de abraçar e beijar os pés do divino Mestre. Como Jesus ressuscitado vos chamou pelo nome: “Maria!” ele chame também pelo meu nome.., e eu nunca mais me desvie do seu amor, com recaídas nos erros do meu passado.
Santa Maria Madalena, eu vos peço esta graça, por Cristo Nosso Senhor.
Amém.
Fonte: http://www.derradeirasgracas.com


quarta-feira, 21 de julho de 2010

Oração ao Santo Anjo da Guarda


Vai, ó meu santo Anjo por mim, à Igreja, agora, ajoelha-te no meu lugar, participa da Santa Missa e adora.
No ofertório, coloca na patena o que tenho o que sou o meu coração; oferece-me inteiramente ao serviço de DEUS, em oblação.
Durante a consagração adora como um Serafim ardente, Nosso Salvador JESUS CRISTO que na Hóstia está verdadeiramente.
Lembra-te e reze por todos: pelos que me magoaram, pelos meus queridos; o Sangue de JESUS purifique também os meus falecidos.
Traz-me o Corpo e o Sangue de JESUS no gozo da Santa Comunhão, e, em espírito, a Ele unido faz que seja Seu Templo, meu coração.
Suplica que para todos os homens provenha deste Santo Sacrifício, a salvação.
Ao terminar a Santa Missa traz-me, para casa, a bênção final.
Senhor, que por uma inefável providência nos enviais vossos Anjos para nos guardar, concedei-nos, mediante nossas humildes orações, sua perpétua proteção e fazei que gozemos de sua companhia, por toda a eternidade. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Como São José, viver humildade e o silêncio para cumprir a vontade de Deus, pede Bento XVI


Como São José viver humildade e o silêncio para cumprir a vontade de Deus, pede Bento XVI

VATICANO, 05 Jul. 10 (ACI) .- O Papa Bento XVI inaugurou esta manhã nos Jardins Vaticanos uma fonte nova dedicada a São José e realizada pela Governadoria do Estado da Cidade do Vaticano, em homenagem ao nome de batismo do Santo Padre (Joseph).

A fonte tem dois chafarices, um de seis metros e outro de oito, separados por uma palmeira e está decorada com seis painéis de bronze do artista italiano Franco Murer, dedicadas aos esponsais, ao primeiro sonho de José, ao Natal, à Fuga no Egito, ao encontro de Jesus no templo e ao trabalho na família de Nazaré.

Na inauguração o Papa Bento recordou que "José, confiando em Deus, consente e coopera com o plano da salvação" e explicou que "certamente, a intervenção divina em sua vida não podia menos que turvar seu coração. Confiar-se a Deus não significa realizar tudo seguindo nosso critério, não significa realizar o que tínhamos projetado; confiar-se a Deus quer dizer esvaziar-se de si mesmo, renunciar a si mesmo porque só quem aceita perder-se por Deus pode ser 'justo' como São José, pode conformar sua vontade à de Deus e assim realizar-se".

Seguidamente o Papa indicou que "o Evangelho não conservou nenhuma palavra de José, cuja atividade transcorre em silêncio. É o estilo que o caracteriza durante toda sua existência, seja antes de encontrar-se frente ao mistério da ação de Deus em sua esposa, seja quando consciente deste mistério está ao lado de Maria no Natal".

O Santo Padre disse logo que "esta formosa fonte dedicada a São José constitui uma chamada simbólica aos valores da simplicidade e a humildade na hora de cumprir diariamente a vontade de Deus, valores que caracterizaram a vida silenciosa mas inestimável do Custódio do Redentor".

"Confio à sua intercessão a Igreja e o mundo. Junto à Virgem Maria, sua esposa, ele guie sempre vosso caminho e o meu para que possamos ser instrumentos gozosos de paz e salvação", concluiu o Papa.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Posso votar no PT? (uma questão moral)


