segunda-feira, 30 de maio de 2011

Evangelho traz alegria e vida verdadeiras, diz Papa






A Igreja tem a vocação de levar o Evangelho, tanto às populações que não o conhecem como às que, ainda tendo raízes cristãs, precisam de seiva nova para redescobrir a alegria da fé, recordou Bento XVI hoje, em sua intervenção por ocasião do Regina Caeli.
“É possível que a humanidade conheça a verdadeira alegria, porque, onde chega o Evangelho, floresce a vida; como um terreno árido que, regado pela chuva, rapidamente floresce”, afirmou.
O Papa se referiu à “força de cura do Evangelho, que, ao longo dos séculos, “lavou”, como rio benéfico, tantas populações”.


E recordou alguns dos grandes santos que levaram esperança e paz a cidades inteiras, dando a vida pelo anúncio de Cristo e fazendo florescer entre os homens a alegria profunda.
Citou São Carlos Borromeu, a Beata Teresa de Calcutá e João Paulo II, “um grande missionário”, segundo Bento XVI, que “relançou a missão ad gentes e, ao mesmo tempo, promoveu a nova evangelização”.
Em sua intervenção, o Pontífice recordou que “a vocação da Igreja é a evangelização: tanto as populações que ainda não foram “regadas” pela água vida do Evangelho como aquelas que, ainda tendo antigas raízes cristãs, precisam de seiva para dar novos frutos e redescobrir a beleza e a alegria da fé”.


E confiou esta evangelização a Nossa Senhora, pedindo que ela “acompanhe sempre e em todos os lugares o anúncio do Evangelho, para que se multipliquem e se ampliem no mundo os espaços nos quais os homens reencontram a alegria de viver como filhos de Deus”.
Após rezar a oração mariana pascal, em sua saudação em língua espanhola, o Santo Padre convidou a “renovar com alegria a esperança cristã que nasce do mistério pascal, para enfrentar as dificuldades, afugentar o desânimo e esforçar-se por construir um mundo mais digno do homem, segundo os desejos de Deus”.


Em sua saudação em língua polonesa, o Papa invocou o dom da beatificação do cardeal Stefan Wyszynski, recordando que ontem foram comemorados os 30 anos do seu falecimento.
“Aprendamos dele o total abandono na Mãe de Deus – exortou. Sua confiança expressada com as palavras ‘Confiei tudo a Maria’ seja para nós um modelo especial.”
Finalmente, em italiano, Bento XVI se referiu à beatificação de Maria Serafina do Sagrado Coração de Jesus, fundadora do Instituto das Irmãs dos Anjos, Adoradoras da Santíssima Trindade, que aconteceu ontem em Cerreto Sannita.
“Ao recordar o centenário do seu nascimento ao Céu – disse -, nós nos alegramos com suas filhas espirituais e com todos os seus devotos.”


Fonte: CIDADE DO VATICANO, domingo, 29 de maio de 2011 (ZENIT.org)

sábado, 28 de maio de 2011

Exorcista de Roma diz que invocar João Paulo II é efetivo contra o diabo





Pe. Gabriele Amorth, sacerdote exorcista da diocese de Roma (Itália) e um dos mais conhecidos do ramo, assinalou que, o agora Beato Papa João Paulo II se converteu, nos últimos anos, em um poderoso intercessor na luta contra o demônio.
O Pe. Amorth tem 86 anos de idade e 70 000 exorcismos em seu experiência. O primeiro que disse na entrevista é que "o mundo deve saber que Satanás existe".
Em seu pequeno e singelo escritório na zona sudeste de Roma onde realizou milhares de exorcismos, o sacerdote contou que às vezes invoca a ajuda de Santos homens e mulheres, entre os quais destaca João Paulo II, beatificado pelo Papa Bento XVI no último passado 1º de maio em Roma ante um milhão e meio de fiéis.


Durante os exorcismos, contou o sacerdote à agência em espanhol do grupo ACI, a ACI Prensa, "perguntei ao demônio mais de uma vez: ‘por que João Paulo II te dá tanto medo?’ E tive duas respostas distintas, ambas interessantes".
"A primeira foi: ‘porque ele desarmou meus planos’. E acredito que com isso se refere à queda do comunismo na Rússia e na Europa do Leste. O colapso do comunismo".
"Outra resposta que o demônio me deu foi ‘porque arrebatou a muitos jovens de minhas mãos’. Há muitos jovens que, graças a João Paulo II, converteram-se. Talvez alguns já eram cristãos mas não praticantes, e logo com João Paulo II voltaram para a prática".


