sábado, 30 de julho de 2011

Perigo para os jovens, a pobreza de amor


Faltando alguns dias para a Jornada Mundial da Juventude de Madri, Bento XVI encorajou os jovens a abandonar algumas pobrezas que os assolam, começando pela falta de amor.
"É necessário – ressalta o Papa em uma carta – que o crescimento das novas gerações seja alimentado não só por noções culturais e técnicas, mas sobretudo pelo amor, que supera o individualismo e o egoísmo, e permite prestar atenção às necessidades de todo irmão e irmã.”
Por esta razão, o Santo Padre chama a "se preocupar com toda pobreza de nossos jovens, moral, física, existencial e, acima de tudo, a pobreza de amor, a raiz de todo problema sério humano".
Este é o conselho que o pontífice deixa na carta enviada ao superior geral dos religiosos somascos, com ocasião do Ano Jubilar convocado pela Ordem no quinto centenário da libertação milagrosa de seu fundador, São Jerônimo Emiliani (1486-1537), da prisão.
A carta apresenta o exemplo do jovem soldado Jerônimo, cuja vida mudou na noite de 27 de setembro de 1511, depois de ter sido feito prisioneiro na guerra entre a República de Veneza e os Estados da Liga de Cambrai.
Depois de fazer um voto de mudança de vida para a Virgem, recuperou a liberdade de uma forma inexplicável.
"Impelido por vicissitudes familiares – ele tinha se tornado guardião de todos os seus sobrinhos que ficaram órfãos –, Jerônimo amadureceu a ideia de que os jovens, especialmente os mais necessitados, não podem ser abandonados, mas que, para crescer, precisam de um requisito essencial: o amor”, explicou o Papa.
"Nele, o amor supera a sagacidade, e dado que era um amor que surgia da própria caridade de Deus, estava cheio de paciência e compreensão: atento, terno e disposto ao sacrifício, como o amor de uma mãe", escreve o bispo de Roma.
Os religiosos somascos, fundados por São Jerônimo como “companhia dos servos e dos pobres" até o ano de 1534, assumem o nome da cidade italiana onde nasceu e morreu seu fundador, Somasca. Eles se dedicam, em particular, à educação cristã da juventude.

Fonte: Rádio Vaticano

quinta-feira, 28 de julho de 2011

A felicidade dos namorados está na grandeza da alma!

Normalmente, é no próprio ciclo de amizades e ambiente de convívio que os namoros começam. Sabemos que o ambiente molda de certa forma, a pessoa; logo, você deverá procurar alguém naquele ambiente que há os valores que você preza. Se você é cristão, então, procure entre famílias cristãs, ambientes cristãos, grupos de jovens, entre outros, a pessoa que você procura.
O namoro começa com uma amizade, que pode ser um pré-namoro que vai evoluindo. Não mergulhe de cabeça num namoro, só porque você ficou "fisgado" pelo outro. Não vá com muita sede ao pote, porque você pode quebrá-lo. Sinta primeiro, por intermédio de uma pura amizade, quem é a pessoa que está à sua frente. Talvez já nesse primeiro relacionamento amigo você saberá que não é com essa pessoa que você deverá namorar. É o primeiro filtro, cuja grande vantagem é não ter ainda qualquer compromisso com o outro, a não ser de amigos.
Nem sempre será fácil para você começar e terminar um namoro. Especialmente hoje, com a maior abertura do país, logo as famílias são também envolvidas, e isso faz o namoro se tornar mais compromissado. Se você não explorar bem o aspecto saudável da amizade, pode ser que o seu namoro venha a terminar rapidamente porque você logo se decepcionou com o outro. Isso poderia ter sido evitado se, antes, vocês tivessem sido bons amigos. Não são poucas às vezes em que o término de um namoro envolve também os pais dos casais, e isso nem sempre é fácil de ser harmonizado.
O namoro é o encontro de duas pessoas, naquilo que elas são e não naquilo que elas possuem. Se você quiser conquistar um rapaz só por causa da sua beleza ou do seu dinheiro, pode ser que amanhã você não se satisfaça mais só com isso. Às vezes uma pessoa simpática, bem humorada, feliz supera muitos que oferecem mais beleza e perfeição física que ela.
Infelizmente, a nossa sociedade troca a "cultura da alma" pela "cultura do corpo". A prova disso é que nunca as cidades estiveram tão repletas de academias de ginástica, salões de beleza, cosméticos, cirurgias plásticas, etc., como hoje. Investe-se ao máximo naquilo que é a dimensão mais inferior do ser humano - embora importante - o corpo. É claro que todas as moças querem namorar um rapaz bonito, e também o mesmo vale para os jovens, mas nunca se esqueça de que o mais importante é "invisível aos olhos".
A sua felicidade não está na cor da pele, no tipo do seu cabelo e na altura do seu corpo, mas na grandeza da sua alma. Você já reparou quantos belos e belas artistas terminam de maneira trágica a vida? Nem a fama mundial, nem o dinheiro em abundância, nem os "amores" mil, foram suficientes para fazê-los felizes. Faltou cultivar o que é essencial; aquilo que é invisível aos olhos. Tenho visto muitas garotas frustradas porque não têm aquele corpinho de manequim, ou aquele cabelo das moças que fazem as propagandas dos "Shampoos”; mas isto não é o mais importante, porque acaba.
A vida é curta - mesmo que você jovem não perceba - e, por isso, não podemos gasta-la com aquilo que acaba com o tempo. Os homens de todos os tempos sempre quiseram construir obras que vencessem os séculos. Ainda hoje você pode ver as pirâmides de 4000 anos do Egito, o Coliseu romano de 2000 anos, e tantas obras fantásticas. Mas a obra mais linda e mais duradoura é aquela que se constrói na alma, porque esta é imortal. Portanto, ao escolher o namorado, não se prenda nas aparências físicas, mas desça até as profundezas da sua alma. Busque lá os seus valores.

