domingo, 31 de outubro de 2010

Reflexão Dominical: " Deixemo-nos Amar e Amemos"


Cidade do Vaticano, 31 nov (RV) - São Lucas nos apresenta Jesus subindo para Jerusalém onde irá consumar sua missão.Trinta quilômetros antes da chegada, para em Jericó, a cidade mais antiga do mundo, povoada desde a Idade da Pedra.

Em Jericó havia um homem chamado Zaqueu, isto é, “aquele que é puro”. Zaqueu cuidava da economia do povo, cobrando os impostos que eram entregues aos romanos. Não era um simples publicano, mas o chefe deles, o líder dos impuros, para contradizer com o significado de seu nome.

Zaqueu queria ver Jesus. Como era muito baixinho, subiu em uma árvore para ver o Senhor passar. Apesar desse homem ter tudo, estava insatisfeito a ponto de subir numa árvore para ver alguém, que, quem sabe poderia trazer a satisfação tão desejada à sua vida.

Ao mesmo tempo poderemos reflletir que as pessoas de maior estatura, e no caso, estatura não apenas física, mas também moral, cercavam o Mestre e impediam Zaqueu de vê-lo e dele se aproximar. Muitas vezes os “bons”, os “puros” tentam segregar o Senhor, impedindo os “pecadores” de se aproximarem dele, pior, de serem salvos. Examinemos nosso agir, se de modo preconceituoso e arrogante não nos sentimos melhores que os outros e impedimos esses nossos irmãos, tão queridos por Deus, tão necessitados dEle, de Seu amor, de encontrarem a Vida. Colocamos tantos empecilhos, dificultamos tanto o acesso das crianças, dos jovens, dos pecadores a Deus.

No entanto Jesus olha para o alto, para a árvore onde está Zaqueu e chama-o pelo nome.
O Senhor, a Vida, está também à procura de Zaqueu para salvá-lo. Para Jesus não existem pessoas irrecuperáveis; Zaqueu não é mais um pecador, mas é alguém por quem ele, em breve, dará a Vida. É o Coração de Jesus que se enche de misericórdia, de compaixão por esse ser humano, que sem saber respondeu ao convite de Deus, convite disfarçado no desejo imenso e intenso de ver Jesus. E agora, o Senhor se convida para sua casa. Ele quer hospedar-se na casa de um pecador. Ele comeu e dormiu em meio a pecadores! O médico é para os doentes e não para os sadios, dirá Jesus em resposta à crítica impiedosa daqueles que se consideravam “filhos da luz”.

Essa entrada de Jesus na casa, na vida de Zaqueu, causa uma enorme transformação na vida desse homem. Ele se reconhece pecador, é movido por grande generosidade e, começando a mudança de vida, vai imediatamente disponibilizando metade de seus bens aos pobres. O amor produziu mais amor. Zaqueu ao sentir-se amado, começou a amar. Quem ama abre o coração, partilha tudo: os bens imateriais como sentimentos, anseios, alegrias, angústias, realizações, mas também partilha os bens materiais como dinheiro, comida, teto, tudo de que dispõe.
Zaqueu quis ver Jesus e conseguiu muito mais. O Senhor foi à sua casa, comeu à sua mesa. Zaqueu permitiu que Jesus entrasse em sua vida, em seu coração e o transformasse.

Queridos irmãos, ouçamos o Senhor falar em nossa vida, através de santos desejos, de vontades arrebatadoras que nos levam a ele e ao irmão.
Por outro lado, jamais impeçamos alguém de se aproximar do Senhor. Se um irmão ou uma irmã quer ver Jesus, é porque o Senhor o/a está atraindo e nós estamos tendo a honra, a graça de sermos o veículo que vai proporcionar esse encontro.
Deixemo-nos amar e amemos!

sábado, 30 de outubro de 2010

Papa: Somente em Jesus Encontramos Verdadeiro Amor e Verdadeira Liberdade

Cidade do Vaticano, 30 out (RV) - Uma festa da fé: um momento de alegria e entusiasmo vivido na manhã deste sábado, na Praça São Pedro – no Vaticano – tomada por cerca de cem mil jovens da Ação Católica presentes em Roma, provenientes de toda a Itália para encontrar o Sucessor de Pedro.

Um evento que teve seu ápice no diálogo entre o Papa e os jovens sobre temas candentes como o amor, a educação e o testemunho evangélico na vida cotidiana.

Tenham coragem, "a audácia de não deixar nenhum ambiente sem Jesus": foi o desafio que o Papa lançou aos cerca de cem mil jovens da Ação Católica, num clima de grande afeto e alegria.

A palavra do Pontífice – disse o Presidente da referida associação, Franco Milano – "nos ajuda a ter confiança e a acreditar, mesmo nos momentos mais difíceis, que a esperança continua sendo o horizonte mais digno do homem".

Por sua vez, o assistente espiritual da Ação Católica, Dom Domenico Sigalini, observou que "não é verdade que as Igrejas foram abandonadas pelos jovens" e afirmou que os jovens de hoje "não querem mediocridade ou acomodações, mas sonhos e voos altos".

Também o Arcebispo de Gênova e Presidente da Conferência Episcopal Italiana, Cardeal Angelo Bagnasco, evidenciou as grandes esperanças que a Igreja tem nos jovens, aos quais – disse – os adultos são chamados a dar o bom exemplo.

Em seguida, ressaltou o papel do Papa para os jovens e adolescentes:

"O Santo Padre fala-nos de Jesus, indica-nos a sua verdadeira face, assegura-nos de nos encontrarmos no justo caminho: unidos ao redor do Papa sentimos o calor e a alegria da Igreja, a família dos filhos de Deus. Caros adolescentes e jovens da Ação Católica, sejam amigos de Jesus, amem a Igreja, expressem ao Santo Padre o afeto e a alegria de vocês."

Em seguida, foi a vez do esperado diálogo entre o Santo Padre e os jovens. O Papa respondeu a três perguntas de jovens e educadores da Ação Católica, partindo do tema do encontro "Existe mais, cresçamos juntos". Bento XVI ressaltou que crescer em tamanho não significa tornar-se realmente grandes. E confiou aos presentes uma recordação pessoal:
"Quando era adolescente, quando tinha a idade de vocês, era um dos menores da minha sala e, por isso, tinha mais ainda o desejo de ser um dia muito grande, e não somente grande em tamanho, mas queria fazer algo de grande, mais que a minha vida, embora não conhecesse esta palavra "existe mais"."

Em seguida, o Pontífice ressaltou o que significa, realmente, ser grande, ou seja, crescer na amizade com Jesus. Um ensinamento que também os adultos não devem esquecer:

"Assim Jesus ensinou aos adultos que também vocês são "grandes" e que os adultos devem custodiar essa grandeza, que é a grandeza de ter um coração que quer bem a Jesus."

Ser grande, então – acrescentou "significa amar muito Jesus, ouvi-lo e falar com Ele na oração, encontrá-lo nos sacramentos, na santa missa". O Pontífice reiterou que "amor de Deus" é sempre "amor aos amigos", particularmente aos que se encontram em dificuldade.

O significado autêntico da palavra amor foi também o tema forte da segunda pergunta, à qual o Papa respondeu chamando a atenção para as mensagens errôneas que muitas vezes a sociedade propõe aos jovens:
"É verdade: vocês não podem e não devem se adaptar a um amor reduzido a mercadoria de troca, a ser consumida sem respeito por si e pelos outros, incapaz de castidade e de pureza. Isso não é liberdade. Muito "amor" proposto pela mídia, pela internet, não é amor, mas é egoísmo, fechamento, lhes dá a ilusão de um momento, mas não os torna felizes, não os faz grandes, mas os prende como uma corrente que sufoca os pensamentos e os sentimentos mais bonitos, os verdadeiros impulsos do coração, aquela força inexorável que é o amor e que encontra em Jesus a sua máxima expressão, e no Espírito Santo a força e o fogo que incendeia suas vidas, seus pensamentos e seus afetos."

"É claro – reconheceu o Santo Padre – custa também sacrifício viver o amor de modo verdadeiro", mas o Pontífice se disse certo de que os jovens da Ação Católica não têm "medo da fadiga de um amor comprometido e autêntico", vez que é o único que, afinal de contas, dá a verdadeira alegria!"

Aliás – prosseguiu – "há uma prova que diz se o amor de vocês está crescendo bem: se vocês não excluem os outros de suas vidas, sobretudo os seus amigos que sofrem e estão sozinhos, as pessoas em dificuldade, e se vocês abrem o coração ao grande Amigo que é Jesus.

Por fim, o Papa respondeu a uma educadora da Ação Católica, detendo-se sobre o que significa ser educadores:
"Diria que ser educador significa ter uma alegria no coração e comunicá-la a todos para tornar a vida boa e bonita; significa oferecer razões e metas para o caminho da vida, oferecer a beleza da pessoa de Jesus e apaixonar-se por Ele, por seu estilo de vida, sua liberdade, seu grande amor cheio de confiança em Deus Pai."

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Oferecimento do Rosário


Oferecimento do Terço é muito importante, pois as vezes esquecemos desse pequeno gesto de oferecer.
Um dos exemplos mais belos é o de São Luis Maria Grignion de Montfort.

Oferecimento do Terço ou Rosário.
Uno-me a todos os santos que estão no Céu, a todos os justos que estão sobre a Terra, a todas as almas fiéis que estão neste lugar. Uno-me a Vós, meu Jesus, para louvar dignamente Vossa Santa Mãe, e louvar-Vos a Vós, nela e por Ela. Renuncio a todas as distrações que me vierem durante este Rosário, que quero recitar com modéstia, atenção e devoção, como se fosse o último da minha vida.
Nós Vos oferecemos, Trindade Santíssima, este Credo, para honrar os mistérios todos de nossa Fé; este Pater (Pai Nosso) e estas três Ave-Marias, para honrar a unidade de vossa essência e a trindade de vossas pessoas. Pedimo-Vos uma fé viva, uma esperança firme e uma caridade ardente. Assim seja.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Irmã Dulce será beatificada

Cardeal Geraldo Agnelo fez o anúncio em Salvador

SALVADOR, quarta-feira, 27 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – O arcebispo de Salvador (nordeste do Brasil), cardeal Geraldo Majella Agnelo, anunciou na manhã desta quarta-feira que a Irmã Dulce será beatificada em breve.

