quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Oração a São Jerônimo - (30 de setembro)

Ó Deus, criador do universo, que vos revelastes aos homens, através dos séculos, pela Sagrada Escritura, e levastes a vosso servo São Jerônimo a dedicar a sua vida ao estudo e à meditação da Bíblia, dai-me a graça de compreender com clareza a vossa palavra quando leio a Bíblia.
São Jerônimo, iluminai e esclarecei a todos os adeptos das seitas evangélicas para que eles compreendam as Escrituras, e se dêem conta de que contradizem a religião Católica e a própria Bíblia, porque eles se baseiam em princípios pagãos e superticiosos.
São Jerônimo, ajudai-nos a considerar o ensinamento que nos vem da Bíblia acima de qualquer outra doutrina, já que é a palavra e o ensinamento do próprio Deus. Fazei que todos os homens aceitem e sigam a orientação do nosso Pai comum expressa nas Sagradas Escrituras.
São Jerônimo, rogai por nós.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Santos Anjos

Os seus anjos, no Céu, vêem constantemente a face de Meu Pai que está no Céu» (Mt 18,10)

Os anjos são os nossos pastores; não só levam a Deus as nossas mensagens, como também trazem até nós as que Deus nos envia. Apascentam-nos a alma com doces inspirações e comunicações divinas; sendo bons pastores, protegem-nos e defendem-nos dos lobos, isto é, dos demónios.

Com as suas secretas inspirações, os anjos possibilitam à alma um conhecimento mais elevado de Deus; inflamam-na assim de uma chama mais viva de amor para com Ele; chegam até a deixá-la ferida de amor [...].

A luz de Deus ilumina o anjo, penetrando-o com o seu esplendor e inflamando-o com o seu amor, porque o anjo é um espírito puro completamente disposto a essa participação divina, mas, ao homem, ilumina-o habitualmente de uma maneira obscura, dolorosa e penosa, porque o homem é impuro e fraco [...].

Quando o homem se torna verdadeiramente espiritual e fica transformado pelo amor divino que o purifica, recebe a união e a amorosa iluminação de Deus com uma suavidade semelhante à dos anjos [...].

Lembrai-vos de como é vão, perigoso e funesto exultarmos com tudo o que não seja serviço de Deus, e considerai a tamanha infelicidade dos anjos que exultaram e se comprazeram com a sua própria beleza e seus próprios dons naturais; pois foi esse o motivo por que alguns deles caíram, privados de toda a beleza, no fundo dos abismos. São João da Cruz

terça-feira, 28 de setembro de 2010

São Miguel, São Rafael e São Gabriel



São Miguel Arcanjo

São Miguel Arcanjo,
protegei-nos no combate,
defendei-nos com o vosso escudo
contra as armadilhas
e ciladas do demônio.
Deus o submeta,
instantemente o pedimos;
e vós, Príncipe da milícia celeste,
pelo divino poder,
precipitai no inferno a Satanás
e aos outros espíritos malignos
que andam pelo mundo
procurando perder as almas.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
amem.


Nota:
O Papa Leão XIII, durante a celebração de uma missa particular, teve uma visão segundo a qual soube que o Demônio pediu permissão para submeter à Igreja a um período de provações. Deus concedeu-lhe permissão para provar a Igreja por um século (este século). Assim que o Demônio se afastou, Deus chamou Nossa Senhora e São Miguel Arcanjo e disse-lhes:
"Dou-vos, agora, a incumbência de contrabalançar a obra nefasta do Demônio."
O Papa a seguir compôs a oração a São Miguel Arcanjo, ordenando depois que fosse rezada de joelhos, no fim de cada Santa Missa.


Oração a São Rafael Arcanjo

Fica conosco, ó Arcanjo Rafael, chamado “Medicina de Deus”!
Afastai para longe de nós as doenças do corpo, da alma e do espírito e trazei-nos saúde e toda a plenitude de vida prometida por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
Glorioso Arcanjo Rafael, que dignastes tomar a aparência de um simples viajante para vos fazer o protetor do jovem Tobias.
Ensinai-nos a viver sobrenaturalmente, elevando sem cessar nossas almas, acima das coisas terrestres.
Vinde em nosso socorro no momento das tentações e ajudai-nos a afastar de nossas almas e de nossos trabalhos todas as influências do inferno.
Ensinai-nos a viver neste espírito de fé que sabe reconhecer a misericórdia divina em todas as provações e as utilizar para a salvação de nossas almas.
Obtende-nos a graça de uma inteira conformidade com a vontade divina: seja que ela nos conceda a cura dos nossos males ou que recuse o que lhe pedimos.
São Rafael guia protetor e companheiro de Tobias, dirigi-nos no caminho da salvação, preservai-nos de todo perigo e conduzi-nos ao céu. Assim seja.

Oração de São Gabriel

Ó poderoso Arcanjo São Gabriel, a vossa aparição à Virgem Maria de Nazaré trouxe ao mundo, que estava mergulhado em trevas, luz. Assim falastes à Santíssima Virgem; "Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é contigo... o Filho que de ti nascer será chamado Filho do Altíssimo".

São Gabriel intercedei por nós junto à Virgem Santíssima, Mãe de Jesus, Salvador. Afastai do mundo as trevas da descrença e da idolatria. Fazei brilhar a luz da fé em todos os corações. Ajudai a juventude a imitar Nossa Senhora nas virtudes da pureza e da humildade. Dai força a todos os homens contra os vícios e o pecado. São Gabriel! Que a luz da vossa mensagem anunciadora da Redenção do gênero humano, ilumine o meu caminho e oriente toda a humanidade rumo ao céu.

São Gabriel, rogai por nós, amém.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Amor como serviço aos demais: caminho para a vida, recorda Papa


"Só o Amor com "A" maiúsculo dá a verdadeira felicidade!", aqui e na eternidade, como demonstram pessoas como São Vicente de Paulo e Chiara Badano, afirmou hoje Bento XVI, durante a oração do Ângelus em Castel Gandolfo.
"Nosso destino eterno é condicionado pelo nosso comportamento; depende de nós seguir o caminho que Deus tem nos mostrado para chegar à vida, e esse caminho é o amor, não entendido como sentimento, mas sim como serviço aos outros, na caridade de Cristo", explicou, ao comentar a parábola do homem rico e do pobre Lázaro.


O Papa acrescentou que esta parábola nos recorda que, "enquanto estamos neste mundo, devemos escutar o Senhor que nos fala através das Sagradas Escrituras e viver segundo a sua vontade; caso contrário, após a morte, será tarde demais para se arrepender".
Antes de rezar do Ângelus diante de numerosos fiéis reunidos no pátio da residência pontifícia de Castel Gandolfo, o Pontífice quis destacar o testemunho da jovem Chiara Badano, beatificada ontem em Roma.


O Papa se referiu a ela como a "uma jovem italiana nascida em 1971, e que uma doença levou à morte em menos de 19 anos, mas que foi para todos um raio de luz, como diz o seu sobrenome: ‘Chiara Luce', ‘Clara Luz'".
"Sua paróquia, a diocese de Acqui Terme, e o Movimento dos Focolares, ao qual ela pertencia, estão hoje em festa - e é uma festa para todos os jovens, que podem encontrar nela um exemplo de coerência cristã", disse.


Bento XVI destacou a maneira exemplar como esta jovem enfrentou a morte: As suas últimas palavras, de plena adesão à vontade de Deus, foram: ‘Mãe, adeus. Seja feliz, porque eu sou feliz'".
E acrescentou: "Demos graças a Deus, porque seu amor é mais forte do que o mal e a morte; e agradeçamos a Nossa Senhora, que conduz os jovens também através das dificuldades e sofrimentos, a se apaixonarem por Jesus e a descobrirem a beleza da vida".
Por outro lado, Bento XVI destacou o testemunho de São Vicente de Paulo, cuja memória litúrgica será celebrada amanhã.