Fonte: Felipe Aquino

terça-feira, 26 de julho de 2011

Agonia de Jesus segundo São Padre Pio

Espírito Divino iluminai a minha inteligência, inflamai o meu coração, enquanto medito na Paixão de Jesus.
Ajudai-me a penetrar nesse mistério de amor e sofrimento do meu Deus, que, feito homem sofre, agoniza, morre por mim.
Ó Eterno, ó Imortal, descei até nós para sofrer um martírio inaudito, a morte infame sobre a cruz no meio dos insultos, de impropérios e ignomínias, a fim de salvar a criatura que o ultrajou e continua a atolar-se na lama do pecado.
O homem saboreia o pecado e, por causa do pecado, Deus está mortalmente triste; os tormentos duma agonia cruel fazem-no suar sangue!.
Não, não posso penetrar neste oceano de amor e de dor sem a ajuda da vossa graça, ó meu Deus.
Abri-me o acesso à mais íntima profundidade do coração de Jesus, para que eu possa participar da amargura que o conduziu ao Jardim das Oliveiras, até às portas da morte — para que me seja dado consolá-lo no seu extremo abandono.
Ah! Pudesse eu unir-me a Cristo, abandonado pelo Pai e por Si próprio, a fim de expirar com Ele!.
Maria, Mãe das Dores, permiti que eu siga Jesus e participe intimamente da sua Paixão e do seu sofrimento!.
Meu Anjo da guarda velai para que as minhas faculdades se concentrem todas na agonia de Jesus e nunca mais se desprendam.
No termo da sua vida terrestre, depois de nos ter inteiramente entregue no Sacramento do seu amor, o Senhor dirige-se ao Jardim das Oliveiras, conhecido dos discípulos, mas de Judas também.
Pelo caminho ensina-os e prepara-os para a sua Paixão iminente convida-os, por Seu amor, a sofrer calúnias, perseguições até à morte, para os transfigurar à semelhança dele, modelo divino.
No momento de começar a sua Paixão amaríssima, não é nele que pensa; pensa em ti.
Que abismos de amor não contém o seu Coração!.
A sua Santa Face é toda tristeza, toda ternura.
As suas palavras jorram da profundidade mais íntima do seu coração, e são todas palpitação de amor.
— Ó Jesus, o meu coração perturba-se quando penso no amor que vos obriga a correr ao encontro da vossa Paixão.
Ensinastes-nos que não há amor maior que dar a vida por aqueles a quem se ama.
Eis que estáis prestes a selar estas palavras com o vosso exemplo.
No Jardim da Oliveiras, o Mestre afasta-se dos discípulos e só leva três testemunhas da sua Agonia: Pedro, Tiago e João.
Eles, que o viram transfigurado sobre o Tabor, terão força para reconhecer o Homem-Deus neste ser, esmagado pela angústia da morte?.
Ao entrar no Jardim disse-lhes: “Ficai aqui! Velai e rezai para não cairdes em tentação.
Acautelai-vos, porque o inimigo não dorme.
Armai-vos antecipadamente com as armas da oração para não serdes surpreendidos e arrastados para o pecado.
É a hora das trevas”.
Tendo-os exortado, afastou-se à distância de uma pedrada e prostrou-se com a face em terra.
A sua alma está mergulhada num mar de amargura e extrema aflição.
É tarde.
Na lividez da noite agitam-se sombras sinistras.
A Lua parece injetada de sangue.
O vento agita as árvores e penetra até aos ossos.
Toda a natureza como que estremece de secreto pavor!.
Ó noite, como nunca houve outra semelhante.
Eis o lugar onde Jesus vem orar.
Ele despoja a sua santa Humanidade da força à qual tem direito pela sua união com a Divina Pessoa, e mergulha-a num abismo de tristeza, de angústia, de abjeção.
O seu espírito parece submergir-se.
Via antecipadamente toda a sua Paixão.
Vê Judas, seu apóstolo tão amado, que o vende por alguns dinheiros.
Ei-lo a caminho de Getsêmani, para o trair e entregar!.
Todavia, ainda há pouco não o alimentou com a sua carne, não lhe deu a beber o seu sangue? .
Prostrado diante dele, lavou-lhe os pés, apertou-os contra o coração, beijou-os com os seus lábios.
Que não fez ele para o reter à beira do sacrilégio, ou pelo menos para o levar a arrepender-se!.
Não! Ei-lo que corre para a perdição Jesus chora.
Vê-se arrastado pelas ruas de Jerusalém onde ainda há alguns dias o aclamavam como Messias.
Vê-se esbofeteado diante do sumo-sacerdote.