Segundo informa a arquidiocese, o pronunciamento foi feito na sede das Obras Sociais Irmã Dulce, em Salvador. O cardeal informou que até o fim do ano encerra o processo e será conhecida a data da cerimônia de beatificação.
De acordo com o arcebispo, uma comissão científica da Santa Sé aprovou esta semana um milagre atribuído à religiosa, fato decisivo no processo de beatificação.
Segundo Dom Geraldo, a religiosa é exemplo para os cristãos e a sua história de vida é o que justifica a beatificação e o processo de canonização.


“Todo santo é um exemplo de Cristo, como foi o caso dela [Irmã Dulce]; aquela dedicação diuturna durante toda a vida aos pobres e sofredores.”
A causa da beatificação da religiosa brasileira foi iniciada em janeiro do ano 2000 pelo próprio Dom Geraldo Majella. Desde junho de 2001, o processo tramita na Congregação das Causas dos Santos.


Irmã Dulce, natural de Salvador, faleceu em 1992, aos 78 anos. Religiosa da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, desenvolveu uma vasta obra assistencial em favor dos mais pobres, especialmente no campo da saúde. Em 1988, foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz. Em 1991, já no leito de morte, recebeu a visita do Papa João Paulo II, em sua segunda viagem ao Brasil.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A Catequese e o Mês do Rosário

HISTÓRIA
A prática da oração do Rosário remonta, em sua forma primitiva, há muitos séculos. Mas foi com São Domingos que esta oração se expandiu muito. São Domingos vivia muito preocupado com a heresia marcante do século XIII: Albigenses e Valdenses. Ao entrar numa Igreja, cansado de pregar e nada alcançar, São Domingos chorou aos pés de uma imagem de Nossa Senhora, e a Virgem lhe apareceu dando-lhe a arma de sua vitória: O SANTO ROSÁRIO.
“Quando uma pessoa chega a conclusão que é impotente e não pode nada, é então a hora da graça.” (Madre Maria Helena Cavalcanti)

“O ROSÁRIO É...
...UMA CRUZADA DE FÉ.”
... “7 DE OUTUBRO – FESTA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO. Esta comemoração foi instituída por São Pio V no aniversário da vitória obtida pelos cristãos na batalha naval de Lepanto e atribuída ao auxílio da Santa Mãe de Deus, invocada com a oração de Rosário (1571). A celebração deste dia é um convite a todos os fiéis para que meditem os Mistérios de Cristo, em companhia da Virgem Maria, que foi associada de modo muito especial à Encarnação, Paixão e Ressurreição do Filho de Deus”(Liturgia das Horas - Volume IV página 1353).

... 1917 - FÁTIMA – PORTUGAL
Nossa Senhora aparece a 3 pastorinhos: Lucia, Jacinta e Francisco . A Virgem pede a eles oração e penitência. Nossa Senhora como Mãe solícita está sempre lembrando as Palavras de Seu Divino Filho.
“O Rosário é um resumo do Evangelho”(Lacordaire).
É também “uma oração de grande significado e destinada a produzir frutos de santidade e, ainda que caracterizado pela sua fisionomia mariana, no seu âmago é oração cristológica, concentra a profundidade de toda a mensagem evangélica.

... ORAÇÃO PELA PAZ
O Rosário é por natureza, uma oração orientada para a paz, precisamente porque consiste na contemplação de Cristo, Príncipe da Paz e “nossa Paz”(Ef 2,14). Quem assimila o Mistério de Cristo aprende o segredo da Paz e dele faz um projeto de vida.

... ORAÇÃO DA FAMÍLIA E PELA FAMÍLIA
“A família que reza unida permanece unida”. O Rosário é a oração onde a família se encontra.
“É bom e frutuoso também confiar a esta oração o itinerário de crescimento dos filhos.”
Rezar pelos filhos e com os filhos - momento diário de “paragem orante” da família.
UMA INSERÇÃO OPORTUNA
Depois de recordar a encarnação e a vida oculta de Cristo (Mistérios da Alegria), e antes de se deter nos sofrimentos da paixão (Mistérios da Dor), e no triunfo da Ressurreição (Mistérios da Glória), a meditação se concentre em alguns momentos particularmente significativos da vida Pública de Jesus (Mistérios da Luz).

OS MISTÉRIOS
 MISTÉRIOS DA ALEGRIA - fixar o olhar sobre a realidade concreta do Mistério da Encarnação e sobre o obscuro prenúncio do Mistério do Sofrimento Salvífico.
 MISTÉRIOS DA LUZ – “ Eu sou a Luz do Mundo” (Jo 8,12). Esta dimensão emerge particularmente nos anos da vida pública quando Ele anuncia o Reino.
 MISTÉRIOS DA DOR – o Rosário escolhe alguns momentos da Paixão, induzindo o orante a fixar neles o olhar do coração e a revivê-los.
 MISTÉRIOS DA GLÓRIA - contemplando o Ressuscitado, o cristão descobre novamente as razões da própria fé. (cf 1Cor 15,14). 

ROSÁRIO
Ø CORPO :
o Pai Nosso – Jesus quer introduzir-nos na intimidade do Pai. Jesus leva-nos sempre até o Pai
o Ave-Maria – contemplação adoradora que se realiza na Virgem de Nazaré. É o cumprimento da profecia de Maria Santíssima: “Desde agora todas as gerações hão de chamar-me de bendita,” (Lc 1,48). o Glória – apogeu da contemplação. Cristo é o Caminho que nos conduz ao Pai no Espírito.
Ø ALMA : Meditação dos Mistérios; meditemos os mistérios que o Rosário contém para que alcancemos o que eles prometem. As palavras orientam a imaginação e o espírito para aquele episódio ou momento concreto da vida de Cristo.

PODE O ROSÁRIO HOJE SER REZADO PELA JUVENTUDE?
O que é realmente bom é sempre antigo e sempre novo. Se o Rosário é o resumo do Evangelho e o Evangelho é para todos os tempos, então o Rosário é para todos os tempos.
Uma oração tão fácil e ao mesmo tempo tão rica merece ser descoberta de novo pela comunidade cristã.

SUGESTÕES PRÁTICAS:
O Estudo da Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariae” (O Rosário da Virgem Maria) nos encontros de catequistas e de pais.
O Formação de grupos para rezar o Terço nas casas de catequistas e de catequizandos.
O No mês de maio, bem como nas festas de Nossa Senhora, podemos rezar o Rosário, com seus mistérios dramatizados, compondo o terço com os catequizandos ou com as pessoas de suas famílias.
O Outra sugestão é o “Terço luminoso”, com a utilização de lanterninhas.
O Existe também, o Terço da Solidariedade, no qual a cada Pai-Nosso e Ave-Maria se oferece um quilo de alimento e assim vai se compondo o terço.
O Pode-se promover uma interação com os grupos que possuem espiritualidade mariana (Congregação Mariana, Equipes de Nossa Senhora, Legião de Maria, Equipes de Zeladores da Mãe e Rainha, etc.), a fim de fazer um evento comum na Paróquia em outubro, Mês do Rosário ou em outra festa dedicada a Nossa Senhora.

“Ó Rosário bendito de Maria, doce cadeia que nos prende a Deus, vínculo de amor que nos une aos anjos, torre de salvação contra os assaltos do inferno, porto seguro no saufrágio geral, não te deixaremos nunca mais. Ó rainha do Rosário, refúgio dos pecadores. Sede bendita hoje e sempre na terra e no céu. Amém”. (Beato Bartolo Longo)

Bibliografia:
. Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariae” (O Rosário da Virgem Maria);
. Palestra: “O Santo Rosário” de Madre Maria Helena Cavalcanti

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Meditação dos Mistérios

Roteiro para percorrer os mistérios da história da Salvação, com sugestões de leituras bíblicas que poderão auxiliá-lo na contemplação proposta por cada um.

A carta apostólica Rosarium Virginis Mariae, recentemente publicada, faz uma alusão à distribuição dos mistérios pelos dias da semana, assemelhando-a ao tempo litúrgico de uma forma bastante interessante. Diz o Papa João Paulo: “A distribuição pela semana acaba por dar às sucessivas jornadas desta, uma certa cor espiritual, de modo análogo ao que faz a Liturgia com as várias fases do ano litúrgico.”