Posso votar no PT?
(uma questão moral)
1. Existe algum partido da Igreja Católica?
A Igreja, justamente por ser católica, isto é, universal, não pode estar confinada a um partido político. Ela “não se confunde de modo algum com a comunidade política”[1] e admite que os cidadãos tenham “opiniões legítimas, mas discordantes entre si, sobre a organização da realidade temporal”[2].
2. Então os fiéis católicos podem-se filiar a qualquer partido?
Não. Há partidos que abusam da pluralidade de opinião para defender atentados contra a lei moral, como o aborto e o casamento de pessoas do mesmo sexo. “Faz parte da missão da Igreja emitir juízo moral também sobre as realidades que dizem respeito à ordem política, quando o exijam os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas”[3].
3. O Partido dos Trabalhadores (PT) defende algum atentado contra a lei moral?
Sim. No 3º Congresso do PT, ocorrido entre agosto e setembro de 2007, foi aprovada a resolução “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público[4].
4. Todo político filiado ao PT é obrigado a acatar essa resolução?
Sim. Para ser candidato pelo PT é obrigatória a assinatura do Compromisso do Candidato Petista, que “indicará que o candidato está previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato” (Estatuto do PT, art. 128, §1º[5]).
5. Que ocorre se o político contrariar uma resolução do Partido como essa, que apoia o aborto?
Em tal caso, ele “será passível de punição, que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato” (Estatuto do PT, art. 128, §2º). Em 17 de setembro de 2009, dois deputados foram punidos pelo Diretório Nacional. O motivo alegado é que eles “infringiram a ética-partidária ao ‘militarem’ contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto[6].
6. O PT agiu mal ao punir esses dois deputados?
Agiu mal, mas agiu coerentemente. Sendo um partido abortista, o PT é coerente ao não tolerar defensores da vida em seu meio. A mesma coerência devem ter os cristãos não votando no PT.
7. Mas eu conheço abortistas que pertencem a outros partidos, como o PSDB, o PMDB, o DEM...
Os políticos que pertencem a esses partidos podem ser abortistas por opção própria, mas não por obrigação partidária. Ao contrário, todo político filiado ao PT está comprometido com o aborto.
8. Talvez haja algum político que se tenha filiado ao PT sem prestar atenção ao compromisso pró-aborto que estava assinando...
Nesse caso, é dever do político pró-vida desfiliar-se do PT, após ter verificado o engano cometido.
9. Houve políticos que deixaram o PT e se filiaram ao Partido Verde (PV). Os cristãos podem votar neles?
Infelizmente não. Ao deixarem o PT e se filiarem ao PV, eles trocaram o seis pela meia dúzia. O PV é outro partido que exige de seus filiados a adesão à causa abortista. Seu estatuto diz: “São deveres dos filiados ao PV: obedecer ao Programa e ao Estatuto” (art. 12, a)[7]. E o Programa do PV, ao qual todo filiado deve obedecer, defende a “legalização da interrupção voluntária da gravidez[8].
10. Que falta comete um cristão que vota em um candidato de um partido abortista, como o PT?
Se o cristão vota no PT consciente de tudo quanto foi dito acima, comete pecado grave, porque coopera conscientemente com um pecado grave. O Catecismo da Igreja Católica (n. 1868) ensina sobre a cooperação com o pecado de outra pessoa: O pecado é um ato pessoal. Além disso, temos responsabilidade nos pecados cometidos por outros, quando neles cooperamos: participando neles direta e voluntariamente; mandando, aconselhando, louvando ou aprovando esses pecados; não os revelando ou não os impedindo, quando a isso somos obrigados; protegendo os que fazem o mal.” Ora, quem vota no PT, de fato aprova, ou seja, contribui com seu voto para que possa ser praticado o que constitui um pecado grave.

PT: Partido ou Religião?
Quando um cidadão encontra o Partido dos Trabalhadores, encontra um tesouro. Vale a pena vender tudo para comprar o campo onde o tesouro está enterrado. O PT não é o melhor dos partidos políticos. É o único partido verdadeiro. Os outros são simulacros de partido.
A alegria de ter encontrado a verdade, faz com que o cidadão, para filiar-se ao PT, renuncie a tudo. Uma vez filiado, ele não terá mais direito de escolher seus candidatos. Seu dever será “votar nos candidatos indicados” pelo Partido. (Estatuto do Partido dos Trabalhadores, aprovado em 05/10/2007, art. 14, inciso VI). Se for candidato a um mandato parlamentar, deverá reconhecer expressamente que o mandato não é seu, mas que “pertence ao partido” (art. 69, inciso I). A obediência ao Partido é sagrada. Está acima de tudo: de suas opiniões pessoais, de suas convicções, das reivindicações dos eleitores. Só em casos extremamente excepcionais, o parlamentar poderá ser dispensado de cumprir as ordens do alto, para seguir sua consciência ou o clamor dos que nele votaram (art. 67 § 2º).
Com alegria o filiado pagará anualmente uma contribuição proporcional ao seu rendimento (art. 170). Se ocupar um cargo executivo ou legislativo, a contribuição não será anual, mas mensal, obedecendo a uma tabela progressiva (art. 171 e 173). Mas a alegria de ser filho do verdadeiro Partido faz com que todas essas imposições pareçam leves.
Dentro do Partido, zela-se não só pela unidade (“que todos sejam um”), mas pela uniformidade. Frações, públicas ou internas ao Partido, são expressamente proibidas (art. 233 §4º). No entanto, os filiados podem organizar-se em “tendências” (art. 233). Estas, porém, estão submissas às decisões partidárias e ao encaminhamento prático do Partido (art. 238). Nenhum filiado poderia, por exemplo, organizar uma tendência para combater o “casamento” de homossexuais ou a legalização do aborto, que são bandeiras do Partido. As tendências não podem ter sedes próprias (art. 235 “caput”), não podem reunir-se com não-filiados (art. 235 §3º) e não podem difundir suas posições fora do Partido (art. 236 §1º). Mesmo que uma tendência deseje publicar documentos seus contendo posições oficiais do Partido, está proibida de fazê-lo (art. 236 §2º). O petista submete-se a todo este mecanismo de controle, ciente de que o Partido sabe o que faz.
Se sou vereador e o Partido me proíbe de propor um projeto de lei pró-vida, não tenho motivo para reclamar. O Partido deve ter suas razões. Se sou senador e cabe a mim a tarefa de emitir um relatório sobre um projeto de aborto, eu, por fidelidade ao PT, não posso manifestar-me contra a proposta. Devo agradecer ao Partido por ele, benignamente, permitir que eu passe o encargo de relator a um colega abortista. Se sou deputado federal e o Partido manda que eu me ausente de uma sessão deliberativa, onde meu voto, contrário ao aborto, atrapalhará a aprovação de um projeto, a resignação será minha melhor atitude.
Tudo isso e muito mais vale a pena. Pois todos os outros partidos são comprometidos com as oligarquias, com o neoliberalismo, com a classe dos opressores, e não dão importância aos pobres, aos excluídos, aos marginalizados, aos explorados, aos sem voz e sem vez. Pertencer ao PT é uma glória tão grande que justifica qualquer custo.
Se sou petista, pouco me importa que Lula e Fidel Castro tenham fundado em 1990 o Foro de São Paulo para fortalecer a ditadura cubana, após a queda da União Soviética.
Se sou petista, não quero saber por que durante anos nenhum parlamentar petista, desde a mais humilde Câmara Municipal até o Senado Federal, ousou propor um projeto de lei antiabortista. Nem me interessa questionar a punição de dois deputados que ousaram apresentar propostas legislativas pró-vida.
Se sou petista, pouco me importa que Dilma Rousseff defenda a legalização do aborto como “questão de saúde pública”[9]. Muito menos que Dilma e Lula tenham assinado em dezembro de 2009, o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, que defende a descriminalização do aborto, o reconhecimento da prostituição como uma profissão, a união civil de pessoas do mesmo sexo e a adoção de crianças por duplas homossexuais[10].
Aliás, o bom petista jamais chegaria até esta linha do artigo. Muito antes já teria parado a leitura por considerá-la perigosa à fé que ele tem no Partido.
Agora, uma pergunta final, com vistas às eleições de outubro: pode um cristão votar no PT? Só há um jeito: trocar sua Certidão de Batismo pela Certidão de Petismo. Duas religiões antagônicas não podem coexistir num mesmo fiel.
Um cristão não pode apoiar com seu voto um candidato comprometido com o aborto:
– ou pela pertença a um partido que obriga o candidato a esse compromisso (é o caso do PT)
– ou por opção pessoal.
Anápolis, 12 de julho de 2010.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz.
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Telefax: 55+62+3321-0900
Caixa Postal 456
75024-970 Anápolis GO
http://www.providaanapolis.org.br
"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"