Ao ser perguntado sobre o intercessor mais efetivo de todos, o Pe. Amorth respondeu sem duvidar: "é obvio que a Virgem é a mais efetiva. E quando é invocada como Maria!"
"Uma vez perguntei a Satanás. ‘mas por que te assusta mais quando invoco a Nossa Senhora que quando invoco a Jesus Cristo? ’ Respondeu ‘porque me humilha mais ser derrotado por uma criatura humana que ser derrotado por Ele".
O sacerdote disse também que é importante a intercessão dos que ainda vivem através da oração. Os cristãos podem rezar pela liberação de uma alma, um dos três elementos que ajudam neste processo aos que se somam a fé e o jejum.


"O Senhor deu (aos Apóstolos) uma resposta que também é muito importante para nós os exorcistas. Disse que para vencer o demônio se necessita muita fé, muita oração e muito jejum: Fé, oração e jejum".
O Pe. Amorth disse ademais que na luta contra o demônio é necessária "especialmente a fé, necessita-se muita fé. Muitas vezes também nas curas, Jesus não diz no Evangelho sou eu quem te curei. Diz, no entanto, você está curado por sua fé. Quer fé nas pessoas, uma fé forte e absoluta. Sem fé não pode fazer nada".
O sacerdote membro da Sociedade de São Paulo explicou que "o diabo e os demônios são muitos e têm dois poderes: os ordinários e os extraordinários".
"O poder ordinário é a capacidade de tentar o homem para distanciá-lo de Deus e levá-lo ao inferno. Esta ação se realiza contra todos os homens e as mulheres de todo lugar e religião".
Sobre os poderes extraordinários, o Pe. Amorth indicou que estes se concentram em uma pessoa específica e existem quatro tipos:
"A possessão demoníaca para a qual se requer um exorcismo, o vexame demoníaco, como o que sofreu em reiteradas ocasiões o Santo Padre Pio de Pietrelcina que era golpeado fisicamente pelo demônio; as obsessões que levam a pessoa ao desespero; e a infestação, que é quando o demônio ocupa um espaço, um animal ou inclusive um objeto".


O sacerdote alertou que estes fatos são pouco freqüentes mas estão em aumento. Também manifestou sua preocupação pela cada vez maior quantidade de jovens que são afetados por Satanás através das seitas, as sessões de espiritismo e as drogas. Apesar disso não se desalenta.
"Com Jesus Cristo e Maria, Deus nos prometeu que nunca permitirá tentações maiores que nossas forças", assinalou.
Finalmente na entrevista o Pe. Amorth propôs uma breve guia a ser tomada em conta na luta contra Satanás:
"As tentações do demônio são vencidas sobretudo evitando as ocasiões, porque o demônio sempre procura nossos pontos mais fracos. E logo, com a oração. Nós os cristãos temos uma vantagem porque temos a Palavra de Deus, temos a oração e podemos rezar ao Senhor", concluiu.

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"O Senhor Deus deu-me a língua de um discípulo para que eu saiba reconfortar pela palavra o que está abatido. Cada manhã ele desperta meus ouvidos para que escute como discípulo" (Is 50,4)
Fonte: 18-05-2011Tags: exorcista, Pe. Gabriele Amorth, intercessor
Pe. Gabriele Amorth

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A Ave Maria - Breve Explicação



Você está num estado miserável de pecado?
Pois então chame a divina Maria e diga-lhe: Ave! Que vem a ser "Eu vos saúdo com o mais profundo respeito, pois vós sois sem pecado" e ela livra-lo-á do mal de seus pecados.

Você está envolto na escuridão da ignorância e do erro?
Vá a Maria e diga-lhe: Ave Maria. Que vem a ser “Iluminada com os raios do sol de justiça” ‑ e ela lhe dará um pouco de sua luz.

Caminha extraviado, fora do caminho que leva aos Céus?
Pois então, chame Maria, porque seu nome significa "Estrela do Mar, Estrela polar que guia navios de nossas almas durante a jornada desta vida, e ela lhe guiará ao porto da salvação eterna.


