sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo (2011)

Grande amigo do Seletas de orações, Nós agradecemos por você ter visitado nosso querido Blog de Oração. Desejamos a você e a toda sua família um Ano Novo Cheio de paz, saúde e acima de tudo que cresça a intimidade com Jesus Nosso Amigo e Salvador ( Eu não chamo mais de discípulos, mas de AMIGOS) agradecemos por cada acesso, por ter seguido o blog e ter convidado um amigo para ver ou seguir também. Estaremos aguardando você e sua família novamente para no ano que vem, voltem a acessar esse nosso querido e simples blog de oração. Feliz 2011. Grupo seletas de orações.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Sagrada Família



No domingo dentro da Oitava do Natal ou, se não houver, no dia 30 de dezembro, é celebrada a Festa de Jesus, Maria e José, a Sagrada Família. Trata-se de celebração muito oportuna, especialmente nos tempos atuais.
Essa família é o modelo de todos os tempos. A família deve ser criada no amor, na compreensão, no diálogo, com consciência de que haverá momentos difíceis e crises formais. Só a certeza e a firmeza nos propósitos da união e a fé na bênção de Deus recebida no casamento, fará tudo ser superado. Pedir esse sacramento à Igreja é uma decisão de grande responsabilidade, ainda maior nos novos tempos, onde tudo é passageiro, fútil e superficial.
Esta celebração serve para que todas as famílias se lembrem da humilde da Sagrada Família, que mudou o rumo da humanidade. Ela representa o gesto transcendente de Deus, que se acolheu numa família humana para ensinar o modo de ser feliz: amar o próximo como a nós mesmos.
A Igreja comemora a festa da Sagrada Família em data móvel, no domingo após o Natal, ou, alternativamente, no dia 30 de dezembro.

Oração

Senhor, nós vos louvamos pela nossa família e agradecemos a vossa presença em nosso lar.
Iluminai-nos para que sejamos capazes de assumir nosso compromisso de fé na Igreja e de participar da vida de nossa comunidade.
Ensinai-nos a viver a vossa palavra e o Vosso mandamento de Amor, a exemplo da FAMÍLIA DE NAZARÉ.
Concedei-nos a capacidade de compreendermos nossas diferenças de idade, de sexo, de caráter, para nos ajudarmos mutuamente, perdoarmos nossos erros e vivermos em harmonia.
Dai-nos, Senhor, saúde, trabalho e um lar onde possamos viver felizes.
Ensinai-nos a partilhar o que temos com os mais necessitados e empobrecidos, e dai-nos a graça de aceitar com fé e serenidade a doença e a morte quando se aproximem de nossa família.
Ajudai-nos a respeitar e incentivar a vocação de nossos filhos quando quiserdes chamar a Vosso serviço.
Que em nossa família reine a confiança, a fidelidade, o respeito mútuo, para que o amor se fortifique e nos una cada vez mais.
Permanecei em nossa família, Senhor, e abençoai nosso lar hoje e sempre. Amém!

Fonte:http://www.derradeirasgracas.com

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

São Tomás Becker, Bispo e Mártir




Tomás Becket nasceu no dia 21 de dezembro de 1118, em Londres. Era filho de pai normando e cresceu na Corte ao lado do herdeiro do trono, Henrique. Era um dos jovens cortesãos da comitiva do futuro rei da Inglaterra, um dos amigos íntimos com que Henrique mais tinha afinidade. Era ambicioso, audacioso, gostava das diversões, das caçadas e das disputas perigosas. Compartilharam os belos anos da adolescência e da juventude antes que as responsabilidades da Coroa o afastasse.
Quando foi corado Henrique III, a amizade teve certa continuidade, porque o rei nomeou Tomás seu chanceler. Mas num dado momento Tomás voltou seus interesses para a vida religiosa. Passou a dedicar-se ao estudo da doutrina cristã e acabou se tornando amigo do arcebispo Teobaldo de Canterbury. Tomás, pela orientação do arcebispo, foi se entregando à fé de tal modo que deixou de ser o chanceler do rei para ser nomeado arcediácono do religioso.
Não demorou muito para indispor-se, imediatamente, com o rei. Negou-se a reconhecer as novas leis das "constituições de Clarendon", que permitiam direitos abusivos ao soberano, e queria reduzir a Igreja a mero departamento do Estado inglês. O prelado, zeloso dos direitos de Deus e das prerrogativas de sua Igreja, teve de fugir para a França, para escapar de sua perseguição.
Permaneceu exilado por seis anos, até que o papa Alexandre III conseguiu uma paz formal. Assim, Tomás pôde voltar para a diocese de Canterbury a fim de reassumir seu cargo. Foi aclamado pelos fiéis, que o respeitavam e amavam sua integridade de homem e pastor do Senhor. Mas ele sabia o que o esperava e disse a todos: "Voltei para morrer no meio de vós".
O rei sabendo de suas atitudes e imediatamente pediu que alguém tirasse Tomás do seu caminho. O arcebispo foi até avisado de que o rei mandaria matá-lo, mas não quis fugir novamente. Apenas respondeu com a frase que ficou registrada na história: "O medo da morte não deve fazer-nos perder de vista a justiça".
Encheu-se da força do alto e, vestido com os paramentos sagrados, recebeu os quatro cavaleiros que foram assassiná-lo dentro de sua própria catedral. Deixou-se apunhalar sem opor resistência no dia 29 de dezembro de 1170.
O próprio papa Alexandre III canonizou Tomás Becket três anos depois do seu testemunho de fé em Cristo.
A sua memória é homenageada com festa litúrgica no dia de sua morte.

São Tomás Becker Rogai, por nós.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Santos Inocentes, Mártires Século I


Neste dia a Igreja recorda os meninos inocentes de Belém e arreadores, de idade inferior a dois anos, os quais, conforme o relato do Evangelho foram arrancados de suas mães e assassinados cruelmente, por ordem de Herodes para evitar que vivesse o Rei dos Judeus, também com medo de perder o poder terreno.
A festa aos Santos Inocentes acontece desde o século IV. O culto foi confirmado pelo papa Pio V, agora santo, para marcar o cumprimento de uma das mais antigas profecias, revelada pelo profeta Jeremias: a de que "Raquel choraria a morte de seus filhos" quando o Messias chegasse.
Embora não tivessem uso da razão, morreram por Cristo Jesus, e por isso a Igreja os honra com o título de mártires.
Esses pequeninos inocentes da época de JESUS de tenra idade, de alma pura, escreveram a primeira página do álbum de ouro dos mártires cristãos e mereceram a glória eterna, segundo a promessa de Jesus.
A Igreja preferiu indicar a festa dos Santos Inocentes para o dia 28 de dezembro por ser uma data próxima à Natividade de Jesus, uma vez que tudo aconteceu após a visita dos reis magos.

Oração
Meu Senhor, pelos Santos Inocentes, quero Vos rogar hoje por todos aqueles que são injustiçados, sofrem ameaças, são marginalizados e incompreendidos.
Entrego-Vos, de maneira especial, às vezes em que fui injustiçado. Dai-me o dom do Espírito Santo, para que eu seja curado de todas as marcas e feridas que há em meu coração e, pelo poder do seu Nome, Senhor Jesus, me seja derramado também o dom do perdão.
Amém.

Santos Inocentes, rogai por nós.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

São João Apóstolo e Evangelista



Filho de Zebedeu e irmão de São Tiago o Maior, foi discípulo de São João Batista antes de ser o Discípulo amado de Nosso Senhor. No alto do Calvário, representou a Humildade quando recebeu como Mãe a Maria Santíssima, e foi Ela entregue como filho. É autor do quarto Evangelho e de três epístolas canônicas. Viveu, segundo a tradição, na ilha de Patmos, onde lhe foi revelado o Apocalipse, e morreu quase centenário em Éfeso.
O sinédrio classificou João, o apóstolo e evangelista, conhecido como "o discípulo que Jesus amava". Ele foi o único apóstolo que esteve com Jesus até a sua morte na cruz.
Conta à tradição que, antes de o imperador Domiciano exilar João, ele teria sido jogado dentro de um caldeirão de óleo fervente. Mas saiu ileso, vivo, sem nenhuma queimadura. João morreu, após muito sofrimento por todas as perseguições que sofreu durante sua vida, por pregar a Palavra de Deus.
Após sua morte foi sepultado em Éfeso. Tinha noventa anos de idade.
O evangelho de João fala dos mistérios de Jesus, mostrando os discursos do Mestre com uma visão mais aguçada, mais profunda. Enquanto os outros três descrevem Jesus em ação. João nos revela Jesus em comunhão e meditação, ou seja, em toda a sua espiritualidade.
Os primeiros escritos de João foram encontrados em fragmentos de papiros no Egito, devido a isso alguns estudiosos acreditam que ele tenha visitado essas regiões.

