terça-feira, 31 de agosto de 2010

Bento XVI convida a viver com “estilo de Deus”


Constatando que com freqüência se vive segundo um "estilo pagão", Bento XVI convidou a forjar a própria vida seguindo outro caminho, "o estilo de Deus".

O Pontífice, como refere a Rádio Vaticano, interveio para comentar o Evangelho deste domingo, que faz referência àqueles que buscam o primeiro lugar nos banquetes (Lc 14, 1. 7-14), recordando que, nesta passagem, "o Senhor nos faz compreender que na verdade continuamos vivendo segundo o estilo dos pagãos: convidamos por reciprocidade somente quem devolverá o convite; damos somente a quem nos restituirá".

"O estilo de Deus é diferente - sublinhou. Ele nos convida à sua mesa, nós, que somos mancos, cegos, surdos; convida a nós, que não temos nada para oferecer-lhe."
"O estilo divino - constatou - se experimenta, sobretudo na Eucaristia, durante a qual somos chamados a deixar-nos tocar pela gratidão para com Deus, que nos convida à sua mesa, apesar de que estejamos repletos de culpas."

"Mas queremos aprender também a experimentar a culpa de que saímos muito pouco do estilo pagão, porque vivemos muito pouco a novidade, o estilo de Deus", observou o Bispo de Roma.

"E por isso começamos a Santa Missa pedindo perdão: um perdão que nos transforme que nos torne mais semelhantes a Deus, à sua imagem e semelhança."
E na homilia da celebração, o cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena e antigo aluno do professor Joseph Ratzinger, sublinhou a importância da humildade, que "transforma os insultos em uma graça".

"Obrigado, Santo Padre, porque o senhor encarna para nós a atitude de Cristo, que é manso e humilde de coração! - exclamou. Não é algo maravilhoso da fé cristã e da experiência cristã? A alegria pelo fato de que os parâmetros do Céu são tão diferentes dos nossos."
O Ratzinger Schülerkreis deste ano se concentrou no tema da interpretação do Concílio Vaticano II.

Fonte: ZENIT.org. CASTEL GANDOLFO, segunda-feira, 30 de agosto de 2010

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Aí vem o noivo!

Entre Deus e nós reinava uma grave discórdia. Para a apaziguar, para refazer o bom entendimento, foi necessário que o Filho de Deus desposasse a nossa natureza. [...] O Pai consentiu e enviou o Seu Filho. Este, no leito nupcial da bem-aventurada Virgem, uniu a nossa natureza à Sua. Tais foram as bodas que o Pai preparou para o Seu Filho. O Verbo de Deus, diz São João Damasceno, tomou tudo o que Deus tinha colocado na nossa natureza: um corpo e uma alma racional. Ele tomou tudo isso para me salvar por inteiro, pela Sua graça. A Divindade humilhou-Se ao ponto de fazer este casamento; a carne não poderia nunca ter contraído casamento mais glorioso.


As bodas ainda hoje se celebram, quando sobrevém a graça do Espírito Santo para operar a conversão de uma alma pecadora. Lemos no profeta Oseias: «Voltarei ao meu primeiro marido, porque eu era outrora mais feliz do que agora» (2, 9). E mais adiante: «Naquele dia – oráculo do Senhor – ela me chamará: «Meu marido» e nunca mais: «Meu Baal». Tirarei da sua boca os nomes de Baal. [...] Farei em favor dela, naquele dia, uma aliança com [eles]» (cf. 18-20). O esposo da alma é o Espírito Santo, pela Sua graça. Quando a Sua inspiração interior convida a alma à penitência, são vãos todos os apelos dos vícios. O mestre que dominava e devastava a alma é o orgulho que quer comandar, é a gula e a luxúria que devoram tudo. Até os seus nomes são retirados da boca do penitente. [...] Quando a graça se derrama na alma e a ilumina, Deus faz uma aliança com os pecadores. Reconcilia-Se com eles. [...] Nessa altura, celebram-se as bodas do esposo e da esposa, na paz de uma consciência pura.


Por fim, celebram-se as bodas no dia do juízo, quando vier o Esposo, Jesus Cristo. «Aí vem o noivo, dir-se-á, ide ao seu encontro!» Então, Ele tomará consigo a Igreja, Sua esposa. «Vem cá, diz São João no Apocalipse, vou mostrar-te a noiva, a esposa do Cordeiro. E mostrou-me a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu» (21, 9-10). [...] Actualmente, não poderemos viver no Céu senão pela fé e pela esperança; mas, dentro de algum tempo, a Igreja celebrará as bodas com o seu Esposo: «Felizes os convidados para o banquete das núpcias do Cordeiro!» (Ap 19, 9).


Santo António de Lisboa (c. 1195-1231), franciscano, Doutor da Igreja
Sermões para Domingos e festas de santos (a partir da trad. de Bayart, Edições franciscanas 1944, p. 238)

domingo, 29 de agosto de 2010

Ângelus : Cristo Modelo de Humildade e de Gratuidade



Olhar para Cristo “como um modelo de humildade e de gratuidade”. É o convite feito hoje aos fiéis pelo Papa Bento XVI durante o habitual encontro para a oração mariana do Ângelus, comentando as passagens evangélicas e a parábola na qual Jesus afirma que “quando você for convidado para uma festa de matrimônio, não se coloque no primeiro lugar, porque talvez exista um convidado mais digno do que você, e aquele que o convidou pedirá para que você dê o seu lugar.

O último lugar – disse o Papa aos peregrinos reunidos no pátio interno da Residência Apostólica de Castel Gandolfo – pode “de fato, representar a condição da humanidade degradada pelo pecado, condição da qual só a encarnação do Filho Único pode reerguê-la”.

“Por isso, Cristo mesmo, - acrescentou Bento XVI citando sua encíclica ‘Caritas in veritate' - tomou o último lugar no mundo - a cruz - e, precisamente com esta humildade radical nos redimiu e nos ajuda constantemente”'.

“Mais uma vez, portanto, - disse o Santo Padre - olhamos para Cristo como modelo de humildade e de gratuidade: d’Ele aprendemos a paciência nas tentações, a mansidão nas ofensas, a obediência a Deus na dor, esperando que Aquele que nos convidou nos diga: ‘Amigo, vem mais perto!’; o verdadeiro bem, de fato, é ficar perto d’Ele”.

O Papa citou em seguida São Luis IX, Rei da França – recordado na última quarta-feira – que colocou em prática o que está escrito no Livro de Sirácida: “Quanto maior você for mais humilde deve ser, e você encontrará graça diante do Senhor”.

Bento XVI lembrou ainda que hoje recordamos o martírio de São João Batista, “o maior entre os profetas de Cristo, que soube renegar a si mesmo para dar espaço ao Salvador, e sofreu e morreu por causa da verdade”. E concluiu pedindo a São João e à Virgem Maria que nos guiem no caminho da humildade, para nos tornarmos dignos da recompensa divina.

Em seguida o Papa concedeu a todos a sua Benção Apostólica...

Antes de se despedir dos fiéis e peregrinos reunidos em Castel Gandolfo Bento XVI destacou que no próximo dia 1º de setembro celebra-se na Itália o Dia da Salvaguarda da Criação, promovido pela Conferência Episcopal Italiana. É um evento já habitual, importante também no âmbito ecumênico.

“Este ano nos recorda que não pode existir paz sem o respeito pelo ambiente. De fato, temos o dever de entregar a terra às novas gerações em um estado tal que também elas possam dignamente habitá-la e conservá-la. Que o Senhor nos ajude nesta tarefa”.

Saudando os fiéis de língua espanhola o Papa recordou com afeto os mineiros que se encontram soterrados na mina de São José, na região chilena de Atacama.

“Confio eles e seus familiares à intercessão de São Lourenço, assegurando-lhes minha proximidade espiritual e minhas contínuas orações, para que mantenham a serenidade na espera de uma feliz conclusão dos trabalhos que estão sendo feitos para o seu resgate. E a todos – concluiu o Papa - convido a acolher hoje a Palavra de Cristo, para crescer na fé, na humildade e generosidade”.

Fonte: Rádio Vaticano

sábado, 28 de agosto de 2010

Entrei e vi um Anjo


Entrei e vi um Anjo no balcão. Maravilhado, disse-lhe:
- Santo Anjo do Senhor, o que vendes?
Respondeu-me:
- Todos os dons de Deus.
Perguntei:
- Custa muito?
Respondeu-me:
- Não, é tudo de graça.

Contemplei a loja e vi jarros com sabedoria, vidros com fé, pacotes com esperança, caixinhas com salvação, potes com amor.

Tomei coragem e pedi:

Por favor, Santo Anjo, quero muito amor, todo o perdão, um vidro de fé, bastante felicidade e salvação eterna para mim e para minha família também.
Então o Anjo do Senhor preparou-me um pequeno embrulho, tão
pequeno, que cabia na palma da minha mão. Maravilhada, mais uma vez, disse-lhe:
- É possível tudo estar aqui ?
O Anjo respondeu-me sorrindo:

- Minha querida irmã, na loja de Deus não vendemos frutos. Apenas sementes.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Mensagem de Bento XVI pelo centenário do nascimento da Madre Teresa

A Madre Teresa, "modelo exemplar das virtudes cristãs", foi em vida um "dom inestimável" para o mundo e continua sendo "por meio do amoroso e incansável trabalho de suas filhas espirituais".

Assim afirma o Papa Bento XVI, em uma mensagem enviada a Sor Mary Prema, superiora das Missionárias da Caridade, a congregação fundada pela Madre Teresa, por ocasião do centenário do nascimento da religiosa, que é comemorado hoje no mundo inteiro.

Na mensagem, divulgada hoje pela Rádio Vaticano, o Papa convida as filhas espirituais da Madre Teresa a seguirem seu exemplo.

