domingo, 30 de outubro de 2011

A Obra dos Santos Anjos é uma associação pública da Igreja Católica em conformidade com a doutrina tradicional e as diretivas da Suprema Autoridade; difunde entre os fiéis a devoção aos santos Anjos, exorta à oração pelos sacerdotes, promove o amor a Jesus Cristo na Sua paixão e a união à mesma.

A meta da Obra dos Santos Anjos é a renovação da vida espiritual na Igreja com a ajuda dos santos Anjos nas direções fundamentais da Adoração, Contemplação, Expiação e Missão.

Vale a pena esse retiro de silêncio. maiores informações no site:
Fonte: www.opusangelorum.org

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

"Se hoje estamos na noite escura, amanhã Ele nos liberta"


Papa recorda misericórdia infinita de Deus
Na catequese de hoje, o Papa Bento XVI meditou sobre o Salmo 136, “um solene hino de louvor que celebra as inúmeras manifestações de bondade do Senhor para com os homens”.
Partindo das tradições judaicas, o Pontífice explicou que “solene oração de ação de graças, conhecida como o 'Grande Hallel', este Salmo é cantado tradicionalmente no final da ceia pascal judaica e foi, provavelmente, também rezado por Jesus na última Páscoa celebrada com seus discípulos”.
“Ao longo do poema, são enumeradas as muitas maravilhas de Deus na história humana e as suas intervenções em curso em favor de seu povo; e a cada proclamação da ação salvífica do Senhor responde a antífona coma motivação fundamental do louvor: o amor eterno de Deus”, afirmou.


Este salmo celebra o Senhor como aquele que faz “grandes maravilhas”, entre elas, a criação: “O mundo criado é sintetizado em seus principais elementos, com particular ênfase nos astros, no sol, na lua, nas estrelas, criaturas magníficas que governam o dia e a noite. Não se fala aqui da criação do ser humano, mas ele está sempre presente; o sol e a lua existem para ele – para o homem –, para marcar o tempo do homem, colocando-o em relação com o Criador, sobretudo através da indicação dos tempos litúrgicos”.


O texto recorda também “o longo peregrinar de Israel até a terra prometida: 'Conduziu seu povo no deserto, porque o seu amor é para sempre' (v. 16). Essas poucas palavras contêm uma experiência de quarenta anos, um tempo decisivo para Israel, que, deixando-se guiar pelo Senhor, aprende a viver na fé, na obediência e na docilidade à lei de Deus”.
Ao longo das grandes maravilhas que o salmo menciona, chega-se ao cume “no cumprimento da promessa divina feita aos Padres: 'Deu a sua terra por herança, porque o seu amor é para sempre; em herança a Israel, seu servo, porque o seu amor é para sempre' (vv. 21-22)”.
O Papa, aplicando o salmo à realidade atual, explicou: “Naturalmente, nós podemos dizer: essa libertação do Egito, o tempo do deserto, a entrada na Terra Santa e, em seguida, os outros problemas, que estão muito longe de nós, não são a nossa história”.


E acrescentou: “A estrutura fundamental é que Israel recorda-se da bondade do Senhor (...).E isso é importante também para nós: ter uma memória da bondade do Senhor. A memória torna-se uma força de esperança. A memória nos diz: Deus existe, Deus é bom, eterna é a sua misericórdia. E assim a memória abre, mesmo na escuridão de um dia, de um período, a estrada para o futuro: é luz e estrela que nos guia”.
“Também nós temos uma memória do bem, do amor misericordioso, eterno de Deus. A história de Israel já é uma memória também para nós, como Deus se mostrou e criou seu próprio povo. Depois, Deus se fez homem, um de nós: viveu conosco, sofreu conosco, morreu por nós. Permanece conosco no Sacramento e na Palavra. É uma história, uma memória da bondade de Deus, que nos assegura a sua bondade: o seu amor é eterno”, afirmou o Santo Padre.
“E, depois, também nestes dois mil anos da história da Igreja, existe sempre, de novo, a bondade do Senhor. Após o período obscuro da perseguição nazista e comunista, Deus libertou-nos, mostrou-nos que é bom, que tem força, que a sua misericórdia é para sempre”, acrescentou.


E aconselhou: “Devemos realmente valorizar essa história, ter sempre a memória das grandes coisas que Ele fez na nossa vida, para ter confiança: a sua misericórdia é eterna. E se, hoje, estamos na noite escura, amanhã Ele nos liberta, porque a sua misericórdia é eterna”.
O Papa concluiu sua catequese citando as palavras que São João escreve em sua Primeira Carta “e que deveremos sempre manter presentes na nossa oração: 'Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato'”.

Fonte:CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 19 de outubro de 2011 (ZENIT.org)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Oração à Nossa Senhora Aparecida - Padroeira do Brasil - (12 de outubro)




Ó incomparável Senhora da Conceição Aparecida. Mãe de meu Deus, Rainha dos Anjos, Advogada dos pecadores, Refúgio e Consolação dos aflitos e atribulados, ó Virgem Santíssima; cheia de poder e bondade, lançai sobre nós um olhar favorável, para que sejamos socorridos em todas as necessidades.
Lembrai-vos, clementíssima Mãe Aparecida, que não se consta que de todos os que têm a vós recorrido, invocado vosso santíssimo nome e implorado vossa singular proteção, fosse por vós algum abandonado.