Oração

Pai Eterno, pela poderosa intercessão de São João, Apóstolo amado de Jesus, eu rogo pelas graças de que tanto necessito.
Abro meu coração, agora e sempre, para ouvir a Vossa Voz e experimentar Vosso Poder em minha vida.
Assim como São João, quero acolher a Palavra de Jesus e com amor levar as sementes do Vosso Reino por onde eu passar.
Amém.

Fonte: Derradeira das Graças

sábado, 25 de dezembro de 2010

Para Papa, Natal é um fato, não uma história bonita

Em sua mensagem de Natal, Bento XVI sublinhou o fato de que o nascimento de Jesus é um "fato", um acontecimento histórico, não uma bela história inventada.
Dirigindo-se aos milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro e milhões de pessoas dos cinco continentes que o ouviam ao vivo na televisão, rádio e internet, o Papa aproveitou sua saudação de Natal para explicar o maior mistério do cristianismo.
"É com alegria que vos anuncio a mensagem do Natal: Deus fez-se homem, veio habitar no meio de nós. Deus não está longe: está perto, mais ainda, é o ‘Emanuel', Deus-conosco. Não é um desconhecido: tem um rosto, o rosto de Jesus."
Segundo o Papa, trata-se de "uma mensagem sempre nova, que não cessa de surpreender, porque ultrapassa a nossa esperança mais ousada".
"Sobretudo, porque não se trata apenas de um anúncio: é um acontecimento, um fato sucedido, que testemunhas credíveis viram, ouviram, tocaram na Pessoa de Jesus de Nazaré!"
"Permanecendo com Ele, observando os seus atos e escutando as suas palavras, reconheceram em Jesus o Messias; e, ao vê-lo ressuscitado, depois que fora crucificado, tiveram a certeza de que Ele, verdadeiro homem, era simultaneamente verdadeiro Deus, o Filho unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade."
Diante desta revelação, o Papa apresentou uma pergunta óbvia: "Como é possível? O Verbo e a carne são realidades opostas entre si; como pode a Palavra eterna e onipotente tornar-se um homem frágil e mortal?".
Segundo o Pontífice, "só há uma resposta possível: o Amor. Quem ama quer partilhar com o amado, quer estar-lhe unido, e a Sagrada Escritura apresenta-nos precisamente a grande história do amor de Deus pelo seu povo, com o ponto culminante em Jesus Cristo".
"Somente aqueles que se abrem ao amor são envolvidos pela luz do Natal. Assim sucedeu na noite de Belém, e assim é hoje também."
"Se a verdade fosse apenas uma fórmula matemática, em certo sentido impor-se-ia por si mesma. Mas, se a Verdade é Amor, requer a fé, o ‘sim' do nosso coração."
De fato, ele se perguntou: "E que procura, efetivamente, o nosso coração, senão uma Verdade que seja Amor?". Esta Verdade, assegurou, "é como o fermento da humanidade: se faltasse, definharia a força que faz avançar o verdadeiro progresso, o impulso para colaborar no bem comum, para o serviço desinteressado do próximo, para a luta pacífica pela justiça".
"Acreditar no Deus que quis compartilhar a nossa história é um constante encorajamento a comprometer-se com ela, inclusive no meio das suas contradições; é motivo de esperança para todos aqueles cuja dignidade é ofendida e violada, porque Aquele que nasceu em Belém veio para libertar o homem da raiz de toda a escravidão", concluiu.
Fonte: CIDADE DO VATICANO, sábado, 25 de dezembro de 2010 (ZENIT.org)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Vida de Maria: O nascimento de Jesus

Texto sobre a cena do nascimento de Jesus.

Otavio César Augusto determinou o censo dos habitantes do orbe romano. A ordem atinge a todos: do mais rico ao mais pobre. Na Palestina, deve ser feito segundo os costumes judaicos: cada um em sua cidade de origem. Como José era da casa e da família de Davi, subiu de Nazaré, cidade de Galiléia, para a cidade de Davi, chamada Belém, na Judéia, para registrar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida (Lc 2, 4-5).

Assim, com esta simplicidade, o evangelista começa a narração do acontecimento que ia mudar a história da humanidade. A viagem era longa: uns cento vinte quilômetros. Quatro dias de caminhada — se tudo transcorresse normalmente — em alguma das caravanas que viajavam da Galiléia para o sul. Maria não estava obrigada a ir; era dever do chefe da família. Mas como a deixar sozinha, se estava a ponto de dar a luz? E, sobretudo, como não acompanhar a José até a cidade onde — segundo as Escrituras — tinha de nascer o Messias? José e Maria deviam descobrir naquele estranho capricho do longínquo imperador a mão do Altíssimo, que lhes guiava em todos seus passos.

Era Belém uma pequena aldeia. Mas, por causa do recenseamento, tinha adquirido uma animação incomum. José dirigiu-se com Maria ao oficial imperial para pagar o tributo e para se inscrever com sua mulher no livro dos súbitos do imperador. Em seguida, começou a buscar um lugar onde passar a noite. A tradição apresenta-o chamando infrutiferamente de porta em porta. Finalmente, vai ao khan ou estalagem pública, onde sempre se pode achar um lugar. Não era mais que um pátio fechado por muros. No centro, uma cisterna providenciava água; em torno dela se acomodavam os animais de carga e, junto à parede, uns barracos para os viajantes, cobertos de um rudimentário teto. Com frequência estavam divididos por divisórias formando compartimentos, onde cada grupo de hóspedes gozava de certa independência.

Não era o lugar oportuno para que a Virgem desse a luz. Podemos imaginar o sofrimento de José, ao aproximar-se a hora do parto, por não achar um lugar adequado. Não havia para eles lugar na hospedaria (Lc 2, 7), escreve laconicamente São Lucas. Alguém, talvez o mesmo dono do khan, deve tê-los advertido que, na periferia, havia grutas que se utilizavam para albergar o gado nas noites frias; talvez poderiam acomodar-se em alguma delas, enquanto passava a aglomeração e se liberava algum lugar na cidade.

A divina Providência serviu-se destas circunstâncias para mostrar a pobreza e a humildade com que o Filho de Deus tinha decidido vir à terra. Todo um exemplo para os que lhe seguiriam pelos séculos, como explica São Paulo: conheceis a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por vocês, para que sejais ricos por sua pobreza (2 Cor 8, 9). O Rei de Israel, o Desejado de todas as nações, o Filho eterno de Deus, vem ao mundo em um lugar próprio de animais. E sua Mãe se vê obrigada a oferecer-lhe, como primeiro berço, um estreito presépio.

Mas o Onipotente não quer que passe totalmente inadvertido este acontecimento singular. Havia uns pastores por aquela região, que passavam a noite no campo tomando conta do rebanho (Lc 2, 8). Eles, os últimos da terra, gente pastoreando os rebanhos, que cuidavam por conta de outros, serão os primeiros a receber o anúncio desse grande portento: o nascimento do Messias prometido.

De improviso, um anjo do Senhor se apresentou a eles, e a glória do Senhor rodeou-os de luz. E encheram-se de grande temor. O anjo disse-lhes: "Não temais. Eu vos anuncio uma grande alegria, que o será também para todo o povo..." (Lc 2, 9-10). E, depois de comunicar-lhes a Boa Nova, deu-lhes um sinal pelo que poderiam lhe reconhecer: encontrareis a um menino envolvido em panos e reclinado em uma manjedoura (Lc 2, 12). Imediatamente, ante seus olhos assombrados, se materializou uma multidão de anjos que louvava a Deus dizendo: glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens que são do seu agrado (Lc 2, 14).