Você está triste?
Recorra à Maria, pois seu nome significa também “Mar de amarguras que a encheu com cortante dor neste Mundo, Mas com o qual tornou-se em mar da mais pura alegria no Céu” e ela transformará sua tristeza em alegria e sua aflição em paz.

Você perdeu o estado de graça?
Louve e honre as inumeráveis graças com que DEUS encheu a Virgem Maria, e diga-lhe "Sois cheia de graça e cheia dos dons do ESPÍRITO SANTO" e ela lhe dará algumas destas graças.

Se sente só, tendo perdido a proteção de DEUS?
Reze a Maria, diga-lhe: “O SENHOR é convosco,” e esta união é nobilíssima e mais íntima que aquela que Ele tem com os santos e os justos, pois vós sois uma com Ele. Sendo Ele vosso FILHO e Carne de sua Carne; estais unida ao SENHOR por causa da perfeita semelhança com ELE e pelo vosso amor mútuo, por serdes Sua Mãe. E depois diga a ela: “A SANTÍSSIMA TRINDADE é convosco porque vós sois o Seu Templo,” e ela lhe colocará mais uma vez debaixo da proteção e cuidado do DEUS Todo-Poderoso.
Você se tornou um foragido e tem sentido a justiça de DEUS pesar?
Então diga a Nossa Senhora: "Bendita sois vós entre todas as mulheres e sobre todas as nações, por vossa pureza e fertilidade; tornastes as maldições divinas em bênçãos para nós", e ela o abençoará.
Sente fome pelo pão da graça e pão da vida?
Ajoelhe-se próximo a ele que deu vida ao Pão Vivo que desceu do Céu, e diga a ela: "Bendito é fruto de vosso ventre que concebestes sem a mínima perda de vossa virgindade, que carregastes sem desconforto Aquele a quem destes à luz sem dor. Bendito seja JESUS que redimiu nosso Mundo sofredor enquanto estávamos presos às cadeias do pecado, que curou o Mundo de sua doença, que tem ressuscitado os mortos para a vida, que trouxe para casa o que lhe for abanido, restaurou os pecadores para a vida da graça e que salvou os homens da condenação." Sem dúvida, sua alma estará cheia do pão da graça nesta vida e de glória eterna na próxima. Amém.

Fonte: http://www.rosarioperpetuo.com.br/

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Alma de Cristo ( Ação de Graças ,após Comunhão)
















Essa Oração vem se perdendo em nossa Igreja, pois muitos comungam mais não fazem Ação de Graças, e antes do concílio essa oração era feita pelo sacerdote depois de um breve silêncio após comunhão, pedimos que se você já faz ou não tem feito ainda leve-a para sua comunidade essa linda oração de Ação de Graças.

Oração

Corpo de Cristo, salvai-me

Sangue de Cristo, inebriai-me

Água do lado de Cristo, lavai-me

Paixão de Cristo, confortai-me

Ó Bom Jesus, ouvi-me

Dentro de vossas chagas, escondei-me

Não permitais que eu me separe de Vós

Do Espírito maligno, defendei-me

Na hora da minha morte, chamai-me e mandai-me ir para vós, para que com os vossos santos vos louve por todos os séculos dos séculos. Amém.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Bento XVI: misericórdia é a essência de Deus



Explica o que é a oração de intercessão

A oração de intercessão supõe mergulhar no abismo da misericórdia de Deus, que só espera um gérmen de bem para perdoar e salvar o homem.
O Papa Bento XVI começou hoje, em sua catequese da audiência geral, um percurso pelas grandes figuras bíblicas, para aprofundar no significado da oração cristã.
Começou hoje com a oração de intercessão, através da conhecida passagem da destruição de Sodoma e Gomorra, no capítulo 18 do livro do Gênesis, e da oração de Abraão tentando salvar a cidade.
Esta passagem bíblica, explicou o Papa, narra que "a maldade dos habitantes de Sodoma e Gomorra estava chegando ao seu limite, tanto que se fez necessária uma intervenção de Deus para realizar um grande ato de justiça e frear o mal, destruindo aquelas cidades".
"Aqui intervém Abraão, com sua oração de intercessão. Deus decide revelar-lhe o que vai lhe acontecer e lhe faz conhecer a gravidade do mal e suas terríveis consequências".
Abraão, sublinhou o Papa, "não se limita a pedir a salvação para os inocentes. Abraão pede o perdão para toda a cidade".
"Abraão não pede a Deus uma coisa contrária à sua essência; ele bate à porta do coração de Deus conhecendo sua verdadeira vontade", destacou o Papa. "É o perdão que interrompe a espiral do pecado e Abraão, em seu diálogo com Deus, apela exatamente a isso."
Através da intercessão, que é a oração a Deus pela salvação dos demais, "se manifesta e se expressa o desejo de salvação que Deus tem sempre com relação ao pecador".