"Respondendo com confiança ao chamado direto do Senhor - diz o Papa -, a Madre Teresa exemplificou diante do mundo as palavras de São João: ‘Caríssimos, se Deus nos amou assim, também nós devemos amar uns aos outros. Se nos amarmos uns aos outros, Deus está em nós e o seu amor é perfeito em nós' (1 Jo 4, 11-12)."

"Possa este amor continuar a inspirar-vos como Missionárias da Caridade e a doar-vos generosamente a Jesus, que vedes e servis nos pobres, nos doentes, nas pessoas sós e abandonadas."

O Papa conclui exortando as missionárias a "recorrer constantemente à espiritualidade e ao exemplo da Madre Teresa e, seguindo seus passos, a acolher o convite de Jesus: ‘Vinde, sede a minha luz'".
Vale a pena ler esse livro. É um ensinamento muito profundo.
Fonte: ZENIT.org, CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 26 de agosto de 2010

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Papa volta a falar de Agostinho, seu santo preferido

A própria Verdade, que é Deus, o buscou e encontrou.

A poucos dias da data em que a Igreja Católica celebra a memória de Santo Agostinho e sua mãe, Santa Mônica, Bento XVI voltou a dedicar-lhe uma catequese, durante a audiência geral celebrada nesta quarta-feira na residência de Castel Gandolfo.
O Papa reconheceu junto aos peregrinos, muitos dos quais não puderam aceder ao pátio interior por falta de espaço, sua predileção pelo santo bispo de Hipona, ao lado de São José e São Bento, de quem leva o nome.
“Santo Agostinho, que tive o grande dom de conhecer, por assim dizer, muito de perto, através do estudo e da oração”, tornou-se “um bom ‘companheiro de viagem’ na minha vida e no meu ministério”, disse.
Esse santo “um homem que nunca viveu com superficialidade; a sede, a busca inquieta e constante da Verdade é uma das características fundamentais de sua existência”.
“Não, porém, das ‘pseudo verdades’ incapazes de levar paz duradoura ao coração, mas daquela Verdade que dá sentido à existência e é “a morada” em que o coração encontra serenidade e alegria.”
O caminho de vida de Agostinho, recordou o Papa, “não foi fácil, nós sabemos: pensava em encontrar a Verdade no prestígio, na carreira, na posse das coisas, nas vozes que lhe prometiam felicidade imediata”.
Ele “cometeu erros, atravessou a tristeza, enfrentou insucessos, mas nunca parou, nunca se satisfez com aquilo que lhe dava apenas um vislumbre de luz; soube perscrutar o íntimo de si e percebeu, como escreve nas Confissões, que aquela Verdade, que o Deus que buscava com suas próprias forças era mais íntimo de si que ele próprio”.
Segundo Bento XVI, “Santo Agostinho compreendeu, em sua busca inquieta, que não era ele quem havia encontrado a Verdade, mas a própria Verdade, que é Deus, tinha-o buscado e encontrado”.
Bento XVI citou uma virtude de Agostinho como exemplo para os homens e mulheres de hoje: a capacidade de fazer silêncio.
Trata-se de “uma ideia fundamental no caminho para a Verdade: as criaturas devem silenciar, deve prevalecer o silêncio, em que Deus pode falar”.
“Isso é verdade ainda mais em nosso tempo: há uma espécie de medo do silêncio, do recolhimento, do pensar as próprias ações, do sentido profundo da própria vida, frequentemente se prefere viver o momento fugaz, iludindo-se de que traz felicidade duradoura, prefere-se viver assim pois parece mais fácil, com superficialidade, sem pensar; há medo de buscar a Verdade ou talvez haja medo de que a Verdade seja encontrada, que agarre e mude a vida, como aconteceu com Santo Agostinho.”
Na companhia dos santos
Seguindo a trilha de Santo Agostinho, o Papa convidou todos, também “os que vivem um momento de dificuldade no seu caminho de fé, os que participam pouco da vida da Igreja ou os que vivem ‘como se Deus não existisse’”, a que “não tenham medo da Verdade, não interrompam o caminho para ela, não deixem de buscar a verdade profunda sobre si e sobre as coisas, com os olhos interiores do coração”.
“Deus não falhará em oferecer a Luz para fazer ver e Calor para fazer sentir, ao coração que ama e que deseja ser amado”, afirmou.
Por outro lado, da mesma forma que Santo Agostinho o acompanhou em sua vida pessoal, o Papa propôs aos presentes que encontrem seu “santo companheiro” de viagem na vida.
“Todos devem ter algum santo que lhe seja familiar, para senti-lo próximo por meio da oração e intercessão, mas também para imitá-lo”, disse.
“Gostaria de convidar, então, a um maior conhecimento dos Santos, começando por aquele de quem se leva o nome, lendo sua vida, seus escritos. Tenham certeza de que eles se tornarão bons guias para amar ainda mais o Senhor e uma válida ajuda para o crescimento humano e cristão.”
Fonte (ZENIT.org) , CASTEL GANDOLFO, quarta-feira, 25 de agosto de 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Rezar é aprender a desejar, afirma mensagem pontifícia

"Aprender a rezar é aprender a desejar e, dessa forma, aprender a viver": este é o conselho dado por Bento XVI na mensagem enviada, por meio do seu secretário de Estado, ao Meeting pela amizade entre os povos, inaugurado hoje na cidade italiana de Rimini.

A missiva ao multitudinário encontro convocado pelo movimento Comunhão e Libertação, que reúne durante a semana mais de meio milhão de pessoas, comenta o tema escolhido para esta 31ª edição: "Essa natureza que nos leva a desejar coisas grandes no coração".

"Recorda-nos que no fundo da natureza de todo homem - comenta a mensagem pontifícia, lida neste domingo durante a Missa inaugural - se encontra a irreprimível inquietude que o leva a buscar algo que possa satisfazer seu anelo."

"Todo homem intui que precisamente na realização dos desejos mais profundos do seu coração pode encontrar a possibilidade de realizar-se, de encontrar seu cumprimento, de converter-se verdadeiramente em si próprio", acrescenta o texto.

"O homem sabe que não pode responder por si só às suas próprias necessidades. Por mais que acredite ser auto-suficiente, experimenta que não é suficiente para ele mesmo. Tem necessidade de abrir-se ao outro, a algo ou a alguém que possa dar-lhe o que lhe falta. Em outras palavras, deve sair de si mesmo rumo àquilo que possa saciar a amplidão do seu desejo", acrescenta.

Pois bem, afirma a mensagem, "o homem se vê tentado freqüentemente pelas coisas pequenas, que oferecem uma satisfação e um prazer 'baratos', que satisfazem por um momento e são tão fáceis de alcançar quanto ilusórias, em última instância".

No entanto, "só Deus basta. Só Ele sacia a fome profunda do homem. Quem encontrou Deus, encontrou tudo. As coisas finitas podem oferecer faíscas de satisfação ou de alegria, mas só o infinito pode preencher o coração humano", afirma, citando Santo Agostinho de Hipona: "Nosso coração estará inquieto enquanto não descansar em ti".

"No fundo - sublinha -, o homem só precisa de uma coisa que abrange tudo, mas antes deve aprender a reconhecer, inclusive por meio dos seus desejos e anelos superficiais, aquilo de que precisa verdadeiramente, isto é, o que realmente quer, o que é capaz de satisfazer a capacidade do seu coração."

O desejo de "coisas grandes" deve se transformar em oração", assegura o Pontífice, "expressão do desejo" de Deus frente ao qual "Deus responde abrindo nosso coração a Ele".

"Temos de purificar nossos desejos e esperanças para poder acolher a doçura de Deus."
"Rezar diante de Deus é um caminho, uma escada: é um processo de purificação dos nossos pensamentos, dos nossos desejos. Podemos pedir tudo a Deus. Tudo o que é bom. A bondade e a potência de Deus não têm um limite entre coisas grandes e pequenas, materiais e espirituais, terrenas e celestiais."

"No diálogo com Ele, colocando nossas vidas diante dos seus olhos, aprendemos a desejar as coisas boas, em definitivo, o próprio Deus", afirma.
A mensagem conclui recordando que há cinco anos faleceu o sacerdote italiano Luigi Giussani (1922 - 2005), fundador de Comunhão e Libertação e amigo pessoal de Joseph Ratzinger, que o apresenta como mestre de jovens na hora de despertar neles o amor a Cristo.

Fonte: Enviada ao Meeting de Comunhão e Libertação em Rimini CIDADE DO VATICANO, domingo, 22 de agosto de 2010 (ZENIT.org)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Santa Rosa de Lima

Santa Rosa nasceu em Lima (Peru) em 1586; filha de pais espanhóis chamava-se Isabel Flores, até ser apelidada de Rosa por uma empregada índia que a admirava, dizendo-lhe: "Você é bonita como uma rosa!". Seus pais eram ricos espanhóis que se haviam mudado para a próspera colônia do Peru, mas os negócios declinaram e eles ficaram na miséria.

Ainda criança, Rosa teve grande inclinação à oração e à meditação, sendo dotada de dons especiais de profecia. Já adolescente, enquanto rezava diante da imagem da Virgem Maria, decidiu entregar sua vida somente a Cristo. Apesar dos apelos da família, que contava com sua ajuda para o sustento, ela ingressou na Ordem Terceira Dominicana, tomando como exemplo de vida santa Catarina de Sena. Dedicou-se, então, ao jejum, às severas penitências e à oração contemplativa, aumentando seus dons de profecia e prodígios. E, para perder a vaidade, cortou os cabelos e engrossou as mãos, trabalhando na lavoura com os pais.