Puseram-se em caminho. Talvez tomaram uns presentes para dar à mãe e ao recém nascido. A homenagem foi para Maria e para José a prova de que Deus velava sobre seu Filho. Também eles se encheriam de alegria ante ao júbilo ingênuo daquelas pessoas e meditariam em seu coração como o Senhor se compraz nos pobres e humildes.

Quando acabou a festa, os pastores retornaram ao cuidado de seus rebanhos, louvando a Deus por todo o que tinham ouvido e visto (Lc 2, 20). Ao cabo de dois mil anos, também somos convidados a proclamar as maravilhas divinas. Em um dia santo amanheceu-nos; venham, gentes, e adorem ao Senhor; porque uma luz grande tem baixado hoje à terra (Missa terceira de Natal, aclamação antes do Evangelho).

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Santa Francisca Xavier Cabrint, Virgem ( Illinois, 1917 ). Fundou o Instituto das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus


Nascida na Itália em meados do século XIX em que milhões de italianos emigravam para outros países recebeu de Deus a missão de cuidar dos interesses espirituais e materiais dessas famílias católicas que estavam no desamparo, em terras estranhas, de línguas e até de religiões diferentes.

Filha de família pobre cresceu em meio à miséria que pairava no norte da Itália. Franzina, de saúde fraca, não conseguiu ser aceita nos conventos. Apesar disso, era dona de uma alma grandiosa, digna de figurar entre os santos. Assim pode ser definida santa Francisca Cabrint, com sua vida voltada somente para a caridade espiritual e material do próximo.
Francisca, decepcionada, nunca desistiu do sonho. Quando completou trinta anos de idade, desabafou com um bispo o quanto desejava abraçar uma obra missionária e esse a aconselhou: "Quer ser missionária? Pois se não existe ainda um instituto feminino para esse fim, funde um". Foi, o que ela fez mãos à obra.

Com a ajuda do vigário, em 1877 fundou o Instituto das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus, que colocou sob a proteção de são Francisco Xavier. Obteve também o apoio do papa Leão XIII, que apontou o alvo para as missões de Francisca: "O Ocidente, não o Oriente, como fez são Francisco".
Em torno de trinta anos de intensa atividade, Francisca Cabrini fundou sessenta e sete Casas na Itália, França e nas Américas e no Brasil inclusive.
Madre Cabrini, como era popularmente chamada, morreu em Chicago, Estados Unidos, em 22 de dezembro de 1917. Canonizada em 1946, santa Francisca Xavier Cabrint é festejada no mundo todo, no dia de sua morte, como padroeira dos imigrantes.

Oração
Senhor, eu Vos agradeço por minha vida, assim como ela é. Peço-Vos, dai-me percepção, para valorizá-la e respeitar meus irmãos, principalmente aqueles que estão passando por dificuldades, sejam elas quais forem.
Livrai-me do preconceito, da discriminação e principalmente da omissão. Por intercessão de Santa Francisca Cabrini, Vos rogo a graça da disponibilidade em contribuir para o alívio dos que sofrem, pois sempre e em qualquer circunstância haverá algo que eu possa oferecer, para levar esperança, fé e conforto aos que de mim necessitarem.

Amém.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

São Pedro Canísio, Confessor e Doutor da Igreja


No mesmo ano em que no Brasil o Beato José de Anchieta entregava sua alma a Deus, na Suíça outro grande jesuíta dos tempos áureos da Companhia também encerrava sua carreira na Terra: São Pedro Canísio, o homem a quem considerável parte do mundo alemão deve sua fidelidade à Igreja de Roma. Pelos seus escritos e pela sua palavra inflamada, esse filho de Santo Inácio de Loyola conseguiu opor uma barreira sólida aos avanços da heresia luterana os protestantes.
Pedro Canísio, quando tinha menos de treze anos, ele já reunia meninos e meninas à sua volta para ensinar passagens da Bíblia, orações e detalhes da doutrina da Igreja. Mais tarde, seria autor de um catecismo que, publicado pela primeira vez em 1554, teve mais de duzentas edições e foi traduzido em quinze línguas.

Nasceu em oito de maio de 1521, no ducado de Geldern, atual Holanda. Ao contrário dos demais garotos, preferia os livros de oração às brincadeiras. Muito estudioso e dedicado, com quinze anos seu pai o encaminhou para estudar em Colônia e, com dezenove, recebeu o grau de doutor em filosofia. Não aprendeu somente as ciências terrenas. Com um mestre profundamente católico, Pedro também se aprofundou, nos estudos da doutrina de Cristo, fazendo despertar a vocação que se adivinhava desde a infância.
Admirado pelos pontífices e governantes do seu tempo, respeitado como primeiro jesuíta de nacionalidade alemã, Pedro Canísio morreu em 21 de dezembro de 1597, em Friburg, atual Suíça, após cinqüenta e quatro anos de dedicação à Companhia de Jesus e à Igreja.
Foi canonizado por Pio XI, em 1925, para ser festejado, no dia de sua morte, como São Pedro Canísio, Doutor da Igreja, título que também recebeu nessa ocasião.

Oração

A sua morte seja a minha vida! O seu sangue e as suas chagas lavem os meus males! Como a minha carne me seduziu frequentemente para a culpa, assim a carne de tão amado e inocente Filho e irmão me refaça para o perdão e te dobre para a misericórdia! Que o fruto da paixão e morte do redentor do mundo se aplique à remissão de todos os pecados por mim já designados e à consecução e aumento dos dons espirituais mais necessários. (p.67.Livro I).

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Papa confia todos os pastores a São José

Ao rezar o Ângelus de hoje .

"A São José, padroeiro da Igreja universal, confio todos os pastores", disse o Papa hoje, antes de rezar o Ângelus, junto a milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.
Ao mesmo tempo, exortou todos esses guias a oferecerem, "humilde e quotidianamente, aos fiéis cristãos e ao mundo inteiro, as palavras e os gestos de Cristo".
Bento XVI convidou a venerar o pai adotivo de Jesus, "porque nele se pode vislumbrar o homem novo, que olha para o futuro com confiança e coragem, não segue o seu próprio projeto, mas se entrega totalmente à infinita misericórdia d'Aquele que torna realidade as profecias e abre o tempo da salvação".
O Pontífice destacou que São José "anuncia as maravilhas do Senhor, testemunhando a virgindade de Maria, a ação livre de Deus e protegendo a vida terrena do Messias".
Indicou que São José é apresentado no Evangelho do 4º domingo do Advento como "um homem justo, fiel à lei de Deus, disponível para fazer a sua vontade" e "por isso entra no mistério da Encarnação".
Citando o "Comentário do Evangelho segundo São Lucas", de Santo Ambrósio, o Papa sublinhou a dignidade da qualidade do testemunho de São José.
Este santo, comentou o Pontífice, depois de receber em sonhos as indicações do anjo, abandonando "a ideia de repudiar em segredo Maria, toma-a consigo, porque agora os seus olhos veem nela a obra de Deus".
"Apesar de ter experimentado turbação - prossegue -, José ‘fez como o anjo do Senhor havia mandado', certo de estar cumprindo o que é justo. Colocando o nome de ‘Jesus' nesse Menino que rege todo o universo, ele se situa nas filas dos servos humildes e fiéis, como os anjos e os profetas, os mártires e os apóstolos."
Finalmente, o Papa desejou "que a nossa vida possa aderir cada vez mais à Pessoa de Jesus" e que, "no Natal que se aproxima, os nossos olhos se abram e vejam Jesus, e o coração se alegre neste admirável encontro de amor".
Fonte:CIDADE DO VATICANO, domingo, 19 de dezembro de 2010 (ZENIT.org)

domingo, 19 de dezembro de 2010

Do Tratado contra as heresias, de Santo Irineu, bispo


A economia da Encarnação redentora.

A glória do homem é Deus; mas quem se beneficia das obras de Deus e de toda a sua sabedoria e poder é o homem.
Semelhante ao médico que demonstra sua competência no doente, assim Deus se manifesta nos homens. Eis por que o Apóstolo Paulo diz: Deus encerrou todos os homens na desobediência, a fim de exercer misericórdia para com todos (Rm 11,32). Referia-se ao homem que, por ter desobedecido a Deus, perdeu a imortalidade, mas depois obteve misericórdia, recebendo a adoção por intermédio do Filho de Deus.

