terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O DEMÔNIO EXISTE OU É UMA LENDA?

Já em 1972 o Papa Paulo VI se questionava: Atualmente, quais são as maiores necessidades da Igreja?

Não deveis considerar a nossa resposta simplista, ou até supersticiosa e irreal: uma das maiores necessidades é a defesa daquele mal, a que chamamos Demônio.

A SAGRADA ESCRITURA É CLARA QUANTO À EXISTÊNCIA DO DEMÔNIO:

           E como não haveríamos de recordar que Jesus Cristo, referindo-se três vezes ao Demônio como seu adversário, o qualifica como "príncipe deste mundo" (Jo 12,31; 14,30; 16,11)? E a ameaça desta nociva presença é indicada em muitas passagens do Novo Testamento. São Paulo chama-lhe "deus deste mundo" (2Cor 4,4) e previne-nos contra as lutas ocultas, que nós cristãos devemos travar não só com o Demônio, mas com a sua tremenda pluralidade: "Revesti-vos da armadura de Deus para que possais resistir às ciladas do Demônio. Porque nós não temos de lutar (só) contra a carne e o sangue, mas contra os Principados, contra os Dominadores deste mundo tenebroso, contra os Espíritos malignos espalhados pelos ares" (Ef 6,11-12).
          Diversas passagens do Evangelho dizem-nos que não se trata de um só demônio, mas de muitos (cf. Lc 11,21; Mc 5,9), um dos quais é o principal: Satanás, que significa o adversário, o inimigo; e, ao lado dele, estão muitos outros, todos criaturas de Deus, mas decaídas, porque rebeldes e condenadas; constituem um mundo misterioso transformado por um drama muito infeliz, do qual conhecemos pouco.

A AÇÃO DO DEMÔNIO

         Podemos admitir a sua atuação sinistra onde a negação de Deus se torna radical, sutil ou absurda; onde o engano se revela hipócrita, contra a evidência da verdade; onde o amor é anulado por um egoísmo frio e cruel; onde o nome de Cristo é empregado com ódio consciente e rebelde (cf. 1 Cor 16,22; 12,3); onde o espírito do Evangelho é falsificado e desmentido; onde o desespero se manifesta como a última palavra etc.

Papa Paulo VI
Audiência do dia 15 de novembro de 1972

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Quem São as Potestades?


Potestade é o Coro Angélico formado pelos Santos Anjos que transmitem as Ordens do Coro das Dominações, aquilo que deve ser feito, cuidando de modo especial da “forma” ou “maneira” como devem ser feitas as coisas. Também são os Condutores da ordem sagrada.


Pelo fato de transmitirem o poder que recebem de Deus, são espíritos de alta concentração, alcançando um grau elevado de contemplação ao Criador.



Santo Tomás de Aquino explica que, o nome de Potestade designa certa ordenação, conforme a Escritura (Rm 13, 2): Aquele que resiste à potestade, resiste à ordenação de Deus.

E, por isso, Dionísio diz, que o nome de Potestade significa uma ordenação, relativa, tanto ao recebimento das ordens divinas, como às ações divinas, que os superiores comunicam aos inferiores, conduzindo-os para o alto.

À ordem das Potestades, pertence, pois, ordenar o que deve ser feito pelos súditos... Eles são como que os primeiros, na execução do que é mandado. E por isso, Dionísio diz, que o nome de Principados significa condutor, com ordem sagrada.

Fonte: 
Opus Sanctorum Angelorum 

Alguns textos bíblicos mencionam a existência dessas duas classes de seres, as potestades e os principados. Como nesse texto: “pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.” (Cl 1. 16). Nesse texto é mencionado que tanto os principados quanto as potestades foram criados por Deus.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Quinze minutos em companhia de Jesus Sacramentado


De autor anônimo, este guia de reflexão aparece em muitos devocionários.
Não é necessário, meu filhos, saber muito para agradar-me muito, basta que me ames com fervor. Fala-me, pois, com simplicidade, como falarias com o mais íntimo dos teus amigos ou como falaria com a tua mãe ou com teu irmão.