Ouve os gritos: À morte! Ele, o autor da vida, é arrastado como um farrapo de um para outro tribunal.
O povo, o seu povo tão amado, tão cumulado de bênçãos, vocifera contra Ele, insulta-o, reclama aos gritos a sua morte, e que morte, a morte sobre a cruz.
Ouve as suas falsas acusações.
Vê-se flagelado, coroado de espinhos, escarnecido, apupado como falso rei.
Vê-se condenado à cruz, subindo ao Calvário, sucumbindo ao peso do madeiro, trêmulo, exausto.
Ei-lo chegado ao Calvário, despojado das roupas, estendido sobre a cruz, impiedosamente trespassado pelos pregos, ofegante entre indizíveis torturas.
Meu Deus! Que longa agonia de três horas, até sucumbir no meio dos apupos da gentalha, ébria de cólera!.
Ei-lo com a garganta e as entranhas, devoradas por sede ardente.
Para estancar essa sede, dão-lhe vinagre e fel.
Vê o Pai que o abandona, e a Mãe, aniquilada pela dor.
Para acabar, a morte ignominiosa no meio de dois ladrões.
Um reconhece-o, e pôde salvar-se; o outro blasfema e morre réprobo.
Vê Longuinhos, que se aproxima para lhe trespassar o coração.
Ei-la, consumada, a extrema humilhação do corpo e da alma, que separam.
Tudo isto, cena após cena, passa diante dos seus olhos, apavora-o, acabrunha-o.
Desde o primeiro instante tudo avaliou, tudo aceitou.
Porque, pois, este terror extremo? É que expôs a sua santa humanidade como escudo, captando os ataques da Justiça, ultrajada pelo pecado.
Sente vivamente no espírito, mergulhado na maior solidão, tudo o que vai sofrer.
Para tal pecado, tal pena Está aniquilado, porque se entregou, ele próprio, ao pavor, à fraqueza, à angústia.
Parece ter chegado ao auge da dor.
Está de rastos, com a face em terra, diante da Majestade do Pai.
Jaz no pó, irreconhecível, a santa Face do Homem-Deus, que goza da visão beatífica.
Meu Jesus! Não sois Deus?.
Não sois o Senhor do Céu e da Terra, igual ao Pai? Para que haveis de abaixar-vos até perder todo o aspecto humano?.
Ah, sim Compreendo! Quereis ensinar-me, a mim, orgulhoso, que para entender o Céu devo abismar-me até ao fundo da Terra.
É para expiar a minha arrogância que vos deixais afundar no mar da agonia.
É para reconciliar o Céu com a Terra que vos abaixais até à terra como se quisesseis dar-lhe o beijo da paz Jesus ergue-se, volve para o céu um olhar suplicante, ergue os braços, reza.
Cobre-lhe o rosto mortal palidez! Implora o Pai que se desviou dele.
Reza com confiança filial, mas sabe bem qual o lugar que lhe foi marcado.
Sabe-se vítima a favor de toda a raça humana, exposta à cólera de Deus ultrajado.
Sabe que só ele pode satisfazer a Justiça infinita e conciliar o Criador com a criatura.
Quer, reclama que seja assim.
A sua natureza, porém, está literalmente esmagada.
Insurge-se contra tal sacrifício.
Todavia, o seu espírito está pronto à imolação e o duro combate continua.
Jesus, como podemos pedir-vos para sermos fortes, quando vos vemos tão fraco e acabrunhado?.
Sim, compreendo! Tomastes sobre vós a nossa fraqueza.
Para nos dardes a vossa força, vos tornastes a vítima expiatória.
Quereis ensinar-nos como só em vós devemos depositar confiança, até quando o céu nos parece de bronze.
Na sua Agonia, Jesus clama ao Pai: “Se é possível, afasta de mim este cálice”.
É o grito da natureza que, prostrada, recorre cheia de confiança ao Céu.
Embora saiba que não será atendido, porque não deseja sê-lo, contudo ora.
Meu Jesus, por que pedis o que não podeis obter? Que mistério vertiginoso! .
A mágoa que vos dilacera vos faz mendigar a ajuda e conforto, mas o vosso amor por nós e o desejo de nos levar a Deus vos faz dizer: “Não se faça a minha vontade, mas a tua”.
O seu coração desolado tem sede de ser confortado, tem sede de consolação.
Docemente, Ele levanta-se, dá alguns passos vacilantes; aproxima-se dos discípulos; eles, pelo menos, os amigos de confiança, hão de compreender e partilhar da sua mágoa.
Encontra-os mergulhados no sono.
De súbito sente-se só, abandonado! “Simão dormes?” pergunta docemente a Pedro.
Tu, que há pouco me dizias que querias seguir-me até à morte!.