Mistérios Gozosos ou da Alegria – Rezados às segundas e sábados
Primeiro Mistério: Contemplação do anúncio do anjo Gabriel à Maria
Leitura Bíblica: Lc 1, 26-39
Segundo Mistério: Contemplação da visita de Maria à sua prima Isabel
Leitura Bíblica: Lc 1, 39-45
Terceiro Mistério: Contemplação do Nascimento de Jesus
Leitura Bíblica: Lc 2, 1-15
Quarto Mistério: Contemplação da apresentação de Jesus no Templo
Leitura Bíblica: Lc 2, 22-39
Quinto Mistério: Contemplação da perda e do encontro de Jesus no Templo
Leitura Bíblica: Lc 2, 41-52

Mistérios Dolorosos – Rezados às Terças e Sextas-Feiras
Primeiro Mistério: Contemplação da agonia de Jesus no Horto das Oliveiras
Leitura Bíblica: Mc 14, 32-43
Segundo Mistério: Contemplação da flagelação de Jesus
Leitura Bíblica: Mt 27, 22-26
Terceiro Mistério: Contemplação da coroação de espinhos de Jesus
Leitura Bíblica: Mt 27, 27-32
Quarto Mistério: Contemplação de Jesus carregando sua cruz para ser crucificado
Leitura Bíblica: Lc 23, 20-32
Quinto Mistério: Contemplação da crucificação e morte de Jesus
Leitura Bíblica: Lc 23, 33-49

Mistérios Gloriosos – Rezados às quartas-feiras e aos domigos
Primeiro Mistério: Contemplação da ressurreição de Jesus
Leitura Bíblica: Mt 28, 1-15
Segundo Mistério: Contemplação da ascensão de Jesus aos céus
Leitura Bíblica: At 1, 4-11
Terceiro Mistério: Contemplação da descida do Espírito Santo sobre N. Senhora e os Apóstolos no Cenáculo
Leitura Bíblica: At 2, 1-14
Quarto Mistério: Contemplação da Assunção de Nossa Senhora
Leitura Bíblica: 1Cor 15, 20-23; 53-55
Quinto Mistério: Contemplação da coroação de Maria como Rainha do Céu e da Terra
Leitura Bíblica: Ap 12, 1-6

Mistérios da Luz – Rezados às quintas-feiras
Primeiro Mistério: Contemplação do Batismo de Jesus
Leitura Bíblica: Mc 1, 9-15
Segundo Mistério: Contemplação do primeiro milagre de Jesus: as bodas de Caná
Leitura Bíblica: Jo 2, 1-11
Terceiro Mistério: Contemplação do anúncio do Reino de Deus e do convite à conversão
Leitura Bíblica: Mc 1, 15
Quarto Mistério: Contemplação da Transfiguração de Jesus
Leitura Bíblica: Lc 9, 28-36
Quinto Mistério: Contemplação da Instituição da Eucaristia
Leitura Bíblica: Mc 14, 12-25

domingo, 24 de outubro de 2010

Bento XVI no Encerramento do Sínodo: A Paz é Possível


Em sua homilia, Bento XVI ressaltou que durante o Sínodo os Padres Sinodais partilharam um forte momento de comunhão eclesial e acrescentou: "a Assembléia sinodal que hoje se encerra manteve sempre presente o ícone da primeira comunidade cristã, descrita nos Atos dos Apóstolos: "A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma" (At 4, 32). É uma realidade experimentada nos dias passados, nos quais partilhamos a alegria e as dores, as preocupações e as esperanças dos cristãos do Oriente Médio. Vivemos a unidade da Igreja na variedade das Igrejas presentes naquela Região. Guiados pelo Espírito Santo, nos tornamos "um só coração e uma só alma" na fé, na esperança e na caridade, sobretudo durante as Celebrações Eucarísticas, fonte e cume da comunhão eclesial, como também na Liturgia das Horas, celebrada cada manhã em um dos 7 ritos católicos do Oriente Médio."

O Papa expressou o desejo de que tais experiências positivas se repitam também nas respectivas comunidades do Oriente Médio. "A oração comum nos ajudou também a enfrentar os desafios da Igreja Católica no Oriente Médio. Um desses desafios é a comunhão dentro de cada Igreja sui iuris, como também nas relações entre as várias Igrejas católicas de diferentes tradições. Uma mais plena comunhão dentro da Igreja Católica favorece também o diálogo ecumênico com as outras Igrejas e Comunidades eclesiais" – ressaltou Bento XVI.

O Santo Padre sublinhou que a Igreja Católica "reiterou também no Sínodo sua profunda convicção de continuar tal diálogo, para que se realize completamente a oração do Senhor Jesus 'para que todos sejam um' (Jo 17, 21)".

O Papa frisou que os cristãos no Oriente Médio são portadores da Boa Nova do amor de Deus pelo homem, amor que se revelou na Terra Santa, na pessoa de Jesus Cristo.

"Esta Palavra de salvação, fortalecida pela graça dos Sacramentos, é a única palavra capaz de romper o ciclo vicioso da vingança, do ódio, da violência. De um coração purificado, em paz com Deus e com o próximo, podem nascer propósitos e iniciativas de paz em nível local, nacional e internacional. Nesse trabalho, a cuja realização é chamada toda a comunidade internacional, os cristãos, cidadãos com todos os direitos, podem e devem dar a sua contribuição com o espírito das bem-aventuranças, tornando-se construtores de paz e apóstolos de reconciliação para o benefício de toda a sociedade" - frisou o Santo Padre.

Bento XVI ressaltou que "a paz, que é dom de Deus, é também o resultado dos esforços dos homens de boa vontade, de instituições nacionais e internacionais, especialmente dos Estados mais envolvidos na busca da solução dos conflitos. A paz é possível. A paz é urgente. A paz é a condição indispensável para uma vida digna da pessoa humana e da sociedade. A paz é também o melhor remédio para evitar a emigração do Oriente Médio".

"Rezemos pela paz na Terra Santa. Rezemos pela paz no Oriente Médio, comprometendo-nos para que tal dom de Deus oferecido aos homens de boa vontade se espalhe pelo mundo inteiro" – disse ainda o Papa.

Bento XVI frisou que outra contribuição que os cristãos podem dar à sociedade é a promoção de uma verdadeira liberdade religiosa e de consciência, um dos direitos fundamentais da pessoa humana que cada Estado deveria sempre respeitar.

"Ampliar esse espaço de liberdade se torna uma exigência para garantir a todas as pessoas pertencentes às várias comunidades religiosas a verdadeira liberdade de viver e professar a sua fé. Esse tema poderia se tornar objeto de diálogo entre cristãos e muçulmanos, diálogo cuja urgência e utilidade foram reafirmadas pelos Padres sinodais" – concluiu o Santo Padre

sábado, 23 de outubro de 2010

Reflexão para o 27º Domingo do Tempo Comum

Cidade do Vaticano, 03 out (RV) - “Até quando, Javé, pedirei socorro e não ouvirás, gritarei a ti: “Violência!”, e não salvarás? Por que me fazes ver a opressão?” Esta oração do Profeta Habacuc nos mostra sua intimidade com o Senhor e como se dirige a Ele questionando Seu comportamento. Mas o Senhor lhe responde dizendo que o povo deverá esperar um pouco mais e não desanimar. Na hora certa a solução esperada aparecerá.

Do mesmo modo, também nós, muitas vezes, não entendemos a demora de Deus e corremos o risco de perder a esperança. Isso sim é uma desgraça. Jamais perder a confiança no Senhor, jamais desconfiar de seu amor e de Sua justiça. Nossa fé na fidelidade do Senhor deverá estar acima de nosso entendimento. Crer, apesar da aparente demora de Deus.

No Evangelho, São Lucas nos incentiva que peçamos a Deus para aumentar a nossa fé. Quando os apóstolos pedem isso ao Senhor, Ele responde falando da qualidade da fé. Portanto não se trata de ter ou não fé, mas de sua qualidade.

Quando Jesus fala que os empregados cumpridores de suas tarefas nada mais fizeram que suas obrigações, Ele tem em sua mente o costume das pessoas esperarem retribuição porque praticaram o bem. Ora, quem fez tudo certinho poderá dormir em paz porque Deus é muito mais generoso do que podemos imaginar!

Mas esse modo de pensar é radicalmente imperfeito. Jesus não veio incentivar e nem aprovar uma religião dos merecimentos, dos méritos. Fazer o bem para ser recompensado não é amar! È ser egoísta!

O homem, segundo o coração de Deus, faz o bem por inclinação natural, sem esperar retribuição. Ela já está implícita no próprio ato de fazer o bem, na satisfação, no prazer, na alegria de praticar o bem. Isso já é felicidade, já é parte do céu!

Ser feliz, fazer o bem, ser humano, crer em Deus, é tudo uma única coisa. Não se pode esperar retribuição por ser aquilo que é, por aquilo que nos é dado ser ontologicamente. Seria absurdo!

O Homem só é, só existe fazendo o bem. O mais não é Homem, é caricatura de Homem!
É maravilhoso agir sem pensar em recompensas. Quando agimos assim, nos tornamos semelhantes ao Pai!

Na segunda leitura, São Paulo nos dá um conselho excepcional: “Guarda o bom depósito, por meio do Espírito Santo que habita em nós.” A Fé no Amor do Pai, em Sua Providência, o ensinamento de Jesus para sermos homens de acordo com seu coração, a abertura e acolhida ao Dom de Deus, tudo isso faz parte do depósito que recebemos no batismo.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Promoção do homem depende de atitude e valores profundos, diz Papa


Pontífice discursou ao receber o novo embaixador de Portugal na Santa Sé
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 22 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – Bento XVI afirmou que a presença da Santa Sé no debate público internacional se faz pelo seu “empenho em servir a causa da promoção integral do homem e dos povos”.
Em discurso na manhã desta sexta-feira, na cerimônia de apresentação das cartas credenciais do Sr. Manuel Tomás Fernandes Pereira como novo embaixador de Portugal na Santa Sé, o Papa enfatizou a importância da Igreja católica ter sua voz na praça pública.
“Onde a sociedade cresce e as pessoas se fortalecem no bem graças à mensagem da fé, sai beneficiada também a convivência social e os cidadãos sentem-se mais disponíveis para servir o bem comum.”
Segundo o Papa, deveria ser convicção de todos que os obstáculos promoção integral do homem “não são apenas de ordem econômica, mas dependem de atitudes e valores mais profundos: os valores morais e espirituais que determinam o comportamento de cada ser humano para consigo mesmo, os outros e a criação inteira”.
Dirigindo-se ao embaixador, Bento XVI afirmou que “quando a Igreja, no seu país, promove a consciência de que estes mesmos valores devem inspirar a vida pública e particular, fá-lo não por ambições políticas, mas para ser fiel à missão que o seu divino Fundador lhe confiou”.
“Ela não representa modelos parciais e passageiros de sociedade, mas tende à transformação dos corações e das mentes, para que o homem possa descobrir-se e reconhecer-se a si mesmo na verdade plena da sua humanidade.”
Dado a missão da Igreja ser de carácter moral e religioso, ela respeita a área específica de responsabilidade do Estado, acrescentou o Papa.
“Ao mesmo tempo encoraja os cristãos a assumirem plenamente as suas responsabilidades como cidadãos para, juntamente com os outros, contribuírem eficazmente para o bem comum e para as grandes causas do homem.”
Fonte: Zenit.org

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O que é o Rosário ou o Terço?

