domingo, 26 de setembro de 2010

Deus Ama os Pobres e os Levanta da Sua Humilhação


“Deus ama os pobres e os levanta da sua humilhação”. Foi o que recordou Bento XVI ao meio-dia de hoje em Castel Gandolfo, antes da oração do Ângelus, destacando que o “destino eterno” de cada um é condicionado pela escolha de seguir o caminho que Deus tem nos mostrado isto é ,o amor.

No Evangelho deste domingo, recordou o Papa, Jesus conta a parábola do homem rico e do pobre Lázaro. O primeiro vive no luxo e egoísmo, e quando morre, acaba no inferno. O pobre, ao invés, que come os restos da mesa do rico, quando morre é levado pelos anjos à morada eterna de Deus e dos santos. “Bem-aventurados vós, os pobres - proclamou o Senhor aos seus discípulos - porque vosso é o reino de Deus" (Lc 6:20).

“Mas a mensagem da parábola vai além disso; recorda que enquanto estamos neste mundo, devemos escutar o Senhor que nos fala através das Sagradas Escrituras e viver segundo a sua vontade, caso contrário, após a morte, será tarde demais para se arrepender. Portanto, - continuou o Papa - essa parábola nos diz duas coisas: a primeira é que Deus ama os pobres e os alivia de suas humilhações; e a segunda é que o nosso destino eterno é condicionado pelo nosso comportamento, depende de nós seguir o caminho que Deus tem nos mostrado para chegar à vida, e esse caminho é o amor, não entendido como sentimento, mas sim como serviço aos outros, na caridade de Cristo”.

Por feliz coincidência – observou o Papa – nesta segunda-feira, 27 de setembro, celebra-se a memória litúrgica de São Vicente de Paulo, patrono das organizações caritativas católicas, falecido há 350 anos.

“Na França de 1600, ele tocou com suas próprias mãos o forte contraste entre os mais ricos e os mais pobres. De fato, como sacerdote, ele pode frequentar seja os ambientes aristocráticos, seja o meio rural, como também as áreas mais mariginalizadas de Paris. Impulsionado pelo amor de Cristo, - destacou o Santo Padre - Vicente de Paulo soube organizar formas estáveis de serviço às pessoas marginalizadas, dando origem às chamadas “Charitées”, a “Caridade”, isto é, grupos de mulheres que colocavam seu tempo e os seus bens à disposição dos mais marginalizados”.

De entre essas voluntárias - lembrou ainda Bento XVI -, algumas optaram por consagrar-se totalmente a Deus e aos pobres. Foi assim que, com Santa Luísa de Marillac, São Vicente fundou as “Filhas da Caridade”, primeira congregação feminina a viver a consagração “no mundo”, no meio das pessoas, com os doentes e os necessitados.

Em seguida o Papa falou do Amor com “A” maiúsculo, que dá a verdadeira felicidade! Demonstra-o outra testemunha, uma jovem que ontem foi proclamada Bem-aventurada aqui em Roma.

“Falo de Chiara Badano, uma jovem italiana nascida em 1971, e que uma doença a levou à morte em menos de 19 anos, mas que foi para todos um raio de luz, como diz o seu sobrenome: “Chiara Luce”, “Clara Luz”. Sua paróquia, a diocese de Acqui Terme e o Movimento dos Focolares, ao qual ela pertencia, estão hoje em festa - e é uma festa para todos os jovens, que podem encontrar nela um exemplo de coerência cristã. As suas últimas palavras, de plena adesão à vontade de Deus, foram: “Mamãe, adeus. Seja feliz porque eu sou feliz”. Demos graças a Deus, porque seu amor é mais forte do que o mal e a morte; e agradecer à Virgem Maria que conduz os jovens também através das dificuldades e sofrimentos, a apaixonarem-se por Jesus e a descobrir a beleza da vida.

Fonte: Rádio Vaticano

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