Animado com esta confiança a vós recorro: tomo-vos de hoje para sempre por minha mãe, minha protetora, minha consolação e guia, minha esperança e minha luz na hora da morte.

Assim, pois, Senhora, livrai-me de tudo o que possa ofender-vos e a vosso Filho meu Redentor e Senhor Jesus Cristo. Virgem bendita, preservai este vosso indigno servo, esta casa e seus habitantes, da peste, fome, guerra, raios, tempestades e outros perigos e males que nos possam flagelar. Soberana Senhora, dignai-vos dirigir-nos em todos os negócios espirituais e temporais; livrai-nos da tentação do demônio, para que, trilhando o caminho da virtude, pelos merecimentos da vossa puríssima Virgindade e do preciosíssimo Sangue de vosso Filho, vos possamos ver, amar e gozar na eterna glória, por todos os séculos dos séculos.
Amém.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Bento XVI aos cartuxos: “Igreja precisa de vocês”



Afirma que toda vocação é importante no Povo de Deus


“A Igreja precisa de vocês”: esta foi a mensagem que Bento XVI deixou, neste domingo, aos monges da Cartuxa de Serra San Bruno, na região italiana de Calábria, onde realizou uma visita pastoral de um dia.
O Pontífice chegou à Cartuxa dos Santos Estêvão e Bruno, após a manhã transcorrida em Lamezia Terme, e presidiu a celebração das Vésperas com os monges. Em sua homilia, ele quis sublinhar a importância da vida cartuxa para a Igreja universal.
“A Igreja precisa de vocês e vocês precisam da Igreja – afirmou. Seu lugar não é marginal: nenhuma vocação é marginal no Povo de Deus; somos um único corpo, no qual cada membro é importante e tem a mesma dignidade, e é inseparável do todo.”
“Também vocês, que vivem em um isolamento voluntário, estão na verdade no coração da Igreja e fazem correr pelas suas veias o sangue puro da contemplação e do amor a Deus”, sublinhou.
A comunhão eclesial, explicou, “precisa de uma força interior” e “o ministério dos pastores toma das comunidades contemplativas uma seiva espiritual que vem de Deus”.
O núcleo da espiritualidade cartuxa, explicou o Papa, é “o forte desejo de entrar em união de vida com Deus, abandonando todo o resto, tudo aquilo que impede esta comunhão, e deixando-se aferrar pelo imenso amor de Deus, para viver somente desse amor”.
“Todo mosteiro – masculino ou feminino – é um oásis no qual, com a oração e a meditação, se penetra incessantemente no poço profundo do qual se toma a 'água viva' para a nossa sede mais profunda.”
Mas a Cartuxa “é um oásis especial, onde o silêncio e a solidão são protegidos com particular cuidado, segundo a forma de vida iniciada por São Bruno e que permaneceu sem mudanças no curso dos séculos”, sendo ainda “atual e significativa no mundo de hoje”.
“Precisamente nisso consiste a beleza de toda vocação na Igreja – sublinhou Bento XVI: em dar tempo a Deus de agir com o seu Espírito e à própria humanidade de formar-se, de crescer, segundo a medida da maturidade de Cristo, nesse particular estado de vida.”
Para o Papa, pode considerar-se “um caminho de transformação no qual se realiza e se manifesta o mistério da ressurreição de Cristo em nós”.
“Às vezes, aos olhos do mundo, parece impossível permanecer durante toda a vida em um mosteiro, mas, na verdade, toda uma vida é apenas suficiente para entrar nessa união com Deus, nessa realidade essencial e profunda que é Jesus Cristo”, destacou.
Terminada a celebração das Vésperas, o Papa se dirigiu ao refeitório, para saudar a comunidade. Após assinar o Livro de Ouro dos hóspedes ilustres, visitou uma cela e a enfermaria, despedindo-se dos monges no pátio.

Fonte: SERRA SAN BRUNO, segunda-feira, 10 de outubro de 2011 (ZENIT.org)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O sacerdote no século 21, segundo cardeal Piacenza



Prefeito da Congregação para o Clero traça o perfil do padre


“Dispensadores dos mistérios de Cristo” e “sinais seguros de referência e de esperança para quem procura a plenitude, o sentido, o fim, a felicidade”. O prefeito da Congregação para o Clero, cardeal Mauro Piacenza, traçou um perfil do sacerdote do século XXI, diante do clero de Los Angeles, onde está participando, a convite do novo arcebispo, da reunião anual de padres hispânicos nos Estados Unidos.
“Num mundo anêmico de oração e de adoração, o sacerdote é, em primeiro lugar, o homem da oração, da adoração, do culto, da celebração dos santos mistérios. Num mundo imerso em mensagens consumistas, pansexuais, atacado pelo erro, apresentado nos aspectos mais sedutores, o sacerdote deve falar de Deus e das realidades eternas, e, para fazê-lo com credibilidade, deve ser apaixonadamente crente, como também limpo”.
Segundo o prefeito da Congregação para o Clero, “o sacerdote deve dar a impressão de estar em meio às pessoas como quem parte de uma lógica e fala uma língua diferente dos outros”.
“Ele não é como os outros. O que se espera dele é precisamente que não seja como os outros.”