I- Precisas pedir-me alguma coisa em favor de alguém? Diz- me o seu nome, quer seja o dos teus pais, quer o que teus irmãos e amigos: diz-me em seguida o que querias que Eu fizesse em favor deles hoje.
Pede muito, muito; não deixes de pedir, agradam-me os corações generosos, que chegam a esquercer-se de si próprios para atender às necessidades alheias.
Fala-me com a simplicidade, com franqueza, a respeito dos pobres que queres consolar, dos doentes que vês padecer; dos extraviados que desejas reconduzir ao bom caminho; dos amigos ausentes que queres ver novamente ao teu lado. Diz-me por todos uma palavra de amigo, entranhável e fervorosa.
Recorda-me que prometi ouvi toda súplica que sair do coração. E não terá saído do coração o pedido que me diriges por aqueles que o teu coração ama mais especialmente?

II- E para ti, não necessitas também de alguma graça? Se quiseres, faz uma lista das tuas necessidades e lê-a na minha presença. Diz-me francamente que sente em ti soberba, amor à sensualidade e ao conforto, que talvez sejas egoísta, inconstante, negligente... E pede-me depois que venha em auxilio dos esforços, que fazes, poucos ou muitos, para afastar de ti tais misérias.
Não te envergonhes. No céu há tantos justos, tantos santos de primeira ordem, que tiveram esses mesmos defeitos! Mas pediram com humildade..., e pouco a pouco viram-se livres deles.
E também não duvides em pedir-me bens espirituais e temporais: saúde, memória, bom êxito nos teus trabalhos, negócios ou estudos; tudo isso posso dar-te e o dou, e desejo que me peças desde que não se oponha, mas sim favoreça e ajude a tua santificação. Para já, de que precisas? Que posso fazer para o teu bem? Se soubesses como desejo favorecer-te! Tens no momento algum projeto entre mãos? Conta-me tudo minuciosamente. O que te preocupa? Em que pensas? O que desejas?
E por mim? Não sentes desejos de minha glória? Não quererias poder fazer algum bem ao próximo, aos teus amigos, àqueles a quem amas muito e que talvez vivam esquecidos de mim? Diz-me o que mais te preocupa hoje, o que desejas mais vivamente e com que meios contas para consegui-los.
Diz-me se os teus empreendimentos não saem bem, e Eu te direi as causas do teu fracasso. Não quererias que me interessasse um pouco em teu favor? Meu filho, sou dono dos corações e conduzo-os docemente, sem ferir a sua liberdade, para onde me apraz.

III- Por acaso sentes tristeza ou mau humor? Conta-me, alma desconsolada as tuas tristezas com todos os pormenores. Quem te feriu? Quem te ofendeu o teu amor-próprio? Quem te desprezou?
Aproxima-te do meu coração, que tem um remédio eficaz para curar todas as feridas do teu. Conta-me tudo, e acabarás em breve por dizer-me que, para imitar-me, perdoas tudo, esqueces tudo, e como prêmio receberás a minha benção consoladora. Porventura tens medo? Sentes em tua alma aquelas vagas melancolias, que mesmo que possam ser infundadas, nem por isso são menos angustiantes? Lança-te nos braços da minha Providência. Estou contigo: aqui, tu me tens a teu lado; vejo tudo, ouço tudo, não te desamparo em nenhum momento.
Sentes indiferenças da parte de pessoas que pouco antes te queriam bem, e agora, esquecidas, se afastam de ti, sem que lhes tenhas dado o menor motivo? Roga por elas e Eu farei com que voltem para teu lado, se não forem obstáculos à tua santificação.

IV- E não tens alguma alegria e consolação que queiras comunicar-me? Por que não me tornas participante delas, como bom amigo teu?
Conta-me o que te consolou e fez como que sorrir o teu coração desde ontem, desde a última visita que me fizeste. Talvez tenhas tido surpresas agradáveis, talvez tenhas visto dissiparam-se uns negros receios, talvez tenhas recebido notícias alegres, alguma carta ou sinal de carinho, ou então venceste alguma dificuldade, saíste bem de um apuro. Tudo isso é obra minha, e Eu dispus isso em teu favor; por que não hás de manifestar-me a tua gratidão por isto e dizer-me simplesmente como um filho ao seu pai: obrigado, meu pai, infinitamente obrigado? O agradecimento traz consigo novos benefícios, porque agrada ao benfeitor ver-se correspondido.

