segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Dizer eu te amo é coisa séria




Uns 20, 30 anos atrás, em geral nem os pais costumavam declarar com todas as letras o quanto amavam seus filhos. Amavam, sim. E muito! Mas não diziam. Apenas demonstravam, na maioria das vezes! Entre os casais, então, o tão esperado eu te amo costumava ser dito e repetido somente na fase da paixão, e olhe lá, com digamos, excessiva cautela.

Olhar nos olhos de alguém e dizer eu te amo costumava equivaler como selar um compromisso. A pessoa teria que, de fato, tornar-se responsável por quem cativou, como imortalizou Saint Exupery em seu maravilhoso livro O Pequeno Príncipe.

Mas como sabemos, as gerações se complementam, a cultura é dinâmica e os tempos mudam. Hoje, essa declaração chega a ser quase como um cumprimento diário, em muitos casos. Os adolescentes, então, esfuziantes que são não se cansam de se declarar aos amigos, ficantes e namorados todo o amor que têm pra dar!

Há quem considere essa prática um abuso, sem sentido e sem consistência. Banalizaram os sentimentos, justificam-se os mais críticos e reservados. Em alguns casos, pode até ser, mas não apostaria nesta conclusão assim, tão precipitadamente.

Claro que tem gente que fala sem sequer imaginar como é que se sente e, principalmente, como é que se pratica o amor de verdade. Essas pessoas, sim, certamente estão desconsiderando a profundidade e responsabilidade que o amor pede. E quando é assim, concordo: é preciso um tantinho de pudor com o amor, porque é coisa séria!

Por outro lado, embora seja coisa séria, também acredito que deva ser coisa leve, gostosa, espontânea, fluida. E sendo assim, talvez não precisemos resistir tanto às declarações, embora devamos, sim e sempre, fazê-las de modo sincero e consciente, sabendo o que estamos dizendo.

Resumindo: é possível amar muito mesmo! E que bom que seja assim. Mas vale lembrar que uma declaração, quando feita em alto e bom som, toca o outro e gera nele uma expectativa (ou várias). O modo como você diz eu te amo pode ser compreendido de diversas formas, dependendo de quem ouve.

Portanto, mais do que ficar julgando a quantidade de vezes que as pessoas têm declarado seu amor, penso que o importante é sugerir uma reflexão: além das palavras, de que forma temos demonstrado amor? Temos sido pacientes e tolerantes com nossos amados? Temos ouvido o que eles dizem e nos interessado pelo que eles sentem? Temos nos disponibilizado para fazê-los felizes?

Imperfeitos que somos, certamente cometeremos erros, mesmo amando. Mas se nos tornarmos e nos mantivermos atentos agora, hoje, e durante o maior tempo que conseguirmos, talvez consigamos compreender que dizer eu te amo é como colocar um lindo laço sobre um presente. Muito bom! Mas o presente sempre é o que somos. E somos, fundamentalmente, o que fazemos muito mais do que o que falamos. Tal qual, sabiamente, escreveu Ralph Waldo Emerson: O que você faz fala tão alto que não consigo escutar o que você diz.

Fonte: http://msnencontros

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Reencontrar a seriedade da fé cristã






O cardeal Kurt Koch pediu para "recuperar a seriedade da fé cristã".
O presidente do Pontifício Conselho para a promoção da unidade dos cristão presidiu uma missa domingo 13 de novembro na Catedral de Minsk, capital da Bielorrússia, onde, a convite do Patriarcado de Moscou, participou de uma conferência ecumênica. O encontro, que reuniu cristãos da Europa do Leste e do Oeste, se concluiu terça-feira à noite.
O tema da conferência foi: o diálogo católico-ortodoxo e os valores éticos cristãos como uma contribuição para a vida social da Europa. De acordo com a Rádio Vaticano, o evento confirma a aproximação em curso entre Roma e Moscou, um processo em que há "progressos constantes."
No programa da conferência tinha-se argumentos tais como: o mundo contemporâneo e a resposta da Igreja em têrmos de ética social; a crise econômica global e a crise de fé, os valores cristãos em um mundo pluralista; os valores cristãos e economia social de mercado em um momento de crise global .
O cardeal Koch concentrou a sua homilia sobre o Julgamento de Deus, “hoje rejeitado em tantos ambientes e muitas vezes calado", "mesmo a nível teológico."
No entanto, "Deus, quando julga, está interessado pelo homem", disse o cardeal, e o seu juízo não é um ato de condenação pela humanidade, como "um ato de graça, terapêutico e rico de misericórdia
".
Devemos, concluiu Koch, "redescobrir a seriedade da fé cristã", e dar-nos conta de que se, na nossa vida de cada dia, “vemos no juíz divino a medida do nosso viver e do nosso agir”, a “alegria” não desaparece nunca da nossa vida”.

Fonte: (ZENIT.org)