Algumas pessoas já me perguntaram sobre a diferença entre o Terço e o Rosário pois bem, o Rosário é o conjunto de 200 Ave-Marias, ou seja, 20 mistérios que contemplamos desde a anunciação do anjo Gabriel até a coroação de Maria como Rainha do Céu e da terra. Já o Terço como o próprio nome diz se trata da quarta parte do Rosário, ou seja, 50 Ave-Marias ou 5 mistérios. Temos então, o Rosário dividido em três partes:


A primeira parte os Mistérios Gozosos, a segunda parte os Luminosos a terceira parte os Mistérios Dolorosos e por fim os Mistérios Gloriosos. Quem achar difícil no seu dia-a-dia rezar o Rosário inteiro, pode dividi-lo rezando a primeira parte de manhã, a segunda à tarde e a terceira à noite, mas se mesmo assim continuar difícil pode fazer como o proposto acima, rezando uma quarta parte por dia, ou seja, o Terço.


Será que o Rosário (Terço) não é uma oração mecânica, pouco inteligente? Existe o risco de fazer do Rosário (Terço) uma oração mecânica, na qual a única preocupação é a repetição apressada. Porém, quando paramos para examinar o sentido da repetição, descobrimos: a força do Rosário (Terço) está na repetição, pois meditamos, como disse nosso amado Papa João Paulo II: “O rosário sem meditação é como um corpo sem Alma, ou seja, vazio”

Diz Jesus: "Se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no reino dos Céus" (Mt 18,3).
Quando rezamos o Terço, estamos diante de Deus, do modo que mais lhe agrada, como um coração de criança e sem impor condições a Ele.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Amizade com Jesus leva à justiça com pobres, diz Papa

Dedica sua catequese de hoje a Santa Isabel da Hungria
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 20 de outubro de 2010 (ZENIT.org) - A amizade com Cristo "cria o sentido da justiça, da igualdade de todos, dos direitos dos demais e cria o amor, a caridade", afirmou o Papa hoje, durante a audiência geral realizada na Praça de São Pedro e dedicada a outra importante santa do século XIII: a princesa húngara Isabel de Turíngia.
Isabel, afirmou o Papa, foi "uma das mulheres da Idade Média que suscitou maior admiração", por sua piedade e sua humildade, assim como por sua entrega aos pobres, apesar de proceder de uma rica e poderosa família real.
Já desde pequena, foi comprometida com Ludovico, filho do landgrave de Turíngia, a quem se uniu com amor sincero. No entanto, explicou o Papa, Isabel não se deixou levar pelo ambiente da corte.
"Uma vez, entrando na igreja na festa da Assunção, ela tirou a coroa, colocou-a aos pés da cruz e permaneceu prostrada no chão, com o rosto coberto. Quando uma freira a desaprovou por este gesto, ela respondeu: 'Como posso eu, criatura miserável, continuar usando uma coroa de dignidade terrena quando vejo o meu Rei Jesus Cristo coroado de espinhos?'"
Esta coerência de fé e vida se manifestava também na relação com seus súditos, evitando utilizar sua posição para conseguir favores.
Isso, apontou o Papa, supõe "um verdadeiro exemplo para todos aqueles que desempenham cargos: o exercício da autoridade, em todos os níveis, deve ser vivido como serviço à justiça e à caridade, na busca constante do bem comum".
Ela atendia pessoalmente os pobres do seu reino, algo que seu marido admirava. Foi um matrimônio feliz, explicou Bento XVI, "um claro testemunho de como a fé e o amor a Deus e ao próximo reforçam e tornam ainda mais profunda a união matrimonial".
Isabel e seu esposo conheceram e apoiaram os Frades Menores. Posteriormente, quando ela ficou viúva e foi despojada dos seus bens pela inveja de um familiar, fez voto de pobreza no espírito franciscano.
A princesa dedicou seus últimos anos de vida a construir e trabalhar em um hospital para os pobres, onde "procurava sempre levar a cabo os serviços mais humildes e os trabalhos repugnantes".
"Ela se converteu no que poderíamos chamar de mulher consagrada no meio do mundo", afirmou o Papa. "Não é por acaso que ela é padroeira da Terceira Ordem Regular de São Francisco e da Ordem Franciscana Secular."
A santa faleceu após fortes febres e, tal era sua fama de santidade, que o Papa Gregório IX a proclamou santa apenas 4 anos mais tarde.
"Santa Isabel nos convida a redescobrir Cristo, a amá-lo, a ter fé e, assim, encontrar a verdadeira justiça e o amor, como também a alegria de que um dia estaremos submersos no amor divino, no gozo da eternidade com Deus", concluiu o Papa.

Novo Cardeal Brasileiro

Dom Raimundo Damasceno


terça-feira, 19 de outubro de 2010

Alguém para amar (MADRE TERESA DE CALCUTÁ)

Senhor,

Quando eu tiver fome,
dai-me alguém que necessite de comida.

Quando tiver sede,
dai-me alguém que precise de água.

Quando sentir frio,
dai-me alguém que necessite de calor.

Quando tiver um aborrecimento,
dai-me alguém que necessite de consolo.

Quando minha cruz parecer pesada,
deixe-me compartilhar a cruz do outro.

Quando me achar pobre,
ponde a meu lado alguém necessitado.

Quanto não tiver tempo,
dai-me alguém que precise de alguns dos meus minutos.

Quando sofrer humilhação,
dai-me ocasião para elogiar alguém.

Quando estiver desanimada,
dai-me alguém para lhe dar novo ânimo.

Quando sentir a necessidade da compreensão dos outros,
dai-me alguém que necessite da minha.

Quando sentir necessidade de que cuidem de mim,
dai-me alguém que eu tenha de atender.

Quando pensar em mim mesma,
voltai minha atenção para outra pessoa.

Tornai-nos dignos, Senhor, de servir nossos irmãos
que vivem e morrem pobres e com fome, no mundo de hoje.

Dai-lhes, através das nossas mãos, o pão de cada dia
e dai-lhes, graças ao nosso amor compassivo, a paz e a alegria

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Papa a seminaristas: o sentido de ser sacerdote


O sacerdócio não é “algo do passado”

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 18 de outubro de 2010 (ZENIT.org) - Os homens "sempre terão necessidade de Deus" e, portanto, "de sacerdotes", razão pela qual o sacerdócio católico não é "algo do passado, mas do futuro". Assim escreve o Papa Bento XVI aos seminaristas do mundo inteiro, após o encerramento do Ano Sacerdotal.
A carta, divulgada pela Santa Sé hoje, dia de São Lucas evangelista, contém uma mensagem do Papa aos futuros sacerdotes, para que levem a sério sua própria formação e identidade e, antes de tudo, para incentivá-los nas atuais dificuldades.
"Hoje - afirma o Papa -, muitos pensam que o sacerdócio católico não seja uma 'profissão' do futuro, antes pertenceria já ao passado."
Esta situação não é nova, confessa, pois ele mesmo teve de passar por ela, na Alemanha agonizante da 2ª Guerra Mundial.
"Em dezembro de 1944, quando fui chamado para o serviço militar, o comandante de companhia perguntou a cada um de nós a profissão que sonhava ter no futuro. Respondi que queria tornar-me sacerdote católico. O subtenente replicou: Nesse caso, convém-lhe procurar outra coisa qualquer; na nova Alemanha, já não há necessidade de padres."
No entanto, prossegue o Papa, "eu sabia que esta 'nova Alemanha' estava já no fim e que, depois das enormes devastações causadas por aquela loucura no país, mais do que nunca haveria necessidade de sacerdotes".
Ainda que as circunstâncias agora sejam diferentes, o Pontífice pede aos seminaristas que tenham esta mesma convicção, pois "os homens sempre terão necessidade de Deus - mesmo na época do predomínio da técnica no mundo e da globalização -, do Deus que Se mostrou a nós em Jesus Cristo e nos reúne na Igreja universal".
"Hoje, a situação é completamente diversa; porém de vários modos, mesmo em nossos dias, muitos pensam que o sacerdócio católico não seja uma 'profissão' do futuro, antes pertenceria já ao passado. Contrariando tais objecções e opiniões, vós, queridos amigos, decidistes-vos a entrar no seminário, encaminhando-vos assim para o ministério sacerdotal na Igreja Católica."
"E fizestes bem", afirma o Papa.
Na época atual, "sempre que o homem deixa de ter a noção de Deus, a vida torna-se vazia; tudo é insuficiente. Depois o homem busca refúgio na alienação ou na violência, ameaça esta que recai cada vez mais sobre a própria juventude".
No entanto, acrescenta o Papa, "Deus vive; criou cada um de nós e, por conseguinte, conhece a todos. É tão grande que tem tempo para as nossas coisas mais insignificantes: 'Até os cabelos da vossa cabeça estão contados'. Deus vive, e precisa de homens que vivam para Ele e O levem aos outros".
"Sim, tem sentido tornar-se sacerdote: o mundo tem necessidade de sacerdotes, de pastores hoje, amanhã e sempre enquanto existir", prossegue Bento XVI.
O Pontífice assegura aos seminaristas que pensa muito neles, "especialmente nestes tempos difíceis".
O motivo desta carta, acrescenta, é "evidenciar - olhando retrospectivamente também para o meu tempo de seminário - alguns elementos importantes para o vosso caminho a fazer nestes anos".
"Homens de Deus"
O Papa sublinha a importância da vida sacramental, da integração na Igreja, do estudo da teologia e do direito canônico, da maturidade e da compreensão e vivência serena do celibato.
Um dos aspectos mais importantes deste período de formação é seu caráter comunitário, afirma o Papa: "O seminário é uma comunidade que caminha para o serviço sacerdotal. Nestas palavras, disse já algo de muito importante: uma pessoa não se torna sacerdote sozinha. É necessária a 'comunidade dos discípulos', o conjunto daqueles que querem servir a Igreja de todos".
Quem quiser ser sacerdote, "deve ser sobretudo um 'homem de Deus'", afirma o Papa. "Deus não é uma hipótese remota, não é um desconhecido que se retirou depois do 'big-bang'. Deus mostrou-Se em Jesus Cristo. No rosto de Jesus Cristo, vemos o rosto de Deus."
"Por isso, o elemento mais importante no caminho para o sacerdócio e ao longo de toda a vida sacerdotal é a relação pessoal com Deus em Jesus Cristo."
O sacerdote "não é o administrador de uma associação qualquer, cujo número de membros se procura manter e aumentar. É o mensageiro de Deus no meio dos homens; quer conduzir a Deus, e assim fazer crescer também a verdadeira comunhão dos homens entre si", acrescenta.

domingo, 17 de outubro de 2010

Evangelho de domingo: o horário de Deus

Publicamos o comentário ao Evangelho deste domingo, 17 de outubro, XXIX do Tempo Comum (Lc 18, 1-8), redigido por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo (Espanha).