[1] Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 76.
[2] Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 75.
[3] Catecismo da Igreja Católica, n. 2246, citando “Gaudium et Spes, n. 76.
[5] Estatuto do Partido dos Trabalhadores, Versão II, aprovada pelo Diretório Nacional em 5 out. 2007, in: http://www.pt.org.br/portalpt/dados/bancoimg/c091003181315estatutopt.pdf
[6] DN suspende direitos partidários de Luiz Bassuma e Henrique Afonso. Notícias. 17 set. 2009, in: http://www.pt.org.br/portalpt/documentos/dn-suspende-direitos-partidarios-de-luiz-bassuma-e-henrique-afonso-254.html
[8] Programa: 7 - Reprodução Humana e Cidadania Feminina, in: http://www.pv.org.br/download/programa_web.pdf.
[9] Dilma Rousseff defende legalização do aborto. 28 mar. 2009, Diário do Nordeste, in: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=626312

domingo, 18 de julho de 2010

Papa propõe centrar-se naquilo que é mais importante. Oferece uma espécie de “lectio divina” sobre Marta e Maria.

O Papa ofereceu uma espécie de leitura orante da passagem evangélica que a liturgia apresenta neste domingo: a cena de Jesus na casa de Marta e Maria.
“Marta e Maria são duas irmãs; têm também um irmão, Lázaro, que, no entanto, neste caso, não aparece”, disse o Papa ao início.
“Jesus passa por seu povoado e, segundo o texto, Maria o recebeu em sua casa. Este detalhe dá a entender que, entre as duas, Marta é a mais velha, a que governa a casa.”
De fato – prosseguiu o Papa –, “depois que Jesus tinha se instalado, Maria senta-se aos seus pés e o escuta, enquanto Marta está totalmente ocupada com os muitos serviços, devidos certamente ao hóspede de exceção”.
Bento XVI recriou com estas palavras a cena: “uma irmã move-se fatigada, e a outra fica como que maravilhada pela presença do Mestre e suas palavras”.
“Depois de um momento, Marta, evidentemente ressentida, não agüenta mais e protesta, sentindo que, além disso, tem o direito de criticar Jesus: ‘Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo o serviço? Manda pois que ela venha me ajudar!’”
Segundo o Papa, Marta “queria inclusive dar lições ao Mestre”. No entanto, “Jesus, com grande calma, responde: ‘Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada’”.
A palavra de Cristo “é claríssima”, afirmou Bento XVI: “não deprecia a vida ativa, e muito menos a generosa hospitalidade; mas recorda o fato de que a única coisa verdadeiramente necessária é outra: escutar a Palavra do Senhor; e o Senhor nesse momento está ali, presente na Pessoa de Jesus”.
E concluiu: “Todo o demais passará e nos será tirado, mas a Palavra de Deus é eterna e dá sentido a nossa ação cotidiana”. Papa Bento XVI.
Fonte: Zenit.

sábado, 17 de julho de 2010

Tu tens palavras de vida eterna


Sê paciente e persevera na prática da meditação. A princípio, contenta-te com avançar em pequenos passos. Mais tarde, terás pernas que só te pedirão que corras, ou melhor, asas para voar.