"Na França de 1600, ele tocou com suas próprias mãos o forte contraste entre os mais ricos e os mais pobres", disse.
Ele "soube organizar formas estáveis de serviço às pessoas marginalizadas, dando origem às chamadas ‘Charitées', a ‘Caridade', isto é, grupos de mulheres que colocavam seu tempo e os seus bens à disposição dos mais marginalizados", continuou.
E acrescentou: "Dentre essas voluntárias, algumas optaram por consagrar-se totalmente a Deus e aos pobres. Foi assim que, com Santa Luísa de Marillac, São Vicente fundou as ‘Filhas da Caridade', primeira congregação feminina a viver a consagração ‘no mundo', no meio das pessoas, com os doentes e os necessitados".

Fonte: ZENIT.org

domingo, 26 de setembro de 2010

Deus Ama os Pobres e os Levanta da Sua Humilhação


“Deus ama os pobres e os levanta da sua humilhação”. Foi o que recordou Bento XVI ao meio-dia de hoje em Castel Gandolfo, antes da oração do Ângelus, destacando que o “destino eterno” de cada um é condicionado pela escolha de seguir o caminho que Deus tem nos mostrado isto é ,o amor.

No Evangelho deste domingo, recordou o Papa, Jesus conta a parábola do homem rico e do pobre Lázaro. O primeiro vive no luxo e egoísmo, e quando morre, acaba no inferno. O pobre, ao invés, que come os restos da mesa do rico, quando morre é levado pelos anjos à morada eterna de Deus e dos santos. “Bem-aventurados vós, os pobres - proclamou o Senhor aos seus discípulos - porque vosso é o reino de Deus" (Lc 6:20).

“Mas a mensagem da parábola vai além disso; recorda que enquanto estamos neste mundo, devemos escutar o Senhor que nos fala através das Sagradas Escrituras e viver segundo a sua vontade, caso contrário, após a morte, será tarde demais para se arrepender. Portanto, - continuou o Papa - essa parábola nos diz duas coisas: a primeira é que Deus ama os pobres e os alivia de suas humilhações; e a segunda é que o nosso destino eterno é condicionado pelo nosso comportamento, depende de nós seguir o caminho que Deus tem nos mostrado para chegar à vida, e esse caminho é o amor, não entendido como sentimento, mas sim como serviço aos outros, na caridade de Cristo”.

Por feliz coincidência – observou o Papa – nesta segunda-feira, 27 de setembro, celebra-se a memória litúrgica de São Vicente de Paulo, patrono das organizações caritativas católicas, falecido há 350 anos.

“Na França de 1600, ele tocou com suas próprias mãos o forte contraste entre os mais ricos e os mais pobres. De fato, como sacerdote, ele pode frequentar seja os ambientes aristocráticos, seja o meio rural, como também as áreas mais mariginalizadas de Paris. Impulsionado pelo amor de Cristo, - destacou o Santo Padre - Vicente de Paulo soube organizar formas estáveis de serviço às pessoas marginalizadas, dando origem às chamadas “Charitées”, a “Caridade”, isto é, grupos de mulheres que colocavam seu tempo e os seus bens à disposição dos mais marginalizados”.

De entre essas voluntárias - lembrou ainda Bento XVI -, algumas optaram por consagrar-se totalmente a Deus e aos pobres. Foi assim que, com Santa Luísa de Marillac, São Vicente fundou as “Filhas da Caridade”, primeira congregação feminina a viver a consagração “no mundo”, no meio das pessoas, com os doentes e os necessitados.

Em seguida o Papa falou do Amor com “A” maiúsculo, que dá a verdadeira felicidade! Demonstra-o outra testemunha, uma jovem que ontem foi proclamada Bem-aventurada aqui em Roma.

“Falo de Chiara Badano, uma jovem italiana nascida em 1971, e que uma doença a levou à morte em menos de 19 anos, mas que foi para todos um raio de luz, como diz o seu sobrenome: “Chiara Luce”, “Clara Luz”. Sua paróquia, a diocese de Acqui Terme e o Movimento dos Focolares, ao qual ela pertencia, estão hoje em festa - e é uma festa para todos os jovens, que podem encontrar nela um exemplo de coerência cristã. As suas últimas palavras, de plena adesão à vontade de Deus, foram: “Mamãe, adeus. Seja feliz porque eu sou feliz”. Demos graças a Deus, porque seu amor é mais forte do que o mal e a morte; e agradecer à Virgem Maria que conduz os jovens também através das dificuldades e sofrimentos, a apaixonarem-se por Jesus e a descobrir a beleza da vida.

Fonte: Rádio Vaticano

sábado, 25 de setembro de 2010

Perdão é necessário para resolver atual crise espiritual, diz Papa




"O núcleo da crise espiritual do nosso tempo tem as suas raízes no obscurecimento da graça do perdão", afirmou o Papa Bento XVI neste sábado, 25, aos bispos do Rio de Janeiro em visita ad Limina a Roma.
O Santo Padre explicou que quando o perdão não é reconhecido "como real e eficaz", tende-se a libertar a pessoa do sentimento de culpa. Sendo assim, afasta-se a possibilidade para que o perdão aconteça. Mas, explicou Bento XVI, "as pessoas assim 'libertadas' sabem que isso não é verdade, que o pecado existe e que elas mesmas são pecadoras".
"Embora algumas linhas da psicologia sintam grande dificuldade em admitir que, entre os sentidos de culpa, possa haver também os devidos a uma ' verdadeira culpa', quem for tão 'frio' que não prove sentimentos de culpa nem sequer quando deve, procure por todos os meios recuperá-los, porque no ordenamento espiritual são necessários para a saúde da alma. De fato Jesus veio salvar, não aqueles que já se libertaram por si mesmos pensando que não têm necessidade d’Ele, mas quantos sentem que são pecadores e precisam d’Ele (cf. Lc 5, 31-32)", destacou.
O Papa afirmou ainda que "todos nós temos necessidade" desse perdão de Deus. "Como o Escultor divino que remove as incrustações de pó e lixo que se pousaram sobre a imagem de Deus inscrita em nós. Precisamos do perdão, que constitui o cerne de toda a verdadeira reforma: refazendo a pessoa no seu íntimo, torna-se também o centro da renovação da comunidade".
"Somente a partir desta profundidade de renovação do indivíduo é que nasce a Igreja, nasce a comunidade que une e sustenta na vida e na morte", explicou Bento XVI. "Ela é uma companhia na subida, na realização daquela purificação que nos torna capazes da verdadeira altura do ser homens, da companhia com Deus. À medida que se realiza a purificação, também a subida – que ao princípio é árdua – vai-se tornando cada vez mais jubilosa. Esta alegria deve transparecer cada vez mais da Igreja, contagiando o mundo, porque ela é a juventude do mundo".
E concluiu lembrando aos bispos que "tal obra não pode ser realizada com as nossas forças, mas são necessárias a luz e a graça que provêm do Espírito de Deus e agem no íntimo dos corações e das consciências".


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

São José de Cupertino - 18 de Setembro


Plinio Maria Solimeo


Maravilhas da graça divina em meio a indigências da natureza humana. Desprovido de qualidades naturais, esse Santo, cuja festa comemoramos neste mês, teria seu nome varrido pelo vento da História não fosse sua radicalidade no amor a Deus e o recíproco amor do Criador àquele servo fiel, imitador do Profeta Jó.


Assim narra um autor a infância desse santo:

"A natureza foi com ele uma madrasta: não lhe deu nem riqueza, nem saúde, nem talento, nem ouro, nem prestígio, nem nobreza... Não teve sequer um berço no momento de vir ao mundo. Seus companheiros o desprezavam e todo o mundo se ria dele. Susteve-se largo tempo entre a vida e a morte, até que um ermitão o esfregou com azeite e o curou. No entanto, continuou a ser olhado como o homem mais desgraçado do mundo, por essa confusão estranha de nossa linguagem, pois se em algo superabundava aquele menino, era precisamente na graça que o ia tirar da obscuridade e desprezo, para aureolar sua fronte com as luzes [até ali] inverossímeis da glória" (1).