Aos vinte anos, pediu e obteve licença para emitir os votos religiosos em casa e não no convento, como terciária dominicana. Quando vestiu o hábito e se consagrou, mudou o nome para Rosa e acrescentou Santa Maria, por causa de sua grande devoção à Virgem Maria, passando a ser chamada Rosa de Santa Maria.

Rosa cumpriu sua vocação, devotando-se à eucaristia e à Virgem Maria, cuidando para afastar o pecado do seu coração, conforme a espiritualidade da época. Aos trinta e um anos de idade, foi acometida por uma grave doença, que lhe causou sofrimentos e danos físicos. Assim, retirou-se para a casa de sua benfeitora, Maria de Uzátegui, agora Mosteiro de Santa Rosa, para cumprir a profecia de sua morte. Todo ano, ela passava o Dia de São Bartolomeu em oração, pois, dizia: "este é o dia das minhas núpcias eternas". E assim foi até morrer no dia 24 de agosto de 1617. O seu sepultamento parou toda a cidade de Lima.
Muitos milagres aconteceram por sua intercessão após sua morte. Rosa foi beatificada em 1667 e tornou-se a primeira santa da América Latina ao ser canonizada, em 1671, pelo papa Clemente X. Dois anos depois, foi proclamada Padroeira da América Latina, das Filipinas e das Índias Orientais, com a festa litúrgica marcada para o dia 23 de agosto.

Oração de Santa Rosa de Lima

Ó Deus,
que inspirastes a
Santa Rosa de Lima,
inflamada de amor,
deixar o mundo e vos servir
através de uma vida simples e austera,
concedei-nos, por sua intercessão,
seguir na terra os vossos caminhos e participar,
junto com Sta. Rosa e todos os santos,
do vosso convívio no céu.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém

Fonte:http://www.derradeirasgracas.com
http://www.santarosadelima-rj.com.br/oracoes.htm

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O caminho para o Céu é o dos que são humildes como Maria, diz o Papa Bento XVI

Ângelus dominical
O caminho para o Céu é o dos que são humildes como Maria, diz o Papa Bento XVI



.- Milhares de fiéis e peregrinos provenientes de diversos lugares do mundo se reuniram este meio-dia na Praça central de Castel Gandolfo para rezar o Ângelus dominical com o Papa Bento XVI, quem ao introduzir a oração à Mãe de Deus, a quem a Igreja recorda hoje em seu advocação de Maria Rainha, ressaltou que ela é o é o exemplo perfeito de como Deus assinala o caminho ao Céu como aquele dos que são humildes como ela.

“A Mãe de Cristo é contemplada enquanto é coroada por seu Filho, e assim associada à Realeza universal. A Virgem Maria é o exemplo perfeito da verdade evangélica pela qual Deus rebaixa os soberbos e aos potentes deste mundo e eleva os humildes”, disse o Papa no dia em que a Igreja universal celebra à Mãe de Deus com o título de Rainha.

O Pontífice ressaltou como “a pequena e simples jovem de Nazaré se converteu na Rainha do mundo”, e definiu esta realidade como “uma das maravilhas que revela o coração de Deus”.

“Naturalmente –acrescentou– a realeza de Maria é totalmente relativa à realeza de Cristo: Ele é o Senhor que depois da humilhação da morte na cruz, foi exaltado pelo Pai sobre toda criatura no céu, na terra e por debaixo desta”.

Deste modo o Santo Padre fez notar que toda a vida de Maria é plenamente associada à vida do Filho, a seu mistério: “em sua encarnação; em sua vida terrena; em sua Paixão e Morte; e finalmente na glória da Ressurreição e Ascensão ao Céu”.

“A Mãe compartilhou com o Filho não somente os aspectos humanos deste mistério, mas também, por obra do Espírito Santo nela, a intenção profunda, a vontade divina, de modo que toda sua existência, pobre e humilde, foi elevada, transformada, glorificada passando pela ‘porta estreita’ que é Jesus mesmo”, acrescentou.

Bento XVI afirmou também que “Maria é a primeira que passou pelo caminho aberto por Cristo para entrar no Reino de Deus, um caminho acessível aos humildes, a quantos confiam na Palavra de Deus e se empenham em pô-La em prática”.

Antes de rezar o Ângelus, o Papa aproveitou a festa de hoje para “renovar, como filhos da Igreja, nossa devoção àquela que Jesus nos deixou como Mãe e Rainha. Confiamos à sua intercessão a oração cotidiana pela paz, especialmente ali onde interfere a absurda lógica da violência, para que todos os homens se persuadam de que neste mundo devemos nos ajudar uns aos outros como irmãos para construir a civilização do amor".

Seguidamente, o Papa rezou o Ângelus, saudou os presentes em diversos idiomas e repartiu sua Bênção Apostólica. O Papa fez ainda uma saudação aos peregrinos de língua portuguesa:
“Saúdo também o grupo brasileiro da paróquia de São Joaquim, diocese de Franca, e demais peregrinos de língua portuguesa, desejando que esta peregrinação vos ajude a fortalecer a confiança em Jesus Cristo e a encarnar na vida a sua mensagem de salvação. De coração vos agradeço e abençôo. Ide com Deus!”.

domingo, 22 de agosto de 2010

Ângelus: “ A pequena Menina de Nazaré tornou-se a Rainha do Mundo”


Castel Gandolfo, 22 ago (RV) – “Deus depõe os orgulhosos e poderosos deste mundo e exalta os humildes”: foi o que recordou o Papa Bento XVI ao meio-dia deste domingo antes de rezar a oração mariana do Ângelus, no pátio interno da residência de verão em Castel Gandolfo, comentando a festa liturgia de hoje da Realeza de Maria. Oito dias após a solenidade da sua Assunção ao Céu, a liturgia nos convida a venerar a Bem-aventurada Virgem Maria com o título de “Rainha”.

“A pequena e simples menina de Nazaré – disse Bento XVI - tornou-se a Rainha do mundo! Esta é uma das maravilhas que revelam o coração de Deus.

“A Mãe de Cristo – explicou ainda o Papa – é contemplada coroada por seu Filho, isto é, associada à sua Realeza universal, como a representam muitos mosaicos e pinturas”. Uma representação que “encontra eco significativo no Evangelho de hoje, onde Jesus diz: “Vejam, há últimos que serão primeiros, e há primeiros que serão últimos”. “Nossa Senhora é o exemplo perfeito de tal verdade evangélica”, disse Bento XVI.

“Na história das cidades e dos povos evangelizados pela mensagem cristã são inúmeros os testemunhos de veneração pública, em certos casos até mesmo institucionais à realeza da Virgem Maria”, continuou o Pontífice chamando a atenção para o fato de que “a realeza de Maria é totalmente relativa à de Cristo”, porque “a Mãe compartilhou com o Filho não só os aspectos humanos” mas “por obra do Espírito Santo” também a “intenção profunda, a vontade divina, de modo que toda a sua vida, pobre e humilde, foi elevada, transformada, glorificada passando através da porta estreita que conduz à salvação, que é o próprio Jesus”.

“Sim, Maria é a primeira a passar através do caminho aberto por Cristo para entrar no Reino de Deus, um caminho acessível aos humildes, àqueles que confiam na palavra de Deus e se comprometem a colocá-la em prática”. Em seguida o Papa concedeu a todos a sua Benção Apostólica.

Na conclusão do encontro com os fiéis e peregrinos em Castel Gandolfo o Papa saudou vários grupos em seus respectivos idiomas. Falando em francês, Bento XVI recordou que faz parte da mensagem cristã a acolhida às pessoas de todas as nações, de todas as culturas.

Os textos litúrgicos de hoje – disse ainda o Pontífice em francês – nos recordam que “todos os homens são chamados à salvação” e contém um convite a acolher as legítimas diversidades humanas seguindo Jesus, que “veio reunir os homens de todas as nações e de todas as línguas”.

O Papa fez ainda uma saudação aos peregrinos de língua portuguesa.
“Saúdo também o grupo brasileiro da paróquia de São Joaquim, diocese de Franca, e demais peregrinos de língua portuguesa, desejando que esta peregrinação vos ajude a fortalecer a confiança em Jesus Cristo e a encarnar na vida a sua mensagem de salvação. De coração vos agradeço e abençôo. Ide com Deus!” (SP)
Fonte: Rádio Vaticano.

sábado, 21 de agosto de 2010

A flor mais bela brotada da Palavra de Deus


Lucas escreve: “No décimo quinto ano do império de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judéia, Herodes administrava a Galileia, seu irmão Filipe, as regiões da Itureia e Traconítide, e Lisânias a Abilene; quando Anás e Caifás eram sumos sacerdotes, foi então que a palavra de Deus foi dirigida a João, o filho de Zacarias, no deserto” (Lc 3, 1-2). Dois elementos chamam a atenção. O primeiro é a abundância de referências a todas as autoridades políticas e religiosas da Palestina, no ano 27/28 d.C. Evidentemente, o evangelista quer mostrar a quem lê ou escuta que o Evangelho não é uma lenda, mas a narração de uma história verdadeira, que Jesus de Nazaré é um personagem histórico integrado naquele contexto preciso. O segundo elemento digno de ser sublinhado é que, depois desta ampla introdução histórica, o sujeito passa a ser “a Palavra de Deus”, apresentada como uma força que vem do alto e desce sobre João Batista.

Queridos amigos: a flor mais bela brotada da Palavra de Deus é a Virgem Maria. Ela é a primícia da Igreja, jardim de Deus na terra. Mas, enquanto Maria é Imaculada – assim a celebraremos, a Igreja tem necessidade contínua de purificação, porque o pecado atinge todos os seus membros. Na Igreja tem lugar sempre uma luta entre o deserto e o jardim, entre o pecado que resseca a terra e a graça que a rega para que produza frutos abundantes de santidade. Peçamos à Mãe do Senhor, portanto, que nos ajude, neste tempo difícil, a “aplanar” nossos caminhos, deixando-nos guiar pela Palavra de Deus.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

"Não dançastes... Não batestes no peito..."