O ensinamento de Jesus sobre a oração não era uma questão banal. Ele queria ensinar seus discípulos a orar de tal maneira que permanentemente pudessem estar falando com e escutando Quem está permanentemente disposto a acolher nossas palavras e nos dirigir as suas.
O Mestre lhes propõe uma parábola com dois personagens curiosos: um juiz e uma viúva. A pessoa mais desprotegida que demanda ajuda ao juiz menos indicado. Como se resolveria a demanda da pobre mulher perante a falta de misericórdia do injusto juiz?
Disse Jesus que aquele juiz de muita lei e pouco coração terminou por ceder à viúva e determinou fazer justiça perante o adversário desta. Mas não porque houvesse mudado no seu interior, simplesmente para proteger o seu exterior, quer dizer, por puro temor e para que o deixassem em paz. Aqui para o Senhor e diz aos discípulos: “escutai bem o que diz esse juiz iníquo!” Ao final fez justiça a uma pobre mulher que suplicava. Um homem que não foi capaz de fazer isso pela verdadeira razão: o serviço ao outro, o direito do outro, o amor ao outro, o fez por egoísmo, por amor a si mesmo... mas fez. E Deus, que fará? Como se comportará perante seus eleitos que dia e noite gritam a Ele e suplicam?
O cristão é aquele que precisamente aprende a viver a partir da inesgotável relação com seu Deus e Senhor, em um contínuo face a face perante seu bendito Rosto, com um constante saber-se visto pelos olhos do Outro. Esta Presença que é sempre companhia e jamais foge. Não tira dos cristãos a fadiga apaixonante do viver cada dia com suas luzes e sombras, mas permite vivê-lo de outro modo, a partir de outros Olhos que nos veem, a partir de outro Coração que nos ama e por nós palpita, e a partir de outra Vida que nos acolhe, presenteando-nos a felicidade.
A oração, como certeza de uma companhia daquela que nos fala e olha, é uma educação para a vida: também nós, cristão, podemos sofrer todas as provações, mas nunca com tristeza e desesperança. A circunstância pode não mudar, mas o nosso modo de olhá-la e vivê-la sim, porque sabemos que Deus nos acompanha sem interrupção, em horário completo e sem declínio.

Fonte: ZENIT.org

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A Oração, Clamor que Nasce de Nossa Pobreza


Juiz de Fora, 15 out (RV) - No próximo domingo iremos refletir o Evangelho de São Lucas 18, 1-8, quando os dois personagens da parábola são: um juiz sem fé e sem lei, pouco preocupado em fazer justiça, e uma viúva, fraca, mas segura de seu direito e que se empenha em querer justiça.

O argumento de Jesus é simples: se um juiz iníquo termina por dar ganho de causa à viúva, quanto mais Deus, que é justo, fará justiça aos seus eleitos.

A oração de súplica não consiste em esperar de Deus que Ele próprio faça aquilo que não conseguimos realizar, como dar-nos o pão, curar nossas doenças... Jesus enfatiza um ponto essencial na oração cristã: nunca perder a coragem.

A oração, para ser agradável a Deus, deverá ser humilde, perseverante e feita com fé. Orar não é forçar Deus a fazer nossa vontade. Rezar é antes de tudo o reconhecimento de nossa dependência d’Ele. Às vezes, pensamos que Deus não ouve o clamor de seus eleitos, mas a justiça de Deus é infinitamente mais certa do que a nossa.

A oração não se reduz a fórmulas mais ou menos aprendidas, nem apenas a um recolhimento diante de Deus. O diálogo com Deus é perene, contínuo, ininterrupto, possibilitando-nos permanecer, durante todo o dia, numa atitude fundamental de amor.

O que nos desencoraja, na verdade, é o fato de que nem sempre percebemos o resultado da oração, mas isto é parte da própria natureza da oração: não podemos apreciar imediatamente seus resultados. Vamos rezar, não tanto para obter resultados imediatos, mas para resgatar a realidade em nós mesmos. Quem reza sem nada esperar de retorno obterá de Deus muitos resultados porque rezou e confiou. Quem reza, confia, receberá as graças de que necessita para viver bem e em paz!

+ Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

São Calisto I, Papa


"Todo pecado pode ser perdoado pela Igreja, cumpridas as devidas penitências." A frase conclusiva é do papa Calisto I, ao se posicionar no combate às idéias heréticas, surgidas dentro do clero, que iam contra a Igreja. Calisto entendia muito bem de penitência. Na Roma do século II, ele nasceu num bairro pobre e foi escravo.
Quando o papa Zeferino assumiu o governo da Igreja, chamou o diácono para trabalhar com ele. Deu a Calisto várias missões executadas com sucesso. Depois o nomeou responsável pelos cemitérios da Igreja.
Calisto começou suas escavações, organizou-as e valorizou-as. Nelas mandou construir uma capela, chamada Cripta dos Papas, onde estão enterrados quarenta e seis pontífices e cerca de duzentos mil mártires das perseguições contra os cristãos. Entretanto o papa Calisto I manteve-se firme na defesa da Igreja, rompendo com Hipólito e seus seguidores, respondendo a questão com aquela frase conclusiva. Anos depois, Hipólito reconciliar-se-ia com a Igreja, tornado-se mártir da Igreja por não negar sua fé em Cristo. O papa Calisto I governou por seis anos. Nesse período, concluiu o trabalho nas catacumbas romanas, conhecidas, hoje, como as catacumbas de são Calisto. Em 222, ele se tornou vítima da perseguição, foi espancado e, quase morto, jogado em um poço. No local, agora, acha-se a igreja de Santa Maria, em Trastevere, que guarda o seu corpo, em Roma.

Oração de São Calisto I Papa

Concedei-nos, pela intercessão de são Calisto, papa e mártir, a graça de sermos sempre muito firmes na defesa da verdade cristã. Concedei-nos, por sua intercessão, a graça que ardentemente vos pedimos. Por Cristo, Senhor nosso, amém.
São Calisto, papa e mártir, rogai por nós
.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Beata Alexandrina Costa, virgem, +1955


Uma fé superficial não forma nem transforma a vida. Vivamos pois, irmãos, este chamado profundo de com radicalidade de fé e com profundo amor por Cristo nos despojarmos de tudo!!!

Alexandrina nasceu em 30 de março de 1904 em Balasar. É uma pequena camponesa cheia de vida, divertida, afectuosa. Aos 14 anos lança-se de uma janela a quatro metros de altura para preservar a sua pureza, ameaçada por alguns homens que haviam entrado em casa.

Cinco anos mais tarde, as lesões derivadas da queda provocaram-lhe uma paralisia total que a manteve de cama durante mais de 30 anos, até ao final de sua vida.

Ofereceu-se como vítima a Cristo pela conversão dos pecadores e pela paz do mundo. Durante quatro anos (1938-42), reviveu todas as sextas-feiras, durante três horas, a paixão de Cristo.

De 27 de março de 1942 até sua morte (isto é, durante 13 anos e 7 meses), não ingeriu nenhuma outra bebida nem alimento mais que a Eucaristia.

Orientada por seu director espiritual, fez-se cooperadora salesiana, oferecendo os seus sofrimentos pela salvação da juventude.

Em 13 de outubro de 1955, ouviu-se exclamar: «Sou feliz, porque vou ao céu». Pela tarde faleceu em Balasar, onde se encontra seu sepulcro e onde acodem multidões de peregrinos

Uma fé superficial não forma nem transforma a vida. Vivamos, pois irmãos, este chamado profundo de com radicalidade de fé e com profundo amor por Cristo nos despojarmos de tudo!!!

Alexandrina nasceu em 30 de março de 1904 em Balasar. É uma pequena camponesa cheia de vida, divertida, afectuosa. Aos 14 anos lança-se de uma janela a quatro metros de altura para preservar a sua pureza, ameaçada por alguns homens que haviam entrado em casa.

Cinco anos mais tarde, as lesões derivadas da queda provocaram-lhe uma paralisia total que a manteve de cama durante mais de 30 anos, até ao final de sua vida.

Ofereceu-se como vítima a Cristo pela conversão dos pecadores e pela paz do mundo. Durante quatro anos (1938-42), reviveu todas as sextas-feiras, durante três horas, a paixão de Cristo.

De 27 de março de 1942 até sua morte (isto é, durante 13 anos e 7 meses), não ingeriu nenhuma outra bebida nem alimento mais que a Eucaristia.

Orientada por seu director espiritual, fez-se cooperadora salesiana, oferecendo os seus sofrimentos pela salvação da juventude.