Se o homem acolhe, sem orgulho nem presunção, a verdadeira glória que procede das criaturas e do criador, isto é, de Deus todo-poderoso que dá a tudo a existência, e se permanece em seu amor, na obediência e na ação de graças, receberá dele uma glória ainda maior, progredindo sempre mais, até se tornar semelhante àquele que morreu por ele.

Com efeito, Cristo se revestiu de uma carne semelhante à do pecado (Rm 8,3) para condenar o pecado e, depois de o condenar, expulsá-lo da carne. Tudo isso para incentivar o homem a tornar-se semelhante a ele, destinando-o a ser imitador de Deus, colocando-o sob a obediência paterna, a fim de que visse a Deus e tivesse acesso ao Pai. O Verbo de Deus habitou no homem e se fez filho do homem, para acostumar o homem a compreender a Deus e Deus a habitar no homem, segundo a vontade do Pai.

Por esse motivo, o sinal de nossa salvação, o Emanuel nascido da Virgem (cf. Is 7,11.14), foi dado pelo próprio Senhor; pois seria ele quem salvaria os homens, já que não poderiam salvar-se por si mesmos. Por isso São Paulo proclama a fraqueza do homem, dizendo: Estou ciente de que o bem não habita em mim (Rm 7,18), indicando que o bem de nossa salvação não vem de nós, mas de Deus. E ainda: Infeliz que sou! Quem me libertará deste corpo de morte? (Rm 7,24). E logo mostra quem o liberta: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Rm 7,25).

Também Isaías diz: Fortalecei as mãos enfraquecidas e firmai os joelhos debilitados. Dizei às pessoas deprimidas: “Criai ânimo, não tenhais medo! Vede, é vosso Deus, é a vingança que vem, é a recompensa de Deus; é ele que vem para nos salvar” (cf. Is 35,3-4). Na verdade, nossa salvação não poderia vir de nós mesmos, mas unicamente do socorro de Deus.



Fonte: Liturgia das Horas.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Papa convida jovens à alegria com confiança em Deus

Em uma mensagem, o Papa convida os jovens a descobrir “que esta alegria não vos afasta de uma solidariedade para com o sofrimento da humanidade, mas está antes profundamente ligada à confiança em Deus”.
“Ao viverem desta confiança, ao acolhê-la, permitireis este renovamento radical do ser humano que Cristo veio trazer”, disse.
“Assim, sereis animados pela coragem de ir em contracorrente, quando isso se vos impuser. Não cedendo à ilusão do individualismo, tornar-vos-eis cada vez mais homens e mulheres de comunhão, na dádiva de vós mesmos aos outros.”
O Papa desejou que, uma vez terminado o encontro, “que no regresso aos vossos países o Espírito Santo vos encha de uma compaixão sem limites, que vos comunique imaginação e coragem para descobrirdes como transformar a vossas comunidades locais em lugares de bondade do coração e de confiança”.
“A paz que Cristo vos dá brilhará assim para os outros e para o mundo”, acrescentou, convidado os jovens a também participar da Jornada Mundial da Juventude, em Madri, no próximo mês de agosto.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

São Lázaro de Betânia


Hoje a igreja comemora o dia de São Lázaro de Betânia, irmão de Marta e Maria, deve à amizade de Jesus não só a estrondosa ressurreição do túmulo, mas também o culto com que a Igreja o honrou no curso dos séculos.

A casa de Lázaro residência que estava à três milhas de Jerusalém, numa próspera região agrícola em Betânia, era um lugar onde Jesus costumava passar alguns momentos de descanso. Lázaro era estimado e respeitado pela comunidade hebraica, pela origem nobre, honestidade e religiosidade da família.
Um dia, o amigo adoeceu gravemente e as irmãs mandaram avisar Jesus, que estava pregando na região da Galiléia: ... Senhor, aquele que tu amas está enfermo. A estas palavras, disse-lhes Jesus: Esta enfermidade não causará a morte, mas tem por finalidade a glória de Deus. Por ela será glorificado o Filho de Deus. (Jo, 11, 3-4).

Quatro dias após Jesus chegou. Marta chamou sua irmã Maria, e junto com Jesus foram ao sepulcro. As duas irmãs choraram e os amigos que estavam presentes se comoveram. O próprio Jesus também chorou. "Vejam quanto o amava", exclamaram os judeus que notaram o rosto de Jesus com lágrimas. O resultado de tudo foi a ressurreição de São Lázaro, pelo poder do Senhor da vida e vencedor da morte. Lázaro reviveu, este fato bíblico acabou levando muitos à fé em Jesus Cristo e outros começaram a pensar na morte do Messias, como a de Lázaro. Antigas tradições relatam que a casa de Lázaro permaneceu acolhedora para com os cristãos e o próprio teria sido Bispo e Mártir.

ORAÇÃO:
Você que alcançou pela fé e pelo amor a salvação da sua carne, peça por mim, ao Suave Jesus que me salve também. Assim como Marta e Maria pediram por você, de joelhos, eu rogo, São Lázaro, me ajude nas horas tristes, me ampare em minhas dores e livre meu corpo e meu espírito de toda e qualquer doença, de todo e qualquer mal. Amém.

Fonte: Derradeira das Graças

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Fraternidade: necessária para vida plenamente humana, afirma Papa


Papa sublinhou a importância da fraternidade humana, tanto nas relações pessoais como em escala global, em um discurso comum dirigido aos novos embaixadores do Nepal, Zâmbia, Andorra, Seychelles e Mali junto da Santa Sé, ao recebê-los no Vaticano por ocasião da apresentação de suas cartas credenciais.
Bento XVI observou que "o belo ideal de fraternidade (...) encontrou no desenvolvimento do pensamento filosófico e político uma ressonância menor em comparação a outros ideais, como a liberdade, a igualdade, o progresso e a unidade".
"Este é um princípio que se manteve praticamente como letra morta nas sociedades políticas modernas e contemporâneas, especialmente por causa da influência de ideologias individualistas ou coletivistas", lamentou.
Nesse sentido, reconheceu que a pessoa precisa de respeito, justiça e reconhecimento concreto dos direitos, mas acrescentou que "isto não é suficiente para levar uma vida plenamente humana".
"A pessoa também tem necessidade de fraternidade" e "não apenas em relacionamentos de proximidade, mas também em escala global", disse ele.
Ao mesmo tempo, reconheceu que, "assim como a razão humana é capaz de reconhecer a igualdade de todos os homens e a necessidade de limitar as excessivas disparidades entre eles", a fraternidade é, no entanto, "um dom sobrenatural".
Igreja, artífice de fraternidade
Ele também indicou que a fraternidade tem um significado especial para os cristãos, devido ao projeto do amor fraterno de Deus.
Explicou que "a Igreja vê a realização da fraternidade humana sobre a terra como uma vocação contida no desígnio criativo de Deus, que quer que ela seja cada vez mais fielmente o artífice dessa fraternidade".
Neste sentido, ressaltou a vontade da Igreja de "contribuir, sincera e fortemente, para a formação de uma comunidade mais fraterna entre todos os seres humanos".
"Ela está trabalhando para colocar o amor e a paz na base dos muitos laços humanos vividos pelas pessoas", acrescentou.
O Papa sublinhou que, "na vida cotidiana, a fraternidade é uma expressão concreta na gratuidade e no respeito".
Dom e fraternidade
E acrescentou que "qualquer forma de doação é fundamentalmente um sinal da presença de Deus, porque leva à descoberta fundamental" de que tudo é dom.
Compreender isso, segundo o Papa, "não torna as conquistas do homem menos belas, senão que o liberta da primeira de todas as servidões, a de querer criar a si mesmo".
"No reconhecimento do que lhe é doado, o homem pode se abrir à ação da graça e entender que está destinado a desenvolver-se, não à custa dos outros, mas com eles e em comunhão com eles."
Finalmente, o Papa referiu-se à fraternidade como um fim em si, apesar de que, "vivida entre os homens, pode encontrar um eco positivo em termos de ‘eficácia social'".