Contenta-te com obedecer. Nunca é fácil mas foi a Deus que escolhemos como nosso quinhão. Aceita não seres ainda mais do que uma abelhinha no cortiço; depressa ela se tornará uma dessas grandes obreiras, hábeis na fabricação do mel. Permanece sempre humilde diante de Deus e diante dos homens, no amor. Então o Senhor falar-te-á em verdade e enriquecer-te-á com os Seus dons.

Acontece às abelhas atravessarem grandes distâncias nos prados antes de chegarem às flores que escolheram; em seguida, fatigadas mas satisfeitas e carregadas de pólen, regressam à colmeia para aí realizarem a transformação silenciosa, mas fecunda, do néctar das flores em néctar da vida. Faz tu também assim: depois de teres escutado a Palavra, medita-a atentamente, examina os seus diferentes elementos, procura a sua significação profunda. Então, ela tornar-se-á clara e luminosa; ela terá o poder de transformar as tuas inclinações naturais em pura elevação do espírito; e o teu coração estará sempre mais intimamente unido ao coração de Cristo.

Padre Pio de Pietrelcina (1887-1968), capuchinho
Carta 3, 980; GF, 196ss. (a partir da trad. Une Pensée, Médiaspaul, pp. 26-27)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O Bom Pastor e a porta das ovelhas


Jesus disse: «Eu sou o Bom Pastor.» E é evidente que o título de pastor convém a Cristo porque, assim como o pastor leva o rebanho a pastar, assim também Cristo restaura os fiéis através do alimento espiritual que é o Seu próprio Corpo e o Seu próprio Sangue.

Para se distinguir do mau pastor e do ladrão, Jesus precisa que é o «bom pastor». É bom porque defende o rebanho com a dedicação com que o bom soldado defende a sua pátria. Por outro lado, Cristo afirmou que o pastor entra pela porta e que Ele é essa porta. Assim, pois quando aqui afirma ser o Pastor, temos de compreender que é Ele que entra e que entra por Si mesmo. E é bem verdade, porque Ele afirma que conhece o Pai por Si mesmo, enquanto nós entramos por meio Dele e é Ele que nos dá a felicidade. Reparemos bem que não há outro que seja a porta, porque mais ninguém é a luz, a não ser por participação. João Baptista não era a luz, antes tinha vindo para dar testemunho da luz (Jo 1, 8). Mas Cristo «era a luz que ilumina todo o homem» (v. 9). Ninguém pode, por conseguinte, dizer de si mesmo que é a porta, porque Cristo reservou para Si esse título.

Mas o título de pastor, esse comunicou-o a outros, deu-o a alguns dos Seus membros. Com efeito, também Pedro o foi, e os outros apóstolos, e também o são todos os bispos. «Dar-vos-ei pastores segundo o Meu coração», diz Jeremias (3, 15). Ora, ainda que os chefes da Igreja - que são filhos da mesma Igreja - sejam todos pastores, Cristo afirma «Eu sou o Bom Pastor» para nos mostrar a singular força do Seu amor. Nenhum pastor será bom se não estiver unido a Cristo pela caridade, tornando-se assim membro do verdadeiro Pastor.


São Tomás de Aquino (1225-1274)
Teólogo dominicano, Doutor da Igreja
Comentário ao Evangelho de João, 10, 3 (a partir da trad. Orval)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O Desejo de Deus


“Criaste-nos para vós e o nosso coração vive inquieto enquanto não repousa em vós”
Santo Agostinho

O maior desejo de cada um de nós é ser feliz. Em tudo o que fazemos procuramos completar algo que falta em nós. Trabalhamos, estudamos, namoramos, nos divertimos, sempre buscando preencher nosso coração. Após realizarmos tudo o que poderíamos realizar para saciar nosso desejo de amor e felicidade, parece que permanece o vazio, a angústia, a tristeza.

Estas realidades interiores são vividas por cada um de nós. Santo Agostinho também vivenciou isso em sua vida. Rapaz jovem, viveu até seus quarenta anos uma sexualidade desregrada, em bares, prostíbulos. Imaginou que os estudos poderiam preencher seu coração, mas não. Agostinho após ter encontrado o Senhor, entendeu que há em nosso coração um lugar do tamanho de Deus e que só Deus pode preencher. Precisamos também entender isso, só Deus pode preencher o vazio que está em nosso coração, se Deus não ocupar o lugar que Ele precisa ocupar em nossas vidas, seremos sempre vazios. Viveremos sempre a mendigar amores humanos que não podem saciar nosso desejo de amor. Nossa vida precisa de Deus. Só poderemos amar as pessoas quando também nos sentirmos amados e é Deus que nos cumula com seu amor, Ele nos dá um amor que nos completa e que nos faz ser verdadeiramente felizes.

“O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair o homem a si, e somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar.”

Catecismo da Igreja Católica nº 27

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Devoção ao Preciosíssimo Sangue de Jesus

A piedade cristã sempre manifestou, através dos séculos, especial devoção ao Sangue de Cristo derramado para a remissão dos pecados de todo o gênero humano, por ocasião da Paixão e Morte de Jesus e atravessando a história até hoje com Sua presença real no Sacramento da Eucaristia.