Um Justo
Posteriormente, explicou o Papa, "a misericórdia de Deus na história do seu povo se amplia mais tarde. Se para salvar Sodoma eram necessários dez justos, o profeta Jeremias dirá, em nome do Onipotente, que basta somente um justo para salvar Jerusalém".
"O número diminuiu mais ainda, a bondade de Deus se mostra ainda maior. E nem sequer isso basta, a sobreabundante misericórdia de Deus não encontra a resposta do bem que busca e Jerusalém cai sob o assédio dos inimigos."
Por isso, explicou, "será necessário que Deus se converta nesse justo. E este é o mistério da Encarnação: para garantir um justo, Ele mesmo se faz homem. O justo estará sempre presente, porque é Ele: é necessário que o próprio Deus se converta nesse justo".
"O infinito e surpreendente amor divino é manifestado em sua plenitude quando o Filho de Deus se faz Homem, o Justo definitivo, o perfeito Inocente, que levará a salvação ao mundo inteiro morrendo na cruz, perdoando e intercedendo por aqueles que ‘não sabem o que fazem'."


Intercessão hoje
Deus "quer salvar o homem, libertando-o do pecado - explicou. Mas é necessária uma transformação a partir do interior, uma gota de bem, um começo do qual partir para transformar o mal em bem, o ódio em amor, a vingança em perdão".
Esta, acrescentou, é "uma palavra dirigida também a nós: que em nossas cidades haja um gérmen de bem; que façamos o necessário para que não sejam apenas dez justos, para conseguir realmente fazer que nossas cidades vivam e sobrevivam, para salvá-las dessa amargura interior que é a ausência de Deus".
Fonte : CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 18 de maio de 2011 (ZENIT.org) -

terça-feira, 17 de maio de 2011

São Pascoal Baylon



Pascoal Baylon nasceu na cidade de Torre Hermosa - Espanha, em 16 de maio de 1540. Filho de uma família humilde, foi pastor de ovelhas desde muito jovem e, aos dezoito anos, seguindo sua vocação, tentou ser admitido no convento franciscano de Santa Maria de Loreto. Sua primeira tentativa foi frustrada, mas, em 1564, após recusar uma grande herança de um rico senhor que havia sido curado por ele e por causa dos seus dons carismáticos, ele pôde ingressar na Ordem. Defensor extremado de sua fé travou grande luta contra os calvinistas franceses, que negavam a eucaristia. Apesar da sua simplicidade, Pascoal era muito determinado quando se tratava de dissertar sobre sua espiritualidade e conhecimentos eucarísticos.
Foi autor de um pequeno livro de sentenças que comprovam a real presença de Cristo na eucaristia e o poder sagrado transmitido ao sumo pontífice. Por isso foi considerado um dos primeiros e mais importantes teólogos da eucaristia.
Ele morreu no dia 17 de maio de 1592, aos cinqüenta e dois anos, em Villa Real, Valência. Em 1690, foi canonizado. O papa Leão XIII nomeou são Pascoal Baylon patrono das obras e dos congressos eucarísticos.

Oração

Permite, Senhor, que pela intercessão de São Pascoal Baylon cultive eu, também, muito amor pela Sagrada Eucaristia e que seja para mim fonte de comunhão cada vez maior com Cristo e a Igreja. Amém.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Oração a Nossa Senhora de Fátima






ORAÇÃO


Santíssima virgem que nos montes de Fátima Vos dignastes a revelar a três humildes pastorinhos os tesouros de graças contidas na prática do vosso Rosário, incuti profundamente em nossa alma o apreço, em que devemos ter esta devoção, para Vos tão querida, a fim de que, meditando os mistérios da nossa Redenção que nela se comemora, nos aproveitemos de seus preciosos frutos e alcancemos a graça, que Vos pedimos nesta oração, se for para maior glória de Deus, honra vossa e proveito de nossas almas. Assim seja.


Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai.
v. Rainha do Santíssimo Rosário.
v. Rogai por nós
.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

A oração mostra sede que homem tem do infinito, afirma Papa



Das cavernas à "era digital", homem busca sentido para sua finitude.


O homem é religioso por natureza e a oração expressa esta necessidade profunda de encontrar sentido para a existência. Esta foi a reflexão do Papa Bento XVI durante a audiência geral de hoje, realizada na Praça de São Pedro.
Nesta segunda catequese do seu recém-começado ciclo sobre a oração, o Pontífice quis aprofundar na natureza da oração, que é muito mais do que um rito ou uma fórmula.
"Vivemos em uma época na qual são evidentes os sinais de secularismo. Parece que Deus desapareceu do horizonte de muitas pessoas ou que se tornou uma realidade diante da qual se permanece indiferente", afirmou.
No entanto, ao mesmo tempo, há "muitos sinais que nos indicam um despertar do sentido religioso, uma redescoberta da importância de Deus para a vida do homem, uma exigência de espiritualidade, de superar uma visão puramente horizontal, material da vida humana".
Citando sobretudo o Catecismo da Igreja Católica, o Papa explicou que o homem "é religioso por natureza" e "sente a necessidade de encontrar uma luz para dar resposta às perguntas que têm a ver com o sentido profundo da realidade - resposta que ele não pode encontrar em si mesmo, no progresso, na ciência empírica".


"O homo religiosus não emerge somente do mundo antigo, mas atravessa toda a história da humanidade", disse. "O homem "digital", assim como o das cavernas, busca na experiência religiosa os caminhos para superar sua finitude e para assegurar sua precária aventura terrena."
O homem espera das diversas religiões "resposta para os enigmas da condição humana, os quais, hoje como ontem, profundamente preocupam seus corações", acrescentou, citando a declaração Nostra Aetate.
"O homem sabe que não pode responder por si mesmo à sua própria necessidade fundamental de entender. Ainda que seja iluso e acredite ainda que é autossuficiente, tem a experiência de que não se basta a si mesmo. Precisa abrir-se ao outro, a algo ou a alguém, que possa dar-lhe o que lhe falta; deve sair de si mesmo rumo Àquele que pode saciar a amplidão e profundidade do seu desejo", reconheceu.


"O homem carrega dentro de si uma sede do infinito, uma nostalgia da eternidade, uma busca da beleza, um desejo de amor, uma necessidade de luz e de verdade, que o empurram em direção ao Absoluto; o homem carrega dentro de si o desejo de Deus. E o homem sabe, de alguma forma, que pode dirigir-se a Deus, que pode rezar-lhe."
Esta atração do homem por Deus, explicou o Papa, é algo "que o próprio Deus colocou no homem"; "é a alma da oração, que se reveste de muitas formas e modalidades segundo a história, o tempo, o momento, a graça e, finalmente, o pecado de cada um dos que rezam".
"A história do homem conheceu, de fato, variadas formas de oração, porque ele desenvolveu diversas modalidades de abertura ao Alto e ao "mais além", tanto que podemos reconhecer a oração como uma experiência presente em toda religião e cultura."
A oração, como experiência do homem, "é uma atitude interior, antes que uma série de práticas e fórmulas; um modo de estar frente a Deus, antes que de realizar atos de culto ou pronunciar palavras".


"A oração tem seu centro e fundamenta suas raízes no mais profundo da pessoa; por isso, não é facilmente decifrável e, pelo mesmo motivo, pode estar sujeita a mal-entendidos e mistificações."
Por isso também, acrescentou, "rezar é difícil. De fato, a oração é o lugar por excelência da gratuidade, da tensão com relação ao Invisível, ao Inesperado e ao Inefável. Por isso, a experiência da oração é um desafio para todos, uma ‘graça' a ser invocada, um dom d'Aquele a quem nos dirigimos".
Uma expressão típica da oração, disse, é o gesto de colocar-se de joelhos. "É um gesto que leva em si mesmo uma radical ambivalência: de fato, posso ser obrigado a colocar-me de joelhos - condição de indigência e de escravidão - ou posso me ajoelhar espontaneamente, confessando meu limite e, portanto, minha necessidade de Outro."
"Neste olhar para o Outro, neste dirigir-se ao ‘mais além', está a essência da oração, como experiência de uma realidade que supera o sensível e o contingente."