O inútil Boca-aberta

Cupertino era uma pequena cidade no Reino de Nápoles, na Itália, entre Brindisi e Otranto, cerca do Golfo de Tarento. Nela vivia um piedoso carpinteiro, tão pouco capaz que seu nome não foi retido pelos biógrafos do filho. No momento em que sua esposa estava para dar à luz, o casal teve que fugir dos agentes da Justiça que procuravam o carpinteiro por dívidas não pagas. Foi assim que José teve a dita de, à semelhança do Deus Menino, nascer no estábulo que lhes serviu de refúgio, em 17 de junho de 1603.

Crescendo, viu-se que o menino, sempre distraído, era incapaz de manter um diálogo, de segurar algo sem deixar cair; enfim, na aula ficava pensando em outra coisa, numa atitude que mereceu-lhe o apelido de Boca aberta. Ninguém podia acreditar que, por detrás daquele exterior ridículo e quase idiota, escondiam-se pepitas de ouro que só têm valor no Reino celeste.


Função: zelador da mula conventual

Mal sabendo ler e, pior, escrever, aos 17 anos José pediu admissão no convento dos Franciscanos Conventuais, onde tinha dois tios. Mas foi recusado por sua aparência tão desfavorável. Os Capuchinhos aceitaram-no para experiência, passando ele por todas as funções. Mas José mostrava-se tão estabanado, que quebrava tudo o que lhe davam. Quando ia pôr a mesa, bastava olhar para o Crucifixo, soltava um grito, largava os pratos – que se espatifavam no chão – enquanto ele entrava em êxtase. Com o pensamento "nas nuvens", servia o pão preto em vez do branco, porque "não sabia distingui-los". Foi mandado embora descalço e só com a roupa do corpo.

Mal tinha saído do convento, cães o atacaram, deixando seu hábito em tiras. Andando pelos campos, pastores tomaram-no por um ladrão, e caíram sobre ele a pauladas. Na estrada, foi perseguido por um cavaleiro que o julgava um espia.

Chegando em lastimável estado a Cupertino, nenhum parente quis recebê-lo, considerando-o vagabundo; a própria mãe (o pai tinha falecido) lançou-lhe em face: "Se te mandaram embora de uma casa santa, algo fizeste. Agora só te resta o cárcere, o desterro, ou morrer de fome".

Mas finalmente a genitora intercedeu por ele junto aos Conventuais, convencendo seus irmãos a receberem o sobrinho pelo menos para cuidar da mula do convento, revestido do hábito da Ordem Terceira de São Francisco.


Ordenação sacerdotal, após sucessivos fatos miraculosos

Aos poucos, entretanto, os religiosos foram observando aquele silencioso jovem, e descobrindo brasas que fumegavam sob a áspera cinza. Sempre alegre, sorridente e aceitando as humilhações com desapego angélico, sua linguagem revelava tocante simplicidade de coração e pureza de alma. Obedecia incontinenti, e levava uma vida de mortificação extraordinária. Viram que José tinha verdadeira piedade e vocação sacerdotal. Foi admitido aos estudos como postulante.

O estudo foi-lhe uma cruz bem pesada, pois sua memória era fraca e, sempre absorvido nas coisas divinas, não conseguia reter no dia seguinte uma palavra aprendida no anterior.

A Providência queria dele amor, e não erudição. O Bispo de Nardo, que apreciava sua virtude, foi lhe conferindo, sem dificuldade, as ordens menores e o subdiaconato.

Mas, não tinha jeito! -- para o diaconato era necessário exame. Acontece que José, por causa de sua devoção à Mãe de Deus, só conseguira reter na memória uma passagem do Evangelho: a que diz "bendito o seio que te portou", na qual meditava constantemente.
E foi exatamente a que lhe tocou comentar! E ele o fez tão magnificamente, como o faria o melhor dos teólogos!

Para a ordenação, outra intervenção miraculosa: o examinador, vendo que os 10 primeiros candidatos saíram-se magnificamente bem, julgou inútil examinar os demais!


Lutas e visões

A partir de sua ordenação sacerdotal, José passou a "considerar-se como exilado do paraíso, e como condenado a habitar uma terra de inimigos. Por isso ele se propôs a combater, e, pela luta, chegar ao Céu" (2).

Para isso jejuava e flagelava-se, passando vários dias sem alimento, só com a Sagrada Eucaristia.

O demônio agredia-o ora fisicamente, ora insinuava-lhe pensamentos de avareza ou de apego a algum objeto, tentando vencer sua virtude. O combate era tão acirrado que mais tarde o Santo comentou: "Não suspeitava que a trama das redes do diabo fossem tão subtis. Agora compreendo perfeitamente que o mérito da pobreza não está precisamente em não possuir nada, senão em não ter afeto às coisas da Terra" (3). José gozava entretanto da companhia dos anjos, vendo-os muitas vezes pessoalmente e com eles conversando como de amigo a amigo. Sua devoção ao mistério da natividade de Nosso Senhor era profunda. Muitas vezes o Menino Jesus aparecia-lhe. Ele, tomando-O nos braços, acariciava-O e dizia as palavras mais ternas que podia conceber.

Começou para São José de Cupertino, depois de dois anos de terríveis provações, a série de êxtases tão extraordinários, como dificilmente se ouvira narrar antes e depois dele na Hagiografia. Bastava ouvir o nome de Jesus ou de Maria, que ele dava um grito e, literalmente, voava rumo ao objeto amado. Se estava na igreja, voava para junto do altar da Virgem ou do Santíssimo. Se no jardim, para o cimo de uma árvore, permanecendo ajoelhado na ponta de um de seus galhos como se fosse o mais leve passarinho.

Em Roma, quando ele se viu diante do Vigário de Cristo na Terra, entrou em êxtase, ficando suspenso no ar durante a audiência, até que o Superior lhe ordenasse em nome da obediência que voltasse a si.


Ovelhas acompanham a Ladainha...

Verdadeiramente imbuído do espírito de São Francisco, ocorreram com ele inúmeros fatos dignos de constarem nos Fioretti do Poverello de Assis. Certa vez, por exemplo, não estando os agricultores numa capela rural para a Ladainha, por causa da colheita, viu ao longe rebanhos que pastavam. Dirigindo-se aos animais, o Santo exclamou: "Ovelhinhas de Deus, vinde aqui honrar a Mãe de meu Deus, que é também a vossa". Deixando atrás pasto, filhotes, tudo, elas acorreram em tumulto ao apelo de José, sendo que naturalmente não podiam tê-lo ouvido devido à distância. Entrando na capela, todas caíram de joelhos e, com um longo balido, respondiam às invocações da Ladainha dirigida pelo Santo.

Outra vez, tendo uma peste dizimado os rebanhos, dirigiu-se, a pedido dos camponeses, de ovelha em ovelha morta, ordenando-lhes que se levantassem em nome de Jesus. E todas voltaram à vida.

Às freiras clarissas de sua cidade, mandou que um passarinho lhes cantasse durante o Ofício para incitá-las a fazê-lo bem.


Conselheiro dos grandes deste mundo

O Duque de Brunswick e de Hanover, o protestante João Frederico, então com 25 anos, curioso, obteve do superior de Assis o favor de assistir a uma Missa do "santo que voava". José não foi avisado de nada. Na hora de partir a Hóstia, estranhamente não conseguia fazê-lo, pois esta oferecia resistência. Aflito, os olhos em lágrimas, o Santo levitou alguns palmos acima do solo, e nessa posição retrocedeu alguns passos, dirigindo a Deus fervorosa prece. Pôde depois partir a Hóstia com a costumeira facilidade.

O Duque quis saber o motivo do sucedido. José respondeu ao Superior: "Vós trouxestes gente que tem o coração muito duro e que se obstina em não crer no que ensina a Santa Madre Igreja. Esta é a causa pela qual o Cordeiro sem mancha endureceu-Se em minhas mãos, de modo que não conseguia dividi-Lo".