Em 13 de outubro de 1955, ouviu-se exclamar: «Sou feliz, porque vou ao céu». Pela tarde faleceu em Balasar, onde se encontra seu sepulcro e onde acodem multidões de peregrinos

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Oração a Nossa Senhora Aparecida

Ó Incomparável Senhora da Conceição Aparecida, Mãe de Deus, Rainha dos Anjos, Advogada dos Pecadores, Refúgio e Consolação dos Aflitos, livrai-nos de tudo o que possa ofender-vos e a vosso Santíssimo Filho, meu Redentor e Querido Jesus Cristo. Virgem bendita dê proteção a mim e a minha família das doenças, da fome, assalto, raios e outros perigos que possam nos atingir. Soberana Senhora dirige-nos em todos os negócios Espirituais e Temporais. Livrai-nos das tentações do demônio para que trilhando o caminho da virtude, pelos merecimentos de vossa puríssima Virgindade e o Preciosíssimo sangue de vosso Filho, vos possamos ver, amar, e gozar da eterna glória, por todos os séculos. Amém!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Meditação sobre o Rosário

Comecemos com um fato teológico surpreendente: o rosário é um dos modos de oração mais queridos pelo Povo de Deus. Está na alma, no instinto dos fiéis. Simples leigos iletrados ou cultos, monges, religiosos missionários e religiosas de clausuras, sacerdotes, bispos e papas, uma imensa multidão de fiéis encontram no santo rosário conforto e caminho seguro de oração. Isto não pode ser fruto do acaso, mas revela uma direção na qual o Espírito que guia a Igreja e sustenta o instinto de fé do Povo de Deus, vai conduzindo os discípulos de Cristo na sua prática de piedade. Em outras palavras: na difusão da devoção do rosário certamente há uma providencial ação do Espírito de Deus.

Não é possível datar com certeza a origem do rosário nem determinar com precisão o modo como evoluiu. De modo breve e geral, sabemos que os primeiros monges do deserto, lá pelo século IV, tinham o costume de rezar orações vocais usando pedrinhas como marcadores. Em geral, rezava-se o Pai-nosso. A partir do século XII, difundiu-se o costume de rezar cento e cinqüenta Ave-Marias com cordinhas cheias de nós: era o modo que muitos iletrados encontravam para substituir a oração dos cento e cinqüenta salmos que os monges rezam nos coros das grandes abadias medievais. Depois, se uniu às Ave-Marias os Pai-nossos. Finalmente, uniu-se às orações a contemplação dos mistérios. Foram os dominicanos que, no século XIII, muitíssimo contribuíram para a difusão dessa devoção que, assim, se espalhou por toda a cristandade ocidental. A partir de 1480 iniciou-se a esquematização dos quinze mistérios como tínhamos até a pouco, quando o Servo de Deus João Paulo II introduziu os cinco mistérios luminosos.

Várias vezes, em tempos de graves perigos, provocados por guerras e heresias, foi a oração do rosário que sustentou e consolou a fé do povo de Deus. Basta pensar como os dominicanos usaram esta oração no combate à heresia cátara, no século XIII e como o povo cristão a rezou pedindo socorro contra os muçulmanos na batalha naval de Lepanto, no século XVI.O rosário é, pois, patrimônio da devoção da Igreja do Ocidente. Século após século esta foi sobretudo a oração dos pobres, dos simples, dos desvalidos, seu misterioso elo de ligação com a Igreja e com a vida espiritual e um símbolo claríssimo de identidade católica.

É importante recordar que nas várias aparições da Virgem Maria – sobretudo em Lourdes e Fátima – Nossa Senhora insistiu na reza do rosário. Esses apelos tiveram impressionante eco na Igreja: vários documentos do Magistério papal e o próprio exemplo pessoal dos Papas e dos santos apelam vivamente a essa forma de oração.

A devoção do rosário é preciosa por vários motivos:
(1) é bíblica, ajudando a penetrar contemplativamente os mistérios essenciais da história da salvação,
(2) está toda orientada para Cristo, já que para ele se dirigem e dele decorrem todos os acontecimentos da nossa salvação;
(3) apresenta um caráter contemplativo, pois na cantilena das ave-marias o coração vai repousando no afeto despertado pela pacífica e serena contemplação dos mistérios recordados;
(4) e, finalmente, tem relação profunda com a liturgia, pois é nesta última que se faz o memorial de toda a história da salvação, que tem na Páscoa de Cristo o seu cume.
O rosário tem uma dinâmica própria, que é muito importante que seja bem compreendida: aí louva-se o Cristo. A Virgem abre-lhe o caminho, pois a cadência das palavras com a contemplação dos mistérios permitem ao orante unir-se afetivamente ao Senhor, Autor da nossa salvação e último responsável por tudo quanto ali contemplamos.

Assim, quem reza o rosário de maneira correta sente-se chamado pessoalmente, sente-se preso e inserido no destino e no curso da vida do nosso Salvador. Deste modo, o santo Rosário é realmente oração do Senhor e ao Senhor. Bem rezado, ele é uma forma excelente de oração, que nos exercita na meditação contemplativa, reunindo as forças do espírito e da alma em torno do Redentor, fazendo-nos aderir a ele e moldar nosso coração pelo seu Coração, conformando nossos sentimentos aos seus.

A repetição cadenciada, a atenção atenta, mas não forçada, mais presa pelo afeto que pela racionalidade, une profunda e intuitivamente ao mistério de Cristo, dando-nos aquele conhecimento que ultrapassa todo conhecimento. Deste modo, o santo rosário tem sido a oração dos pequenos, dos simples, dos incultos, formando um inumerável exército de santos.
Notas para bem rezá-lo:
(a) Mais importante que a atenção às ave-marias é a contemplação dos mistérios;
(b) As ave-marias servem para cadenciar a contemplação em união com a Mãe do Senhor, dando paz, repouso e serenidade ao coração e à mente;
(c) É importante ter o rosário em mãos enquanto se reza: o passar as contas é parte da oração e dá-lhe o ritmo;
(d) Deve-se ter atenção ao que se reza: não tanto à palavra, mas primeiramente ao afeto, que vai brotando paulatinamente, à medida que as contas são passadas;
(e) No caso de distração, não se deve preocupar; basta voltar a atenção e continuar tranquilamente a oração. É importante também aprender a fazer da distração a própria oração: aquilo que nos distraiu deve ser colocado na própria oração. Em outras palavras: dizem-se as ave-marias pensando-se nas coisas que nos ocupam e preocupam. Assim, numa impressionante compenetração, a oração entra na vida e a vida se faz oração.
(f) É importante a cadência na recitação. Os pai-nossos e ave-marias devem ser quase que cantados numa espécie de “retotom”...
(g) Mais que em qualquer outro modo de oração vocal, no rosário a coisa não está em pensar muito, mas em amar muito, numa atenção disponível e amorosa para com o Senhor e sua Santíssima Mãe;
(h) Deve-se ser dócil ao Espírito, que indicará o sabor, a intensidade, o tema da oração... Às vezes nossa atenção estará mais nas palavras, às vezes, numa frase; às vezes numa idéia do mistério; às vezes, nos acontecimentos e situações que nos estão preocupando...
Quanto aos tempos de rezá-lo, deve ser rezado diariamente, de modo completo ou espaçado, a sós ou comunitariamente.
Fonte:Côn. Henrique Soares da Costa

domingo, 10 de outubro de 2010

Ângelus: " A Igreja no Oriente Médio é Chamada a ser Instrumento de Unidade e Reconciliação


Cidade do Vaticano, 10 out (RV) - O Papa Bento XVI afirmou hoje que no Oriente Médio a Igreja Católica é chamada a ser “Sinal e instrumento de unidade e reconciliação” durante a tradicional oração do Angelus, rezada junto com os fiéis e peregrinos de todas as partes do mundo na Praça São Pedro, no Vaticano.

Bento XVI recordou a abertura nesta manhã, com a celebração da Santa Missa da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio, uma extraordinária Assembleia que terá a duração de 14 dias e que vê reunidos os Pastores da Igreja que vivem na região do Oriente Médio. Uma realidade variegada – disse o Papa -, onde a única Igreja de Cristo se exprime em toda a riqueza das suas antigas Tradições.

“Nestes países, - disse o Papa - infelizmente marcados por profundas divisões e dilacerados por conflitos que duram há vários anos, a Igreja é chamada a ser sinal e instrumento de unidade e de reconciliação, segundo o modelo da primeira comunidade de Jerusalém, na qual “a multidão dos que tinham se tornado crentes tinha um só coração e uma só alma”.

Em seguida Bento XVI dirigiu o seu pensamento a Maria, recordando que outubro é chamado também de “o mês do Rosário”, no qual somos convidados a deixar-nos “guiar por Maria nesta oração antiga e sempre nova”, que “nos conduz diretamente a Jesus, contemplado nos seus mistérios de salvação”: gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos.

Bento XVI, recordando o Venerável, João Paulo II disse que o Rosário é uma oração bíblica, toda tecida pela Sagrada Escritura:

“É oração do coração, na qual a repetição da Ave Maria orienta o pensamento e o afeto para Cristo, tornando-se súplica confiante na sua e nossa Mãe”.

O Santo Padre XVI concluiu a breve alocução antes da recitação do Angelus, confiando à intercessão de Maria o Sínodo para o Médio Oriente. Em seguida o Papa concedeu a todos a sua Benção Apostólica.

Nas saudações finais em várias línguas, o Papa falou em português:

“A minha saudação estende-se a todos os peregrinos de língua portuguesa, em particular aos fiéis cristãos da cidade de Jundiaí, no Brasil, invocando abundantes graças divinas sobre os seus passos para construírem a vida sobre aquela rocha firme que é Cristo vivo na sua Igreja. Deus a todos guarde e abençoe!” (SP)

sábado, 9 de outubro de 2010

Milagres de São Domingos com o terço

Milagres obtidos por meio do Santíssimo Rosário, transcritos por São Luís Maria Grignion de Montfort.