No século passado, foi São Gaspar de Búfalo admirável propagador desta insigne devoção, tendo o merecimento da aprovação da Santa Sé e por isto até hoje é conhecido como o "Apóstolo do Preciosíssimo Sangue". Foi por ordem do Papa Bento XIV que foram compostos a missa e o ofício em honra ao Sangue de Jesus para finalmente ser estendida à Igreja Universal por decreto do Papa Pio IX.

O Papa João XXIII, cuja família desde a sua infância foi fiel devota ao Preciosíssimo Sangue, também perpetrou esta santa devoção, tendo logo no início de seu pontificado escrito a Carta Apostólica Inde a Primis, a fim de promover o seu culto, conforme fez menção o Papa João Paulo II em sua Carta Apostólica Angelus Domini, onde frisa o convite de João XXIII sobre o valor infinito daquele sangue, do qual "uma só gota pode salvar o mundo inteiro de qualquer culpa”.

Sejamos, portanto, também devotos propagadores desta extraordinária e salutar prática da piedade cristã.

Fonte: http://www.universocatolico.com.br

terça-feira, 13 de julho de 2010

À Procura do Amado



"Grande consolação traz à alma o entender que jamais lhe falta Deus, mesmo quando se achasse em pecado mortal; quanto mais estará presente naquela que se achar em estado de graça! Que mais queres, ó alma, e que mais buscas fora de ti, se tens dentro de ti tuas riquezas, teus deleites, tua satisfação, tua fartura e teu reino, que é teu Amado a quem procuras e desejas? Goza-te e alegra-te em teu interior recolhimento com ele, pois o tens tão próximo.

Aí o deseja, aí o adora, e não vás buscá-lo fora de ti, porque te distrairás e cansarás; não o acharás nem gozarás com maior segurança, nem mais depressa, nem mais perto, do que dentro de ti. Há somente uma coisa: embora esteja dentro de ti, está escondido. Mas já é grande coisa saber o lugar onde ele se esconde, para o buscar ali com certeza. É isto o que pedes também aqui, ó alma, quando, com afeto de amor, exclamas: Onde é que te escondeste?

No entanto, dizes: Se está em mim aquele que minha alma ama, como não o acho nem o sinto? A causa é estar ele escondido, e não te esconderes também para achá-lo e senti-lo. Quando alguém quer achar um objeto escondido, há de penetrar ocultamente até o fundo do esconderijo onde ele está; e quando o encontra, fica também escondido com o objeto oculto.

Teu Amado Esposo é esse tesouro escondido no campo de tua alma, pelo qual o sábio comerciante deu todas as suas riquezas (Mt 13,44); convém, pois, que, para o achares esquecendo todas as tuas coisas e ficando alheio a todas as criaturas, te escondas em teu aposento interior do espírito; e, fechando a porta sobre ti (isto é, tua vontade a todas as coisas), ores a teu Pai no segredo. E assim, permanecendo escondida com o Amado, então o perceberás às escondidas, e te deleitarás com ele às ocultas, isto é, acima de tudo o que pode alcançar a língua e o sentido."

São João da Cruz

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Ladainha do Preciosíssimo Sangue de Jesus

O mês de Julho é dedicado ao Preciosíssimo sangue de Cristo, é necessário a cada dia rezarmos pela santificação de toda a humanidade, por isso vamos suplicar o sangue de Cristo Jesus rezando a ladainha.

Senhor, tende piedade de nós.( 2x )

Jesus Cristo, tende piedade de nós.( 2x )

Senhor tende piedade de nós.( 2x )

Jesus Cristo, ouvi-nos.
R/. Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus, Pai dos Céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo,
Deus Espírito Santo,
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,
Sangue de Cristo, do Unigênito do Padre Eterno, salvai-nos.
Sangue de Cristo, do Verbo de Deus Encarnado,
Sangue de Cristo, do Novo e Eterno Testamento,
Sangue de Cristo, a correr, na agonia, sobre a terra,
Sangue de Cristo, a verter na flagelação,
Sangue de Cristo, a manar na coroação de espinhos,
Sangue de Cristo, derramado na Cruz,
Sangue de Cristo, preço de nossa salvação,
Sangue de Cristo, sem o qual não há remissão,
Sangue de Cristo, bebida e purificação das almas na Eucaristia,
Sangue de Cristo, rio de misericórdia,
Sangue de Cristo, vencedor dos demônios,
Sangue de Cristo, fortaleza dos mártires,
Sangue de Cristo, virtude dos confessores,
Sangue de Cristo, que suscitais almas virgens,
Sangue de Cristo, ânimo dos periclitantes,
Sangue de Cristo, alívio dos que trabalham,
Sangue de Cristo, lenitivo para as lágrimas,
Sangue de Cristo, esperança dos penitentes,
Sangue de Cristo, consolação dos agonizantes,
Sangue de Cristo, paz e doçura dos corações,
Sangue de Cristo, penhor de vida eterna,
Sangue de Cristo, que libertais as almas do Purgatório,
Sangue de Cristo, digníssimo de toda glória e honra,
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
R/. perdoai-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
R/. atendei-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
R/. tende piedade de nós.
V/. Remistes-nos, Senhor, no vosso Sangue,
R/. e fizestes de nós um reino para o nosso Deus.