Obtendo licença para manter conversas e receber conselhos do Santo, o Duque foi testemunha de novo milagre. Durante outra Missa do Santo, viu na Hóstia sagrada, durante a Elevação, uma cruz negra. Frei José soltou um grito, e permaneceu suspenso no ar enquanto dizia olhando a cruz: "Senhor, esta é vossa; não quero senão a vossa glória. Tocai e abrandai, Senhor, esse coração. Fazei com que seja aceito por vossa Divina Majestade". Sua oração foi aceita, pois o Duque de Brunswick converteu-se (4).

Frei José chegou a um tal grau de discernimento dos espíritos, que parecia ler os corações. Ele via as pessoas freqüentemente sob a forma do animal que representava o estado de sua alma. Ele sentia também os odores do pecado ou da virtude, de maneira que, chegando-se a um pecador, dizia: "Cheiras mal. Vai te confessar".


Santidade atrai multidões apesar dos obstáculos

Numa época em que a heresia de Lutero tentava fortemente penetrar nos países católicos, o Sagrado Tribunal da Inquisição vigiava sobre qualquer anormalidade. Vendo as grandes multidões que atraía Frei José de Cupertino, julgou prudente, de acordo com o Papa, retirá-lo para um convento menos conhecido, onde ele deveria viver praticamente recluso. Foi-lhe proibido falar com qualquer pessoa além dos religiosos do convento, e mesmo de escrever cartas a quem quer que fosse.

Foi inútil. Embora o convento fosse construído na parte mais escarpada de uma montanha, isso não impediu que uma multidão crescente para lá se dirigisse "para ver o santo", de tal modo que nas cercanias começaram a surgir hospedagens e comércio para atender os peregrinos. Frei José foi então transferido para outro convento, e assim sucessivamente, até chegar ao de Ósimo, onde predisse que terminaria seus dias, o que ocorreu poucos anos depois, a 18 de setembro de 1663. A multidão que passou a acorrer a seu túmulo indicava sua fama de santidade.

Bibliografia

1 - Frei Justo Pérez de Urbel, O.S.B., Año Cristiano, Ediciones FAX, Madrid, 1945, 3ª edição, vol. III, p. 642.

2 - Les Petits Bollandistes, – Vies des Saints, d’après le Père Giry, par Mgr Paul Guérin, Paris, Bloud et Barral, Libraires-Éditeurs, 1882, tomo XI, p. 223.

3 Edelvives, O Santo de Cada Dia, Editorial Luis Vives, S.A., Saragoça, 1955, tomo V, p. 184.

4 - Edelvives, op. cit., pp. 187-188.


Fonte: Lepanto

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

São Pio de Petrelcina (Padre Pio), presbítero, +1968

Nasceu no dia 25 de Maio de 1887 em Pietrelcina, na arquidiocese de Benevento, filho de Grazio Forgione e de Maria Giuseppa de Nunzio. Foi baptizado no dia seguinte, recebendo o nome de Francesco Forgione. Recebeu o sacramento do Crisma e a Primeira Comunhão, quando tinha 12 anos.

Ainda criança era muito assíduo com as coisas de Deus, tendo uma inigualável admiração por Nossa Senhora e o seu Filho Jesus, que os via constantemente devido a tanta familiaridade. Ainda pequenino havia se tornado amigo do seu anjo da Guarda a quem recorria muitas vezes para auxiliá-lo no seu trajeto nos caminhos do Evangelho. Conta a história que ele recomendava muitas vezes as pessoas a recorrerem ao seu anjo da guarda estreitando assim a intimidade dos fiés para com aquele que viria a ser o primeiro sacerdote da história da igreja a receber os estigmas do Cristo do Calvário.

Narra a mamãe Peppa: “Não cometeu nunca nenhuma falta, não tinha caprichos, sempre obedeceu a mim e a seu pai, a cada manhã e a cada tarde ia à igreja visitar a Jesus e a Virgem. Durante o dia não saia nunca com os seus companheiros. Às vezes eu dizia: – “Francì vá um pouco a brincar”. Ele se negava dizendo: – “Não quero ir porque eles blasfemam”. Do diário do Padre

Aos 16 anos, no dia 6 de Janeiro de 1903, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Morcone, tendo aí vestido o hábito franciscano no dia 22 do mesmo mês, e ficou a chamar-se Frei Pio. Depois da Ordenação Sacerdotal, recebida no dia 10 de Agosto de 1910 em Benevento, precisou de ficar com sua família até 1916, por motivos de saúde. Em Setembro desse ano de 1916, foi mandado para o convento de São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até à morte.

Para o Padre Pio, a fé era a vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se assiduamente na oração. Passava o dia e grande parte da noite em colóquio com Deus. Dizia: "Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-Lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus". A fé levou-o a aceitar sempre a vontade misteriosa de Deus.

Aos casos mais urgentes e complicados o frade de Pitrelcina dizia: "Estes só Nossa Senhora", tamanha era a sua confiança na sua maezinha do céu a quem ele tanto amava e queria obter suas virtudes.

Desde a juventude, a sua saúde não foi muito brilhante e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. A irmã morte levou-o, preparado e sereno, no dia 23 de Setembro de 1968; tinha ele 81 anos de idade. O seu funeral caracterizou-se por uma afluência absolutamente extraordinária de gente.

Seu corpo se encontra preservado da corrupção até os dias de hoje.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Exame de Conciência à noite (Ato de presença de Deus):


Meu Senhor e meu Deus creio firmemente que estás aqui, que me vês, que me ouves.

Examinar:
Deveres para com Deus
Comecei o dia oferecendo a Deus todos os meus pensamentos, palavras e ações? Fiz algumas outras orações durante o dia: agradecendo, pedindo, oferecendo a Deus o trabalho bem feito, aceitando com fé os sofrimentos e contrariedade, etc.? Procurei viver a fé e cumprir com os preceitos da Igreja? Caí em alguma prática supersticiosa? Fiz alguns pequenos sacrifícios ao comer, ao beber, nas conversar, na guarda da vista pela rua?

Deveres Para com o Próximo
Tratei os outros com compreensão e paciência? Manifestei-lhes aversão, desprezo ou irritação? Tive inveja? Falei mal da vida alheia, divulgando defeitos ou pecados dos outros? Fui egoísta, pensando só nas atenções que os outros deveriam dar-me, e esquecendo-me de ser prestativo, generoso e dedicado? Admiti sentimentos de ódio, rancor ou vingança? Magoei alguém com brincadeiras e comentários humilhantes? Procurei prestar pequenos serviços aos demais? Fiz o possível por auxiliar os que precisavam de uma ajuda material ou espiritual, sobretudo no trabalho e em casa? Rezei pelos outros e procurei aproximar algum amigo de Deus?

Deveres Para comigo
Esforcei-me por melhorar hoje em alguma virtude, especialmente naquelas em que tenho mais dificuldades? Procurei cumprir com perfeição os meus deveres familiares e profissionais, lutando contra a preguiça, o desleixo, a desordem, o adiamento? Evitei pensamentos, palavras ou atos de orgulho, vaidade, preguiça, sensualidade ou avareza? Deixei-me arrastar pela curiosidade sensual e por desejos impuros? Fui insincero?


Convém Lembrar Sempre Que Todos os Dias Temos De:
Glorificar a Deus, Imitar a Jesus Cristo, Invocar a Virgem Santíssima. Implorar a todos os Santos. Salvar a alma. Mortificar o corpo. Adquirir virtudes. Examinar a consciência. Expiar pecados. Evitar o inferno. Ganhar o Paraíso. Preparar a eternidade. Aproveitar o tempo. Edificar o próximo. Desprezar o mundo. Combater os demônios. Dominar as paixões. Suportar a morte. Esperar o juízo.

Jaculatórias para a noite
Dignai-vos, Senhor, Retribuir com a vida eterna a todos os que nos fazem bem por amor do vosso nome. Amém
Jesus, Maria e José, dou-Vos o coração e a alma minha.
Jesus, Maria e José, assisti-me na última agonia. Jesus, Maria e José, expire em paz entre Vós a alma minha.