Certa vez, São Domingos pregava a devoção do Rosário em Carcassone. Um herege zombava do Rosário e dos milagres, o que impedia a conversão dos hereges. Deus permitiu, para castigá-lo, que 15.000 demônios se apossassem dele. Seus parentes o levaram a São Domingos, para livrá-lo dos demônios.

O Santo insistiu para que todos rezassem o Rosário em voz alta. A cada Ave Maria a Santíssima Virgem fazia sair 100 demônios do corpo desse herege, em forma de carvões acesos.

Depois que foi curado, abjurou todos os seus erros e converteu-se, juntamente com outros amigos seus, tocados com a força do Rosário.

A recompensa para aqueles que por seu exemplo atraem outros a esta devoção é enorme. O Rei Afonso, de Leão e Galícia, desejando que todos os criados louvassem a Ssma. Virgem Maria com esta devoção, usava ostensivamente o Rosário, porém ele mesmo não rezava. No entanto, todos os súditos rezavam. Caindo em grave enfermidade, e quando todos o acreditavam morto, foi transportado em espírito ao terrível tribunal de Cristo. Viu ali todos os demônios, que o acusavam de seus crimes e pecados.

Quando já pensava estar condenado, apareceu a Ssma. Virgem Maria em seu favor. Trouxeram então uma balança, onde de um lado foi colocado todo o peso de seus pecados.

No entanto Nossa Senhora colocou no outro lado o enorme rosário que ele carregava na cintura, e este pesava bem mais do que os pecados.

Nossa Senhora disse-lhe então: "Obtive isto de meu bom Filho. Como recompensa pelo pequeno serviço que fizeste, carregando na cintura o Rosário, a tua vida será por alguns anos prolongada. Emprega-os bem e faze penitências".

O rei, voltando a si, disse: "Oh! Bendito o Rosário, que me livrou das penas eternas". Passou o resto da vida com grande devoção ao Rosário, rezando-o todos os dias.

D. Pero, primo de São Domingos, levava uma vida muito devassa. Sabendo que muitos ouviam os sermões de seu santo primo, resolveu ouvi-lo também. Ao vê-lo, durante o sermão, S. Domingos empenhou-se para fazer ver ao primo o estado lamentável em que este se encontrava. Empedernido no pecado, não se converteu.

No dia seguinte, São Domingos vendo-o entrar novamente, para tocar seu coração endurecido resolveu fazer algo de extraordinário. E gritou em alta voz: "Senhor Jesus, fazei ver a todos desta igreja o estado em que se encontra este homem que acaba de entrar".

Os fiéis, voltando-se para D. Pero, viram-no rodeado de uma multidão de demônios em formas de animais horríveis, que o prendiam a correntes de ferro. Horrorizados, tentaram fugir, mas, impedidos por S. Domingos, permaneceram na igreja.

Ele então prosseguiu: "Conhece, desgraçado, o deplorável estado em que te encontras. Ajoelha-te aos pés da Ssma. Virgem, toma este Rosário e reza-o com arrependimento e devoção, e muda a tua vida".

Ele se pôs de joelhos, rezou o Rosário e sentiu o desejo de confessar-se. O Santo o atendeu em confissão e instou-o a rezar o Rosário todos os dias. Na saída, da cara assustadora com que antes entrara, nem resquícios havia. Pelo contrário, brilhava como a de um anjo. E assim morreu.

Em Roma havia uma fervorosa senhora cuja piedade edificava até os mais austeros monges. Certa vez foi confessar-se com S. Domingos, que lhe impôs como penitência rezar um Rosário, e depois aconselhou-a rezá-lo todos os dias de sua vida. Ela resmungou que rezava muitas outras orações, que não gostava do Rosário, e que já fazia muitas penitências.

São Domingos insistiu até que, irritada, ela saiu do confessionário. Um dia, estando em oração, ela foi arrebatada em êxtase, e sua alma foi obrigada a comparecer diante do supremo Juiz. São Miguel apresentou uma balança, onde de um lado colocou todas as suas penitências e outras orações, e de outro lado seus pecados e imperfeições.

O prato das boas obras não conseguiu contrabalançar o outro. Alarmada, recorreu a Nossa Senhora, pedindo misericórdia. A Ssma. Virgem colocou sobre a balança das boas obras um único Rosário, que ela havia rezado por penitência. Foi tão grande o peso, que venceu o dos pecados. Foi repreendida pela Ssma. Virgem, por não haver seguido o conselho do seu servidor Domingos, de rezar o Santo Rosário todos os dias.

Quando voltou a si, foi ajoelhar-se diante de S. Domingos, contou o ocorrido, pediu-lhe perdão pela sua incredulidade e prometeu rezar o Rosário todos os dias. Chegou por este meio à perfeição cristã, à glória eterna.

São Domingos, ao visitar Santa Branca de Castela, Rainha de França casada havia doze anos, mas ainda sem filhos, aconselhou-a a rezar o Rosário. Ela assim o fez, e nasceu Felipe, seu primogênito, que cedo morreu. Além de redobrar as orações, ela distribuiu rosários por todo o Reino. Deus a cumulou de graças, e no ano de 1215 veio ao mundo São Luís, glória da Cristandade e modelo dos reis católicos.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Bento XVI: crise de fé impõe desafio comunicativo à Igreja


Este desafio consiste em “ajudar o homem contemporâneo a se orientar para Cristo, único Salvador, e a manter acesa no mundo a chama da esperança para viver dignamente o hoje e construir adequadamente o futuro”.
O Papa compartilhou esta inquietude com os 230 participantes, procedentes de 85 países, no congresso mundial da imprensa católica, a quem recebeu em audiência, ao concluir este evento convocado pelo Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais.
“Os cristãos não podem ignorar a crise de fé que chegou à sociedade. Ou simplesmente confiar em que o patrimônio dos valores transmitido ao longo dos séculos passados possa seguir inspirando e moldando o futuro da família humana”, assegurou o bispo de Roma.
“Parece evidente que o desafio comunicativo é, para a Igreja e para quantos partilham sua missão, muito comprometido. Os cristãos não podem ignorar a crise de fé que chegou à sociedade”, assegurou na Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano.
“A ideia de viver ‘como se Deus não existisse’ se demonstrou mortífera – acrescentou o Papa –: o mundo necessita de viver ‘como se Deus existisse’, ainda que não tenha a força de crer, ou, do contrário, se produz apenas um ‘humanismo inumano’”.
Neste contexto, “a busca da verdade deve ser perseguida pelos jornalistas católicos com mente e coração apaixonados, mas também com o profissionalismo de operadores competentes e dotados de meios adequados e eficazes”.
Em sua análise do desafio comunicativo que se impõe hoje à Igreja, o pontífice constatou que antes de tudo está “o risco da indiferença pela verdade”.
“De fato, as novas tecnologias, junto com os progressos que trazem, podem fazer intercambiável o verdadeiro e o falso, podem induzir a confundir o real com o virtual.”
“Ademais, a gravação de um acontecimento, alegre ou triste, pode ser consumida como espetáculo e não como ocasião de reflexão.”
“A busca dos caminhos para uma autêntica promoção do homem passa então ao segundo plano, porque o acontecimento é apresentado principalmente para suscitar emoções.”
Para o Papa, “estes aspectos soam como sinal de alarme: convidam a considerar o perigo de que o virtual afaste da realidade e não estimule a busca do verdadeiro, da verdade”.
Nas palavras de saudação que dirigiu durante a audiência ao Papa, o arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, reconheceu que para os jornalistas católicos “não faltam dificuldades, tensões no trabalho cotidiano”.
“Em um contexto de ‘ditadura do relativismo’, em uma ‘época de paixões tristes’, onde é problemático encontrar uma resposta para a profunda busca de infinito, de um sentido da vida, temos necessidade de seu magistério”, disse, dirigindo-se ao pontífice.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Oração a Nossa Senhora do Rosário


Nossa Senhora do Rosário,
dai a todos os cristãos a graça
de compreender a grandiosidade
da devoção do santo rosário,
na qual, à recitação da Ave Maria
se junta a profunda meditação
dos santos mistérios da vida,
morte e ressurreição de Jesus,
vosso Filho e nosso Redentor.

São Domingos, apóstolo do rosário,
acompanhai-nos com a vossa bênção,
na recitação do terço, para que,
por meio desta devoção a Maria,
cheguemos mais depressa a Jesus,
e como na batalha de Lepanto,
Nossa Senhora do Rosário nos leve a vitória
em todas as lutas da vida;
por seu Filho, Jesus Cristo,
na unidade do Pai e do Espírito Santo.
Amen.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Papa propõe “recuperar” terço diário

Durante as saudações após a audiência geral

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 6 de outubro de 2010 (ZENIT.org) - Antes de concluir suas saudações nos diversos idiomas, durante a audiência geral realizada hoje na Praça de São Pedro, o Papa Bento XVI animou os fiéis a "redescobrir" a oração do terço.
"Outubro é o mês do rosário, que nos convida a valorizar essa oração tão querida pela tradição do povo cristão", afirmou o Pontífice, durante sua tradicional saudação aos doentes, jovens e recém-casados.
Recordando que amanhã a Igreja celebrará Nossa Senhora do Rosário, o Papa convidou os jovens a "fazer do terço sua oração de todos os dias".
"Animo-vos, queridos doentes, a crescer, graças à oração do terço, no confiante abandono nas mãos de Deus", prosseguiu.
Aos recém-casados, o Papa concluiu exortando a "fazer do terço uma contemplação constante dos mistérios de Cristo".
Fonte: zenit.org

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Bento XVI: evangelizar não é violentar a liberdade religiosa


Evangelizar não é violentar a liberdade religiosa, porque não nasce de uma imposição à consciência, mas do anúncio respeitoso da verdade, afirmou hoje o Papa Bento XVI a um grupo de bispos brasileiros.

Em seu discurso aos prelados dos Regionais Norte 1 e Noroeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que se encontram em Roma para a visita ad limina apostolorum, o Papa falou da importância do chamado à evangelização.
Primeiramente, quis esclarecer que a evangelização não deve ser entendida como uma imposição e que a crença de que evangelizar não é necessário é um equívoco.