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A vida cristã exige intimidade com Jesus, diz Papa, propõe o exemplo da mística italiana Verônica Juliani




A vida cristã precisa descobrir a união íntima com Jesus e com a Igreja, até o ponto do total abandono na vontade de Deus, disse hoje o Papa Bento XVI, na audiência geral.
O Papa quis fazer uma pausa em sua série dedicada a escritoras místicas medievais, falando em sua catequese de hoje de uma santa moderna, Verônica Juliani, pois se celebrarão, em 27 de dezembro, os 350 anos de seu nascimento.
De fato, entre os peregrinos presentes da Sala Paulo VI, havia uma nutrida representação da diocese de Città di Castello - o lugar sagrado onde a santa morreu - , liderada pelo bispo, Dom Domenico Cancian.
Esta santa, nascida no coração da Itália (1660-1727), entre as regiões das Marcas e Umbria, é conhecida por suas profundas experiências místicas relacionadas à Paixão de Cristo.
Após perder sua mãe muito cedo, entrou na ordem das clarissas capuchinhas. Ao emitir sua profissão solene, "começou para ela o caminho de configuração com Cristo, através de muitas penitências, grandes sofrimentos e experiências místicas relacionadas à Paixão de Jesus".
Verônica, afirmou o Papa, "se revela, em particular, como uma corajosa testemunha da beleza e do poder do amor divino, que a atrai, impregna, inflama. É o Amor crucificado que foi impresso na sua carne, como na de São Francisco de Assis, com os estigmas de Jesus".
A santa, que escreveu um "Diário", por obediência (cerca de 22 mil páginas), relatando suas experiências, recolheu nele "uma espiritualidade marcadamente cristológico-esponsal", a experiência "de ser amada por Cristo, Esposo fiel e sincero, e de querer corresponder com um amor cada vez mais envolvido e apaixonado".
"Nela, tudo é interpretado a partir do prisma do amor, e isso lhe infunde uma profunda serenidade. Tudo é vivido em união com Cristo, por amor a Ele e com alegria de poder demonstrar-lhe todo o amor de que uma criatura é capaz", afirmou o Papa.
Esta santa, acrescentou, convida a "crescer em nossa vida cristã, na união com o Senhor, no viver para os demais, abandonando-nos à sua vontade com confiança total e completa, e na união com a Igreja, a Esposa de Cristo".
"Convida-nos a participar do amor sofredor de Jesus Crucificado para a salvação de todos os pecadores; convida-nos a ter o olhar fixo no Paraíso, meta da nossa jornada terrena", assim como a "alimentar-nos diariamente com a Palavra de Deus para acender nossos corações e guiar nossas vidas."
Verônica Juliani também viveu intensamente a comunhão dos santos, disse o Papa, na oração, no sofrimento e na entrega aos demais. Também na liturgia, porque "os momentos fortes da experiência mística de Verônica nunca estão separados dos acontecimentos salvíficos celebrados na liturgia".
"Ela não apenas se expressa com as palavras da Sagrada Escritura, mas realmente vive também dessas palavras, que se tornam vida nela."

Fonte: Zenit

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Representante vaticano convida comunicadores a “descobrir o silêncio” no Advento

Mensagem de Dom Celli na festa de Guadalupe
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 14 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) - "Convido-lhes a viver tempos e espaços de silêncio durante estes dias do Advento, para ouvir a voz de Jesus, que fala aos nossos corações."
Este foi o convite do presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli, aos comunicadores da América Latina, em uma mensagem por ocasião da festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da RIIAL (Rede Informática da Igreja na América Latina).
O representante do Vaticano reconhece a dificuldade de fazer silêncio "neste momento de bombardeio de informações, de necessidades pastorais de agitação nas famílias, nos nossos meios de comunicação e nas paróquias, por não falar das compras, presentes, festas e celebrações".
"Mas - acrescenta ele - se dedicamos tempo a selecionar os ingredientes e preparar a ceia que compartilharemos em uma atmosfera festiva, não devemos também preparar, e melhor ainda, se possível, aquilo que comunicaremos através de rádios, jornais, programas de televisão, sites?"
Dom Celli pergunta sobre "o que podemos dar de substancial, se nossa vida vai ficando cheia de palavras vazias, que estão sendo repetidas, com pouco conteúdo?"; e incentiva a dedicar "tempo ao Senhor, a quem estamos esperando neste Advento".
"Nos braços de Maria, vamos nos encontrar com Ele sem pressa, porque Ele nos espera sempre!"
O bispo prossegue comparando o silêncio a uma "tela em branco na qual podemos projetar o filme da nossa vida diária para vê-lo claramente".
"Se nós o projetássemos em uma parede cheia de quadros, livros e artigos, com barulho de fundo, pouco conseguiríamos entender", explica.
E acrescenta: "Só no silêncio assumimos mais conscientemente as próprias opções; no silêncio, ouvimos a voz de Deus. Assim poderemos ser portadores autênticos da sua Palavra".
Missão Continental
Por outro lado, Dom Celli refere-se à Missão Continental que está sendo realizada na América Latina e "encoraja muitas pessoas a tomarem nova consciência do que significa ser discípulos de Jesus".
"As igrejas locais incentivam esta tarefa com entusiasmo, lembrando que ser seus discípulos significa ter vivido um autêntico encontro com Ele", diz.
"Esta experiência marca e transforma a vida de forma permanente e, por isso, queremos comunicá-la aos outros, tornando-nos missionários", continua ele.
Explica que o encontro com o Senhor tem muitas facetas: "Sendo pessoal, é sempre também comunitário; acontece na solidão e no silêncio, mas também de forma privilegiada nas celebrações litúrgicas e na vida familiar".
E conclui pedindo que Maria de Guadalupe "alcance de Deus o dom do silêncio interior, justamente para poder renovar nossa vida como discípulos do Senhor; e para que Ele faça frutificar nossas palavras, textos, imagens e notas musicais, portadores da Boa Nova".

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Teologia do Advento

O conteúdo teológico do Advento é riquíssimo, leva em conta o mistério da vinda do Senhor na Encarnação e na sua Parusia (do grego, que significa a segunda vinda gloriosa de Nosso Senhor). Abrange o início e o fim da vinda de Cristo em nosso meio.
No primeiro Advento, o de Sua Encarnação, o Verbo habitou no meio de nós (Jo 1, 14), fazendo-se igual ao homem em tudo, com exceção do pecado (Hb 4,15). No segundo Advento o Senhor virá em toda a sua glória, e “todo homem verá a salvação de Deus” (Lc 3,6).
São Bernardo de Claraval situa, entre o primeiro e o segundo, um terceiro Advento ou medius adventus. Este se trata de uma volta iminente de Cristo; ela é espiritual, contínua e manifesta o poder de sua graça. Thomas Merton, comentador do santo abade de Claraval, explicita que esta vinda intermediária é um período de tensão entre o medo e a alegria, no entanto é uma luta salutar. Podemos também compará-lo ao combate entre o novo e o velho em nós, como descreve o Escrito Obra Nova da Comunidade Católica Shalom .
Além de ser um tempo forte de preparação para a vinda do Senhor, escatológica e na encarnação, o Advento aponta para a missionaridade da Igreja que é chamada, a todo tempo, a anunciar a vinda do Reino de Deus, que nas palavras do Papa Bento XVI em seu livro Jesus de Nazaré , retomando a compreensão de Orígenes, é o próprio Cristo o Reino de Deus.
Celebramos no Advento o “já” e o “ainda não” da Salvação. Contemplamos o Cristo que já se fez carne no meio de nós e o esperamo-lo em sua segunda vinda gloriosa e definitiva. Por isso a vivência destas semanas deve ser marcada por uma jubilosa expectativa, vigilância pela oração, esperança e conversão