O próprio Senhor Jesus Cristo começou assim a sua pregação: "Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo" (Mt 4,17). João Baptista, seu precursor, tinha começado da mesma maneira: "Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo" (Mt 3,2). E agora o Senhor critica-os porque não se querem converter, agora que o Reino dos Céus está próximo, esse Reino dos Céus de que ele próprio diz que "não vem de uma maneira visível" e ainda "que está no meio de vós" (Lc 17,20-21).

Que cada um tenha, pois a prudência de aceitar os avisos do nosso Mestre, para não deixar escapar o tempo da sua misericórdia, este tempo que se desenrola agora, durante o qual ele poupa o gênero humano. Porque, se o homem é poupado, é para que se converta, para que ninguém seja condenado. Cabe a Deus saber quando virá o fim do mundo: seja como for, é agora o tempo da fé.


Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África) e doutor da Igreja
Sermão 109

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A violência que se apodera do Reino


Que nada te impeça de te unires a Cristo... Reza sem tardar, suplica de todo o teu coração, pede com ardor, até que recebas. Não desanimes. Essas coisas ser-te-ão dadas se, desde já, com toda a tua fé, fizeres violência sobre ti mesmo para confiares a Deus a tua preocupação e para substituíres as tuas próprias previsões pela providência de Deus. Quando Ele vir a tua vontade, quando vir que, na pureza do teu coração, confiaste nele mais do que em ti mesmo e fizeste violência sobre ti para esperar nele mais do que na tua alma, então esse poder que tu desconheces virá habitar em ti. E sentirás em todos os teus sentidos o poder daquele que está contigo para além de qualquer dúvida. Graças a esse poder, muitos entram no fogo e não temem, caminham sobre a água e não hesitam.

Santo Isaac, o Sírio (séc. VII), monge em Ninive, perto de Mossul, no actual Iraque
Discursos ascéticos, 1ª série, nº 19

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A Arca Santa entra no Templo de Deus


A Arca Santa entra no Templo de Deus
15 de agosto - Assunção da Virgem Santíssima


Hoje, a Arca Santa e animada do Deus vivo, tendo concebido o seu Criador, repousa no Templo do Senhor, o Senhor que não foi criado pela mão do homem. Davi, seu antepassado, a exalta; com ele, os Anjos formam coros, os Arcanjos a celebram, as Virtudes a glorificam, os Principados vibram de contentamento, as Potesdades estão em plena alegria, as Dominações se deleitam e regozijam, os Tronos a festejam, os Querubins a louvam, os Serafins proclamam a sua glória.

Hoje, o Éden recebe o paraíso espiritual do novo Adão, onde nossa condenação foi revogada; a árvore da vida, plantada; e nossa nudez recoberta.

Hoje, a Virgem imaculada, intocada, preservada de qualquer paixão do mundo, porém, formada pelos desígnios celestes, sem retornar à Terra, habita - céu vivo - nas moradas celestes.

Aquela que para todos nós foi a fonte da verdadeira vida, como poderia ser submetida à morte? É certo que ela fora submetida à Lei estabelecida pelo próprio Filho: como filha do velho Adão, esteve sujeita à antiga condenação - assim como o próprio Filho, que é a Vida personificada, não a rejeitou -, mas, como Mãe do Deus Vivo, ela foi, justamente, erguida até Ele.

Eva, que aceitou as sugestões da serpente, foi condenada às dores do parto e à morte. Seu corpo foi deposto nas entranhas da terra.

Contudo, a Virgem Maria, verdadeiramente bem-aventurada, sempre profundamente imersa e em harmonia com a Palavra de Deus, concebeu pela ação do Espírito Santo e, diante da espiritual saudação do Arcanjo, sem volúpia ou união carnal, tornou-se a Mãe do Filho de Deus. Ela é aquela que O colocou no mundo, sem dor, aquela que se consagrou inteiramente a Deus. Com que poderes a morte conseguiria devorá-la? Como poderiam os infernos recebê-la? Como conseguiria a corrupção invadir este corpo que foi o templo da verdadeira Vida?

O caminho do céu estava preparado para ela; direto, aplanado e fácil. Se Jesus Cristo, que é a Verdade e a Vida dissera: "No lugar onde eu me encontro, aí estará, igualmente, o meu servidor", como não estaria ao seu lado, gloriosa, Maria, a Sua Santa Mãe?


Sermão de São João Damasceno (Oração 2, 2)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A encarnação dos valores humanos necessários à minha vida


Um padre católico alemão relatava haver visto, um dia, num lugar de honra do gabinete do Marechal Hindenburg, a imagem da Santíssima Virgem. Como o marechal, um velho luterano, não lhe escondesse uma certa surpresa, respondeu-lhe: "O que eu vejo na Santa Virgem é a encarnação dos valores humanos necessários à minha vida."

Pode-se imaginar uma definição mais bela do que esta, quanto ao que Maria trouxe ao mundo? A um mundo completamente entregue ao orgulho da vida, Maria ensina a humildade, em Belém. A um mundo dominado pelo dinheiro, pela riqueza, a Mãe de Deus lembra a pobreza de Nazaré. A um mundo distorcido e mentiroso, ela revela a verdade e a simplicidade. A um mundo, cada vez mais endurecido, pelo ódio, ela repete a sua lição de doçura. A um mundo impuro e vão, ela oferece o testemunho de sua fecundidade virginal. E a um mundo envelhecido, Maria apresenta a sua eterna juventude.


H. Engelmann
Trecho de seu livro J’ai perdu la foi (Eu perdi a Fé), p. 91

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

"O pão dos anjos, o pão do caminhante, o verdadeiro pão dos filhos de Deus"


Deus todo poderoso e eterno, eis que me aproximo do sacramento do teu Filho único, nosso Senhor Jesus Cristo. Doente, venho ao médico de quem depende a minha vida; manchado, venho à fonte da misericórdia; cego, venho ao foco da luz eterna; pobre e desprovido de tudo, venho ao Senhor do céu e da terra.

Imploro, pois, a tua imensa, a tua inesgotável generosidade, a fim de que te dignes curar as minhas enfermidades, lavar as minhas manchas, iluminar a minha cegueira, cumular a minha indigência, cobrir a minha nudez; e que, assim, eu possa receber o pão dos anjos (Sl 77,25), o Rei dos reis, o Senhor dos senhores (1Tm 6,15), com toda a reverência e humildade, com toda a contrição e devoção, com toda a pureza e fé, com toda a firmeza de propósito e retidão de intenção que a salvação da minha alma requer.

Concede-me, suplico-te, que não receba apenas o sacramento do Corpo e Sangue do Senhor, mas toda a força e eficácia desse sacramento. Deus cheio de doçura, concede-me que receba tão bem o Corpo do teu Filho único, nosso Senhor Jesus Cristo, esse corpo material que Ele recebeu da Virgem Maria, que mereça ser incorporado no seu Corpo místico e contado entre os seus membros.

Pai cheio de amor, concede-me que esse Filho bem amado que me preparo para receber agora da forma velada que convém ao meu estado de peregrino, eu possa um dia contemplar de rosto descoberto e para a eternidade, Ele que, sendo Deus, vive e reina contigo, na unidade do Espírito Santo, pelos séculos dos séculos. Amen.


S. Tomás de Aquino (1225-1274), teólogo dominicano, doutor da Igreja
Orações

domingo, 15 de agosto de 2010

Papa no Ângelus: Maria Gerou na Carne e Acolheu na Fé o Senhor da Vida



Castel Gandolfo, 15 ago (RV) - O Santo Padre presidiu a oração mariana do Ângelus, deste domingo, Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, no pátio interno da residência apostólica, em Castel Gandolfo.

O Papa recordou que "na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, celebramos a passagem da condição terrena à bem-aventurança celeste daquela que gerou na carne e acolheu na fé o Senhor da Vida".

Bento XVI lembrou que a veneração da Virgem Maria acompanha desde o início a caminhada da Igreja e a partir do século IV surgem festas marianas: "em algumas é evidenciada a função da Virgem na história da salvação, em outras são celebrados os momentos principais de sua existência terrena" – disse o Papa.

O pontífice ressaltou que o significado da festa de hoje está contido na Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, promulgada pelo Venerável Papa Pio XII em 1° de novembro de 1950. "A Imaculada sempre Virgem Maria, Mãe de Deus, concluída sua vida terrena, foi assunta ao céu na glória celeste em corpo e alma" – afirma o documento.

"Artistas de todas as épocas pintaram e esculpiram a santidade da Mãe do Senhor adornando igrejas e santuários. Poetas, escritores e músicos tributaram honras à Virgem com hinos e cantos litúrgicos. Do oriente ao ocidente a Mãe do Céu é invocada como santíssima que traz o Filho de Deus nos braços, cuja proteção toda humanidade encontra refúgio com a antiga oração: À vossa proteção recorremos, santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mais livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita" - frisou o pontífice.

Bento XVI ressaltou que no Evangelho de hoje, São Lucas descreve a plenitude da salvação através da Virgem Maria. No seio de Maria o Onipotente se fez pequeno e Maria depois do anúncio do Anjo visita a sua prima Isabel para levá-la o Salvador do mundo. As duas mulheres, que esperavam a realização das promessas divinas, saboreiam agora a alegria da vinda do Reino de Deus, a alegria da salvação.

O Santo Padre exortou os fiéis a confiarem em Maria que "assunta ao céu, não renunciou à sua missão de intercessão e salvação", citando as palavras do Papa Paulo VI.