Vira-se para os outros “Não podeis velar uma hora comigo?”.
Uma vez mais, esquece os sofrimentos, não pensa senão nos discípulos: “Velai e orai para não cairdes em tentação!”.
Parece dizer “Se me esquecestes tão depressa, a mim, que luto e sofro, pelo menos no vosso próprio interesse, velai e orai!”.
Mas eles, tontos de sono, mal o ouvem.
Ó meu Jesus, quantas almas generosas, tocadas pelos vossos lamentos, vos fazem companhia no Jardim das Oliveiras, compartilhando da vossa amargura e da vossa angústia moral.
Quantos corações têm respondido generosamente ao vosso apelo através dos séculos! Possam eles vos consolar e, comparticipando do vosso sofrimento, possam eles cooperar na obra da salvação!.
Possa eu próprio ser desse número e vos consolar um pouco, ó meu Jesus!.
Jesus volta ao local da oração e apresenta-se-lhe diante dos olhos outro quadro bem mais terrível.
Desfilam diante dele todos os nossos pecados, nos seus mais ínfimos pormenores.
Vê a extrema vulgaridade dos que os cometem.
Sabe a que ponto ultrajam a divina Majestade.
Vê todas as infâmias, todas as obscenidades, todas as blasfêmias que mancham os corações e os lábios, criados para cantar a glória de Deus.
Vê os sacrilégios que desonram Pais e fiéis.
Vê o abuso monstruoso dos sacramentos, instituídos por Ele para nossa salvação, e que facilmente podem ser causa de nos perdermos.
Tem de cobrir-se com toda a lama fétida da corrupção humana.
Tem de expiar cada pecado à parte, e restituir ao Pai toda a glória roubada.
Para salvar o pecador, tem de descer a este buraco.
Mas, isto não o detém.
Vaga monstruosa, essa lama rodeia-o, submerge-o, oprime-o.
Ei-lo em frente do Pai, Deus da Justiça, Ele, Santo dos Santos, vergado ao peso dos nossos pecados, tornando-se igual aos pecadores.
Quem poderá sondar o seu horror e a sua extrema repugnância? Quem compreenderá a extensão da horrível náusea, do soluço de desgosto?.
Tendo tomado todo o peso sobre ele, sem exceção alguma sente-se esmagado por monstruoso fardo, e geme sob o peso da Justiça divina, em face do Pai que permitiu ao Seu filho se oferecesse como vítima pelos pecados do mundo, e se transformasse numa espécie de maldito.
A sua pureza estremece diante desta massa infame, mas ao mesmo tempo vê a Justiça ultrajada, o pecador condenado.
No seu coração defrontam-se duas forças, dois amores.
Vence a Justiça ultrajada.
Mas, que espetáculo infinitamente lamentável! Este homem, carregado com todos os nossos crimes.
Ele, essencialmente Santidade, confundido, embora exteriormente, com os criminosos Treme como uma folha.
Para poder afrontar esta terrível agonia abisma-se na oração.
Prostrado diante da Majestade do Pai, diz: “Pai, afasta de mim este cálice”.
É como se dissesse: “Pai, quero a tua glória! Quero o cumprimento da tua justiça.
Quero a reconciliação do gênero humano.
Mas não por este preço! Que eu, santidade essencial, seja assim salpicado pelo pecado, ah! Não isso não! Ó pai, a quem tudo é possível, afasta de mim este cálice e encontra outro meio de salvação nos tesouros insondáveis da tua sabedoria.
Porém, se não quiseres, que a tua vontade, e não a minha, se faça!.
Desta vez ainda, fica sem efeito a prece do Salvador.
Sente a angústia mortal, ergue-se a custo em busca de consolação.
Sente como as forças o abandonam.
Arrasta-se penosamente até junto dos discípulos.
Uma vez mais, encontra-os a dormir.
A sua tristeza torna-se mais profunda.
E contenta-se simplesmente em acordá-los.
Sentiram-se confusos? Sobre isto nada sabemos.
Só vemos Jesus indizivelmente triste.
Guarda para ele toda a amargura deste abandono.
Mas Jesus, como é grande a dor que leio no teu coração, transbordante de tristeza.
Vos vejo afastando-vos dos vossos discípulos, ferido, todo magoado!.
Pudesse eu dar-vos algum reconforto, consolar-vos um pouco, mas, incapaz de mais nada, choro aos vossos pés.
Unem-se às vossas as lágrimas do meu amor e da minha compunção.
E elevam-se até ao trono do Pai, suplicando que tenha piedade de nós, que tenha piedade de tantas almas, mergulhadas no sono do pecado e da morte.