Oremos. Deus onipotente e eterno, que constituístes vosso Filho Unigênito Redentor do mundo e quisestes ser aplacado pelo seu Sangue, concedei, nós Vo-lo pedimos, que de tal modo veneremos o preço da nossa salvação e por sua virtude sejamos defendidos na terra contra os males da vida presente, que nos seja dado usufruir perpetuamente das alegrias celestiais. Pelo mesmo Cristo, Nosso Senhor. Amém.
Fonte: Catecismo da Igreja Católica

domingo, 11 de julho de 2010

Papa no Ângelus recorda Universalidade do Amor

Castel Gandolfo, 11 jul - Bento XVI presidiu a oração mariana do Angelus, deste domingo, no pátio interno da residência apostólica, em Castel Gandolfo.

A liturgia de hoje nos convida a seguir o exemplo do Bom Samaritano, parábola contada por Jesus no Evangelho de hoje. O samaritano foi aquele que acudiu o homem despojado e espancado por assaltantes e deixado à beira do caminho.

Falando sobre o comportamento do Bom Samaritano, o Papa sublinhou que "esta parábola deve nos ajudar a transformar a nossa mentalidade segundo a lógica de Cristo, que é a lógica da caridade: Deus é amor, e dar-lhe graças significa servir aos irmãos com amor sincero e generoso".

Bento XVI frisou que este trecho do Evangelho nos mostra a "universalidade do amor para com o necessitado encontrado por acaso, seja ele quem for". O Papa recordou que junto a esta regra universal, existe também uma exigência especificamente eclesial: "que na Igreja, enquanto família, ninguém sofra por falta do necessário. O programa do cristão, extraído do ensinamento de Jesus — é um coração que vê onde existe necessidade de amor e age em conseqüência”.

O Pontífice recordou São Bento de Núrcia, pai e legislador do monaquismo ocidental. Ele escreveu a regra para os monges, espelho de um magistério encarnado em sua pessoa. São Bento de Núrcia foi proclamado Padroeiro da Europa, em 24 de outubro de 1964, pelo Papa Paulo VI que reconheceu a sua maravilhosa obra desempenhada em prol da formação da civilização européia.

Enfim, Bento XVI confiou à Virgem Maria "o nosso caminho de fé para que os nossos corações não percam de vista a Palavra de Deus e os irmãos em dificuldades". O Papa concedeu a todos a sua bênção apostólica.

Fonte: http://www.radiovaticana.org

sábado, 10 de julho de 2010

Dom Athanasius Schneider aprova seletas de orações.

Estimados amigos dos seletas de orações. Acho as intenções da oração pelos não nascidos e pelos sacerdotes muito acertadas e atuais. Desejo que este vosso apostolado possa divulgar-se sempre mais e trazer muitos frutos espirituais pelo Reino de Deus. Que pela intercessão de N. Senhora e dos Vossos santos protetores sejam abençoados vocês e seu apostolado. Em Jesus e Maria, + Dom Athanasius Schneider.

Em defesa da vida na Espanha


A criança não nascida está em grande risco na Espanha. Apesar das expressivas manifestações populares, que chegaram a levar milhões de pessoas às ruas de Madri, foi aprovada uma lei do aborto praticamente “a pedido”, incluída a autorização a que meninas de 16 anos abortem sem o conhecimento dos pais. Também se obriga as escolas de Medicina a que ensinem a se fazer o aborto, o que já levou diversas Universidades a se posicionarem, indicando que não cumprirão essa exigência.

Diante disso, os movimentos pró-vida espanhóis entraram com um recurso de inconstitucionalidade que deve ser julgado em 3 dias, antes da entrada em vigor da lei, marcada para a próxima semana. E estão pedindo apoio internacional. Diversos países marcaram vigílias.
A nossa opção está sendo a de fazermos uma manifestação virtual. Vamos todos escrever à Embaixada da Espanha, e espalhar pelas redes o nosso protesto, pedindo o respeito ao nascituro na Espanha.

E-mail: emb.brasilia@maec.es

Fonte: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/category/aborto/

Obs: Vamos Rezar a oração da Criança que está em perigo de ser abortada, para podermos diminuir e parar com anti-vida. Veja esse trailer:
Dinheiro de Sangue

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Oração para depois da comunhão (S. Tomás de Aquino)


Dou-vos graças, Senhor santo, pai onipotente, Deus eterno, a Vós que, sem merecimento nenhum da minha parte, mas por efeito de vossa misericórdia, Vos dignastes saciar-me, sendo eu pecador e vosso indigno servo, com o Corpo adorável e com o Sangue precioso do vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Eu Vos peço que esta comunhão não me seja imputada como uma falta digna de castigo, mas interceda eficazmente para alcançar o meu perdão; seja a armadura da minha fé e o escudo da minha boa vontade; livre-me dos meus vícios; apague os meus maus desejos; mortifique a minha concupiscência; aumente em mim à caridade e a paciência, a humildade, a obediência e todas as virtudes; sirva-me de firme defesa contra os embustes de todos os meus inimigos, tanto visível como invisíveis; serene e regule perfeitamente todos os movimentos, tanto da minha carne como do meu espírito; una-me firmemente a Vós, que sois o único e verdadeiro Deus; e seja, enfim, a feliz consumação do meu destino. Dignai-vos, Senhor, eu Vos suplico conduzir-me, a mim pecador, a esse inefável festim, onde, com o vosso Filho e o Espírito Santo, sois para os vossos santos luz verdadeira, gozo pleno e alegria eterna, cúmulo de delícias e felicidade perfeita.
Pelo mesmo Jesus Cristo, Senhor Nosso. Amém!