domingo, 12 de dezembro de 2010

O ocaso da eternidade e a nova evangelização

Os tempos atuais caracterizam-se pela desconfiança e inclusive pelo ridicularização da ideia de que existe uma vida depois da morte e, no entanto, anunciar isso é precisamente uma das chaves da nova evangelização.
Foi o que afirmou o padre Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia, durante sua intervenção nesta sexta-feira, perante o Papa e a Cúria Romana, na Capela Redemptoris Mater.
Nesta segunda pregação do Advento, o padre Cantalamessa quis centrar-se no segundo dos três obstáculos que, em sua opinião, a nova evangelização tem de superar hoje, especialmente em países de antiga tradição cristã: cientificismo, secularismo e racionalismo.
O secularismo, como atitude contrária à fé, é sinônimo de temporalismo, “de redução do real somente à dimensão terrena”. É contrário justamente à fé cristã, que “triunfou sobre a ideia pagã de escuridão depois da morte”, algo pelo qual se convertera em novidade absoluta.
Como é possível que essa ideia tenha decaído? – questionou o pregador pontifício. “Ao contrário do momento atual, no qual o ateísmo é primariamente expresso na negação da existência de um Criador, no século XIX, ele se expressava na negação da vida após a morte”.
“Feuerbach e principalmente Marx combateram a crença na vida após a morte, sob o pretexto de que aliena o compromisso terreno. À ideia de uma sobrevivência pessoal em Deus, se substitui uma ideia de sobrevivência na espécie e na sociedade do futuro”, explicou.
O materialismo e o consumismo “completaram a obra nas sociedades opulentas, fazendo parecer inconveniente que se fale ainda de eternidade entre pessoas cultas e em sintonia com os tempos”.
“Tudo isso provocou claramente um retrocesso na fé dos crentes que, com o tempo, fez-se tímida e reticente sobre este ponto”, afirmou, acrescentando que “já não se prega” sobre a vida eterna.
A consequência disso é – afirmou – que o “desejo natural de viver sempre, distorcido, torna-se um desejo ou frenesi de viver bem, ou seja, agradavelmente, mesmo que às custas dos outros, se necessário”.
“Perdido o horizonte da eternidade, o sofrimento humano parece dupla e irremediavelmente absurdo”, afirmou.
Diante disso, a resposta mais eficaz “não é combater o erro contrário, mas fazer brilhar novamente diante dos homens a certeza da vida eterna, confiando na força intrínseca que possui a verdade quando é acompanhada pelo testemunho de vida”, explicou.
O desejo de eternidade é “o desejo mais profundo, ainda que reprimido, do coração humano”. A única resposta válida para este problema “é aquela baseada na fé na encarnação de Deus”.
“Há perguntas que os homens não deixam de fazer desde que o mundo é mundo e os homens de hoje não são exceção: Quem somos nós? De onde viemos? Para onde vamos”.
A fé renovada na eternidade não nos serve “somente para evangelizar, isto é, para o anúncio aos outros, precisamos dela, mesmo antes, para dar um novo impulso à nossa caminhada rumo à santidade”.
“O enfraquecimento da ideia de eternidade atinge também os crentes, diminuindo neles a capacidade de enfrentar com coragem o sofrimento e as provas da vida”, afirmou o padre Cantalamessa.
Pregador pontifício dá resposta cristã à secularização da morte
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 10 de dezembro de 2010 (ZENIT.org)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Quantos anos tem sua Igreja?

Se é Luterano, sua religião foi fundada por Martinho Lutero, um ex-monge da Igreja, no ano 1517;

Se pertence à Igreja da Inglaterra, sua religião foi fundada pelo rei Henrique VIII no ano 1534, porque o Papa não lhe permitiu o divórcio com direito a voltar a casar-se;

Se é Presbiteriano sua religião foi fundada na Escócia por John Knox, no ano 1560;

Se é Congregacionalista, sua religião foi fundada por Roberto Brown, na Holanda, no ano 1582;
Se é Batista, deve o conteúdo da sua religião a John Smith, quem a começou em Amsterdam em 1606;

Se é Holandês Reformista, reconhece a Michael Jones como fundador de sua Igreja, porque originou sua religião em Nova Iorque em 1628;

Se é Protestante Anglicano, sua religião é um ramo da Igreja da Inglaterra fundada por Samuel Seabury nas colônias americanas no século XVII;

Se é Metodista, sua religião começou por meio de John e Charles Wesley na Inglaterra em 1744;
Se é Unitário, Teófilo Lindley fundou sua Igreja em Londres em 1774;

Se é Mórmon (os Santos dos últimos dias), Joseph Smith começou sua religião em Palmyra, Nova Iorque em 1829;

Se é Adventista, deve reconhecer a G. Miller como fundador de sua seita em 1831, e que dela se separou em 1845 o grupo d'Os Adventistas do Sétimo Dia, formado por José Bages, Santiago White e Elena G. White;

Se forma parte do chamado Exército de Salvação, sua seita começou em Londres, com Guilhermo Booth, em 1865;

Se pertence à seita chamada Testemunhas de Jeová, deve saber que sua religião foi fundada por Carlos Taze Russel em 1870, e modificada por seu discípulo Rutherforf em 1918;

Se é um Científico Cristão, mirará o ano 1879 como o ano em que nasceu sua religião, que foi fundada pela senhora Mary Baker Eddy;

E estes são só alguns exemplos das inumeráveis seitas protestantes.
Agora bem, desde a pregação de Nosso Senhora Jesus Cristo até o nascimento destas e outras seitas, passou muito tempo... passaram séculos, em que estas seitas não existiram. Onde se encontravam essas religiões desde Cristo até a data de sua fundação?
Portanto, se não foram obra de Cristo, de quem foi obra? Você se dá conta de que as seitas são invenções de homens e não Obras de Deus?

Mas se é CATÓLICO APOSTÓLICO ROMANO, você sabe que sua Religião foi fundada no ano 33 da era cristã por Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, e que não mudou desde então.
Os que pretenderam mudá-la ficaram fora dela, porque não é possível mudar a verdade sem abandoná-la.
Os protestantes nunca foram de Jesus Cristo. Jesus Deus fundou sua Igreja sobre a rocha imutável de Pedro (São Mateus XVI, 18).
Sabe também que Jesus Cristo disse: "Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós com vestidos de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. Por seus frutos os conhecereis" (São Mateus, VII, 15.16).
E que assim Jesus Cristo disse: "Então, se alguém vos disser: Eis aqui está o Cristo, ou ei-lo acolá, não deis crédito. Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes milagres e prodígios, de tal modo que (se fosse possível) até os escolhidos se enganariam" (São Mateus, XXIV, 23-24).
Por conseguinte, não se deixe enganar pelos chamados "Pastores" protestantes, de qualquer seita que sejam, que querem com suas falsas doutrinas afastar-lhe da Igreja Católica, Apostólica e Romana, que é a única verdadeira, fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, que é, como Ele mesmo disse, "o Caminho, a Verdade e a Vida" (São João, XIV, 6).

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Oração de Santo Afonso à Senhora Imaculada

Ó minha Senhora, minha Imaculada, alegro-me conVosco por ver-Vos enriquecida de tanta pureza. Agradeço e proponho agradecer sempre o nosso comum Criador por ter-Vos Ele preservado de toda mancha de culpa. Disso tenho plena convicção, e para defender este Vosso tão grande e singular privilégio da Imaculada Conceição, juro dar até a minha vida. Estou pronto a fazê-lo, se preciso for. Desejaria que o mundo universo Vos reconhecesse e confessasse como aquela formosa aurora, sempre adornada da divina luz; como aquela arca eleita de salvação, livre do comum naufrágio do pecado; como aquela perfeita e imaculada pomba, qual Vos declarou Vosso divino Esposo; como aquele jardim fechado, que foi as delícias de Deus; como aquela fonte selada, na qual o inimigo jamais pode entrar para turvá-la; como aquele cândido lírio, finalmente, que, brotando entre os espinhos dos filhos de Adão, enquanto todos nascem manchados da culpa e inimigos de Deus, Vós nascentes pura e imaculada, amiga de Vosso Criador.


Consenti, pois, que ainda Vos louve, como Vos louvou Vosso próprio Deus: Toda Sois formosa e em Vós não há mancha. Ó pomba puríssima, toda cândida, toda bela, sempre amiga de Deus! Dulcíssima, amabilíssima, imaculada Maria, Vós que sois tão bela aos olhos do Senhor, não recuseis olhar com Vossos piedosíssimos olhos as chagas tão asquerosas de minha alma.

Olhai-me, compadecei-Vos de mim, e curai-me. Ó belo ímã dos corações, atraí para Vós também este meu miserável coração. Tende piedade de mim, que não só nasci em pecado, mais ainda depois do batismo manchei minha alma com novas culpas, ó senhora, que desde o primeiro instante de Vossa vida aparecestes bela e pura aos olhos de Deus. Que graça Vos poderá negar o Deus que Vos escolheu para Sua Filha, Sua Mãe e Sua esposa, e por essa razão Vos preservou de toda mancha? Virgem Imaculada, a Vós compete salvar-me, dir-Vos-ei com S. Filipe Néri. Fazei que me lembre de Vós; e não Vos esqueçais de mim. Parece tardar mil anos o momento de ir contemplar Vossa beleza no Paraíso, para melhor louvar-Vos e amar-Vos, minha Mãe, minha Rainha, minha Amada, belíssima, dulcíssima, puríssima, imaculada Maria. Amém.