Jesus volta ao lugar onde rezara, extenuado e em extrema aflição.
Cai, sim, mas não se prostra.
Cai sobre a terra.
Sente-se despedaçado por angústia mortal e a sua prece torna-se mais intensa.
O Pai desvia o olhar, como se Ele fosse o mais abjeto dos homens.
Parece-me ouvir os lamentos do Salvador.
Se, ao menos as criaturas por causa de quem eu tanto sofro quisessem aproveitar-se das graças obtidas através de tantas dores!.
Se, ao menos reconhecessem pelo seu justo valor, o preço pago por mim para resgatar e dar-lhes a vida de filhos de Deus!.
Ah! este amor despedaça-me o coração, bem mais cruelmente do que os carrascos que irão, em breve, despedaçar-me a carne.
Vê o homem que não sabe, porque não quer saber; e blasfema do Sangue Divino e, o que é bem mais irreparável, serve-se desse Sangue para sua condenação.
Quão poucos o hão de aproveitar, quantos outros correrão ao encontro do próprio extermínio!.
Na grande amargura do Seu coração, continua a repetir: Quão poucos aproveitaram o meu Sangue!.
O pensamento, porém, deste pequeno número basta para afrontar a Paixão e morte.
Nada existe, não há ninguém que possa dar-lhe sombra de consolação.
O Céu fechou-se para Ele.
O homem, embora esmagado ao peso dos pecados, é ingrato e ignora o seu amor.
Sente-se submerso num mar de dor e grita no estertor da agonia: “A minha alma está triste até a morte”.
Sangue Divino, que jorras, irresistivelmente do Coração de Jesus, corres por todos os seus poros para lavar a pobre Terra ingrata.
Permite-me que eu te recolha, Sangue tão precioso, sobretudo estas primeiras gotas.
Quero guardar-te no cálice do meu coração.
És prova irrefutável deste Amor, única causa de teres sido vertido.
Quero purificar-me através de ti, Sangue preciosíssimo! Quero com ele purificar todas as almas, manchadas pelo pecado.
Quero oferecer-te ao Pai.
É o sangue do seu Filho Bem-Amado que caiu sobre a Terra para a purificar.
É o Sangue do seu Filho que ascende ao Seu trono para reconciliar a Justiça ultrajada.
A alegria é na verdade muito mais veemente do que a dor.
Jesus chegou então ao fim do caminho doloroso?.
Não.
Ele não quer limitar a torrente do seu amor!.
É preciso que o homem saiba quanto ama o Homem-Deus.
É preciso que o homem saiba até que abismos de abjeção pode levar amor tão completo.
Embora a Justiça do Pai esteja satisfeita com o suor do Sangue preciosíssimo, o homem carece de provas palpáveis deste amor.
Jesus seguirá, pois até ao fim: até à morte ignominiosa sobre a cruz.
O contemplativo conseguirá talvez intuir um reflexo desse amor que o reduz aos tormentos da santa agonia no Jardim das Oliveiras.
Aquele, porém, que vive entorpecido pelos negócios materiais, procurando muito mais o mundo do que o Céu deve vê-lo também pelo aspecto externo, pregado à cruz, para que, ao menos, o comova a visão do seu Sangue e a Sua cruel agonia.
Não, o Seu coração, transbordante de amor, não está ainda contente!.
Domina-o a aflição, e ora de novo: “Pai, se este cálice não pode ser afastado, sem que eu beba, faça-se a Tua vontade”.
A partir deste instante, Jesus responde do fundo do seu coração abrasado de amor, ao grito da humanidade que reclama a sua morte como preço da Redenção.
À sentença de morte que seu Pai pronuncia no Céu, responde a Terra reclamando a sua morte.
Jesus inclina a sua adorável cabeça: “Pai, se este cálice não pode ser afastado, sem que eu o beba, faça-se a Tua vontade”.
E eis que o Pai lhe envia um anjo de consolação.
Que alívio pode um anjo oferecer ao Deus da força, ao Deus invencível, ao Deus Todo-Poderoso?.
Mas este Deus quis tornar-se inerme.
Tomou sobre os ombros toda a nossa fraqueza.
É o Homem das Dores, em luta com a agonia.
Ora ao Pai por Si e por nós.
O Pai recusa atendê-lo, pois deve morrer por nós.
Penso que o anjo se prostra profundamente diante da Beleza eterna, manchada de pó e sangue, e com indizível respeito suplica a Jesus que beba o cálice, pela glória do Pai e pelo resgate dos pecadores.