O Papa pediu à Virgem Maria, guia dos apóstolos, auxílio dos mártires e luz dos santos, para que nos acompanhe nesta vida terrena e nos acolha um dia junto de seu Filho Jesus. (MJ).

Fonte: Rádio Vaticano.

Obs: Começa hoje a quaresma de São Miguel. Essa quaresma começou com nosso amado São Francisco no monte gargano na Itália, vamos a exemplo de são Francisco oferecer essa quaresma para a conversão do mundo e pela salvação das almas. A quaresma de São Miguel foi difundida através dos discípulos de São Francisco, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar nossas vidas a São Miguel.
clique nesse endereço para saber como rezar, e uma boa e santa Quaresma
:http://blog.cancaonova.com/fatimahoje/2008/08/15/quaresma-de-sao-miguel/

sábado, 14 de agosto de 2010

Sangue do Bom Jesus, dado a nós na Eucaristia


Sangue do Bom Jesus, dado a nós na Eucaristia

Queremos crescer na compreensão deste Santíssimo Sacramento


A memória da Paixão de Jesus que se faz cada vez que nos voltamos ao seu Preciosíssimo Sangue está indissoluvelmente unida à Santíssima Eucaristia, ao Sangue Eucarístico do Senhor.

Muitas vezes, quando celebramos a Sagrada Eucaristia, temos bem presente a última Ceia do Senhor, o que está correto: esta Ceia foi a primeira de todas as celebrações eucarísticas. Mas a própria última Ceia de Jesus não se entende sem referência à sua Paixão; ao mesmo tempo, a Ceia foi o modo mais eloqüente com que Jesus expressou o sentido que Ele mesmo daria à morte, que iria sofrer no dia seguinte.

Na noite em que ia ser entregue, celebrando com os apóstolos a última Ceia, o Bom Jesus “tomou o pão, deu graças, partiu-o e lhes deu, dizendo: ‘Isto é o meu corpo, que é dado por vós’” (Lc 22,19). Também “pegou o cálice, deu graças, passou-o a eles, e todos beberam. E disse-lhes: “Este é o meu sangue da nova Aliança, que é derramado por muitos” (Mc 14, 23-24). Nos sinais do pão e do vinho, Jesus entregou seu Corpo e Sangue, isto é, sua vida, entregou-se a si mesmo, antecipando o sacrifício da Cruz. Sem a Cruz, a Ceia seria um anúncio sem realização, uma promessa sem cumprimento. Por outro lado, sem a Ceia, a Cruz correria o risco de não ser compreendida: quem poderia ver na execução de um condenado o Sacrifício da nova e eterna Aliança, se Aquele mesmo que foi morto não mostrasse como entendia a própria morte? “Ninguém me tira a vida, mas eu a dou por própria vontade” (Jo 10,18): mostrou-o na Ceia, antecipando a entrega que faria na cruz.

Nas Missas que celebramos, obedecendo a palavra do Senhor (“fazei isso em memória de mim”), também tomamos o pão e o cálice recordando a morte e a ressurreição de Jesus, e no pão e no vinho consagrados, é-nos oferecida, como foi aos apóstolos naquela Ceia, a própria vida de Jesus, Ele mesmo, oculto no sinal do sacramento.

Tudo isso é possível pela força do Espírito Santo. “Impelido pelo Espírito Eterno, Cristo ofereceu a si mesmo a Deus como vítima sem mancha” (Hb 9,14). Esse Espírito garante que o mistério da Cruz e da Ressurreição, antecipado na Ceia e recordado em nossas Missas, não seja uma mera lembrança psicológica, mas contenha Aquilo que simboliza. Justamente por ser Eterno, o Espírito Santo faz com que o Sacrifício de Cristo, o próprio Jesus morto e ressuscitado, esteja sempre presente em todo o tempo, nos sinais do pão e do vinho que consagramos. Mais ainda, Espírito Eterno faz com que os homens e mulheres de todos os tempos, recebendo a comunhão, participem da graça e da benção obtidas pela morte e ressurreição do Senhor.

Nos dois sinais sacramentais, pão e vinho, estão presentes o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Cristo, pelo que basta a comunhão em apenas um deles para se receber Jesus inteiro. Também, já no sinal do pão, partido e dado, e, mais ainda, na própria existência de dois sinais, Corpo e Sangue, é expressa a morte do Senhor. Mas é no sinal do vinho que o simbolismo da Paixão aparece de modo mais marcante. Do mesmo modo como o pão traz á memória a encarnação de Jesus (com razão a Santa Eucaristia é saudada no antigo hino: “Salve Corpo verdadeiro que da Virgem Mãe nascestes”), o vinho vermelho, “sangue da uva” (Dt 32,14), traz, quase que espontaneamente, a memória de sua Paixão, de seu Sangue derramado. O fato da piedade eucarística voltar-se, quase que exclusivamente, ao sinal do Pão consagrado (comunhão somente com o Pão consagrado, adoração somente da Hóstia consagrada), empobreceu a compreensão que o nosso povo tem da Santíssima Eucaristia, onde o sinal do vinho é tão essencial quanto o sinal do pão.

Meditamos sobre o Sangue sagrado que Ele derramou por nós, ao mesmo tempo que adoramos este Sangue Precioso no Sacramento do altar, queremos crescer na compreensão deste Santíssimo Sacramento e na gratidão pelo dom infinito que Ele fez de si mesmo por nós, no altar da cruz. Assim seja.


Artigo extraído do Devocionário ao Preciosíssimo Sangue de Jesus

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O mártir é “uma pessoa extremamente livre”, diz Papa


O mártir é “uma pessoa extremamente livre”, diz Papa

Pontífice pede o compromisso diário de crescer no amor a Deus

ROMA, quarta-feira, 11 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – O mártir é “uma pessoa extremamente livre” – afirma Bento XVI – pois a graça de Deus não suprime a liberdade, mas a enriquece.

O Papa falou sobre o martírio, “forma de amor total a Deus”, na audiência geral desta quarta-feira, realizada junto aos peregrinos reunidos em Castel Gandolfo.
“Onde se funda o martírio? – perguntou primeiramente o Papa –. A resposta é simples: sobre a morte de Jesus, sobre seu sacrifício supremo de amor, consumado na Cruz para que pudéssemos ter a vida”.

No martírio, opera “a lógica do grão de trigo, que morre para germinar e trazer a vida”. “O próprio Jesus é o “grão de trigo que veio de Deus, o grão divino, que se deixa cair na terra, que se deixa partir, quebrar na morte e, precisamente através disto, se abre e pode assim dar fruto na vastidão do mundo”.

“O mártir segue o Senhor até o fim, aceitando livremente morrer pela salvação do mundo, em uma prova suprema de fé e de amor”, disse o pontífice.

Segundo o Papa, a força para enfrentar o martírio nasce “da profunda e íntima união com Cristo”.

Isso porque “o martírio e a vocação ao martírio não são o resultado de um esforço humano, mas a resposta a uma iniciativa e a um chamado de Deus”.

O Papa comentou que, ao se ler a vida dos mártires, fica-se surpreso com “a serenidade e coragem no enfrentamento da morte: o poder de Deus manifesta-se plenamente na fraqueza, na pobreza de quem se confia a Ele e só n’Ele deposita a sua esperança”.

Bento XVI disse ainda que “é importante enfatizar que a graça de Deus não suprime ou sufoca a liberdade daqueles que enfrentam o martírio, mas, ao contrário, enriquece-a e reforça-a”.

O mártir “é uma pessoa extremamente livre, livre em relação ao poder, ao mundo, uma pessoa livre, que, num único ato definitivo, entrega a Deus toda a sua vida”. O martírio “é um grande ato de amor em resposta ao imenso amor de Deus”.

O Papa afirmou ainda: “provavelmente nós não somos chamados ao martírio, mas nenhum de nós está excluído do chamado divino à santidade, a viver em alta medida a vida cristã, e isso implica tomar a cada dia a sua cruz”.

Num tempo em que “o egoísmo e o individualismo parecem prevalecer, temos de assumir como primeiro e fundamental compromisso crescer a cada dia em um amor maior a Deus e aos irmãos, para transformar a nossa vida e assim transformar também o nosso mundo”, disse o pontífice.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

À Mãe do Perpétuo Socorro


Maria, Virgem Imaculada e minha Mãe Santíssima, eu, o mais miserável de todos os pecadores, venho neste dia recorrer a vós, vós que sois a Mãe de meu Senhor, Rainha do Mundo, Advogada, Esperança e Refúgio dos pecadores.

Eu vos venero, ó grande rainha, e agradeço por todas as graças obtidas por vosso intermédio, especialmente pela graça de me ter preservado do inferno, tantas vezes merecido...

Ó amabilíssima Dispensadora das graças divinas, Esposa Imaculada do eterno Espírito Santo, Maria Santíssima, vós que d´Ele recebestes um coração compassivo, vós que padeceis com as desgraças humanas e não deixais de consolar aqueles que sofrem, tende piedade da minha alma e dai-me a graça que de vós espero, com inteira confiança na vossa bondade incomensurável. Amem.


Oração de Santo Padre Pio (1887-1968)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Razões para Crermos em Deus


Razões para Crermos em Deus
Por A. CRESSY MORRISON

Ex-presidente da Academia de Ciências de Nova York

"NÓS AINDA ESTAMOS NO AMANHECER da era científica, e todo o aumento da luz revela mais e mais a obra de um Criador inteligente.

Nós fizemos descobertas estupendas; com um espírito de humildade científica e de fé fundamentada no conhecimento estamos nos aproximando de uma consciência de Deus.

Eis algumas razões para minha fé: Através da lei matemática podemos provar sem erro que nosso universo foi projetado e foi executado por uma grande inteligência de engenharia.