Nota do livro: Santo Afonso escreveu o presente livro em 1750, portanto 104 anos antes da promulgação do dogma da Imaculada Conceição. Com este seu trabalho, e com outros escritos ascéticos, contribuiu muitíssimo para mais este triunfo de nossa Senhora.

(Glórias de Maria, Santo Afonso Maria de Ligório, editora Santuário, 18ª edição)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

BentoXVI: Imaculada, Fonte de Conforto


Queridos irmãos e irmãs:
Hoje, nosso encontro, por ocasião da oração do Ângelus, adquire uma luz especial no contexto da Solenidade da Imaculada Conceição de Maria. Na liturgia desta festa, proclama-se o Evangelho da Anunciação (Lc 1, 26-38), que apresenta justamente o diálogo entre o anjo Gabriel e a Virgem. "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!", disse o mensageiro de Deus e, dessa forma, revelou a mais profunda identidade de Maria, o "nome", por assim dizer, com que o próprio Deus a conhece: "cheia de graça". Esta expressão, que é tão familiar para nós desde a infância - pois a pronunciamos cada vez que rezamos a Ave Maria - explica o mistério que celebramos hoje. De fato, Maria, a partir do momento em que foi concebida por seus pais, foi objeto de predileção singular por parte de Deus, quem, em seu desígnio eterno, escolheu-a para ser a mãe de seu Filho feito homem e, portanto, preservada do pecado original. Por esta razão, o anjo se dirige a ela com esse nome, que implicitamente significa: "sempre cheia do amor de Deus", da sua graça.
O mistério da Imaculada Conceição é uma fonte de luz interior, de esperança e consolo. Em meio às provações da vida, especialmente das contradições vividas pelo homem no seu interior e ao seu redor, Maria, Mãe de Cristo, nos diz que a graça é maior do que o pecado, que a misericórdia de Deus é mais forte que o mal e sabe transformá-lo em bem. Infelizmente, todos os dias, nós experimentamos o mal, que se manifesta de muitas maneiras nas relações e nos acontecimentos, mas que tem sua raiz no coração humano, um coração ferido, doente, incapaz de curar a si mesmo. A Sagrada Escritura revela que a fonte de todos os males é a desobediência à vontade de Deus, e que a morte tem dominado porque a liberdade humana tem cedido à tentação do Maligno. Mas Deus não se desanima em seu plano de amor e vida: através de um longo e paciente caminho de reconciliação, preparou a nova e eterna aliança, selada com o sangue de seu Filho, que, para oferecer-se em expiação, "nasceu de mulher" (Gl 4, 4). Esta mulher, Maria, beneficiou-se antecipadamente da morte redentora de seu Filho e, desde a sua concepção, foi preservada do contágio da culpa. Por esta razão, com o seu coração imaculado, Ela nos diz: "Confiai em Jesus, Ele vos salva".

Imaculada Conceição, Rogai por nós.

Fonte: Rádio Vaticano

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Oração em preparação para o Natal

Maria, Virgem Grávida, Mulher de Deus, Virgem do SIM fecundo.

Tu que fecundaste ao Verbo de Deus e o levaste em teu seio durante nove meses, sentindo-o palpitar e crescer dentro de ti, experimentando sua presença e sendo transformada por Ele.
Nestes dias que antecedem o nascimento de teu Filho, nós queremos acompanhar-te; queremos estar contigo e para aprender de ti a levar a Deus no coração e deixarmo-nos transformar por sua presença.

Maria, Virgem Grávida, te pedimos que ao acompanhar-te, sejas Tu quem interceda por cada um de nós, para que possamos celebrar o Natal cheios da presença de teu Filho em nossas vidas.
Maria, Virgem Mãe, mulher da espera confiada, pede por nós para que neste Natal, todos possamos ficar mais perto de seu Filho, e assim sermos capazes de recomeçar, de perdoar e ser perdoados, de voltar a amar, e ser curados interiormente, para celebrar e viver a vida de Deus em nós.
Maria, Virgem do SIM e da realização, Virgem Mãe do silêncio eloqüente, ajuda-no a celebrar este Natal, tendo seu Filho centro de nossas vidas. Maria, pede por nós, agora e sempre.
Que assim seja.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Oração da Família

Senhor, nós vos louvamos pela nossa família e agradecemos a vossa presença em nosso lar.
Iluminai-nos para que sejamos capazes de assumir nosso compromisso de fé na Igreja e de participar da vida de nossa comunidade.
Ensinai-nos a viver a vossa palavra e o Vosso mandamento de Amor, a exemplo da FAMÍLIA DE NAZARÉ.
Concedei-nos a capacidade de compreendermos nossas diferenças de idade, de sexo, de caráter, para nos ajudarmos mutuamente, perdoarmos nossos erros e vivermos em harmonia.
Dai-nos, Senhor, saúde, trabalho e um lar onde possamos viver felizes.
Ensinai-nos a partilhar o que temos com os mais necessitados e empobrecidos, e dai-nos a graça de aceitar com fé e serenidade a doença e a morte quando se aproximem de nossa família.
Ajudai-nos a respeitar e incentivar a vocação de nossos filhos quando quiserdes chamar a Vosso serviço.
Que em nossa família reine a confiança, a fidelidade, o respeito mútuo, para que o amor se fortifique e nos una cada vez mais.
Permanecei em nossa família, Senhor, e abençoai nosso lar hoje e sempre. Amém!
Fonte: www.verdadeirasgracas.com.br

domingo, 5 de dezembro de 2010

Reflexão para o segundo Domingo do Advento


A liturgia de hoje, de modo especial, nos propõe uma mudança radical que nos torne pessoas de acordo com o coração de Deus. A primeira leitura tirada do livro do Profeta Isaías nos dá uma visão do mundo querido por Deus e pelo qual deveríamos trabalhar para que se tornasse realidade: a harmonia reinando entre as criaturas sejam animais racionais ou irracionais. O Evangelho nos leva à radicalidade ao apresentar a pessoa de João Batista: ele prega a metanoia, a mudança de mentalidade.

O termo técnico usado pela espiritualidade ao falar de mudança de pensar e de querer é a palavra grega metanoia. Usamos geralmente a palavra metamorfose para falar de mudança de forma. Metanoia é mudar de cabeça, de maneira de pensar e de agir.
João Batista prega isso ao falar em conversão e a mostra quando se apresenta com um modo de proceder bastante simples e voltado para aquele que virá – Jesus Cristo!
Se vivo voltado para mim mesmo, se sou consumista, se me fecho em meu mundinho formado por minha família e minha roda de amigos, se desconheço a realidade que está à minha volta e se penso apenas nos negócios da família, necessito de conversão. Se continuo assim, nunca será Natal em minha vida, mesmo que minha casa esteja bem iluminada e decorada, mesmo que em cada canto haja um presépio, mas será o famoso Natal consumista, sem a presença do aniversariante porque não existe lugar para ele com seus valores em nossa vida.
O Natal autêntico é a abertura do coração ao Senhor para que venha até nós e se instale como quiser. Certamente os frutos serão a fraternidade, a alegria sincera, o serviço despretensioso, a gratuidade no ser e no agir.

Existe uma fábula de La Fontaine - o Cordeiro e o Lobo - onde fica claro que o mais forte sempre possui uma razão para devorar o mais fraco, mesmo que seja sem culpa alguma do primeiro. Também nós, fechados em nosso mundo e confiantes em nossa sabedoria e discernimento, sempre encontramos razões para continuar fazendo o que nos agrada e julgar que sempre temos razão e os errados são os outros. Deixemo-nos questionar pela Palavra de Deus! É a nossa salvação, a libertação de nós mesmos! Eis o tempo propício à conversão, à mudança de mentalidade.