A oração cristã, além disso, dá um passo além, pois Deus já não é um desconhecido buscado às apalpadelas, mas um Deus visível. "Somente no Deus que se revela, a busca do homem encontra sua plena realização", afirmou.
Neste sentido, a oração passa a ser "a abertura e elevação do coração a Deus, torna-se uma relação pessoal com Ele".
"À medida que Deus se revela e revela o homem a si mesmo, a oração surge como um apelo recíproco, um drama de aliança. Através das palavras e dos atos, este drama compromete o coração", concluiu.

Fonte: CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 11 de maio de 2011 (ZENIT.org)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Liberdade de criação ou liberdade de zombaria?




Charge sobre Beato João Paulo II: a "nota discordante" de “Il Misfatto”
ROMA, terça-feira, 10 de março de 2011 (ZENIT.org) - Um dia quase perfeito, esplêndido e ensolarado, para Roma e para o mundo. Assim poderia ser resumido o domingo 1º de maio, ou seja, o dia em que o Papa João Paulo II foi beatificado. A liturgia solene celebrada na Praça de São Pedro atraiu a Roma, de acordo com algumas estimativas, cerca de 1,5 milhão de fiéis e peregrinos de todo o mundo, do distante México até a Polônia, terra natal do novo Beato.
Tudo se desenvolveu com grande ordem e sem incidentes, mas não podia faltar a habitual "nota discordante". Disso se encarregou a dupla de jornalistas que dirige o jornal independente Il Fatto Quotidiano, Antonio Padellaro e Marco Travaglio, que - coincidências da vida -, precisamente no dia 1º de maio, publicaram, em sua charge no Il Misfatto, uma caricatura muito irreverente - segundo alguns, diretamente uma blasfêmia - do Papa Wojtyla.
O desenho, assinado pelo cartunista de quadrinhos eróticos, o italiano Milo Manara, representa o falecido Papa no Paraíso, onde repousa em uma nuvem e está rodeado por três mulheres-anjos, muito atraentes, com atitude provocadora e expressão maliciosa. Enquanto uma voz diz "Fizeram de você um santo! Acabou o passeio grátis!", a legenda que acompanha o desenho também é muito irreverente: "Na terra não o deixavam morrer (mas depois lhe deram esse prazer, não como ao pecador Welby). No paraíso não o deixam viver", lê-se, em alusão à doença e agonia do Papa polonês e à chamada "morte doce" de Piergiorgio Welby, em dezembro de 2006. Eloquente é também o título: "Não há paz para Wojtyla", que se lê em letras grandes.
Estamos na mesma. Enquanto os católicos comemoram a beatificação de Karol Wojtyla, conhecido também como "o gigante de Deus" ou "João Paulo II, o Grande", algumas pessoas têm que tirar sarro dos seus sentimentos ou ofender suas sensibilidades, tudo em nome do direito à sátira e à liberdade de expressão (muitas vezes entendida como liberdade para insultar). Isso levanta uma questão: Il Fatto teria colocado em sua charge uma imagem irreverente, fazendo referência a outras religiões, como a muçulmana? Provavelmente não, porque teria irrompido um pandemônio, com uma "fatwa" contra o cartunista e a redação. Basta lembrar o clamor provocado pela caricatura do profeta Maomé publicada em setembro de 2005, em um dos jornais dinamarqueses mais conhecidos, o Jyllands-Posten.
É incômodo constatar que, para os autores ou os que apoiam obras blasfemas, os cristãos deveriam permanecer em silêncio diante das provocações. Parece que a única reação que se consente é a de "oferecer a outra face". É revelador o episódio que teve lugar recentemente na França. No último Domingo de Ramos, um pequeno grupo de jovens destruiu, com marteladas, uma das obras da exposição "Je crois aux miracles. 10 ans de la Collection Lambert", aberta em 10 de dezembro em outra "cidade dos papas", Avignon, e que encerrou no domingo, 8 de maio. Como observa Christine Sourgins no site Décryptage (20 de abril), o grupo foi descrito pela mídia como um "comando católico", "termo militar que permite colocar todos no mesmo saco, com os islamitas". Ou seja: um cristão que reage a mais uma provocação termina, ipso facto, na categoria de extremista ou terrorista.