Suponha que você coloque dez moedas de um centavo, marcadas de um a dez, em seu bolso e lhes dê uma boa agitada.

Agora tente pegá-las na ordem de um a dez, pegando uma moeda a cada vez que você agita o bolso. Matematicamente sabemos que a chance de pegar a número um é de um em dez; de pegar a um e a dois em seqüência é de um em 100; de pegar a um, dois e três em seqüência é de um em 1000 e assim por diante; sua chance de pegar todas as moedas, em seqüência, seria de um em dez bilhões.

Pelo mesmo raciocínio, são necessárias as mesmas condições para a vida na Terra ter acontecido por acaso.

A Terra gira em seu eixo 1.000 milhas por hora no Equador; se ela girasse 100 milhas por hora, nossos dias e noites seriam dez vezes mais longos e o Sol provavelmente queimaria nossa vegetação de dia enquanto a noite longa gelaria qualquer broto que sobrevivesse.

Novamente o Sol, fonte de nossa vida, tem uma temperatura de superfície e10.000 graus Fahrenheit, e nossa Terra está distante bastante para que esta "vida eterna" nos esquente só o suficiente!

Se o Sol desse somente metade de sua radiação atual, nós congelaríamos, e se desse muito mais, nos assaria.

A inclinação da Terra a um ângulo de 23º, nos dá nossas estações; se a Terra não tivesse sido inclinada assim, vapores do oceano moveriam-se do norte tranformando-nos em continentes de gelo.

Se nossa lua fosse, digamos, só 50.000 milhas mais longe do que hoje, nossas marés poderiam ser tão enormes que duas vezes por dia os continentes seriam submergidos; até mesmo as mais altas montanhas se encobririam.

Se a crosta da Terra fosse só dez pés mais espêssa, não haveria oxigênio para a vida.

Se o oceano fosse só dez pés mais fundo o gás carbônico e o oxigênio seriam absorvidose a vida vegetal não poderia existir.

É perante estes e outros exemplos que NÃO HÁ UMA CHANCE em um bilhão que a vida em nosso planeta seja um acidente.

É cientificamente comprovado, o que o salmista disse:
"Os céus declaram a Glória de Deus e o firmamento as obras de Suas mãos!"

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Os Santos Inocentes, pobres como Cristo foi pobre


Pouco depois de Santo Estêvão, o primeiro mártir, temos as «flores martyrum», as flores dos mártires, esses pequenos botões que foram arrancados antes de estarem maduros para se oferecerem. De acordo com uma piedosa tradição, a graça adiantou-se ao desenvolvimento natural destas crianças inocentes, proporcionando-lhes a compreensão daquilo que estava a suceder-lhes, a fim de as tornar capazes de uma doação livre de si mesmas e lhes garantir a recompensa reservada aos mártires. Apesar disso, não se assemelham ao confessor da fé que já chegou ao estado adulto e que, com coragem heróica, abraça a causa de Cristo. Entregues sem defesa, assemelham-se antes às «ovelhas conduzidas ao matadouro» (Is 53, 7; Act 8, 32).

Elas são, pois, a imagem da pobreza extrema. O único bem que possuem é a própria vida, que nesta altura lhes arrebatam sem que elas ofereçam resistência. Rodeiam o presépio, para nos mostrar de que natureza é a mirra que devemos oferecer ao divino Menino: aquele que deseja pertencer-Lhe por completo terá de se entregar a Ele com total desprendimento de si mesmo, abandonando-se à vontade divina como estas crianças.


Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
Meditação para o dia 6 de Janeiro de 1941 (a partir da trad. Source cachée, p. 271)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), religiosa, mártir, padroeira da Europa. +1942


Santa Teresa Benedita da Cruz

Edith Stein nasceu em Breslau, atualmente Wroclaw, capital da Silésia, na Alemanha (cidade que, depois da Segunda Guerra Mundial, passou a pertencer à Polónia), no dia 12 de Outubro de 1891, quando se celebrava a grande festa judaica do Yom Kippur, o Dia da Reconciliação.

Seus pais, Sigefredo e Augusta, eram comerciantes judeus. Edith foi a última de onze filhos. O pai faleceu em 1893. A mãe encarregou-se dos negócios da família e da educação dos filhos.

A pequena Edith, segundo o seu próprio testemunho, foi muito dinâmica, sensível, nervosa e irascível. Aos sete anos, começou a possuir um temperamento mais reflexivo.

Em 1913, ingressou na Universidade de Gottingen e dedicou-se ao estudo da Fenomenologia. Aí encontrou a sua verdadeira vida: livros, companheiros e, sobretudo, o célebre professor E. Husserl. Durante este tempo chega a um ateísmo quase total.

Em 1914, explode a Primeira Guerra Mundial. Edith vai trabalhar num hospital com quatro mil camas. Entrega-se a este trabalho de corpo e alma.

Estuda com seriedade a Fenomenologia, até se encontrar com a doutrina católica. Encontra definitivamente a sua nova fé em 1921, quando lê a autobiografia de Santa Teresa de Jesus. O amor a Deus, o Absoluto, toma conta de sua alma: “Cristo elevou-se radiante ante meus olhos: Cristo no mistério da Cruz”. Sob a direção do Padre jesuíta Erich Przywara, começa a estudar a teologia de São Tomás de Aquino.

Baptiza-se no dia 1 de Janeiro de 1922, recebendo o nome de Teresa Edwig. Desde então sente-se evangelizadora: "Sou apenas um instrumento do Senhor. Quem vem a mim, quero levá-lo até Ele”. "Deus não chama ninguém a não ser unicamente para Si mesmo”.

Aos 42 anos, no dia 15 de Abril de 1934, festa do Bom Pastor, veste o hábito carmelita no Convento de Colónia.

Sua conversão, que não a impede de continuar a sentir-se filha de Israel, enamorada de sua santa progenitura, separa-a, contudo, de sua família e de sua amada mãe: “Minha mãe opõe-se com todas as suas forças à minha decisão. É difícil ter que assistir à dor e ao conflito de consciência de uma mãe, sem poder ajudá-la com meios humanos”. (26-01-1934).

No dia 21 de Abril de 1935, domingo de Páscoa, faz seus votos religiosos e três anos depois, no mesmo dia, seus votos perpétuos. Sua vida será uma “Cruz” transformada em “Páscoa”.

Na Alemanha, os nazis começam a semear o ódio ao povo judeu. Ela pressagia o destino que a aguarda. Tentam salvá-la, fazendo-a fugir para a Holanda, para o Carmelo de Echt. Membros das SS não tardam a invadir o convento e prendem Irmã Benedita e sua irmã Rosa, também convertida ao catolicismo.

Três dias antes de sua morte, Edith dirá: “Aconteça o que acontecer, estou preparada. Jesus está aqui conosco”. (06-08-1942).

Após vários tormentos, no dia 9 de Agosto de 1942, na câmara de gás do “inferno de Auschwitz", morria a mártir da Cruz, Irmã Teresa Benedita. Foi beatificada no dia 1º. de Maio de 1987, em Colônia, e canonizada em 1999 pelo papa João Paulo II.

O mesmo Papa a declarou, com Santa Catarina de Sena e Santa Brígida da Suécia, padroeira da Europa.

domingo, 8 de agosto de 2010

Bento XVI: melhor resposta aos ataques, fidelidade à Palavra de Deus


Pontífice dirige mensagem aos Cavaleiros de Colombo em que agradece apoio


A resposta mais eficaz aos ataques, “muitas vezes injustos e infundados”, contra a Igreja, é “uma grande fidelidade à Palavra de Deus”, afirma Bento XVI.

O pontífice assim se expressou em uma mensagem enviada aos Cavaleiros de Colombo, que celebraram nesta semana (3 a 5 de agosto), em Washington D.C, sua 128ª Convenção Suprema. O texto foi dirigido pelo cardeal Tarcísio Bertone, secretário de Estado.

Ao saudar os Cavaleiros de Colombo por sua assembléia e pelo “espírito de solidariedade fraterna” que inspirou a fundação da Ordem e “continua a guiar suas múltiplas atividades”, o Papa agradeceu os Cavaleiros pelo “apoio generoso” que lhe têm demonstrado nos últimos meses, “especialmente através de suas orações constantes”.

O Papa “continua profundamente consolado por este testemunho de fidelidade ao Vigário de Cristo em meio à turbulência destes tempos e pede que as orações continuem a ser oferecidas pela unidade da Igreja, a difusão do Evangelho e a conversão dos corações”, afirma o texto assinado pelo cardeal Bertone.

O secretário de Estado vaticano afirma que “o Santo Padre está convencido” de que, “diante dos ataques, muitas vezes injustos e infundados contra a Igreja e seus líderes”, a “resposta mais eficaz é uma grande fidelidade à Palavra de Deus, uma busca mais firme da santidade e um maior compromisso com a caridade na verdade por parte de todos os fiéis”.

“Ele pede que os Cavaleiros perseverem em seu testemunho de fé e caridade, na confiança serena em que, como a Igreja vive este período de purificação, sua luz virá para brilhar ainda mais reluzente perante os homens e mulheres de mente justa e boa vontade.”

“Num tempo em que as normas morais fundamentais, baseadas na verdade e inscritas no coração humano, são cada vez mais questionadas e, muitas vezes, derrubadas pela legislação positiva” – destaca o cardeal Bertone –, o Santo Padre “está agradecido pelos esforços dos Cavaleiros, em colaboração com outros homens e mulheres de boa vontade, em defender a razoabilidade da doutrina moral da Igreja e sua importância para uma boa, justa e duradoura ordem social”.

O Papa faz ainda um agradecimento especial à Ordem e a todos lutam pelo reconhecimento da “santidade da vida humana e da autêntica natureza do casamento”. Reconheceu também “os esforços para promover nos leigos católicos uma maior consciência da necessidade de superar toda separação entre a fé que professam e as decisões diárias que moldam suas vidas como indivíduos e na vida da sociedade como um todo”.