Não terás também alguma promessa a fazer-me? Leio já sabes, no fundo do teu coração. Os homens são enganados facilmente, mas Deus não; fala-me, pois, com sinceridade. Tens a firme resolução de não te expores mais àquela ocasião de pecado? De te privares daquele livro que avivou a tua imaginação? De não tratares mais com aquela pessoa que perturbou a paz da tua alma?... Voltarás a ser mais amável e condescendente com aquela outra, que até hoje consideras como tua inimiga só porque uma vez não te serviu?
Pois bem, meu filho, volta às tuas ocupações de costumes, ao trabalho, à família, ao estudo... Mas não esqueças os quinze minutos de grata conversação que tivemos aqui, nós dois, na solidão do santuário...
Sempre que puderes guarda silêncio, modéstia, recolhimento, resignação e caridade com o próximo. Ama a minha Mãe, que também é tua Mãe, e volta outra vez amanhã, com o coração mais amoroso ainda, a cada dia, novo amor, novos benefícios, novas consolações. 
Fonte: Livro Seletas de Orações

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Conhecer bem o que se passa em seu coração para reconhecer os falsos profetas


Na primeira missa de 2014 em Sta Marta, o Papa exorta a colocar à prova qualquer pensamento, para discernir se provêm verdadeiramente de Deus
Por Salvatore Cernuzio
ROMA, 07 de Janeiro de 2014  - Passou o ano, passaram as festas, e o Papa Francisco retorna a Domus Santa Marta para celebrar a missa matutina, que já ocupa um lugar de destaque em seu pontificado. Na missa de hoje, a primeira de 2014, Bergolgio tira os fiéis do relax das festas e marca um novo compromisso: estar vigilante. Vigiar o que? De quem? O Papa já havia falado, mas quer enfatizar: dos falsos profetas e das falsas profecias que nos desviam do caminho que nos leva a Deus. 
“Muitas vezes o nosso coração mais parece uma feira, onde se encontra de tudo, destacou o Papa, mas precisamos experimentar para ver o que é e o que não é do Senhor, para permanecer Nele”.
O primeiro passo para este critério é a vigilância do coração, segundo o conselho do Apóstolo João, contido na Primeira Leitura de hoje, que exorta a “permanecermos no Senhor”. O Apóstolo explica a atitude de quem deseja permanecer no Senhor: “conhecer bem o que se passa em seu coração”. “Nosso coração tem sempre desejos, vontades e pensamentos”, continuou o Papa, que, tantas vezes, damos muita atenção, e esquecemos de colocar um filtro, ou, de questionar: “Isto vem de Deus ou me afasta de Deus?”.
Por isso é “necessária vigilância”, destacou Francisco explicando que o “cristão é um homem ou uma mulher que sabe vigiar o seu coração” para saber se “isto é do Senhor e isto não é”, e assim, “permanecermos no Senhor.”
Não é uma tarefa tão complicada como parece. Basta um critério: “Aquele que não reconhece Jesus não é de Deus: é o anticristo”. Explicando este conceito, o Papa disse que é preciso “reconhecer que Jesus, por ser Deus, se rebaixou e se humilhou até a morte de cruz.”
“O rebaixamento, a humildade, a humilhação, o serviço aos outros é o caminho de Jesus”. Mas se te leva para a “estrada da suficiência, da vaidade, do orgulho e do pensamento abstrato não é de Jesus”.
Francisco sugere pensar “nas tentações de Jesus no deserto: as três propostas que faz o demônio a Jesus são propostas que queriam afastá-lo daquele caminho”, mas Jesus responde com firmeza: “Não, este não é o meu caminho!”
“Muitas vezes, o nosso coração é um caminho, onde passa de tudo”, mas devemos questionar, disse o Papa: “Escolho sempre coisas que provêm de Deus? Conheço o que vem de Deus, os verdadeiros critérios para discernir meus desejos?”
“Pensemos nisso, afirmou Francisco, e não nos esqueçamos que o critério é a Encarnação do Verbo. O Verbo veio em carne: ele é Jesus Cristo, que se fez homem, se rebaixou e se humilhou por amor, para servir todos nós. Que o Apóstolo João, concluiu o Pontífice, nos conceda a graça de saber o que se passa em nosso coração e a sabedoria para discernir o que vem de Deus e o que não”. Fonte: (Zenit.org)