Rezou assim, para nos ensinar a recorrer ao Céu, unicamente quando as nossas almas estão desoladas como a Sua.
Ele, a nossa força, virá ajudar-nos, pois que consentiu em tomar sobre os ombros todas as nossas angústias.
Sim, meu Jesus, é preciso que bebais o cálice até ao fundo!.
Estais votado à morte mais cruel.
Jesus, que nada possa separar-me de vós, nem a vida nem a morte!.
Se, ao longo da vida, só desejo unir-me ao vosso sofrimento, com infinito amor, ser-me-á dado morrer convosco no Calvário e convosco subir à Glória.
Se vos sigo nos tormentos e nas perseguições tornar-me-eis digno de vos amar um dia, no Céu, face a face, convosco, cantando eternamente o vosso louvor em ação de graças pela cruel Paixão.
Vede! Forte, invencível, Jesus ergue-se do pó! Não desejou Ele o banquete de sangue com o mais forte desejo?.
Sacode a perturbação que o invadira, enxuga o suor sangrento da face, e, em passo firme dirige-se para a entrada do Jardim.
Onde ides, Jesus? Ainda há instantes, não estavas empolgado pela angústia e pela dor? .
Não vos vi eu, trêmulo, e como que esmagado sob o peso cruel das provações que vão tombar sobre vós?.
Aonde ides nesse passo intrépido e ousado? A quem vais entregar-vos?.
— Escuta meu filho.
As armas da oração ajudaram-me a vencer; o espírito dominou a fraqueza da carne.
A força foi-me transmitida, enquanto orava, e agora eis-me pronto a tudo desafiar.
Segue o meu exemplo e arranja-te com o Céu, como eu fiz.
Jesus aproxima-se dos apóstolos.
Continuam a dormir! A emoção, a hora tardia, o pressentimento de alguma coisa horrível e irreparável, a fadiga — e ei-los mergulhados em sono de chumbo.
Jesus tem piedade de tanta fraqueza.
“O espírito está pronto, mas a carne é fraca”.
Jesus exclama "Dormi agora e repousai".
Detém-se por instante.
Ouvem que Jesus se vai aproximando, e entreabrem os olhos.
Jesus continua a falar: "Basta" É chegada a hora; eis que o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores.
Levantai-vos, vamos; eis que se aproxima o que me há de entregar”.
Jesus vê todas as coisas com os seus olhos divinos.
Parece dizer: Meus amigos e discípulos, vós dormis, enquanto que os meus inimigos velam e se aproximam para virem prender-me!.
Tu, Pedro, que há pouco te julgavas bastante forte para me seguir até na morte, também tu dormes agora! Desde o princípio tens-me dado provas da tua fraqueza!.
Está, porém, tranqüilo.
Aceitei sobre mim a tua fraqueza e rezei por ti.
Depois de confessares a tua falta, serei a tua força e apascentará os meus rebanhos.
E tu, João, também tu dormes? Tu, que acabavas de sentir as pulsações do meu coração, não pudeste velar uma hora comigo!.
Levantai-vos, vamos partir, já não há tempo para dormir.
O inimigo está à porta! É a hora do poder das trevas! Partamos.
De livre vontade, vou ao encontro da morte.
Judas acorre para trair-me, e eu vou ao seu encontro.
Não impedirei que se cumpram à risca as profecias.
Chegou a minha hora: a hora da misericórdia infinita.
Ressoam os passos; archotes acesos enchem o jardim de sombras e púrpura.
Intrépido e calmo, Jesus avança seguido pelos discípulos.
— Ó meu Jesus, dai-me a vossa força quando a minha pobre natureza se revolta diante dos males que a ameaçam, para que possa aceitar com amor as penas e aflições desta vida de exílio.
Uno-me com toda a veemência aos vossos méritos, às vossas dores, à vossa expiação, às vossas lágrimas, para poder trabalhar convosco na obra da salvação.
Possa eu ter a força de fugir ao pecado, causa única da vossa agonia, do vosso suor de sangue, e da vossa morte.
Afasteis de mim o que vos desagrada, e imprimi no meu coração com o fogo do vosso santo amor todos os vossos sofrimentos.
Abraçai-me tão intimamente, em abraço tão forte e tão doce, que nunca eu possa deixar-vos sozinho no meio dos vossos cruéis sofrimentos.
Só desejo um único alívio: repousar sobre o vosso coração.
Só desejo uma única coisa: partilhar da vossa Santa Agonia.
Possa a minha alma inebriar-se com o vosso Sangue e alimentar-se com o pão da vossa dor! Amém.