Fonte: Livro Seletas de Orações

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Oração da Manhã (Oferecimento do dia)

Senhor Deus, Rei do céu e da terra, dirige, santifica, conduz e governa neste dia, nossos corações e nossos corpos, nossos sentimentos, palavras e ações, a fim de que, submissos à tua lei e agindo conforme os teus preceitos mereçamos, por teu auxílio, ser salvos e livres nesta vida e na eternidade, ó Salvador do mundo. Que vives e reinas pelos séculos dos séculos.
Amém
Fonte: Livro, Seletas de Orações

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

NÃO MATAR

Dom Miguel Ângelo Freitas Ribeiro
Bispo diocesano de Oliveira


São quatro os direitos fundamentais da pessoa humana: direito à vida; direito à propriedade; direito à liberdade e direito à honra. “Quando se denota a ausência de um deles, a pessoa desaparece: sem vida não existe, sem propriedade não subsiste, sem liberdade, principalmente a religiosa, não se desenvolve, e sem honra não se relaciona.” (Dom Dadeus Grings, Arcebispo de Porto Alegre: Os sem. Comunicador, junho 2010, p 1). Entre os quatro direitos, o primeiro é o mais importante porque é a base de todos os outros.

Os Dez Mandamentos da Lei de Deus expressam em sua totalidade esses direitos fundamentais e seus desdobramentos. O direito à vida ocupa um lugar especial no quinto mandamento: Não matar; que nos obriga à defesa da vida humana desde a sua concepção no ventre materno até sua natural consumação na morte. Aborto e eutanásia, assim como tudo que fere a vida humana, são pois, condenados por Deus.

A Didaché, catecismo cristão do século II, afirma: “Não matarás o embrião por aborto e não farás perecer o recém nascido.” Por ser gravíssima desordem moral, a Igreja penaliza com a excomunhão não somente aqueles que provocam o aborto mas quem colabora de algum modo com a sua execução. “Quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sentenciae”, isto é automática, afirma o Canon 1314, do Código de Direito Canônico. A excomunhão significa o estado objetivo de pecado grave e a separação da Igreja, corpo místico de Cristo, com a consequente chamada do pecador à penitência e reconciliação.

Estamos em ano eleitoral no qual vamos eleger o Presidente da República e seu vice, senadores e deputados federais e estaduais. Entre os candidatos não são poucos, de diversos partidos, que defendem o aborto, como já declararam em entrevistas à imprensa ou reduzem sua aprovação a um eventual plebiscito como se a objetividade do bem se definisse pela opinião da maioria ou pela estatística e não pela objetividade da Lei de Deus e da lei natural impressa no coração de todos os homens.

Entre os partidos, o Partido dos Trabalhadores inclui o aborto em seu programa partidário. O PT em seu 3º Congresso ocorrido em setembro de 2007 afirma-se “por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais” que inclui “a defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público (Resoluções do Congresso do PT, p. 80 in site do PT).

A Igreja Católica, afirma a Constituição Pastoral Lumen Gentium do Concílio Vaticano II “não se confunde de modo algum com a comunidade política (GS no 76)” e respeita os cidadãos em suas “opiniões legítimas, mas discordantes entre si, sobre a organização da realidade temporal (GS no 75)”. Mas também afirma que “faz parte da missão da Igreja emitir um juízo moral também sobre as realidades que dizem respeito à ordem política,quando o exijam os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas (Catecismo, no 2246 citando GS, 76)”.

Diante da grave situação em que estamos, cada eleitor católico tem a gravíssima obrigação de ao escolher seus candidatos, observar também seus compromissos com a defesa da vida e com aqueles pontos “que não admitem abdicações, exceções ou compromissos de qualquer espécie” como o caso das leis civis do aborto; da eutanásia; de proteção do embrião humano; da tutela da família como consórcio natural e monogâmico de um homem e uma mulher, portanto contra o reconhecimento da união civil de homossexuais e a adoção de crianças pelos mesmos; da liberdade de educação dos filhos pelos pais; da liberdade religiosa e de uma economia a serviço da vida.

Cada um examine diante de Deus e de sua consciência para bem escolher nossos governantes de modo a escolher o melhor pelo Brasil. Não podemos nos furtar diante da verdade e da justa defesa da vida e da Lei de Deus.


Dom Miguel Angelo Freitas Ribeiro,
Bispo Diocesano de Oliveira

Fonte: http://www.cnbbleste2.org.br/publicacoes/artigos.html

domingo, 19 de setembro de 2010

Evangelho de domingo: fidelidade no pequeno

Aparentemente Jesus exalta a habilidade de um administrador infiel. Mas temos de ser cautelosos e entrar em sintonia com quem é exaltado: não é a infidelidade, a corrupção, mas a habilidade, a astúcia daquele administrador esperto. Quem é fiel no pouco, também será no muito. O que sugere dizer: tudo aquilo que gostaria de mudar de um mundo cruel, comece mudando em sua própria casa, em seu coração.

Na verdade, quem nunca se queixou alguma vez de como vai nosso mundo? A política, economia, paz, justiça, família, idosos, jovens, e uma longa lista de coisas onde percebemos nossa sociedade bastante desmoralizada. Em tudo não falta razão: perdeu-se o rumo de muitas coisas, abandonaram-se impunemente muitos princípios básicos, destruíram-se tantos valores que não eram negociáveis, desumanizou-se nossa humanidade.

Mas há duas saídas: cair tanto em pessimismos deprimentes (tudo é mau, e qualquer tempo passado foi melhor) ou em otimismos irresponsáveis (o importante é mudar, arrasar, nada mais resta do passado). Por outro lado, é melhor ter um olhar sereno sobre o mundo, sobre a vida, sobre a dor, o amor, tantas coisas, e começar a corrigir a si mesmo. O mundo novo, a terra nova, começa por minha casa, por meu próprio coração. Começamos pelo pouco, pelo pequeno, pelo cotidiano, pelo nosso. Não é o governo atual, nem os organismos mundiais de vanguarda, nem o Vaticano, nem os banqueiros, nem os jornalistas, nem os sindicatos... Quem deve dar a luz de saída.

O mundo novo começa mais próximo de mim, em minhas atitudes, em minhas opções, em meu modo de escutar, atender, de propor, de viver.
O chamado de Jesus é claro: não podemos ter dois patrões, dois amos. Ou nos juntamos ao projeto de Deus, a seu projeto de humanidade, de civilização do amor, ou nos apontamos à barbárie, na qual termina sempre toda pretensão que censura algum aspecto do coração do homem. Sem Deus, sem este “amo” tão especial que nos faz livres, é muito difícil construir um mundo que conheça justiça, paz, respeito, liberdade e felicidade. Coloquemos o Senhor em nossas metas e em nossas casas, sem fanatismos e sem complexos. Porque quem ama verdadeiramente a Deus não despreza o homem irmão.
Dom Jesús Sanz Montes

Fonte: Zenit

sábado, 18 de setembro de 2010

Oração à Mãe de Deus


“Maria, minha mãe e minha Senhora, eu vos dou a minh’alma
e o meu corpo, a minha vida e a minha morte e tudo o que virá.
Deposito tudo em vossas mãos, ó minha mãe.
Cobri-me com vosso manto virginal e concedei-me a graça
da pureza do coração, de alma e de corpo.
Defendei-me com vosso poder de todos os inimigos,
especialmente daqueles que escondem a própria maldade
sob a máscara da virtude…
Fortificai a minh’alma e que o sofrimento não a desanime.
Ó Mãe da graça, ensinai-me a viver em Deus. Amém.”
“Ó Maria uma espada terrível atravessou a tua santa alma;
exceto Deus ninguém conheceu a tua dor.
A tua alma não se partiu; foi forte porque estava com Jesus.
Doce mãe, une a ele a minh’alma, porque somente assim
resistirei às provas e os meus sacrifícios de cada dia, unidos
aos de Jesus, serão aceitos por Deus.
Mãe dulcíssima, que a espada da dor jamais me despedasse.
Ensina-me a vida interior. Amém.”

