terça-feira, 21 de dezembro de 2010

São Pedro Canísio, Confessor e Doutor da Igreja


No mesmo ano em que no Brasil o Beato José de Anchieta entregava sua alma a Deus, na Suíça outro grande jesuíta dos tempos áureos da Companhia também encerrava sua carreira na Terra: São Pedro Canísio, o homem a quem considerável parte do mundo alemão deve sua fidelidade à Igreja de Roma. Pelos seus escritos e pela sua palavra inflamada, esse filho de Santo Inácio de Loyola conseguiu opor uma barreira sólida aos avanços da heresia luterana os protestantes.
Pedro Canísio, quando tinha menos de treze anos, ele já reunia meninos e meninas à sua volta para ensinar passagens da Bíblia, orações e detalhes da doutrina da Igreja. Mais tarde, seria autor de um catecismo que, publicado pela primeira vez em 1554, teve mais de duzentas edições e foi traduzido em quinze línguas.

Nasceu em oito de maio de 1521, no ducado de Geldern, atual Holanda. Ao contrário dos demais garotos, preferia os livros de oração às brincadeiras. Muito estudioso e dedicado, com quinze anos seu pai o encaminhou para estudar em Colônia e, com dezenove, recebeu o grau de doutor em filosofia. Não aprendeu somente as ciências terrenas. Com um mestre profundamente católico, Pedro também se aprofundou, nos estudos da doutrina de Cristo, fazendo despertar a vocação que se adivinhava desde a infância.
Admirado pelos pontífices e governantes do seu tempo, respeitado como primeiro jesuíta de nacionalidade alemã, Pedro Canísio morreu em 21 de dezembro de 1597, em Friburg, atual Suíça, após cinqüenta e quatro anos de dedicação à Companhia de Jesus e à Igreja.
Foi canonizado por Pio XI, em 1925, para ser festejado, no dia de sua morte, como São Pedro Canísio, Doutor da Igreja, título que também recebeu nessa ocasião.

Oração

A sua morte seja a minha vida! O seu sangue e as suas chagas lavem os meus males! Como a minha carne me seduziu frequentemente para a culpa, assim a carne de tão amado e inocente Filho e irmão me refaça para o perdão e te dobre para a misericórdia! Que o fruto da paixão e morte do redentor do mundo se aplique à remissão de todos os pecados por mim já designados e à consecução e aumento dos dons espirituais mais necessários. (p.67.Livro I).

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