domingo, 1 de agosto de 2010

Papa no Angelus: Quem confia no Senhor tem um Coração Sábio


Castel Gandolfo, 1° ago - Bento XVI presidiu a oração mariana do Ângelus, deste domingo, no pátio interno da residência apostólica, em Castel Gandolfo.

O Papa recordou que nestes dias celebramos a festa de alguns santos, como Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, festa celebrada ontem 31 de julho, e Santo Afonso Maria de Ligório, fundador dos Redentoristas, que celebramos neste domingo. Amanhã, dia 02, a Igreja celebra Santo Eusébio, grande defensor da divindade de Cristo, e no próximo dia 4, São João Maria Vianney, o Cura D'Ars, que guiou com seu exemplo o Ano Sacerdotal, concluído recentemente.

"Esses homens adquiriram um coração sábio, acumulando o que não se corrompe e descartando o que muda ao longo do tempo: o poder, a riqueza e os prazeres efêmeros. Escolhendo Deus possuíram tudo o que foi necessário, saboreando desde a vida terrena
a eternidade" – frisou o Santo Padre.

Bento XVI ressaltou que no Evangelho deste domingo, Jesus chama a atenção para a verdadeira sabedoria, sublinhando que o homem insensato como nos fala a Bíblia é aquele que não percebe que tudo na vida passa: juventude, força física e cargos de poder.

"Fazer com que a própria vida dependa das realidades passageiras é tolice. O homem que confia no Senhor, não teme as adversidades da vida e nem a realidade inevitável da morte: é o homem que adquiriu um coração sábio, como os santos" - disse o pontífice.

Enfim, o Papa recordou que amanhã será possível receber a indulgência da Porciúncula ou o "Perdão de Assis", que São Francisco de Assis obteve, em 1216, do Papa Honório III. Lembrou também que na próxima quinta-feira, dia 5, será celebrada a Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior, e na sexta-feira, dia 6, aniversário de morte do Papa Paulo VI, se celebrará também a Festa da Transfiguração do Senhor.

Fonte: Rádio Vaticano
Segue um texto Belíssimo sobre Santo Ignácio


Companheira da humildade é a castidade, que em Santo Ignácio foi coisa maravilhosa. Depois que viu a Virgem durante sua conversão, não consentiu e mesmo não teve mais a menor tentação contra a pureza.

Depois disso andava com tanto recato, que nunca mais olhou no rosto a mulher alguma, mesmo que fosse muito devota e tratasse de coisas santas. Ele destilava tanta pureza que só com o vê-lo a pessoa era levada a pensamentos castos.

Vigiava tanto seu interior, que não lhe passava pela mente nenhum pensamento que fosse ocioso. Examinava sua consciência de hora em hora para purificá-la de qualquer pensamento que não tivesse como fim a maior glória de Deus.

Tinha tanta facilidade de unir-se a Deus que, com qualquer coisa, uma flor que fosse, logo se lhe abrasava o coração e se punha a amá-lO. Enquanto rezava, era muitas vezes levantado da terra, desprendendo grandes luzes de si.

Sua devoção a Nossa Senhora era terna e filial. Em todos os oferecimentos que de si fazia a Deus, era pondo sempre a Santíssima Virgem como intermediária.

Todos os dias, logo que despertava, a primeira coisa que fazia era rezar o rosário bem vagarosamente, meditando suas palavras. Na vigília de armas que fez em Montserrat, a Ela se consagrou como seu guerreiro. E como Ela o inspirou quando escrevia os Exercícios Espirituais, as Constituições e em todas as suas obras.

Sua fé era tão grande que dizia que, se se houvessem perdido todos os livros canônicos e não houvesse na terra alguma firme coluna da verdade, mesmo assim ele creria em todos os mistérios da fé com tal firmeza, que daria sua vida em sua defesa.

O desejo de ver a Cristo tanto o consumia que desejaria sumamente morrer se sua vida não fosse mais necessária para o bem do próximo. Quando caía doente, a esperança de partida fazia com que se esquecesse de tudo, absorto em Deus.

(Santo Ignácio de Loyola, o Guerreiro de Cristo - Editora Artpress)

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