Fonte : Mensagens de esperança

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

No encontro ecumênico, afirmou que a fidelidade exige obediência

Bento XVI advertiu os cristãos sobre uma mentalidade promovida por "modas do momento", dizendo que a fidelidade à Palavra de Deus implica em uma atitude obediente para compreender mais profundamente os desígnios de Deus.
O Papa fez este convite durante a celebração ecumênica que se realizou na abadia de Westminster. Lá rezaram as Vésperas, com a presença do arcebispo Rowam Williams, líder da Comunhão Anglicana.

Esta foi a última atividade do segundo dia do Papa na Inglaterra, depois de uma apertada agenda, que incluiu um discurso sobre educação, outro sobre a sociedade civil, o diálogo inter-religioso, as relações ecumênicas e uma reunião formal com o bispo Williams.


Durante as Vésperas, o Papa destacou a celebração dos 100 anos do movimento ecumênico moderno, que começou com o convite da Conferência de Edimburgo à unidade cristã. Bento XVI disse que é necessário "agradecer pelos notáveis progressos realizados com relação a este nobre objetivo" e assegurou que "somos conscientes do muito que ainda resta por fazer".
Indicou que a proclamação cristã e o testemunho são cada vez mais importantes, em um mundo marcado não somente pelo individualismo, mas também "indiferente ou inclusive hostil à mensagem cristã".


O Papa assegurou que a fidelidade exige obediência para poder alcançar "uma compreensão mais profunda da vontade do Senhor" e advertiu que esta obediência deve estar "livre de conformismo intelectual ou acomodação fácil às modas do momento".
"Esta é a palavra de estímulo que desejo deixar-vos nesta noite e o faço com fidelidade ao meu ministério de Bispo de Roma e Sucessor de São Pedro, encarregado de cuidar especialmente da unidade do rebanho de Cristo."

Fonte : Zenit

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS



NOTA DA COMISSÃO EPISCOPAL REPRESENTATIVA DO CONSELHO EPISCOPAL REGIONAL SUL 1 – CNBB


A Presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua Reunião ordinária, tendo já dado orientações e critérios claros para “VOTAR BEM”, acolhem e recomendam a ampla difusão do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 que pode ser encontrado no seguinte endereço eletrônico “www.cnbbsul1.org.br”.

São Paulo, 26 de Agosto de 2010.

Dom Nelson Westrupp, scj
Presidente do CONSER-SUL 1

Dom Benedito Beni dos Santos
Vice-presidente do CONSER-SUL 1

Dom Airton José dos Santos
Secretário Geral do CONSER SUL 1


APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS


Nós, participantes do 2º Encontro das Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (CDDVs), organizado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e realizado em S. André no dia 03 de julho de 2010,

- considerando que, em abril de 2005, no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) o atual governo comprometeu-se a legalizar o aborto,

- considerando que, em agosto de 2005, o atual governo entregou ao Comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher,

- considerando que, em setembro de 2005, através da Secretaria Especial de Polítíca das Mulheres, o atual governo apresentou ao Congresso um substitutivo do PL 1135/91, como resultado do trabalho da Comissão Tripartite, no qual é proposta a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez e por qualquer motivo, pois com a eliminação de todos os artigos do Código Penal, que o criminalizam, o aborto, em todos os casos, deixaria de ser crime,

- considerando que, em setembro de 2006, no plano de governo do 2º mandato do atual Presidente, (LULA) ele reafirma, embora com linguagem velada, o compromisso de legalizar o aborto,

- considerando que, em setembro de 2007, no seu IIIº Congreso, o PT assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público como programa de partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir este programa,

- considerando que, em setembro de 2009, o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto,

- considerando como, com todas estas decisões a favor do aborto, o PT e o atual governo tornaram-se ativos colaboradores do Imperialismo Demográfico que está sendo imposto em nível mundial por Fundações Internacionais, as quais, sob o falacioso pretexto da defesa dos direitos reprodutivos e sexuais da mulher, e usando o falso rótulo de “aborto - problema de saúde pública”, estão implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacional,

- considerando que, em fevereiro de 2010, o IVº Congresso Nacional do PT manifestou apoio incondicional ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), decreto nª 7.037/09 de 21 de dezembro de 2009, assinado pelo atual Presidente (LULA) e pela ministra da Casa Civil (DILMA ROUSSEF), no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antisocial e contrária ao verdadeiro progresso do nosso País,

- considerando que este mesmo Congresso aclamou a própria ministra da Casa Civil como candidata oficial do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República,

- considerando enfim que, em junho de 2010, para impedir a investigação das origens do financiamento por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no Brasil, o PT e as lideranças partidárias da base aliada boicotaram a criação da CPI do aborto que investigaria o assunto,

RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de sua convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalizacão do aborto.

Convidamos, outrossim, a todos para lerem o documento “Votar Bem” aprovado pela 73ª Assembléia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, reunidos em Aparecida no dia 29 de junho de 2010 e verificarem as provas do que acima foi exposto no texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” (http://www.cnbbsul1.org.br/arquivos/defesavidabrasil.pdf), elaborado pelas Comissões em Defesa da Vida das Dioceses de Guarulhos e Taubaté, ligadas à Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, ambos disponíveis no site desse mesmo Regional.

COMISSÃO EM DEFESA DA VIDA DO REGIONAL SUL 1 DA CNBB

Publicado em 27/08/2010 - 09:56

Resumindo, nenhum católico deve votar no PT. Nenhum católico deve votar em Dilma Roussef.



quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Consagradas mostram como Igreja é pura e bela, afirma Papa

Clara de Assis "Seu testemunho mostra-nos o quanto a Igreja deve a mulheres corajosas e ricas na fé como ela, capazes de dar um impulso decisivo para a renovação da Igreja", sublinhou o Papa, destacando também que, "nos séculos medievais, o papel das mulheres não era secundário, mas considerável".

Esta santa, "uma das mais amadas", foi contemporânea de São Francisco de Assis, a quem esteve unida por uma forte amizade e uma experiência de fé comum.
"São os santos que mudam o mundo para melhor, transformam-no de forma duradoura, injetando-lhe as energias que só o amor inspirado pelo Evangelho pode suscitar. Os santos são os grandes benfeitores da humanidade!", afirmou o Papa.

Clara, enfrentando sua família, uniu-se aos frades menores de São Francisco e fez os votos de sua consagração em 1211. Após isso, viveu até sua morte com um grupo de seguidoras, no convento de clausura de São Damião.

"Como Clara e suas companheiras, inumeráveis mulheres no curso da história ficaram fascinadas pelo amor de Cristo que, na beleza de sua Divina Pessoa, preencheu seus corações. E a Igreja toda, através da mística vocação nupcial das virgens consagradas, demonstra aquilo que será para sempre: a Esposa bela e pura de Cristo", afirmou o Santo Padre.
De fato, a santa foi a "pobre e humilde virgem esposa de Cristo", afirmou Bento XVI, recolhendo algumas das frases amorosas da santa a Cristo, em uma das quatro cartas que enviou a Santa Inês de Praga.
Outro dos traços da santa, explicou o Papa, foi sua amizade com São Francisco: "A amizade é um dos sentimentos humanos mais nobres e elevados que a Graça divina purifica e transfigura", afirmou, recordando o exemplo de outros santos.
O terceiro aspecto que Bento XVI sublinhou de Clara de Assis foi a radicalidade da pobreza associada à confiança total na Providência divina.

De fato, ela obteve do Papa o chamado Privilegium Paupertatis, que permitia - algo inédito naquela época - não ter nenhuma propriedade material.
"Tratava-se de uma exceção verdadeiramente extraordinária em relação ao direito canônico vigente, e as autoridades eclesiásticas daquele tempo o concederam apreciando os frutos de santidade evangélica que reconheciam na forma de viver de Clara e de suas irmãs", explicou.