"Deus pode realizar esta salvação por vias extraordinárias que somente Ele conhece. Entretanto, se o seu Filho veio, foi precisamente para nos revelar, pela sua palavra e pela sua vida, os caminhos ordinários da salvação; e Ele mandou-nos transmitir aos outros essa revelação, com a sua própria autoridade."

"Sendo assim, não podemos furtar-nos a este pensamento: os homens poderão salvar-se por outras vias, graças à misericórdia de Deus, se não lhes anunciar o Evangelho; mas poderei eu salvar-me se por negligência, medo, vergonha ou por seguir ideias falsas, deixar de o anunciar?", perguntou.
Frente à objeção de certas correntes de pensamento, que consideram que evangelizar é "impor" uma crença e, portanto, "uma violação da liberdade religiosa", o Papa respondeu com uma citação da Evangelii nuntiandi de Paulo VI, recordando o que a Igreja entende por "evangelização".

"Propor a essa consciência a verdade evangélica e a salvação em Jesus Cristo, com absoluta clareza e com todo o respeito pelas opções livres que essa consciência fará - e isso, sem pressões coercitivas, sem persuasões desonestas e sem aliciá-la com estímulos menos retos -, longe de ser um atentado à liberdade religiosa, é uma homenagem a essa liberdade, à qual é proporcionado o escolher uma via que mesmo os não crentes reputam nobre e exaltante."

Alem disso, destacou, os não-crentes têm o direito de receber, por meio dos cristãos, o anúncio da Boa Nova da salvação.
"O desejo de anunciar o Evangelho nasce de um coração enamorado por Jesus, que anela ardentemente que mais pessoas possam receber o convite e participar no banquete das Bodas do Filho de Deus", acrescentou.

Por isso, "o chamado à missão não é algo destinado exclusivamente a um restrito grupo de membros da Igreja, mas um imperativo dirigido a cada batizado, um elemento essencial da sua vocação".
Neste sentido, recordou o "chamado à evangelização" do continente americano, realizado pela 5ª Conferência do Episcopado Latino-Americano e do Caribe em Aparecida (2007).

Também quis advertir contra o perigo de uma "visão reducionista do conceito de missão", que "não pode ser limitada a uma simples busca de novas técnicas e formas que tornem a Igreja mais atrativa e capaz de vencer a concorrência com outros grupos religiosos ou com ideologias relativistas".
Por isso, convidou os presentes a refletirem se "o esmorecimento do espírito missionário talvez não se deva tanto a limitações e carências nas formas externas da ação missionária tradicional quanto ao esquecimento de que a missão deve alimentar-se de um núcleo mais profundo", que é "a Eucaristia".
"Esta, como presença do amor humano-divino de Jesus Cristo, supõe continuamente o passo de Jesus aos homens que serão seus membros, que serão eles mesmos Eucaristia. Em suma, para que a Missão Continental seja realmente eficaz, esta deve partir da Eucaristia e conduzir para a Eucaristia", concluiu o Papa.

Fonte: http://www.zenit.org/

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Oração de São Francisco

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido,
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se nasce para a vida eterna...

domingo, 3 de outubro de 2010

Não Tenha Medo de Testemunhar Valores Humanos e Cristãos


Bento XVI fez, neste domingo, uma visita pastoral a Palermo, cidade localizada na região de Sicília, sul da Itália, por ocasião do encontro eclesial regional das famílias e dos jovens.

O Papa presidiu a celebração eucarística no Foro Itálico que contou com a participação de mais de 30 mil pessoas. Em sua homilia, Bento XVI frisou que estava feliz de estar ali com os fiéis de Palermo para celebrar a Palavra de Deus e a Eucaristia. O Santo Padre agradeceu as pessoas que colaboraram na organização e preparação de sua visita e pelo caloroso acolhimento.

Bento XVI recordou que em Palermo, como em toda a Sicília, não faltam dificuldades, problemas e preocupações. A seguir, acrescentou: "penso, em particular, nas pessoas que vivem concretamente sua existência em condições precárias, por causa da falta de trabalho, a incerteza do futuro, por causa do sofrimento físico e moral, e como recordou o Arcebispo de Palermo, Dom Paolo Romeo, por causa do crime organizado. Estou aqui para encorajá-los a não terem medo de testemunhar com clareza os valores humanos e cristãos, tão profundamente arraigados na fé e na história deste território e de sua população."

Bento XVI ressaltou a importância da fé. "A fé – confiar em Cristo – acolhê-lo, deixar que Ele nos transforme, segui-lo até o fim, torna possível as coisas humanamente impossíveis" – frisou o Papa.

Nos séculos passados a Igreja em Palermo foi enriquecida e animada pela fé fervorosa de seus santos. E Bento XVI recordou Santa Rosália, padroeira da cidade, que do monte Peregrino, vela por seus fiéis, e lembrou também que o senso religioso da Igreja em Palermo inspirou e orientou a vida familiar, a capacidade de doação e solidariedade para com os outros, sobretudo com os sofredores. O papa convidou os fieis a conservarem este precioso tesouro de fé e que sejam os valores cristãos a continuarem guiando suas escolhas e ações.

O Pontífice fez um apelo em favor da humildade, que está estritamente ligada à fé. "Aceitar e fazer a vontade de Deus é um comportamento que devemos ter todos os dias, em todos os momentos de nossa vida. Se todos os dias nós fizermos a vontade de Deus, com humildade, sem pretender nada Dele, será o próprio Jesus que nos ajudará e nos dará força e serenidade" – disse ainda o Papa.

"A Sicília é uma terra de santos que viveram o Evangelho com simplicidade e integridade. A fé doa a vocês a força de Deus para que possam ser confiantes e corajosos, caminhar com nova decisão e tomar iniciativas necessárias a fim de dar um rosto sempre mais bonito a esta terra" – disse Bento XVI que acrescentou: "não tenham vergonha de testemunhar o nosso Senhor. Devemos ter vergonha do mal, daquilo que ofende a Deus e o ser humano. A tentação do desânimo, da falta de incentivo vem a quem é fraco na fé, a quem confunde o mal com o bem, a quem pensa que diante do mal não existe nada que possa ser feito. Quem está firme na fé, quem tem plena confiança em Deus e vive na Igreja, é capaz de levar a força propulsora do Evangelho. Povo da Sicília, olhe com esperança para o seu futuro."

sábado, 2 de outubro de 2010

Oração para Santa Terezinha do Menino Jesus

PARA ALCANÇAR GRAÇAS POR SUA INTERCESSÃO
Santa Teresinha do Menino Jesus,
que na vossa curta existência,
fostes um espelho de angélica pureza,
de amor forte,
e de tão generosa entrega nas mãos de Deus,
agora que gozais do prêmio de vossas virtudes,
volvei um olhar de compaixão sobre mim,
que plenamente confio em vós.
Fazei vossas as minhas intenções,
dizei por mim uma palavra àquela Virgem Imaculada
de que fostes a florzinha privilegiada,
à Rainha do Céu que vos sorriu na manhã da vida.
Rogai-lhe a Ela que é tão poderosa
sobre o Coração de Jesus,
que me obtenha a graça por que nesta hora tanto anseio,
e que a acompanhe de uma bênção que me fortifique
durante a vida,
me defenda na hora da morte
e me leve à eternidade feliz.
Amém.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Vida: direito de todos - “Ouvi o coração do meu filho e desisti do aborto”



“Quando ouvi o barulho do coração do meu filho percebi que ele estava apavorado, porque sabia que a sua mãe estava querendo matá-lo”.

Com essas palavras fortes trazemos até você mais um testemunho de uma mãe que, num contexto de morte, fez a opção pela vida. Trata-se de Ângela Menezes, uma mãe que ficou grávida ainda jovem e – apoiada e pressionada por “amigos”, professores e pessoas mais próximas – correu em direção a uma clínica de aborto para ceifar a vida de seu filho.

Ângela conta que estava tudo certo para viajar com mais três amigos e fazer um mestrado no exterior quando ainda tinha 19 anos de idade. Numa única relação sexual, descobriu que estava grávida e, num primeiro plano, viu os seus sonhos profissionais irem por água abaixo por causa da gravidez indesejada naquele momento. “Nessa hora apareceram várias pessoas pedindo que eu abortasse. Colegas e professores eram os que mais me pressionavam dizendo que eu poderia engravidar mais para frente, depois que concluísse meus estudos”.

Nesse momento, ela se viu muito confusa porque tinha a educação católica, implantada por seus avós, em seu interior. “Mesmo assim, eu decidi ir para uma clínica, acompanhada de uma ‘amiga’ que já tinha feito aborto e também pela mãe desta que também tinha feito 6 abortos”.

Ângela conta que, antes do procedimento para a retirada do feto, uma médica colocou o aparelho que media o batimento cardíaco e ouviu o barulho de um coração muito acelerado. “Eu ouvi aquele batimento cardíaco muito acelerado e disse à doutora: ‘Nossa! Não imaginei que eu estivesse tão nervosa’. De uma forma muito natural a médica disse: ‘Este coração acelerado não é o seu, é o coração do feto”, partilha.

Naquele momento, essa mãe disse que deu um salto da maca, porque ouviu – através do batimento cardíaco do seu filho ainda no ventre – o seu desespero porque sabia que algo de errado estava para acontecer com ele.

Angela saiu da clínica desesperada e chorando muito, foi a uma igreja e na capela encontrou um sacerdote. Arrependida, disse ao padre o que havia acontecido. Ela se confessou e decidiu ter o seu filho, Guilherme, que hoje está com 17 anos de idade.

“Não existe gravidez indesejada, pois toda vida é desejada por Deus!”, testemunha.


Não é necessário pensar como aqueles que querem aprovar o aborto, é questão de conciência, não precisamos votar em quem apoia ou não apoia, é necessário sermos católicos e rezar para a salvação e conversão deles.