Fonte: Livro Seletas de Orações

A Igreja nos ensina que ao comungar Jesus eucarístico devemos permanecer perante 20 minutos de silêncio ( Ação de Graças) adorando Jesus que está em nós, essa prática foi se perdendo ao longo do tempo, devido hoje nosso mundo ser agitado, mas sabemos que ele está dentro de nós, o seu sangue corre em nossas veias, então podemos fazer alguns minutos de adoração após a santa missa, para estar em maior união com Cristo Jesus.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Oração para antes da Santa Missa (S. Tomás de Aquino)

Ó Deus Eterno e Todo-Poderoso, eis que me aproximo do sacramento do Vosso Filho único, Nosso Senhor Jesus Cristo. Impuro, venho à fonte da misericórdia; cego, à luz da eterna claridade; pobre e indigente, ao Senhor do céu e da terra. Imploro, pois, a abundância da Vossa liberalidade, para que Vos digneis curar minha fraqueza, lavar minhas manchas, iluminar minha cegueira, enriquecer minha pobreza, vestir minha nudez. Que eu receba o Pão dos anjos, o Rei dos reis e o Senhor dos senhores, com o respeito e humildade, com a contrição e devoção, com a pureza da fé, com o propósito e intenção que convém à salvação de minha alma. Dai-me que receba não só o Sacramento do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus Cristo, mas também seu efeito e sua força. Ó Deus de mansidão, fazei-me acolher com tais disposições o Corpo que Vosso Filho único, Nosso Senhor Jesus Cristo, recebeu da Virgem Maria. Que eu seja incorporado ao Seu Corpo Místico e contado entre Seus membros. Ó Pai cheio de amor, fazei que, recebendo agora Vosso Filho sob o véu do sacramento, possa eternamente contemplá-lo face a face.
Amém.

Devemos sempre nos preparar para entrarmos no mistério do Senhor ( da sua paixão, morte e ressurreição), não podemos participar do maior Mistério e da fonte da graça sem estarmos com o nosso coração voltado para o nosso Amado. Muitas vezes nos preparamos bem para receber as pessoas que vem em nossa casa, mas como será que estou preparando a minha morada afim de que o Rei da gloria possa entrar? Pensamos bem e pratiquemos essa oração sempre que fomos a santa missa em preparação para receber Nosso Senhor Jesus Cristo.
Fonte Livro Seletas de Orações

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Vantagens de receber o Corpo de Nosso Senhor diretamente na boca

Ensina-nos a nossa Santa Mãe Igreja que o Santíssimo Sacramento é a Presença Real de Nosso Senhor Jesus Cristo, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Por isso, falando a respeito do ato de receber o Corpo de Nosso Senhor diretamente na boca, a Santa Igreja, na instrução Memoriale Domini, de 29 de maio 1969 (posterior ao Concílio Vaticano II, portanto), recomenda: "Levando em conta a situação atual da Igreja no mundo inteiro, essa maneira de distribuir a santa comunhão deve ser conservada”.

A prática tradicional que a Santa Igreja adota há vários séculos é que os fiéis recebam o Corpo de Nosso Senhor diretamente na boca. Entretanto, existe hoje a concessão para que se receba o Corpo de Nosso Senhor na mão. Assim, em matéria moral, é lícito tanto receber o Corpo de Nosso Senhor na boca como na mão. Porém, a recomendação oficial da Santa Igreja é que se conserve a prática de receber Nosso Senhor na boca. E as normas litúrgicas são bem claras em afirmar que “os fiéis jamais serão obrigados a adotar a prática da comunhão na mão." (Notificação da Sagrada Congregação para os Sacramentos e Culto Divino, de Abril de 1985). Não tem, pois, um sacerdote o direito de se negar a ministrar o Corpo de Nosso Senhor na boca.

A Santa Igreja, na Instrução Memoriale Domini, deixa claro que, se na antiguidade, em algum local foi comum a prática dos fiéis receberem o Corpo de Nosso Senhor na mão, houve nas normas litúrgicas um amadurecimento neste sentido para que se passasse a receber o Corpo de Cristo diretamente na boca. Assim diz o documento: "Com o passar do tempo, quando a verdade e a eficácia do mistério eucarístico, assim como a presença de Cristo nele, foram perscrutadas com mais profundidade, o sentido da reverência devida a este Santíssimo Sacramento e da humildade com a qual ele deve ser recebido exigiram que fosse introduzido o costume que seja o ministro mesmo que deponha sobre a língua do comungante uma parcela do pão consagrado”.

Mas quais são as vantagens que há em receber o Corpo de Nosso Senhor diretamente na boca? A Santa Igreja fala de duas: a maior reverência à Sua Presença Real e a maior segurança para que não se percam os fragmentos do Seu Corpo. Assim ele se expressa: "Essa maneira de distribuir a santa comunhão deve ser conservada, não somente porque ela tem atrás de si uma tradição multissecular, mas, sobretudo porque ela exprime a reverência dos fiéis para com a Eucaristia. Esse modo de fazê-lo não fere em nada a dignidade da pessoa daqueles que se aproximam desse sacramento tão elevado, e é apropriado à preparação requerida para receber o Corpo do Senhor da maneira mais frutuosa possível.