Site:http://www.oracoes.info

segunda-feira, 25 de julho de 2011

São Cristovão



Hoje a igreja celebra o dia de São Cristovão, a devoção a este santo é uma das mais antigas e populares da Igreja, tanto do Oriente como do Ocidente.
Ele consta da relação dos "quatorze santos auxiliadores" invocados para interceder pelo povo nos momentos de aflições e dificuldades. Assim, o vigor desta veneração percorreu os tempos com igual intensidade e alcançou os nossos dias da mesma maneira. 
Cristóvão foi, flagelado, golpeado com flechas, jogado no fogo e por fim decapitado.
São Cristóvão é popularmente conhecido como o protetor dos viajantes, assim como dos motoristas e dos condutores.

 Oração de São Cristovão

Ó São Cristóvão, que atravessastes a correnteza furiosa de um rio com toda a firmeza e segurança, porque carregáveis nos ombros o Menino Jesus, fazei que Deus se sinta sempre bem em meu coração, porque então eu terei sempre firmeza e segurança no guidão do meu carro e enfrentarei corajosamente todas as correntezas que eu encontrar, venham elas dos homens ou do espírito infernal.
São Cristóvão, rogai por nós.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A vida Interior




O fato de Deus ser oculto ─ Deus absconditus ─ é tido por um dos obstáculos graves para a conversão das almas. Deus, porém, por efeito de sua bondade, de alguma forma se manifesta por meio dos seus santos, e até por meio de almas fervorosas. Assim é que o sobrenatural transpira aos olhos dos fiéis, que vislumbram alguma coisa do mistério de Deus.

Que é, pois, essa difusão do sobrenatural? Não será o brilho da santidade, o esplendor do influxo divino, chamado correntemente pela Teologia graça santificante? Ou melhor, não será talvez o resultado da presença inefável das Pessoas Divinas naquele que Elas santificam?

Outra não era a explicação de São Basílio: "Quando o Espírito Santo se une às almas que a graça purificou, é para espiritualizá-las ainda mais. Como o sol torna mais rutilante o cristal que toca e penetra com o seu raio, assim o Espírito Santificador torna mais luminosas as almas onde habita, e estas, devido a tal presença, por sua vez tornam-se outros tantos focos, que difundem em torno a graça santificante".

Essa manifestação do divino, que se traía em todos os gestos e até no repouso do Homem-Deus, nós a vislumbramos em certas almas dotadas de vida interior mais intensa. Aí estão, clamando bem alto o segredo do seu silencioso apostolado, as conversões maravilhosas que operavam certos santos só com a fama de suas virtudes, as plêiades de aspirantes à vida perfeita que iam pedir-lhes a graça de segui-los. Com Santo Antão, assim se povoaram os desertos do Oriente. São Bento fez surgir essa inumerável falange de santos religiosos que civilizaram a Europa.

São Bernardo exerceu influência sem par, assim na Igreja como sobre os reis e sobre os povos. São Vicente Ferrer excitava, à sua passagem, entusiasmo indescritível em multidões imensas, e, o que é mais, provocava a conversão delas. No encalço de Santo Inácio ergue-se esse exército de bravos, um dos quais, Francisco Xavier, por si só basta para regenerar uma quantidade incrível de pagãos. Somente a irradiação do poder do próprio Deus, através desses instrumentos humanos, pode explicar a razão desses prodígios.

Que desgraça, quando não há almas verdadeiramente interiores entre as pessoas que estão à frente de obras importantes! O sobrenatural parece eclipsado, o poder de Deus fica como encadeado. Como os santos nos ensinam, é então que um país declina, e que a Providência parece abandonar aos maus todo o poder de fazer estragos.

Compenetremo-nos bem desta verdade: as almas, como que instintivamente, e sem lograrem claramente definir o que sentem, percebem essa irradiação do sobrenatural. Vede como de bom grado se vai prostrar aos pés do sacerdote, e implorar perdão, esse pecador que reconhece o próprio Deus na pessoa de seu representante. E desde o dia em que o conceito integral de santidade cessa de ser o ideal necessário do ministro de tal ou tal seita cristã, essa seita se vê infalivelmente obrigada a suprimir a confissão.

Johannes quidem signum fecit nullum
─ Na verdade, João não fez nenhum milagre (Jo. 10,41). Sem fazer nenhum milagre, João Batista atraía as multidões. Bem fraca era a voz de São Vianney, para se fazer ouvida da multidão que em volta dele se apinhava. Sem embargo, se não ouviam, viam-no ─ viam uma custódia de Deus ─ e só essa vista subjugava e convertia os assistentes. Voltara de Ars um advogado. Como lhe perguntassem o que mais o tinha impressionado, respondeu: "Vi Deus num homem".

Lícito nos seja resumir tudo por meio de uma comparação um tanto vulgar. É bem conhecida a seguinte experiência de eletricidade: Colocada sobre um isolador, uma pessoa é posta em comunicação com uma máquina elétrica; seu corpo carrega-se de fluido elétrico; mal alguém se aproxima dela, logo se deflagra a faísca, que faz estremecer aquele que se põe em contato com tal pessoa.

Assim acontece para o homem interior. Uma vez desapegado das criaturas, entre Jesus e ele logo se estabelece uma comoção incessante, uma como que corrente contínua. O apóstolo, transformado em acumulador de vida sobrenatural, condensa em si o fluido divino, que se diversifica e se adapta às circunstâncias e a todas as exigências do meio em que opera: Virtus de Illo exibat et sanabat omnes

─ Saía d'Ele uma virtude que os curava a todos (Lc., 6, 19). As suas palavras e atos tornam-se então os eflúvios dessa força, que é latente, mas sumamente eficaz para derrubar os obstáculos, alcançar conversões e aumentar o fervor.

Quanto mais as virtudes teologais existirem num coração, tanto mais esses eflúvios hão de ajudar a fazer nascer essas mesmas virtudes nas almas.