A obra de arte "destruída" é do artista americano Andres Serrano e se chama "Piss Christ" (Cristo de urina). Esta é a fotografia de um pequeno crucifixo imerso em urina (do artista), misturada com líquido seminal. O artefato remonta a 1987 e faz parte da série "Inmersions", que inclui, por exemplo, uma Última Ceia imersa em fluidos fisiológicos. De acordo com Serrano, que se proclama "cristão", o objetivo é chamar a atenção para a situação da AIDS. Desde o início, a obra - que ganhou em 1989 o prêmio Awards in the Visual Arts - tem provocado fortes polêmicas, nos EUA e na Austrália, onde foi questionada em 1997 pelo arcebispo de Melbourne, Dom George Pell.
O "ataque" à obra, considerada blasfema, no qual também se viu afetada outra fotografia de Serrano, "Soeur Jean Myriam", provocou reações diversas, incluindo a do ministro da Cultura francês, Frédéric Mitterrand. De acordo com o sobrinho do falecido presidente socialista François Mitterand, a ação atenta "contra um princípio fundamental", ou seja, "a liberdade de criação e de expressão consagrada na Constituição" (Décryptage). O próprio Mitterand admitiu, no entanto, que uma das obras danificadas "poderia chocar certo público". Uma declaração surpreendente, é claro, porque, como sempre lembra Sourgins, historiadora da arte e autora de "Les Mirages de l'Art contemporain" -, "a obra realmente choca".
Que os jovens tenham feito justiça com as próprias mãos, recorrendo à violência e destruindo duas das exposições, é certamente discutível. Porque isso significa "entrar em uma lógica arriscada", como observou Thibaut Dary, colaborador leigo da diocese de Nanterre (Décryptage, 21 de abril), que sugeriu outra resposta: "Kiss Cristo," a de beijar Jesus na cruz, como acontece na liturgia da Sexta-Feira Santa.
A lista de obras de arte contemporânea que desprestigiam o cristianismo, em particular o catolicismo, é muito longa. Por exemplo, a "Rã crucificada", do artista alemão Martin Kippenberger, uma rã verde (de fato, muito feia), crucificada, enquanto tem na mão (ou pata) direita uma cerveja e na esquerda, um ovo. Outro exemplo poderia ser o crucifixo obsceno feito por Federico Solmi, de Bolonha. O trabalho apresentado como a "renovação" de um crucifixo de 1200, representa uma figura nua na cruz (o próprio artista, sorrindo maliciosamente), com o turbante na cabeça, a cruz no peito e o órgão sexual ereto, saindo da roupa íntima.
Também fora do Ocidente não faltam as provocações artísticas anticristãs. Uma imagem do Sagrado Coração de Jesus, com um cigarro na mão direita e uma lata de cerveja na esquerda, publicada em um livro didático do Ensino Fundamental, abalou a comunidade cristã da Índia no ano passado. Ainda em 2010, foi possível "admirar", em um shopping da capital chinesa Pequim, um Cristo crucificado com o rosto do personagem da Disney "por excelência", Mickey Mouse.
Não há dúvida. A arte contemporânea muitas vezes procura provocação em vez de beleza, inclusive o escândalo. Que um dos alvos favoritos seja a cruz ou Jesus crucificado, convida à reflexão. Talvez isso signifique que "o escândalo da cruz" - como São Paulo escreveu em sua Epístola aos Gálatas (5,11) - continua suscitando reações, também adversas, no mundo da arte contemporânea. Mas isso deve acontecer necessariamente de maneira vulgar ou algo pior?

Fonte : Zenit

terça-feira, 3 de maio de 2011

Do Comum dos pastores da Igreja: para um Papa.



ORAÇÃO

Ó Deus, rico de misericórdia,
que escolhestes o beato João Paulo II
para governar a Vossa Igreja como papa,
concedei-nos que, instruídos pelos seus ensinamentos,
possamos abrir confiadamente os nossos corações
à graça salvífica de Cristo, único Redentor do homem.
Ele que convosco vive e reina,
na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

Site:  http://www.joaopauloii.va/pt/