No convento de São Damião, Clara "praticou de modo heróico as virtudes que deveriam distinguir cada cristão: a humildade, o espírito de piedade e de penitência, a caridade, (...) submetendo-se também a tarefas muito humildes".
"Sua fé na presença real da Eucaristia era tão grande que em duas ocasiões se comprovou um fato prodigioso. Só com a ostensão do Santíssimo Sacramento, afastou os soldados mercenários sarracenos, que estavam a ponto de agredir o convento de São Damião e de devastar a cidade de Assis", destacou.
O Santo Padre concluiu afirmando que as clarissas "têm um belíssimo papel na Igreja, com sua oração e sua obra".

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Exaltação da Santa Cruz

"E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me". (Lucas 9:23)


A Igreja universal celebra hoje a festa da Exaltação da Santa Cruz. É uma festa que se liga à dedicação de duas importantes basílicas construídas em Jerusalém por ordem de Constantino, filho de Santa Helena. Uma foi construída sobre o Monte do Gólgota; por isso, se chama Basílica do Martyrium ou Ad Crucem. A outra foi construída no lugar em que Cristo Jesus foi sepultado pelos discípulos e foi ressuscitado pelo poder de Deus; por isto é chamada Basílica Anástasis, ou seja, Basílica da Ressurreição.

A dedicação destas duas basílicas remonta ao ano 335, quando a Santa Cruz foi exaltada ou apresentada aos fiéis. Encontrada por Santa Helena, foi roubada pelos persas e resgatada pelo imperador Heráclio. Segundo contam, o imperador levou a Santa Cruz às costas desde Tiberíades até Jerusalém, onde a entregou ao Patriarca Zacarias, no dia 3 de Maio de 630. A partir daí a Festa da Exaltação da Santa Cruz passou a ser celebrada no Ocidente. Tal festividade lembra aos cristãos o triunfo de Jesus, vencedor da morte e ressuscitado pelo poder de Deus.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Ícone Ortodoxo Contra o Aborto


Ícone Ortodoxo Contra o Aborto

Por Alexandre Semedo



omecemos por sua parte esquerda, cujas cores de fundo são mais claras (em contraste bastante evidente com a parte direita, com cores escuras representando as trevas, o mal e a morte).
«Jesus Cristo protegendo e abençoando uma família cristã»
Jesus Cristo, vencedor da morte, surge protegendo e abençoando, abaixo dele, uma família cristã (é de se notar os trajes modernos que vestem). Família, aliás, numerosa (pai, mãe e seis filhos)
O pai carrega um dos filhos (como São José, que carrega o Menino Deus, tradicional imagem da iconografia cristã) e traz o alimento da família na mão esquerda. A mãe embala o filho ainda bebê e alimenta uma outra criança. São figuras tradicionais do pai e da mãe cristãos, essencial para o desenvolvimento dos filhos.
«Figura tradicional da família cristã»
Mãe de Deus «Galaktotrophousa»(amamentando)
Acima da família cristã, surge a Sagrada Família de Nazaré. Maria carrega, em seu colo, o Senhor Deus, nascido de seu puríssimo ventre. São José, por sua vez, carrega uma criança envolta em panos brancos, símbolo, na iconografia tradicional, da alma das crianças inocentes assassinadas.
Abaixo da família cristã, numa imagem bastante contundente, temos a «Arrependida», isto é, a mãe que, tendo cometido o monstruoso crime do aborto, chora, agora, o filho que ela própria matou. Veste-se de vermelho, o que representa o sangue inocente por ela derramado.
A «Arrependida» - mãe que, tendo cometido o monstruoso crime do aborto, chora o filho que ela própria matou
«A Mãe Solteira» - a que se manteve firme dinate da tentação de abortar e, agora, carrega (não sem o auxílio de Deus) a Cruz de ser mãe sem a ajuda e o suporte de um esposo
Na parte esquerda inferior, há a figura da mãe solteira. De um lado, ela pecou e consentiu em relações pré-nupciais (talvez, seja por isto que parte de sua vestimenta é vermelha, cor da luxúria), mas, por outro lado, manteve-se firme frente à tentação de abortar e, agora, carrega (não sem o auxílio de Deus) a Cruz de ser mãe sem a ajuda e o suporte de um esposo. Cruz esta que, se bem vivida, será sua porta de entrada para o céu depois que findar sua peregrinação terrestre.


Passemos, agora, às trevas!
Na parte direita do ícone, vemos sentada, num trono vermelho, uma rainha, chamada de «Nova Herodes.» É o próprio aborto personificado, que, como o Herodes o fez outrora, promove a matança dos inocentes no mundo moderno. Ela espezinha e massacra vários bebês e recebe ainda outros (todos em posição fetal) que as mulheres lhe oferecem.
A «Nova Herodes»
O próprio aborto personificado.
Pesonificação da «Crueldade», «Futilidade», «Indiferença» e «Luxúria» (de baixo para cima)
Estas mulheres estão à sua frente e personificam (de baixo para cima) a crueldade, a futilidade, a indiferença e a luxúria, sem as quais a monstruosidade do aborto não ocorreria.
Ao fundo, vemos um «médico». No original, a palavra é também grafada entre aspas, pois, sob a aparência de um médico (que deveria usar seus talentos apenas para salvar vidas), encontra-se um assassino frio, que passa uma espada no ventre de um bebê indefeso. Se o leitor reparar bem, seu bolso está cheio de dinheiro, pois se enriquece com a matança que ele próprio promove. Ao fundo, a imagem de um dragão, a Antiga Serpente, o chamado Diabo ou Satanás, que, sedutor do mundo inteiro, seduz o «médico», colocando-o ao seu serviço. Pois, todos os que se colocam a serviço, direto ou indireto, do aborto, estão a serviço direto de Satanás.
O «Médico», que deveria usar seus talentos para salvar vidas, colocando-se a serviço, direto ou indireto, do aborto, estão a serviço direto de Satanás.
Fonte: Ecclesia

domingo, 12 de setembro de 2010

BENTO XVI NO ANGELUS: Somente a Fé Transforma o Egoísmo em Alegria


Bento XVI presidiu, ao meio-dia, à oração do Ângelus. Na alocução que precedeu a oração mariana, o Santo Padre, dirigindo-se aos fiéis, peregrinos e turistas reunidos no pátio interno da residência pontifícia de verão de Castel Gandolfo, destacou o Evangelho deste domingo, no qual São Lucas, no capítulo 15, narra as três "parábolas da misericórdia".

Quando Jesus fala do pastor que vai atrás da ovelha perdida, da mulher que busca a dracma, do pai que vai ao encontro do filho pródigo e o abraça, não são apenas palavras, elas constituem a explicação de seu próprio ser e agir" (Enc. Deus caritas est, 12) observou o Papa.

De fato, continuou, o pastor que encontra a ovelha perdida é o próprio Senhor que assume sobre si, com a Cruz, a humanidade pecadora para redimi-la. Além disso, na terceira parábola, o filho pródigo é um jovem que, obtida a herança do pai, "parte para um país distante e lá gasta o seu patrimônio vivendo de modo dissoluto" (Lc 15, 13).

O Pontífice continuou recordando os passos da conhecida parábola que preparam a volta do filho pródigo à casa paterna, destacando o modo misericordioso como o filho é acolhido pelo pai, que – cheio de alegria – com festa celebra o seu retorno.