Se o coração não estiver mudado, o Senhor não virá até cada um de nós. A imagem usada pelo Batista deixa claro que para o rei poder chegar ao seu povo, necessita de haver caminhos endireitados, caso contrário se torna impossível. Não é que o Senhor exija caminhos, mas como entrar em um coração fechado, em uma mente que não se abre para acolher novas idéias e para sempre deixar outras? Como acolher o outro se temos muros que impedem o acesso a nós?

Na Eucaristia celebramos o mundo da partilha, onde Deus e não o dinheiro é o Pai. O caminho é o da austeridade de vida e o da solidariedade. E isso com todos os bens que possuímos, desde os materiais até os espirituais, passando pelos psicológicos, os afetivos, os intelectuais. O sacrifícar-se pelo outro e até a própria liberdade se for o caso, faz parte dessa dinâmica, pois Eucaristia é o sacrifício da Vida, realizado pelo Amor, partilhada em favor de todos.

A segunda leitura nos ensina que essa acolhida será para todos os homens, sejam fracos ou fortes, sem preconceito algum. Mas ela também nos diz a necessidade de unirmos nossos sentimentos, a exemplo de Jesus Cristo.

Além disso é preciso criar raízes. Nos primeiros tempos da Evangelização do Brasil, os nossos índios, após um tempo em que os missionários estavam contentes pelos aparentes frutos colhidos, voltavam aos antigos costumes, deixando com isso os missionários muito tristes com a falta de perseverança dos nativos. É necessário mudança radical!

Nesse segundo domingo peçamos ao Senhor que invada nosso coração e aplaine nossa afetividade, corrija nossos valores e derrube nossos muros. Que nossa vida, com toda sua riqueza seja colocada em favor da paz, da harmonia entre os homens. Que a paz e a beleza da noite de Natal, quando veio ao mundo o Príncipe da Paz, não seja impedida pelo nosso egoísmo, mas permitida pelo nosso querer e agir, pelo nosso coração. Advento/Natal é tempo de amar, tempo de mudar de vida para amar mais, em plenitude.
Nossa vocação é o Amor! Vivamos o Amor sem limites, sem empecilhos, sem barreiras, o Amor da Noite de Natal!

Fonte: Rádio Vaticano

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Vencer conflitos convertendo corações ao bem, indica Papa


Bento XVI falou hoje da conversão do coração como meio para superar os conflitos e alcançar a paz, ao receber o novo embaixador da Costa Rica junto ao Vaticano, Fernando Felipe Sánchez Campos, por ocasião da apresentação de suas cartas credenciais.
"Os conflitos não podem ser vencidos simplesmente com a força, mas com a transformação dos corações ao bem e à verdade", disse, considerando fundamental que as novas gerações estejam convencidas disso.
O Papa então apontou para a importância de acabar com a pobreza e o analfabetismo, "robustecendo o Estado de direito e fortalecendo a independência e eficácia dos tribunais de justiça".
Também destacou a contribuição da "consolidação de um pilar muito importante e indispensável na sociedade: a unidade e estabilidade da família".
Bento XVI acrescentou que "a defesa da paz também será facilitada com o cuidado do ambiente natural", incentivando o desenvolvimento "do que promove um verdadeiro desenvolvimento humano, em harmonia com a criação, evitando interesses espúrios e sem clareza".
Sobre os aspectos a serem combatidos, o Pontífice destacou a importância de "rejeitar firmemente a impunidade, a delinquência juvenil, o trabalho infantil, a injustiça e o tráfico de drogas".
Sublinhou, além disso, a necessidade de as autoridades promoverem "medidas tão importantes como a segurança pública, a formação adequada de crianças e jovens, a devida atenção os presos, a eficácia nos cuidados de saúde para todos, especialmente dos mais necessitados e dos idosos, assim como os programas que levem a população a alcançar uma moradia digna e um emprego decente".

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Somos as Ovelhas , e Tu Senhor é o Verdadeiro Pastor

Senhor,
Tu és o Bom Pastor.
Eu sou a Tua Ovelha.
Em alguns dias, estou sujo;
Em outros, estou doente.
Em alguns dias, me escondo;
Em outros, me revelo.
Sou uma ovelha ora mansa, ora agitada.
Sou uma ovelha ora perdida, ora reconhecida.
Eu sou Tua Ovelha, Senhor.
Eu conheço a Tua voz.
É que às vezes a surdez toma conta de mim.
Eu sou Tua ovelha, Senhor.
Não permita que eu me perca, que eu me desvie do Teu rebanho.
Mas, se eu me perder, eu Te peço Senhor, Vem me encontrar.
Amém

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Papa recorda Importância da Clausura na Igreja


Dedica sua catequese à mística inglesa Juliana de Norwich
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 1º de dezembro de 2010 (ZENIT.org) -

Bento XVI manifestou hoje o seu reconhecimento e estima pelos homens e mulheres que se retiram à vida contemplativa, durante a catequese que pronunciou na audiência geral desta manhã.
O Papa quis destacar a importância desta vocação na Igreja, ao falar de uma nova santa medieval, Juliana de Norwich, escritora e mística inglesa do século XIV.
"Mulheres e homens que se retiram para viver em companhia de Deus, precisamente graças a essa decisão sua, adquirem um grande senso de compaixão pelos sofrimentos e fraquezas dos outros", afirmou o Papa.
Estas pessoas são "amigas e amigos de Deus, têm uma sabedoria que o mundo - do qual se afastam - não possui e, gentilmente, a compartilham com aqueles que batem à sua porta".
Diante dos fiéis reunidos na Sala Paulo VI, o Santo Padre falou da sua "admiração e reconhecimento" aos mosteiros de clausura, que, "agora mais do que nunca, são oásis de paz e esperança, tesouro precioso para a Igreja inteira, em especial para lembrar a primazia de Deus e a importância da oração constante e intensa no caminho da fé".
Disso é exemplo Juliana, quem, depois de revelações místicas, retirou-se como anacoreta em uma cela perto da igreja de São Juliano de Norwich, explicou o Papa.
"Poderia nos surpreender e até mesmo nos deixar perplexos esta decisão de viver ‘reclusa', como se dizia em sua época", ainda que Juliana não tenha sido uma exceção: "naqueles séculos, um número considerável de mulheres escolheu esta vida, adotando regras elaboradas especificamente para elas", afirmou o Papa.
As eremitas ou "reclusas", em sua cela, dedicavam-se à oração, à meditação e ao estudo. "Assim, amadureciam uma fina sensibilidade humana e religiosa, que as fazia ser veneradas pelo povo", acrescentou.
Esta "não era uma decisão individualista; precisamente esta proximidade com o Senhor amadureceu nela a capacidade de ser conselheira para muitos, de ajudar os que viviam em dificuldade nesta vida", sublinhou.
Amor divino
Juliana de Norwich é conhecida por uma única obra, "Revelações do Amor Divino", que recebeu durante uma doença que a levou à beira da morte.
"Foi o próprio Senhor quem, quinze anos depois destes acontecimentos extraordinários, revelou-lhe o sentido as visões", a revelação do "amor divino", disse o Pontífice.
Este livro "contém uma mensagem de otimismo, baseada na certeza de ser amados por Deus e protegidos pela sua Providência".
O tema do amor divino "volta com frequência nas visões de Juliana de Norwich, quem, com certa ousadia, não hesitou em compará-lo ao amor materno".
"Esta é uma das mensagens mais características da sua teologia mística. A ternura, a solicitude e a doçura da bondade de Deus para conosco são tão grandes, que nos remetem ao amor de uma mãe pelos seus próprios filhos", afirmou.
"O Catecismo da Igreja Católica - sublinhou Bento XVI - retoma as palavras de Juliana de Norwich ao expor o ponto de vista da fé católica sobre um tema que continua sendo um desafio para todos os crentes: se Deus é sumamente bom e sábio, por que existe o mal e o sofrimento dos inocentes?"
"Também os santos, precisamente os santos, levantaram esta questão - sublinhou. À luz da fé, eles nos dão uma resposta que abre nossos corações à confiança e à esperança: nos misteriosos desígnios da Providência, Deus sabe extrair do mal um bem maior, como escreveu Juliana de Norwich."
"Se entregarmos a Deus, ao seu imenso amor, os desejos mais puros e mais profundos do nosso coração, nunca seremos decepcionados. ‘E tudo vai terminar bem', ‘tudo será para o bem'", concluiu o Papa.