Fonte: Rádio Vaticano

sábado, 7 de agosto de 2010

Oração do Perdão - Nossa Senhora do Perdão


(Rezar por 33 dias, esta oração ou por si, quando tem dificuldades em perdoar ou por outra pessoa que tem dificuldades de dar perdão)


Pai celestial, inflama em mim e em minha família o fogo do Amor Divino.

Conduze-nos a uma união mais profunda, com o Senhor através do perdão.

Abre nossos olhos e dá-nos uma nova visão. Ajuda-nos a enxergar as áreas de nossa vida que estão em escuridão pela falta de perdão.

Senhor, Jesus Cristo, ajuda-nos a sermos obedientes, a perdoar, ajuda-nos a amar e a perdoar como Tu amas e perdoas incondicionalmente. Ajuda-nos a mudar a tendência do nosso coração para que as outras pessoas vejam Tua paz reinando vigorosamente em nós, e desejem esta paz que vem apenas de Ti.

Ó doce Espírito Santo, ilumina nosso corpo, nossa mente, nosso coração e nossa alma.

Não permitais que nenhuma área de nosso ser permaneça em escuridão. Revela-se todas as áreas onde há falta de perdão, onde há amargura, ressentimento, ódio e raiva. Dá-nos a força e o desejo de nos abrir o dom e a graça do perdão, de aceita-los e de agir de acordo com eles.

Toda glória, honra e louvor ao Senhor Pai amoroso, agora e por toda a eternidade. Amém.


Fonte: Pe. Paul Robert DeGrandis S.S.J

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Bento XVI: ter profundo amor e grande veneração pela Eucaristia


Bento XVI: ter profundo amor e grande veneração pela Eucaristia
Pontífice dedica audiência a São Tarcísio e o ministério dos acólitos


O Papa recordou que São Tarcísio (século III), era um menino que “amava muito a Eucaristia e, por vários fatores, podemos concluir que, provavelmente, era um acólito”.
Em tempos de perseguição dos cristãos pelo imperador Valeriano, Tarcísio foi encarregado de levar a hóstia a “outros irmãos e irmãs que aguardavam”. Questionado pelo sacerdote por ser ainda um menino, ele respondeu: "minha juventude será o melhor refúgio para a Eucaristia".

Ao longo do caminho, Tarcísio foi interpelado por um grupo de rapazes, que tentaram tomar aquilo que ele carregava junto ao peito. Houve uma luta “feroz”, sobretudo quando vieram a descobrir que Tarcísio era cristão”, explicou o Papa.

Os rapazes espancaram e atiraram pedras no jovem Tarcísio, mas ele não cedeu. Morreu para defender a Eucaristia, sendo sepultado nas Catacumbas de São Calisto.

Segundo Bento XVI, uma “bela tradição oral” conta que “junto do corpo de São Tarcísio não foi encontrado o Santíssimo Sacramento, nem nas mãos, nem entre as suas vestes. Explica-se que a partícula consagrada, defendida com a vida pelo pequeno mártir, tornara-se carne da sua carne, formando assim com o seu próprio corpo uma única hóstia imaculada ofertada a Deus”.

O Papa dirigiu-se então aos acólitos para enfatizar que a Eucaristia é “um bem precioso, um tesouro cujo valor não se pode medir, é o Pão da vida, é o próprio Jesus que se faz alimento, sustento e força para o nosso caminho de cada dia e estrada aberta para a vida eterna; é o maior dom que Jesus nos deixou”.

O pontífice pediu que os auxiliares do altar “sirvam com generosidade a Jesus presente na Eucaristia”.

Segundo o Papa, esta é “uma tarefa importante, que lhes permite estar particularmente próximos do Senhor e crescer na amizade verdadeira e profunda com Ele”. “Guardem com zelo esta amizade em seus corações, como São Tarcísio”.

“Anunciem também aos seus amigos o dom desta amizade, com alegria, entusiasmo, sem medo, a fim de que eles possam sentir que vocês conhecem este mistério, que ele é verdadeiro e amado!”

“Toda vez que vocês se aproximam do altar, têm a sorte de auxiliar o grande gesto de amor de Deus, que continua a querer se doar a cada um de nós, a estar perto, a ajudar, a dar forças para viver bem.”

Segundo o Papa, os acólitos têm a sorte de viver próximos do “indizível mistério” em que “aquele pequeno pedaço de pão”, com a consagração, “torna-se Corpo de Cristo”, e “o vinho torna-se Sangue de Cristo”.

Bento XVI pediu “amor, devoção e fidelidade” no desempenho da tarefa do acolitado. Insistiu em que não se deve participar da celebração “com superficialidade”, mas com um cuidadoso preparo interior.

Os acólitos colaboram para que Jesus “possa estar mais presente no mundo, na vida de cada dia, na Igreja e em cada lugar”.

“Queridos amigos! Vocês emprestam para Jesus as suas mãos, o seu pensamento, o seu tempo. Ele não deixará de recompensá-los, dando-lhes a alegria verdadeira e a felicidade mais plena”, disse o Papa.


Fonte: Rádio Vaticano

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O homem da décima primeira hora: "Os últimos serão os primeiros"


Que fez, pois, o ladrão para receber em herança o paraíso, logo a seguir à cruz? [...] Enquanto Pedro negava Cristo, o ladrão, do alto da cruz, dava testemunho Dele. Não digo isto para denegrir Pedro; digo-o para pôr em evidência a grandeza de alma do ladrão. [...] Aquele ladrão, enquanto toda a população se mantinha à sua volta, acusando, vociferando, cobrindo-os de blasfémias e de sarcasmos, não lhes deu a menor importância. Nem sequer teve em conta o estado miserável da crucifixão que se erguia diante dele. Lançou sobre tudo isso um olhar cheio de fé. [...] Virou-se para o Senhor dos céus e, entregando-se a Ele, disse: "Lembra-te de mim, Senhor, quando fores para o teu Reino" (Lc 23, 42). Não menosprezemos o exemplo do ladrão nem tenhamos vergonha de o tomarmos como mestre, a ele que nosso Senhor não desdenhou de fazer entrar no paraíso em primeiro lugar. [...]

Ele não lhe disse, como fizera a Pedro: "Vem, segue-Me e farei de ti um pescador de homens" (Mt 4, 19). Também não lhe disse, como aos Doze: "Sentar-vos-eis sobre doze tronos para julgar as doze tribos de Israel" (Mt 19, 28). Não o agraciou com nenhum título; não lhe mostrou qualquer milagre. O ladrão não O viu ressuscitar um morto, nem expulsar demónios; não viu o mar obedecer-Lhe. Cristo não lhe disse nada acerca do Reino, nem da geena. E, contudo, deu testemunho dEle diante de todos e recebeu o Reino em herança.


S. João Crisóstomo (c. 345-407), sacerdote em Antioquia, mais tarde Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja
Homilia para Sexta-feira Santa «A Cruz e o ladrão» (a partir da trad. Année en fêtes, Migne 2000, p. 277)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

DIA DO SACERDOTE

(Click para ampliar a imagem)


4 de Agosto
São João Maria Vianney, Confessor (+ Ars, 1859)

Em 1929 o Papa Pio XI o proclamou "homem e
xtraordinário e todo apostólico, padroeiro celeste de todos os párocos de Roma e do mundo católico".

Conhecido também como Cura D´Ars, S. João Maria Vianney nasceu em Dardilly, na França, em 1786. Era um camponês de mente rude e, segundo contam, tinha poucos dotes pessoais. S. João Maria Vianney, oriundo de uma família modesta, somente pôde aprender a ler aos 18 anos de idade.

Sentiu-se chamado para o sacerdócio, mas não foi capaz de seguir o curso normal de seminário, porque não conseguiu dominar o latim e a filosofia. Os seus mestres de seminário ficavam muito desanimados com o seu péssimo desempenho mental. Mas devido ao modelo de piedade que era, considerando a virtude notória do candidato e a falta de padres na diocese, o Vigário geral resolveu aprová-lo e deixar que a providência se encarregasse do resto, embora achando que ele nunca teria discernimento suficiente para atender confissões. Foi exatamente o contrário que se deu.

Em 1815, deram-lhe as ordens sagradas. Porém havia uma condição: não poderia confessar, por julgarem-no incapaz de guiar as consciências. Após um ano de aprendizado com o abade Balley, em Ecculy, foi para Ars (Ars era uma aldeiazinha de 230 habitantes), primeiramente com o título de vigário capelão e depois veio a ser vigário ou cura.

O Padre Vianney revelou-se extraordinário apóstolo do confessionário, com luzes sobrenaturais que o faziam ler as consciências, converter os pecadores, reconciliá-los com Deus. Começaram a acorrer de toda a França, e até do estrangeiro, peregrinos desejosos de se confessar com ele ou de lhe pedir orientação. Desde 1830 até sua morte, acorriam anualmente 100 mil peregrinos a Ars, o que perfazia uma média de mais de 270 por dia. Para atender a tanta gente o zeloso pároco precisava passar no confessionário de, 12 a 18 horas diárias. Levava, ademais, uma vida muito austera e sacrificada, e durante 35 anos Deus permitiu que o demônio o atormentasse com contínuos ataques. Foi canonizado em 1925 e é venerado como padroeiro dos párocos.



Rezemos pela santidade e fidelidade dos sacerdotes do mundo inteiro, para que possam ser exemplos de pastores assim como São João Maria Vianney.