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus




A Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus é a primeira Festa Mariana que apareceu na Igreja Ocidental, começou a ser celebrada em Roma no século VI, provavelmente junto com a dedicação –no dia 1º de janeiro– do templo “Santa Maria Antiga” no Foro Romano, uma das as primeiras igrejas marianas de Roma.

A antigüidade da celebração mariana pode ser constatada nas pinturas com o nome de “Maria, Mãe de Deus” (Theotókos) que foram encontradas nas Catacumbas ou antiqüíssimos subterrâneos que estão cavados debaixo da cidade de Roma, onde se reuniam os primeiros cristãos para celebrar a Missa nos tempos das perseguições.
Mais adiantes, o rito romano celebrava no dia 1º de janeiro a oitava de Natal, comemorando a circuncisão do Menino Jesus. Após desaparecer a antiga festa mariana, em 1931, o Papa Pio XI, por ocasião do XV centenário do concílio de Éfeso (431), instituiu a Festa Mariana para o dia 11 de outubro, em memória deste Concílio, no qual se proclamou solenemente a Santa Maria como verdadeira Mãe de Cristo, que é verdadeiro Filho de Deus; mas na última reforma do calendário –logo após o Concílio Vaticano II– a festa foi transferida para o dia 1o de janeiro, com a máxima categoria litúrgica, de solenidade, e com título de Santa Maria, Mãe de Deus.
Desta maneira, esta Festa Mariana encontra um marco litúrgico mais adequado no tempo de Natal do Senhor; e ao mesmo tempo, todos os católicos começamos o ano pedindo a proteção da Santíssima Virgem Maria.

O Concílio de Éfeso
No ano de 431, o herege Nestor atreveu-se a dizer que Maria não era Mãe de Deus, afirmando: “Então Deus tem uma mãe? Pois então não condenemos a mitologia grega, que atribui uma mãe aos deuses”. Frente a isso, 200 bispos do mundo se reuniram em Éfeso –a cidade onde a Santíssima Virgem passou seus últimos anos– e iluminados pelo Espírito Santo declararam: “A Virgem Maria é Mãe de Deus porque seu Filho, Cristo, é Deus”. E acompanhados por todo o gentio da cidade que os rodeava portando tochas acesas, fizeram uma grande procissão cantando: "Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte. Amém. Amém".
Também São Cirilo de Alexandria ressaltou: “Dir-se-á: a Virgem é mãe da divindade? A isso respondemos: o Verbo vivente, subsistente, foi gerado pela mesma substância de Deus Pai, existe desde toda a eternidade... Mas no tempo ele se fez carne, por isso pode-se dizer que nasceu de mulher”.

Mãe do Menino Deus
“Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”
É a partir desse fiat, faça-se que Santa Maria respondeu firme e amorosamente ao Plano de Deus; graças a sua entrega generosa Deus mesmo pôde se encarnar para nos trazer a Reconciliação, que nos livra das feridas do pecado.
A donzela de Nazaré, a cheia de graça, ao assumir em seu ventre o Menino Jesus, a Segunda Pessoa da Trindade, torna-se a Mãe de Deus, dando tudo de si para seu Filho; vemos pois que tudo nela aponta a seu Filho Jesus.
É por isso, que Maria é modelo para todo cristão que busca dia a dia alcançar sua santificação. Em nossa Mãe Santa Maria encontramos a guia segura que nos introduz na vida do Senhor Jesus, ajudando-nos a conformar-nos com Ele e poder dizer como o Apóstolo “vivo eu mas não eu, é Cristo que vive em mim”.