Dito isso, o Santo Padre ressaltou:
"Caros amigos, como não abrir o nosso coração à certeza de que, mesmo sendo pecadores, somos amados por Deus? Ele jamais se cansa de vir ao nosso encontro, percorre sempre por primeiro o caminho que nos separa d'Ele."
Bento XVI frisou que o livro do Êxodo nos mostra como Moisés, com súplica confiante e audaz, conseguiu, por assim dizer, fazer com que Deus passasse do trono do juízo ao trono da misericórdia (cfr 32, 7-11.13-14).
"O arrependimento é a medida da fé e graças a ele se retorna à Verdade", observou o Papa, citando, em seguida, o que escreve o Apóstolo Paulo: "Obtive misericórdia, porque agi por ignorância, na incredulidade" (1 Tm 1, 13).
Voltando à parábola do filho que retorna "para casa", notamos que quando o filho mais velho aparece indignado pelo acolhimento festivo reservado ao irmão – observou o Pontífice – é sempre o pai que vai ao encontro deste a suplicá-lo: "Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu" (Lc 15, 31).
"Somente a fé pode transformar o egoísmo em alegria e restabelecer relações justas com o próximo e com Deus" – observou o Papa.
"Era preciso que festejássemos e nos alegrássemos, pois esse teu irmão estava morto e tornou a viver; ele estava perdido e foi reencontrado", completou, citando Lc 15, 32.
Em seguida, o pensamento do Papa voltou-se para a sua XVII viagem apostólica internacional, que na próxima quinta-feira o levará ao Reino Unido:"Peço a todos que me acompanhem com a oração nessa viagem apostólica. “Confiemos à Virgem Maria, cujo nome santíssimo hoje celebramos na Igreja, o nosso caminho de conversão a Deus”.
Na saudação, em várias línguas, aos diversos grupos de fiéis presentes, o Santo Padre, dirigindo-se aos francófonos, recordou sua visita ao Reino Unido.
Ressaltando a sua satisfação em visitar esse grande país, destacou que ali presidirá à cerimônia de beatificação do Cardeal John Henry Newman.
"Que a sua personalidade e o seu ensinamento sejam para a nossa época e para o ecumenismo uma fonte de inspiração à qual todos nós possamos recorrer."

Fonte: Rádio Vaticano.

sábado, 11 de setembro de 2010

Reflexão Dominical: A Misericórdia de Deus


O Evangelho é o famoso texto de Lucas chamado “Filho Pródigo”. Na verdade o tema é a misericórdia do Pai, que permite que seu filho viva plenamente sua liberdade, mesmo de modo errado.

Quando o rapaz caiu em si, viu que havia cometido uma grande falta de amor. Exatamente por ter vivenciado o carinho do Pai durante o tempo em que morou em casa e inclusive o respeito dele por sua liberdade, mesmo que exercida de modo enganoso, ele pode perceber a armadilha em que havia caído – usufruir prazeres do mundo – e, ao mesmo tempo, os meios de como se libertar dela – o amor do pai.

Assim, se às pessoas, através do contato conosco, forem revelados o amor de Deus como o Pai Misericordioso, ensinado e demonstrado por Jesus Cristo, quando tiverem desejosas de retornarem à Família de Deus, saberão que o contato conosco será a porta que levará a Jesus e aos irmãos.

Por outro lado, o modo de acolher o filho penitente, sem exigir pedidos de perdão e atitudes humilhantes, demonstram o respeito e o carinho do pai. Também nós deveremos acolher com carinho todos aqueles que foram tocados pela Luz de Deus e estão voltando à reconciliação com o Senhor ou com um de seus filhos.

Deus é Pai, é Amor, é Vida! Por isso seu relacionamento com o pecador é de misericórdia. Foi isso que nos revelou o Coração de Jesus.

Como filhos de Deus, nossa atitude para com o pecador, será igual, de irmão, absolutamente fraterna e misericordiosa, sem nenhum gesto arrogante, nenhum gesto humilhante.

Fonte: Rádio Vaticano

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Mártir por amor à Eucaristia

Uma história sobre o verdadeiro valor e zelo que devemos ter pela Eucaristia



 “Alguns meses antes de sua morte, o Bispo Fulton J. Sheen foi entrevistado pela rede nacional de televisão: ‘Bispo Sheen, o senhor inspirou milhares de pessoas em todo o mundo. Quem inspirou o senhor? Foi acaso um Papa?’. O Bispo Sheen respondeu que sua maior inspiração não foi um Papa, um Cardeal ou outro Bispo, e nem sequer um sacerdote ou monja. Foi uma menina chinesa de onze anos de idade.

Explicou que quando os comunistas se apoderaram da China, houve uma perseguição a religiosos e sacerdotes. Um desses sacerdotes contou-lhe o que havia acontecido em sua paróquia. Disse que o prenderam e o encarceraram em sua própria casa paroquial, em frente à Igreja. E que de sua janela, o sacerdote observou aterrado como os comunistas invadiram a Igreja e dirigiram-se ao altar. Cheios de ódio profanaram o sacrário, pegaram o cibório e atiraram-no ao chão, espalhando as Hóstias Consagradas. Como eram tempos de perseguição, o sacerdote havia tomado a precaução de saber exatamente quantas Hóstias havia no cibório: trinta e duas.




Depois do feito, os comunistas se retiraram, deixando um guarda para vigiá-lo e não permitir que celebrasse as Missas. Quando saíram da Igreja talvez não tivessem se dado conta ou não prestaram atenção a uma pequena menina que rezava na penumbra do fundo da Igreja. A pequena viu tudo o que havia sucedido e depois foi para sua casa. Mas naquela noite ela voltou e, evitando o guarda que vigiava a casa paroquial onde estava recluso o sacerdote, entrou na Igreja vazia, cheia de destroços e, o mais importante, com as Hóstias Consagradas espalhadas pelo chão.

Ali, se ajoelhou na parte de trás e permaneceu rezando e adorando durante uma hora. Um ato de amor para reparar um ato de ódio. Depois de sua hora santa, levantou-se e caminhou silenciosamente em direção ao presbitério. Lá se ajoelhou e, abaixando a cabeça até o solo, com sua língua tomou uma das Sagradas Espécies, recebendo a Jesus na Sagrada Comunhão. Naquela época ainda não estavam vigentes as atuais normas sobre a comunhão e não era permitido aos leigos tocar a Hóstia com suas mãos.




A pequena menina continuou voltando escondida a cada noite, fazendo sua hora santa e aproximando-se depois do presbitério para receber ao Corpo de Cristo, seu amado Jesus Eucarístico em sua língua. Na trigésima segunda noite, depois de haver consumido a última Hóstia, tropeçou provocando acidentalmente um ruído que despertou o guarda. A pequena tentou fugir mas o guarda correu atrás dela, agarrou-a e golpeou-a até matá-la com a culatra de seu rifle.

Esse ato de martírio heróico foi presenciado pelo sacerdote que, profundamente abatido e aterrorizado, viu tudo da janela de seu quarto convertido em cela de prisão, e de onde não podia fazer nada.

O Bispo Sheen contou ao entrevistador que quando escutou este relato, sofreu um impacto muito grande e ficou de tal forma impressionado, que se sentiu inspirado a prometer a Deus que faria uma hora santa de adoração diante de Jesus Sacramentado todos os dias, pelo resto de sua vida. Se aquela pequenina menina pôde dar testemunho com sua vida da real e bela Presença de Jesus no Santíssimo Sacramento, então o Bispo via-se obrigado ao mesmo. Seu único desejo desde então, seria atrair o mundo ao Coração Ardente de Jesus no Santíssimo Sacramento.

A pequena ensinou ao Bispo o verdadeiro valor e zelo que se deve ter pela Eucaristia; como a fé pode sobrepor-se a todo medo e como o verdadeiro amor a Jesus na Eucaristia deve transcender a própria vida.

O que se esconde na Hóstia Sagrada é a glória de Seu amor. Todo o criado é um reflexo da realidade suprema que é Jesus Cristo. O sol no céu é apenas um símbolo do Filho de Deus no Santíssimo Sacramento e por isso muitos ostensórios têm a representação dos raios de sol. Assim como o sol é a fonte natural de toda energia, o Santíssimo Sacramento é a fonte sobrenatural de toda graça e amor. O Santíssimo Sacramento é Jesus, a Luz do mundo!”.

Padre Martin Lucía
Artigo "Let the Son Shine"
Cit.por religionenlibertad


Fonte: A voz do silêncio