terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Santa Ângela de Foligno

De família abastada, foi casada e teve vários filhos. Entregou-se às vaidades do mundo até que, ficando viúva e tendo perdido sucessivamente os filhos, converteu-se ingressou na Ordem Terceira de São Francisco e passou a levar vida de penitência. É considerada uma das maiores místicas da História da Igreja.
Num curto espaço de tempo perdeu os pais, o marido e todos os numerosos filhos, um a um. Mas, ao invés de esmorecer, uma mulher forte e confiante nasceu daquela seqüência de mortes e sofrimento, cheia de fé em Deus e no seu conforto espiritual. Como conseqüência, em 1291 fez os votos religiosos, doando todos os seus bens para os pobres e entrando para a Ordem Terceira de São Francisco, trocando a futilidade por penitências e orações.
O dom místico começou a se manifestar quando Santa Ângela recebeu em sonho a orientação de São Francisco para que fizesse uma peregrinação a Assis. Ela obedeceu, e a partir daí as manifestações não pararam mais.

Contam seus escritos que ela chegava a sentir todo o flagelo da paixão de Cristo, nos ossos e juntas do próprio corpo. Todas essas manifestações, acompanhadas e testemunhadas por seu diretor espiritual, Santo Arnaldo de Foligno, foram registradas em narrações que ela escrevia em dialeto úmbrio e que eram transcritas imediatamente para o latim ensinado nas escolas, para que pudessem ser aproveitados imediatamente por toda a cristandade.
Trinta e cinco dessas passagens foram editadas com o título "Experiências espirituais, revelações e consolações da Bem-Aventurada Ângela de Foligno", livro que passou a ser básico para a formação de religiosos e trouxe para a Santa o título de "Mestra dos Teólogos". Muitos dos quais a comparam como Santa Tereza d'Ávila e Santa Catarina de Sena.

Ângela terminou seus dias orientando espiritualmente, através de cartas, centenas de pessoas que pediam seus conselhos. Ao Santo Arnaldo, à quem ditou sua autobiografia, disse o seguinte:
"Eu, Ângela de Foligno, tive que atravessar muitas etapas no caminho da penitência e conversão.
A primeira foi me convencer de como o pecado é grave e danoso.
A segunda foi sentir arrependimento e vergonha por ter ofendido a bondade de Deus.
A terceira me confessar de todos os meus pecados.
A quarta me convencer da grande misericórdia que Deus tem para com os pecadores que desejam ser perdoados.
A quinta adquirir um grande amor e reconhecimento por tudo o que Cristo sofreu por todos nós.
A sexta sentir um profundo amor por Jesus Eucarístico.
A sétima aprender a orar, especialmente rezar com amor e atenção o Pai Nosso.
A oitava procurar e tratar de viver em contínua e afetuosa comunhão com Deus.
Na Santa Missa, ela muitas vezes via Jesus Cristo na Santa Hóstia.
Morreu, em 04 de janeiro 1309, já sexagenária, sendo enterrada na Igreja de São Francisco, em Foligno, Itália.

Oração

"Ó Deus, Pai e Senhor nosso, a experiência de Santa Âgela nos ensina o quanto é agradável a vós a conversão sincera dos corações ao evangelho. Queremos deixar tudo o que em nossa vida é injustiça
e egoísmo, a fim de conhecer-Vos melhor e servir-Vos em nossos irmãos, sobretudo os mais necessitados.
Amém.
Santa Ângela, rogai por nós."

2 comentários:

  1. Muito bom e necessário. Muito proveitoso para mim, que sou Angela.

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  2. Não é para sorrir, que eu te amei?" Infelizmente, muitos da igreja catolica interpretam: nao é para sorrir que eu te amei... é para que sofras...."

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