Uma resposta

Em referência ao contexto atual, o cardeal afirmou que “num mundo de violência e egoísmo, o sacerdote deve ser o homem da caridade”.
“Das alturas puríssimas do amor de Deus, do qual ele tem uma particularíssima experiência, desce até o vale onde muitos vivem a solidão, a incomunicabilidade, a violência, para lhes anunciar misericórdia, reconciliação e esperança”.
“O sacerdote responde às exigências da sociedade, fazendo-se voz de quem não tem voz: os pequenos, os pobres, os velhos, oprimidos, marginalizados”, continuou. “Não pertence a si mesmo, e sim aos outros; compartilha as alegrias e as dores de todos, sem distinção de idade, categoria social, procedência política, prática religiosa. É o guia da porção do povo que lhe foi confiada, pastor de uma comunidade formada por pessoas”, em que cada uma tem um nome, uma história, um destino, um segredo.


Missão
O cardeal Piacenza também falou da missão do sacerdote no século XXI, que corresponde “a uma vocação eterna que se realiza na plena comunhão com Deus”.
“Tem a difícil tarefa, mas eminente, de guiar as pessoas com a maior atenção religiosa e com o escrupuloso respeito da sua dignidade humana, do seu trabalho, dos seus direitos”, destacou.
“O sacerdote não duvidará em entregar a vida, seja numa breve, mas intensa temporada de dedicação generosa e sem limites, ou numa doação cotidiana, longa. O sacerdote deve proclamar ao mundo a mensagem eterna de Cristo, na sua pureza e radicalidade”, afirmou em outro momento.
E completou: “Não deve rebaixar a mensagem, mas confortar as pessoas; deve dar à sociedade, anestesiada pelas mensagens de alguns diretores ocultos, detentores dos poderes que se impõem, a força libertadora de Cristo”.


Modelo de estabilidade
Segundo Piacenza, “um sacerdote deve ser ao mesmo tempo pequeno e grande, nobre de espírito como um rei, simples e natural como um plebeu”.
O sacerdote tem que ser “um herói na conquista de si, o soberano dos seus desejos, um servidor dos pequenos e fracos; que não se humilha perante os poderosos, mas se inclina perante os pobres e pequenos, discípulo de seu Senhor e cabeça de sua grei”.
Ao se dirigir aos sacerdotes da arquidiocese, o purpurado destacou os resultados de uma pesquisa sobre Dachau. Segundo os sobreviventes desse campo de concentração nazista, em meio àquele inferno, os que se mantiveram equilibrados por mais tempo foram os sacerdotes católicos.
O cardeal Piacenza explicou como: “Porque eles eram conscientes da sua vocação, tinham sua escala hierárquica de valores, sua entrega ao ideal era total, eram conscientes da sua missão específica e dos motivos profundos que a sustentavam”.
O purpurado também falou da necessidade de sacerdotes íntegros no contexto atual, caracterizado pela instabilidade na família, no trabalho, nas instituições. “O sacerdote deve ser, constitucionalmente, um modelo de estabilidade e de maturidade, de entrega plena ao seu apostolado”.


Vida e ministério
Diante da “secularização, gnosticismo, ateísmo em suas várias formas”, que “estão reduzindo cada vez mais o espaço do sagrado”, e diante da desordem moral e da pobreza espiritual, “a vida e o ministério do sacerdote ganham importância decisiva e urgente atualidade”.
Segundo o prefeito da Congregação para o Clero, “o verdadeiro campo de batalha da Igreja é a paisagem secreta do espírito do homem, e não se entra ali sem muito tato, compunção, além da graça de estado prometida pelo sacramento da ordem”.
O purpurado também advertiu: “A Igreja é capaz de resistir a todos os ataques, a todos os assaltos que as potências políticas, econômicas e culturais podem desencadear contra ela, mas não resiste ao perigo que provém do esquecimento desta palavra de Jesus”.
Finalmente, perguntou “de que serviria um sacerdote tão semelhante ao mundo que se tornasse um padre mimetizado e não fermento transformador?”.
“Não se pode dar um presente mais precioso a uma comunidade do que um sacerdote segundo o coração de Cristo. A esperança do mundo consiste em contar, também para o futuro, com o amor de corações sacerdotais límpidos, fortes e misericordiosos, livres e mansos, generosos e fiéis”, afirmou.
E exortou os padres a ficarem unidos e serem santos: “Além das inquietações e contestações que agitam o mundo, e são sentidas também dentro da Igreja, há forças secretas, escondidas e fecundas em santidade”.
Fonte: LOS ANGELES, quinta-feira, 6 de outubro de 2011 (ZENIT.org)