(D. Jean-Baptiste Chautard, "A Alma de Todo Apostolado" - Ed. F.T.D., 1962, p. 116)

Fonte: Comunidade católica shalom

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A PASSIO DOMINI




Na Quinta-feira Santa, Nosso Senhor foi até o Jardim das Oliveiras para rezar, começando assim a Sua Divina Paixão. Ali Ele rezou: "Pai, se for da Vossa vontade, afastai de mim este cálice: no entanto, não se faça a minha vontade, mas a Vossa". Então um Anjo descendo do céu apareceu-Lhe para O fortalecer. Do mesmo modo como o Anjo fortaleceu e consolou Nosso Senhor, o Eterno Sumo Sacerdote, assim nos reunimos na presença de Jesus na Eucaristia para fortalecer espiritualmente e nutrir os nosso sacerdotes, através da intercessão dos santos Anjos. Jesus quis que o Seu sacerdócio permanecesse na Igreja, de uma forma visível através dos sacerdotes. Por essa razão, a atenção para o sacerdócio sacramental da Igreja é uma característica essencial da Obra dos Santos Anjos.


O "mistério pascal" de Jesus Cristo está no centro da nossa fé cristã. A Páscoa de Jesus realizada através de seu sofrimento, morte e ressurreição também está no centro da espiritualidade da Obra dos Santos Anjos. Os membros da OA são encorajados a realizar a memória semanal da Paixão de Nosso Senhor em união com os santos Anjos. Começando cada quinta-feira à noite e prosseguindo até sexta-feira à tarde os membros são convidados a manter um certo grau de recolhimento e de reflexão sobre a Paixão do Senhor. Eles devem passar uma hora na quinta-feira à noite e outra hora na sexta-feira à tarde (de acordo com as possibilidades do próprio estado de vida) dedicando-se à oração e adoração, em união com Jesus Cristo assim como Ele passou através da agonia no Jardim das Oliveiras na Quinta-feira Santa, e morreu na cruz na Sexta-feira Santa.


Assim como o anjo veio fortalecer a Cristo no Jardim do Getsêmani, assim também invocamos os santos Anjos para fortalecer-nos no carregar as nossas próprias cruzes. No entanto, a observância da Passio Domini é acima de tudo uma oração de intercessão para os outros. Durante o tempo que acompanhamos Cristo na sua paixão, oferecemos as gotas do Preciosíssimo Sangue de Jesus que Ele derramou por amor a nós e para a salvação do mundo. Nós oferecemos o Seu sangue, de modo especial para os sacerdotes e para os religiosos, para que eles sejam fiéis no cumprimento de suas vocações. Também intercedemos por aqueles sacerdotes que abandonaram a sua vocação para que eles possam se reconciliar com Cristo e a Sua Igreja.



Nosso Senhor pede que vigiemos com Ele uma hora. Qualquer pessoa seguindo este apelo do Senhor e permitindo ser conduzida pelo seu santo Anjo, aprende, antes de mais, a força do silêncio; silêncio que é algo mais do que "Não falar". É o silêncio dos lábios e do coração, do amor à tranqüilidade e ao recolhimento; o silêncio que tem a reverência como o seu primeiro fruto. Ele também eleva o homem para o mundo das verdades da fé. Ele é o caminho para a purificação e integridade, uma arma contra toda a dissipação, distração e superficialidade.


Existem três fases na vida ascética que consideramos ser a Lei dos santos Anjos: silenciar - escutar - obedecer. Estas três práticas, a seu tempo, deverão dar frutos e tornarem-se, por assim dizer, os atributos característicos de quem é guiado pelos santos Anjos.


A manifestação externa destes atributos se concretiza nas quatro direções fundamentais da Obra: Adoração - Contemplação - Expiação - Missão. É nestas direções que a própria vida com o Anjo encontra a sua expressão. Estas quatro direções não são novas na Igreja. Os numerosos e diversos mosteiros, assim como diversas congregações religiosas o testemunham. Mas, aqui, é a maneira como são realizadas que é nova; também o objetivo é novo, em especial o de expiação pelos sacerdotes.
Ouvimos Nosso Senhor falando aos nossos corações, e imploramos ao Pai Celestial de permitir que uma gota do Preciosíssimo Sangue de Jesus, derramado no Jardim de Getsêmani, possa cair sobre aqueles por quem oramos. No mais profundo desespero de Nosso Senhor, Ele encontrou os Apóstolos dormindo e lhes perguntou: "Então não pudestes vigiar uma hora comigo?". Queremos passar estas três horas com nosso Salvador, para que neste tempo Ele não sofra sozinho.


Venha, então, convidamos você para se reunir conosco e com os santos Anjos neste trabalho abençoado que fazemos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amen.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus





Sagrado Coração de Jesus
A devoção ao Coração de Jesus existe desde os primeiros tempos da Igreja, desde que se meditava no lado e no Coração aberto de Jesus, de onde saiu sangue e água. Desse Coração nasceu a Igreja e por esse Coração foram abertas as portas do Céu.