Essa reverência exprime bem a comunhão, não ‘de um pão e de uma bebida ordinários’ (São Justino), mas do Corpo e do Sangue do Senhor, em virtude da qual ‘o povo de Deus participa dos bens do sacrifício pascal, reatualiza a nova aliança selada uma vez por todas por Deus com os homens no Sangue de Cristo, e na fé e na esperança, prefigura e antecipa o banquete escatológico no Reino do Pai’ (Sagr. Congr. dos Ritos, Instrução Eucharisticum Mysterium, n.3) Por fim, assegura-se mais eficazmente que a santa comunhão seja administrada com a reverência, o decoro e a dignidade que lhe são devidos de sorte que seja afastado todo o perigo de profanação das espécies eucarísticas, nas quais, ‘de uma maneira única, Cristo total e todo inteiro, Deus e homem, se encontra presente substancialmente e de um modo permanente’ (Sagr. Congr. dos Ritos, Instrução Eucharisticum Mysterium, n. 9); e para que se conserve com diligência todo o cuidado constantemente recomendado pela Igreja no que concerne aos fragmentos do pão consagrado”.

Em relação a esta maior reverência de que a Santa Igreja fala, o senso litúrgico da Santa Igreja tem o ato de evitar tocar no Sagrado como sinal de reverência. No Antigo Testamento, Deus proíbe que se toque na Arca da Aliança que Ele manda fabricar (Ex 25,10-22; 2Sm 6,6-7). A este respeito também que Santo Tomás de Aquino, doutor da Santa Igreja, na Summa Teológica (Summa, III pars, q.82, art. 3), afirma que ”por reverência a este sacramento, nada o toca, a não ser o que é consagrado; portanto, o corporal e o cálice são consagrados, e da mesma forma as mãos do sacerdote, para tocarem este sacramento." Também o saudoso Papa João Paulo II escreveu: “Tocar as Sagradas Espécies s e distribuí-las com as próprias mãos é um privilegio dos ordenados." (Dominicae Cenae, 24 de fevereiro de 1980) Por isso, a Santa Igreja ordinariamente só permite que os sacerdotes e diáconos toquem no Corpo de Nosso Senhor. Tanto que o Corpo de Nosso Senhor só pode ser recebido na mão como concessão especial, e "o ministro ordinário da Sagrada Comunhão é o Bispo, o Presbítero ou o Diácono" (Código de Direito Canônico, 910); os ministros extraordinários da Sagrada Comunhão só podem atuar quando houver uma necessidade real e extraordinária - como o próprio nome diz.

Se na Santa Ceia, Nosso Senhor entregou o Seu Corpo nas mãos dos Santos Apóstolos, não podemos esquecer que eles eram Bispos, e como Sacerdotes que são, tocam ordinariamente o Corpo de Nosso Senhor.
Fonte: http://www.reinodavirgem.com.br/liturgia/vantagens.html

terça-feira, 6 de julho de 2010

Santa Maria Goretti (1890-1902)



Maria Goretti, humilde camponesa, nasceu em 16 de outubro de 1890 na cidade de Corinaldo, província de Ancona, Itália. Seus pais, Luiz e Assunta, criavam os sete filhos em meio à penúria de uma vida de necessidades, mas dentro dos preceitos ditados por Jesus Cristo. Maria apesar da pouca idade era bastante desenvolvida, e era muito assediada por um jovem chamado Alexandre, porém ela sempre resistiu dizendo ser pecado e que Deus não gostava.

Alexandre trabalhava ao lado de Assunta mãe de Maria, quando inventou um pretexto, deixou a lavoura. Foi para o lar dos Goretti portando uma barra de ferro com ponta afiada, sabia que Maria estaria sozinha e indefesa. Primeiro insinuou, depois exigiu, por fim ameaçou a jovem de morte se não satisfizesse seus desejos. Mesmo temendo o pior, Maria resistiu dizendo que aquilo era um pecado mortal. Alexandre, transtornado por não alcançar seu intento, passou a golpear violentamente o corpo da menina.

Antes de morre ela perdoou seu agressor, pedindo a sua mãe e seus irmãos que fizessem o mesmo, por amor a Jesus eu o perdôo, no dia seguinte faleceu, Alexandre foi preso, porém, depois de vinte e sete anos de prisão, foi solto. Depois de ir a Corinaldo pedir perdão à mãe de Maria Goretti, acompanhou a canonização ( de Maria Goretti) junto com a mãe dela, ingressou num convento capuchinho, onde viveu sua sincera conversão até morrer.
O papa Pio XII declarou santa Maria Goretti padroeira das virgens cristãs.


Oração de Santa Maria Goretti

Oh! Santa Maria Goretti, que, reforçada pela graça de Deus, não hesitou, mesmo na idade de onze para lançar teu sangue e sacrifício da própria vida para defender a tua pureza virginal, olhai graciosamente sobre a infeliz raça humana, que se desvia muito longe do caminho da eterna salvação.
Ensina-nos a todos, e especialmente a juventude, com coragem e presteza que devíamos fugir por amor de Jesus de tudo o que possa ofender ou manchar as nossas almas com o pecado.
Obtenha para nós a partir de nosso Senhor vitória na tentação, conforto nas tristezas da vida, e a graça que fervorosamente imploro-te (insira aqui intenção), e possamos desfrutar um dia da imperecível glória do céu. Amém.