São João Maria Vianney, rogai por nós!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Verdadeira Felicidade - São Francisco de Assis


"Vindo uma vez São Francisco de Perusa para Santa Maria dos Anjos com Frei Leão, em tempo de inverno, e como o grandíssimo frio fortemente o atormentasse, (...) Frei Leão perguntou-lhe:

- Pai, peço-te, da parte de Deus, que me digas onde está a perfeita alegria.

E São Francisco assim lhe respondeu:

- Quando chegarmos a Santa Maria dos Anjos, inteiramente molhados pela chuva e transidos de frio, cheios de lama e aflitos de fome, e batermos à porta do convento, e o porteiro chegar irritado e disser: Quem são vocês? E nós dissermos: Somos dois dos vossos irmãos, e ele disser: Não dizem a verdade; são dois vagabundos que andam enganando o mundo e roubando as esmolas dos pobres; fora daqui;

- E não nos abrir, continuou São Francisco, e deixar-nos estar ao tempo, à neve e à chuva, com frio e fome até à noite: então, se suportarmos tal injúria e tal crueldade, tantos maus tratos, prazenteiramente, sem nos perturbarmos e sem murmurarmos contra ele (...) escreve que nisso está a perfeita alegria. E se ainda, constrangidos pela fome e pelo frio e pela noite batermos mais e chamarmos e pedirmos pelo amor de Deus com muitas lágrimas que nos abra a porta e nos deixe entrar, e se ele mais escandalizado disser: Vagabundos importunos, pagar-lhes-ei como merecem; E sair com um bastão nodoso e nos agarrar pelo capuz e nos atirar ao chão e nos arrastar pela neve e nos bater com o pau de nó em nó: se nós suportarmos todas estas coisas pacientemente e com alegria, pensando nos sofrimentos de Cristo bendito, as quais devemos suportar por seu amor; ó irmão Leão, escreve que aí e nisso está a perfeita alegria.

- E ouve, pois, a conclusão, irmão Leão. Acima de todas as graças e de todos os dons do Espírito Santo, os quais Cristo concede aos seus amigos, está o de vencer-se a si mesmo, e voluntariamente pelo amor suportar trabalhos, injúrias, opróbrios e desprezos (...)".

Fonte: Fioretti

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ser rico aos olhos de Deus


"O que hei-de fazer? Onde encontrarei que comer? Que vestir?" Eis o que diz este rico. O seu coração sofre, a inquietação devora-o, porque aquilo que regozija os outros acabrunha o avarento. O facto de todos os seus celeiros estarem cheios não é para ele motivo de felicidade. O que atormenta dolorosamente a sua alma é esse excesso de riquezas, transbordando dos seus celeiros. [...]

Considera, homem, quem te cumulou com a sua generosidade. Reflecte um pouco sobre ti mesmo: Quem és tu? O que é que te foi confiado? De quem recebeste este cargo? Porque foste tu escolhido, de preferência a muitos outros? O Deus de bondade fez de ti Seu administrador; tu és responsável pelos teus companheiros de trabalho: não penses que tudo foi preparado apenas para ti! Dispõe dos bens que possuis como se eles pertencessem aos outros. O prazer que eles te proporcionam dura pouco, em breve eles te vão escapar e desaparecer, mas ser-te-ão pedidas contas rigorosas. Ora, tu guardas tudo, tens portas e fechaduras aferrolhadas; e embora tenhas tudo muito bem fechado, a ansiedade impede-te de dormir. [...]

"O que hei-de fazer?" Havia uma resposta pronta: "Encherei as almas dos famintos; abrirei os meus celeiros e convidarei todos os que têm necessidade. [...] Farei ouvir uma palavra generosa: Vós todos que tendes fome, vinde a mim, tomai a vossa parte dos dons concedidos por Deus, cada qual segundo as suas necessidades."


São Basílio (c. 330-379), monge e Bispo de Cesareia da Capadócia, Doutor da Igreja
Homilia 6, sobre as riquezas; PG 31, 261ss. (a partir da trad. Luc commenté, DDB 1987, p. 109 rev.)

Santo Eusébio de Vercelli


Hoje nós lembramos o testemunho de santidade de Eusébio, que nasceu no começo do século IV, na Sardenha e não tinha este nome, até ir para Roma em procura de lucro com a Política e o Direito. Encontrado por Jesus, converteu-se e recebeu as águas do Batismo e o novo nome de Eusébio, pois foi batizado pelo Papa Eusébio.


De simples leitor da Igreja de Roma, Eusébio foi ordenado sacerdote e depois em 345, Bispo em Vercelli, onde exerceu seu ministério com zelo, muito amor às almas e à Verdade. Dentre tantas inspirações para a Diocese, Eusébio vivia comunitariamente com seus sacerdotes, e desta comunhão conseguiu forças para vencer os bons combates do dia-a-dia.


Apesar de ser considerado mártir pela Igreja, na verdade Santo Eusébio de Vercelli, não morreu em testemunho da fé, como ocorrera com seu pai. Mas foram tantos os seus sofrimentos no trabalho de difusão e defesa do Cristianismo, passando por exílios e torturas, que recebeu este título da Igreja, cujo mérito jamais foi contestado. Com a reforma do calendário litúrgico de Roma, de1969, sua festa foi marcada para o dia 02 de agosto. Nesta data as suas relíquias são veneradas na Catedral de Vercelli, onde foram sepultadas e permanecem até os nossos dias.


Como é admirável a firmeza de Santo Eusébio nas lutas, nas dificuldades, nas perseguições! Desta firmeza o católico deve procurar ter uma boa parcela. Muitas vezes se vê o contrário. Se vem uma contrariedade, é fácil ouvirem-se palavras de desânimo, de queixas contra Deus e até ameaças de abandonar a religião. Quando vai tudo bem, não é preciso muita virtude, por achar fácil a conformidade com a vontade de Deus.

Fonte: http://www.tudook.com/portalcatolico

domingo, 1 de agosto de 2010

Papa no Angelus: Quem confia no Senhor tem um Coração Sábio


Castel Gandolfo, 1° ago - Bento XVI presidiu a oração mariana do Ângelus, deste domingo, no pátio interno da residência apostólica, em Castel Gandolfo.

O Papa recordou que nestes dias celebramos a festa de alguns santos, como Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, festa celebrada ontem 31 de julho, e Santo Afonso Maria de Ligório, fundador dos Redentoristas, que celebramos neste domingo. Amanhã, dia 02, a Igreja celebra Santo Eusébio, grande defensor da divindade de Cristo, e no próximo dia 4, São João Maria Vianney, o Cura D'Ars, que guiou com seu exemplo o Ano Sacerdotal, concluído recentemente.

"Esses homens adquiriram um coração sábio, acumulando o que não se corrompe e descartando o que muda ao longo do tempo: o poder, a riqueza e os prazeres efêmeros. Escolhendo Deus possuíram tudo o que foi necessário, saboreando desde a vida terrena
a eternidade" – frisou o Santo Padre.

Bento XVI ressaltou que no Evangelho deste domingo, Jesus chama a atenção para a verdadeira sabedoria, sublinhando que o homem insensato como nos fala a Bíblia é aquele que não percebe que tudo na vida passa: juventude, força física e cargos de poder.

"Fazer com que a própria vida dependa das realidades passageiras é tolice. O homem que confia no Senhor, não teme as adversidades da vida e nem a realidade inevitável da morte: é o homem que adquiriu um coração sábio, como os santos" - disse o pontífice.

Enfim, o Papa recordou que amanhã será possível receber a indulgência da Porciúncula ou o "Perdão de Assis", que São Francisco de Assis obteve, em 1216, do Papa Honório III. Lembrou também que na próxima quinta-feira, dia 5, será celebrada a Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior, e na sexta-feira, dia 6, aniversário de morte do Papa Paulo VI, se celebrará também a Festa da Transfiguração do Senhor.

Fonte: Rádio Vaticano
Segue um texto Belíssimo sobre Santo Ignácio


Companheira da humildade é a castidade, que em Santo Ignácio foi coisa maravilhosa. Depois que viu a Virgem durante sua conversão, não consentiu e mesmo não teve mais a menor tentação contra a pureza.

Depois disso andava com tanto recato, que nunca mais olhou no rosto a mulher alguma, mesmo que fosse muito devota e tratasse de coisas santas. Ele destilava tanta pureza que só com o vê-lo a pessoa era levada a pensamentos castos.

Vigiava tanto seu interior, que não lhe passava pela mente nenhum pensamento que fosse ocioso. Examinava sua consciência de hora em hora para purificá-la de qualquer pensamento que não tivesse como fim a maior glória de Deus.

Tinha tanta facilidade de unir-se a Deus que, com qualquer coisa, uma flor que fosse, logo se lhe abrasava o coração e se punha a amá-lO. Enquanto rezava, era muitas vezes levantado da terra, desprendendo grandes luzes de si.

Sua devoção a Nossa Senhora era terna e filial. Em todos os oferecimentos que de si fazia a Deus, era pondo sempre a Santíssima Virgem como intermediária.

Todos os dias, logo que despertava, a primeira coisa que fazia era rezar o rosário bem vagarosamente, meditando suas palavras. Na vigília de armas que fez em Montserrat, a Ela se consagrou como seu guerreiro. E como Ela o inspirou quando escrevia os Exercícios Espirituais, as Constituições e em todas as suas obras.

Sua fé era tão grande que dizia que, se se houvessem perdido todos os livros canônicos e não houvesse na terra alguma firme coluna da verdade, mesmo assim ele creria em todos os mistérios da fé com tal firmeza, que daria sua vida em sua defesa.

O desejo de ver a Cristo tanto o consumia que desejaria sumamente morrer se sua vida não fosse mais necessária para o bem do próximo. Quando caía doente, a esperança de partida fazia com que se esquecesse de tudo, absorto em Deus.

(Santo Ignácio de Loyola, o Guerreiro de Cristo - Editora Artpress)